Infidelidade (psicologia): definição e causas

A infidelidade é o ato de manter relações emocionais ou sexuais com alguém que não seja o parceiro atual. Na psicologia, é um campo que engloba conceitos complexos, desde a compreensão do por que isso acontece, até as consequências que podem afetar o relacionamento.

Todos sabemos que um dos eventos mais dolorosos que podem ocorrer em um relacionamento ou casamento é descobrir que seu parceiro teve um relacionamento íntimo com outra pessoa.

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Embora os relacionamentos possam ser a fonte de experiências mais agradáveis, eles também são a fonte de uma das experiências mais dolorosas, como a infidelidade. As estimativas indicam que mais de 25% dos homens casados ​​e 20% das mulheres casadas fazem sexo fora do casamento.

Uma vez que a infidelidade é conhecida pelo outro membro, o estresse começa a fazer parte do casal. O caminho de volta para um relacionamento saudável não é fácil e, portanto, requer um esforço de ambos os lados.

Muitos casais decidem procurar orientação e assistência profissional, pois é muito benéfico e pode ajudá-los nesse complicado processo de recuperação.

Definição de infidelidade

Psicologia masculina ou feminina são diferentes. A infidelidade não é a mesma para todos. Para alguns, por exemplo, assistir pornografia online pode ser considerado uma traição ao relacionamento, enquanto para outros a traição não é consumada sem penetração.

De acordo com a definição, chamamos de infidelidade os relacionamentos afetuosos do tipo romântico, a curto ou longo prazo, entre duas pessoas que não as do vínculo matrimonial. Mas não basta envolver o ato sexual, o fato de também procurar um vínculo emocional pode parecer uma traição ao casal.

Assim, a infidelidade é entendida como violação de acordos previamente estabelecidos no casal ou violação de confiança.

Dessa forma, considera-se que, para que um relacionamento amoroso funcione adequadamente e seja preservado por longos períodos de tempo, é necessário que seja acompanhado de apoio, confiança, proteção, segurança e, fundamentalmente, de aceitação aberta, com prazer e sem queixa, tanto de si mesmo, como daqueles que dizem amar.

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Causas de infidelidade

Algumas das causas mais comuns que levam ao rompimento do relacionamento são: falta de atenção ao cônjuge, descuido com os filhos, abuso, rejeição, argumentos, brigas, punição, vingança , as agressões, a traição, o engano, a mentira, o repúdio e a infidelidade.

A maioria das pessoas acredita que elas são morais e boas e, portanto, consideram que trair o parceiro é errado. Então, como é possível que aqueles que mentem ou são infiéis possam continuar mantendo o engano, apesar de contrariar seus princípios morais?

Compreender por que somos infiéis e como eles se reconciliam consigo mesmo pode nos ajudar a entender por que mentimos.

Genetics

Segundo um estudo do Instituto Karolinska, em Estocolmo, os homens que possuem esse gene estabelecem vínculos mais fracos com seus parceiros.Mas seus autores apontam que é decisivo para nós, pois o comportamento humano também depende do biológico, psicológico e social.

Teoria da troca social

Da psicologia, existem diferentes teorias sobre o porquê do ser humano, uma delas é a teoria das trocas sociais.Essa teoria afirma que as pessoas avaliam seus relacionamentos com base em custos e benefícios.

Portanto, quando as pessoas experimentam insatisfação em seus relacionamentos, elas tendem a procurar outros relacionamentos.

De acordo com um estudo publicado no The Journal Of Sex Research em 2010, foi demonstrado que, na faixa etária da universidade, a maioria das pessoas faz sexo fora de seu relacionamento de apoio.

Em resumo, se alguém inicia um relacionamento para atender às suas necessidades de suporte, proteção etc. e não se torna o que ele esperava, é muito provável que a infidelidade ocorra.

Portanto, quando a infidelidade tiver sido cometida ou se espera que seja feita, ela já estaria dando uma indicação de que o relacionamento está com problemas.

Teoria do anexo

Outra das teorias que a psicologia nos oferece para aplicar por que somos infiéis é a terapia de apego, que fornece uma estrutura útil para prever a infidelidade conjugal.

