Juventino Rosas: biografia e obras

José Juventino Policarpo Rosas Cadenas (1868-1894) foi um violinista e compositor mexicano. Sua valsa nas ondas tornou-se seu trabalho mais reconhecido, embora não tenha sido até anos depois quando foi dada atenção à vida do músico. Durante décadas, o nome da obra soou muito mais do que o nome do autor.

A popularidade dessa composição foi, sem dúvida, vista como uma clara interseção entre a Europa e o México, uma vez que a valsa não fazia parte da cultura musical mexicana. Rosas não tinha o reconhecimento nem os ganhos que ele merecia enquanto ela estava viva, dada a dificuldade que teve para iniciar sua carreira devido à sua clara origem indígena.

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Fonte: commons wikimedia

Biografia

Juventino Rosas nasceu em 25 de janeiro de 1868 em Santa Cruz de Guanajato. Esta cidade adquiriu o nome de Santa Cruz de Juventino Rosas em 1939. Nasceu em uma família pobre por ser seus pais José de Jesus Rosas e Paula Cadenas.

Seu talento musical era um tanto inato, pois seu pai era um músico militar que tocava harpa. Seus outros irmãos, Manuel e Patrocínio, também refletiram esse presente para a música.

Uma das anedotas mais conhecidas do artista é que, aos doze anos de idade, ele compôs uma valsa que mudou para um par de sapatos. O pai de Juventino acreditava que formar um grupo musical seria uma boa oportunidade de avançar em um momento tão difícil quanto o que vivia em pequenas cidades mexicanas.

Ele ensinou música aos filhos e começou a tocar em eventos como casamentos e batismos. Manuel na guitarra, Juventino com o violino, sua filha Patrocínio como cantora e ele próprio com sua harpa.

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Cidade do México

No entanto, apesar de seu talento excepcional, seu pequeno reconhecimento na cidade onde moravam não era suficiente para sobreviver, então eles decidiram emigrar para a Cidade do México.

O sonho de ganhar fama e prestígio fracassou quando perceberam que suas características indígenas eram um obstáculo para o reconhecimento nacional e, talvez, mais tarde, internacional.

Mesmo assim, eles não desistiram e continuaram trabalhando duro, embora a morte súbita de seu irmão Manuel em uma briga de bairro daria uma virada inesperada na carreira musical da família.

Angela Peralta

O grupo se dissolveu e agora a Juventino teve que procurar novas oportunidades de emprego. Com 15 anos, ele se juntou à orquestra da conhecida cantora Angela Peralta, que se apresentou no interior do país.

No entanto, essa colaboração não durou muito desde que a banda se desintegrou devido à morte de alguns de seus membros causada por uma epidemia de cólera.

Estudos

Após este golpe contra a jovem Juventino, ele voltou à Cidade do México, onde estava novamente fazendo performances de rua que lhe permitiram coletar dinheiro suficiente para entrar no Conservatório de Música do México em 1885.

Sua entrada deveu-se em parte à recomendação feita pelo Dr. Manuel M. Espejel, que teve uma grande influência na Cidade do México, dada sua posição. Espejel conhecia o dom da música de Juventino por tê-lo ouvido tocar violino em uma reunião.

Lá, ele começou a aprender a técnica necessária para tocar violino e outros instrumentos, além de desenvolver seu dom de composição. Ele parecia ter tido um golpe de sorte, mas tudo mudou inesperadamente.

Nesse mesmo ano, ele teve que deixar o conservatório pela morte de seus pais e irmã em um acidente. Juventino estava sozinho e na miséria, o que o levou a se refugiar no álcool. Procurando uma nova maneira de ficar, ele entrou em uma escola militar, da qual abandonou logo após a rígida disciplina exigida.

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Sua carreira solo

Depois de deixar a escola militar e com o conhecimento adquirido no conservatório, começou a tocar em classes ricas e participou da comemoração da batalha de Puebla no Teatro Nacional.

Nesta performance, havia pessoas ilustres que notaram o jovem músico e que estavam interessadas em dar seu apoio para lançá-lo ao estrelato. No entanto, seu vício em álcool o fez perder esta grande oportunidade.

Foi então que ele começou a aparecer no ar, procurando por bandas e orquestras para colaborar e poder sobreviver de alguma forma. Foram tempos difíceis para lidar com a miséria e o alcoolismo.

Mas o presente de Juventino para a música era evidente e, apesar de tudo, um grupo de amigos o ajudou a integrar um famoso grupo musical no qual ele seria maestro e violinista.

Graças a esse grupo, ele começou a se tornar famoso nas altas esferas porque atuavam em lugares selecionados aos quais apenas os mais glamourosos e sofisticados da sociedade tinham acesso.

Foi em homenagem a Calixta Gutiérrez de Alfaro, esposa de um dos proprietários dessas instalações, que a Juventino compôs a valsa ‘Next to the spring’, que mais tarde seria conhecida como ‘On the waves’, sua obra mais famosa.

Morte

Pouco tempo depois, uma renomada empresa zarzuela o contratou e se mudou com ela para Cuba, a fim de iniciar uma nova vida após o abandono de sua esposa, Juana Morales. Foi naquele país em que ele morreu aos 26 anos, devido a uma medula espinhal.

Suas obras

Embora Juventino seja hoje reconhecido por sua famosa valsa ‘On the waves’, houve muitos trabalhos que ele deixou como legado. Estes são alguns:

  • Carmen Uma valsa em homenagem a Carmen Romero Rubio, esposa do general Porfirio Díaz, presidente do México.
  • Juanita Uma mazurca dedicada ao amor de sua vida, que o abandonou no topo de sua carreira.
  • Não me lembro. Também pensando em sua ex-esposa, crio essa composição musical com a qual ele próprio queria se enganar dizendo que não se lembrava dela.
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Outras obras reconhecidas, embora não exista evidência de sua inspiração, são:

  • O sonho das flores
  • Sonho sedutor.
  • Sonho sedutor.
  • Eva
  • Ilusões da Juventude
  • Flores do méxico

Juventino Rosas, sem dúvida, teve uma vida difícil e muito curta, mas sua música continuará acompanhando o México para sempre. Ele também deixou sua marca em Cuba, onde foi enterrado com uma epígrafe em sua lápide que dizia:

Juventino Rosas. Violinista mexicano. Autor da famosa valsa sobre as ondas. A terra cubana saberá como preservar seu sonho ».

Seus restos mortais, expatriados pelo Governo do México em 1909, hoje repousam na Rotunda de Pessoas Ilustres do país.

Referências

  1. [Internet]. Iai.spk-berlin.de. 2019 [cited 15 February 2019].
  2. Juventino Rosas – Biografia do compositor, fatos e composições musicais [Internet]. COMPOSADORES FAMOSOS. 2019 [cited 15 February 2019].
  3. Juventino Rosas, além da valsa «Nas ondas» [Internet]. Universal. 2019 [cited 15 February 2019].
  4. Nas ondas [Internet]. En.wikipedia.org. 2019 [cited 15 February 2019].
  5. Sociedade de Autores e Compositores do México [Internet]. Sacm.org.mx. 2019 [cited 15 February 2019].

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