14 plantas em perigo de extinção no Peru

14 plantas em perigo de extinção no Peru

Algumas das plantas ameaçadas de  extinção do Peru são puya titanca, mogno, garra de gato, flor de amancaes, quina, queñoa ou hercampuri. O Peru possui mais de 25 mil espécies, o que representa aproximadamente 10% da flora do planeta. Além disso, possui mais de 7000 espécies endêmicas, plantas originárias do Peru e que apenas se desenvolvem nessa região.

Infelizmente, as práticas de expansão humana, como extração de madeira, queimadas, pastoreio excessivo e a urbanização de territórios virgens, fazem parte da flora peruana em condições vulneráveis.

Lista de plantas ameaçadas de extinção no Peru

Puya ( Puya Raimondi )

É uma planta endêmica do cone sul, mais especificamente, da Bolívia e do Peru. É uma família de abacaxis e é caracterizada pelas “puyas” que se destacam em seus cachos.

Mogno ( Swietenia macrophylla )

Possui uma madeira avermelhada altamente valorizada no mercado de madeira, devido à sua aparência elegante e à simplicidade do trabalho de escultura.

Está em perigo de extinção devido à exploração madeireira e queima indiscriminada, para fins de exploração de móveis finos.

Garra de gato ( Uncaria tomentosa )

É uma planta trepadeira que se desenvolve nas florestas virgens do Peru.

É reconhecido por suas propriedades medicinais como anti-inflamatório, analgésico e antioxidante.

Flor de Amancaes ( Ismene amancaes )

Esta espécie aparece apenas na fase de transição entre o outono e o inverno (junho de cada ano) e é nativa da costa peruana.

Suas flores são amarelas e tem uma vida útil de três dias, em média.

Quina ( Cinchona officinales )

É a árvore nacional do Peru. Também conhecida como casca, kina ou quinino vermelho, essa árvore é amplamente conhecida por seus benefícios medicinais.

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As infusões de quina são recomendadas como antipiréticas, digestivas, anti-sépticas e cicatrizantes.

O mangue

Esta espécie cresce, em média, entre 3 e 5 metros de altura. Possui galhos longos, entrelaçados com suas raízes externas, formando o manguezal.

A modificação do curso natural dos corpos d’água, a erosão e a sedimentação dos solos representam fatores de risco para esta espécie.

Queñoa ( Polylepis racemosa )

É caracterizada pelo desenvolvimento em grandes altitudes, excedendo 3.200 metros de altitude acima do nível do mar.

Seu habitat foi fortemente ameaçado pela queima e extração de madeira, além da produção de carvão em seu entorno.

Orquídea “Zapatito” ( Phragmipedium kovachii )

É nativa do Peru e está protegida pela Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), dada a ameaça de extinção.

Cresce nas florestas tropicais de nuvens do norte do Peru, mais de 1.600 metros acima do nível do mar.

Carzo ( Haplorhus peruviana Engler )

Desenvolve-se para o sudeste do Peru, nos departamentos de Puno, Cuzco, Tacna e Ayacucho. Esta espécie é endêmica e está criticamente ameaçada.

Hercampuri ( Gentianella alborosea )

Está localizado a mais de 3.500 metros acima do nível do mar, em todo o planalto peruano, e geralmente permanece vivo por mais de dois anos

Atribuem-lhe propriedades medicinais para regular o metabolismo das gorduras e aliviar as condições do fígado. Também é usado como diurético e anti-inflamatório.

Matriz ( Myrcianthes ferreyrae )

Da família Myrtaceae, o bayberry está localizado nos oásis enevoados (colinas) do Peru, especificamente na região de Arequipa. Assim, é um tipo de habitat no deserto e estima-se que restem menos de 600 espécimes.

As razões para sua situação crítica são devidas a secas excessivas na área, bem como à atividade humana (construção, mineração, desmatamento, etc.).

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Goma canaquila ( Parkinsonia peruviana )

Pertencentes à família Fabaceae, são espécies de arbustos de tamanho médio, localizadas no alto vale de Marañón, no norte do Peru, sendo endêmicas nessa área semi-desértica.

Acredita-se que restem apenas cerca de 150 ou 200 espécimes, sendo a agricultura, a exploração madeireira e a extração de madeira suas principais ameaças. 

Axinaea ( Axinaea oblongifolia )

Planta localizada nos Andes Equatoriano e Peruano. No caso do Peru, axinaea está localizada entre 1000 e 3000 metros de altitude. É difícil determinar o número de espécimes existentes, embora haja relatos de que na área de Piura a população está diminuindo rapidamente.

O desmatamento tem sido a principal razão para sua queda. A construção de ferrovias ou áreas residenciais também mitigou as opções para essas usinas de ocupar essas terras.

Daphnopsis espinosae ( Daphnopsis espinosae )

Da família Thymelaeaceae, seu habitat é montanhoso. Está localizado em grandes altitudes (2000-4000 metros) nos Andes peruano e equatoriano. As subpopulações dessa espécie diminuem a cada ano, tornando impossível determinar quantas amostras restam.

O desmatamento do meio ambiente, assim como a agricultura e a aquicultura são suas principais ameaças.

Referências

  1. Calle, R. (2014). Árvores do Peru. Recuperado de: Ciencias.pe
  2. Os cientistas desenvolverão uma nova lista de espécies ameaçadas na flora selvagem do Peru (2015). Jornal de Gestão do Peru. Lima Peru. Recuperado de: gestion.pe
  3. A flora do Peru em perigo de extinção (2016). Jornal El Popular. Lima Peru. Recuperado de: elpopular.pe
  4. Flora peruana (2014). Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado. Lima Peru. Recuperado de: sernanp.gob.pe
  5. Plantas em perigo de extinção no Peru (2008). Recuperado em: mundyeco.blogia.com/
  6. Wikipedia, A Enciclopédia Livre (2017). Artigos: Puya raimondii, Ismene amancaes, Haplorhus peruviana, Phragmipedium kovachii, Polylepis racemosa, Cinchona pubescens e Gentianella albo-rosea. Recuperado de: es.wikipedia.org.

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