Arquitetura cultural de Nazca: características e exemplos

Arquitetura cultural de Nazca: características e exemplos

A arquitetura da cultura de Nazca é caracterizada principalmente pela construção de grandes centros urbanos e cerimoniais e pelas gravuras peculiares no terreno. Essa cultura se desenvolveu nas áreas costeiras do sul do Peru, especialmente entre 100 aC e 800 dC; embora restos arqueológicos muito mais antigos e mais tarde tenham sido encontrados na região.

Nesta cultura destacam-se as gravuras no chão. Eles os criaram removendo depósitos de manganês e óxido de ferro que cobriam a superfície pedregosa do deserto, expondo o solo mais claro por baixo e colocando as pedras limpas nas bordas.

Esses desenhos são visíveis apenas do ar. Seus motivos são animais, bem como linhas retas e formas geométricas.

Características dos centros urbanos

De acordo com as evidências arqueológicas, havia uma diferença substancial entre o conceito de centro cerimonial e o da cidade ou núcleo de casas, tanto em termos do modelo de construção usado quanto da escolha de onde erguer os edifícios.

Habitação de forma linear

As formações naturais que se estendiam aos vales dos rios favoreciam a construção de casas. Assim, as aldeias emergiram linearmente e paralelamente às linhas centrais.

Delimitação através das paredes

Os espaços residenciais foram dispostos em aterros nivelados e delimitados por muros de contenção.

Estes eram cobertos por telhados, sustentados por postes de huarango (espécies de plantas desérticas) e paredes de acácia usadas como barreira.

Cahuachi: exemplo da arquitetura nazca

A história da arquitetura da cultura Nazca é caracterizada por mudanças substanciais no uso de materiais, técnicas de construção e organização do espaço. E Cahuachi, o local sagrado mais importante da civilização de Nazca, não foi exceção.

Este site foi usado para festivais de colheita, adoração de antepassados ​​e enterros. É constituído por uma série de enormes montes e praças cerimoniais.

Localização

Cahuachi foi construído na margem sul do rio Nazca, no trecho em que corre no subsolo.

O lençol freático aqui teria sobrevivido à maioria das secas. Por esse motivo, era considerado um lugar sagrado.

A água era administrada através de aquedutos subterrâneos e cisternas com entradas em socalcos, para irrigar o entorno e garantir um suprimento constante.

Recursos arquitetônicos

A fase inicial é diferenciada pelo uso de paredes de quincha. O quincha é um sistema tradicional de construção na América do Sul.

É uma estrutura feita com cana ou bambu, que é coberta com uma mistura de barro e palha.

Em fases posteriores, elementos de adobe foram usados ​​para construir as paredes. Estes eram originalmente de forma cônica, depois pareciam pão.

A fase final foi caracterizada pela presença substancial de um enchimento artificial e pela reutilização de paredes e elementos antigos de adobe.

Além disso, o uso de espaços públicos variava, além dos espaços mais exclusivos localizados nos terraços escalonados que moldam os edifícios da pirâmide.

O uso de salas separadas foi mantido ao longo do tempo e intensificado durante a quarta fase de Cahuachi. Estes foram apoiados por colunas no perímetro externo dos templos.

Esses templos eram intercalados com grandes áreas públicas, como praças, recintos cerimoniais e corredores.

Estruturas principais

Duas estruturas se destacam neste centro cerimonial. O primeiro é o Grande Templo, cujas dimensões excedem 150 x 100 metros na base e 20 metros de altura. Está localizado no centro da parte sul do site.

A segunda estrutura, a “Grande Pirâmide”, está localizada ao lado do Grande Templo.

Referências

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