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Em dois estudos longitudinais de 207 casais recém-casados, foi demonstrado que os cônjuges com maior probabilidade de cometer uma infidelidade eram aqueles que apresentavam uma alta taxa de ansiedade por apego.

As pessoas que desenvolvem um estilo de apego inseguro tendem a ser desconfiadas, inseguras e com expectativas negativas em situações dolorosas.

Portanto, aqueles que desenvolvem altos níveis de ansiedade, além de um apego inseguro, tendem a sentir que suas necessidades de intimidade não são atendidas e, consequentemente, podem usar o sexo para atender às necessidades não atendidas em seu relacionamento.

Quando você pode dar uma infidelidade?

Antes de se tornar infiel, há uma série de estágios pelos quais todo relacionamento passa, uma vez que estes não são estáticos.As etapas de acordo com um estudo da Dra. Susan Campbell, com centenas de casais, são as seguintes:

Etapa 1: Apaixonar-se

Este é o primeiro estágio em todos os relacionamentos. Quase sempre começa com uma intensa atração, paixão, desejo e uma imposição incontrolável de estar com a outra pessoa. Geralmente dura do primeiro mês a 18 meses (máximo de 30 meses)

Nesta fase, os dois ignoram as falhas um do outro e apenas se concentram nos aspectos positivos, ficam em êxtase um com o outro.

É quando os neuroquímicos chamados monoamínicos são produzidos, o que aumenta a freqüência cardíaca e culmina em sentimentos de ansiedade feliz, onde as pessoas não conseguem parar de pensar em seu parceiro.

Hormônios como a noradrenalina ou a dopamina são responsáveis ​​pelo chamado amor romântico, pois aumentam a energia, geram hiperatividade, mantêm a concentração no ente querido, produzem excitação sexual, estimulam o namoro, etc.

Outros hormônios, como vasopressina ou ocitocina, também são responsáveis ​​por produzir sentimentos de intimidade e proximidade. Enquanto a vasopressina é liberada nos homens após a ejaculação, gerando sentimentos de apego, a ocitocina é secretada nas mulheres.

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Etapa 2: Vinculação e compreensão

Nesta fase, eles começam a se conhecer melhor. Ele fala sobre famílias, gostos, preferências, etc. Tudo parece muito bonito e romântico, sendo conhecido como estágio de lua de mel.

Mas, nesse estágio, o casal diferencia o “eu”, “você” do “nós” e começa a mostrar sua autonomia.

Etapa 3: Conflitos

É aqui que começam os primeiros conflitos no casal e as primeiras diferenças aparecem à distância um do outro. Já neste estágio, em vez de ver suas semelhanças, eles começam a se concentrar nas diferenças e defeitos de seu parceiro.

Aqui você tenta mudar seu parceiro novamente na pessoa que pensava que era ou discute diretamente com ele por não ser assim.O objetivo deste estágio é estabelecer a autonomia de cada um dentro do relacionamento sem destruir a conexão de amor entre os dois.

Essa fase pode durar meses ou anos, dependendo do apoio e da vontade de crescer entre os dois como casal.

Etapa 4: Estabilidade

Finalmente, fica claro que você nunca pode mudar seu parceiro e, portanto, desiste de fazê-lo. Você começa a entender que é diferente, e isso também é bom para o relacionamento.

Etapa 5: O compromisso

Com o compromisso, você se dedica totalmente à realidade do que um casal é com seus prós e contras.Aqui começamos a experimentar o chamado equilíbrio entre amor, pertença, poder, diversão e liberdade.

É um estágio em que os relacionamentos devem ter uma boa compreensão dos valores, estilo de vida e objetivos de seus parceiros para o futuro. Deve haver um relacionamento com a família e os amigos um do outro.

Etapa 6: Co-criação

Nesse estágio, as duas pessoas se tornam uma equipe em movimento, realizando projetos juntos, como a criação de uma família, uma empresa etc.Todos os casais passam por diferentes fases, mas nem todos têm a mesma duração.

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