Linguagem Coloquial: Características, Níveis, Usos, Exemplos

A linguagem coloquial é qualquer expressão oral administrada diariamente entre falantes de uma língua, no contexto informal. É a forma de expressão habitual, ao longo do plano terrestre, entre a grande maioria das pessoas com um objetivo comunicativo breve e direto.

A palavra “coloquial”, etimologicamente falando, vem da palavra latina coloquio . O prefixo co significa: “colisão”, “união”, “copioso”, “consoante”. Por seu lado, a raiz loqui tem significados: “conversa”, “eloqüência”, “falador”. O sufixo ium, enquanto isso, significa: “começo”, “extermínio”, “ajuda”.

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Fonte: pixabay.com

Em termos gerais, a palavra “coloquial” significa “conversa”; portanto, a expressão “linguagem coloquial” refere-se às expressões das conversas cotidianas.

Por muito tempo, erroneamente, o termo “coloquial” tem sido confundido como sinônimo de pobreza, vulgaridade e, ao mesmo tempo, o termo “vulgar” recebe a conotação de “grosseria”, “insolência”. Essa série de loucura linguística acabou gerando grande confusão nos falantes quando se refere a essas premissas e palavras.

O coloquial nunca significou pobreza, nem vulgar significou grosseria. No entanto, isso foi assumido e propagado.A verdade é que o “coloquial”, se fizermos uma analogia, se refere às formas comunicacionais do próprio povo.

Por sua vez, o vulgar é o oposto do culto, a comunicação que ocorre sem tantas normas ou instrumentalismos; Em outras palavras: a comunicação do povo.

Caracteristicas

Representa a identidade linguística dos povos

A linguagem coloquial tem tanto significado que se torna a marca fonológica das pessoas, o que denota sua identidade lingüística para o restante das populações.

Como na organização territorial dos países, subdivididos em províncias, estados, municípios, o mesmo ocorre com o discurso coloquial.

Existe um idioma específico para cada população, com suas diferenças dialéticas bem marcadas, e existe um idioma geral que, até certo ponto, incorpora uma soma significativa dos diferentes endereços de cada área.

São os endereços específicos de cada área que lhes dão riqueza e os identificam fonologicamente e gramaticalmente. Cada país tem expressões únicas e, por sua vez, cada estado e cada vila tem suas próprias terminologias na linguagem coloquial. O único objetivo desses recursos é alcançar o fato comunicativo de maneira simples e fluida.

Espontaneidade

A linguagem coloquial é um espelho da vida cotidiana; portanto, a espontaneidade é uma das características mais comuns.

Esse tipo de linguagem é livre de todos os vínculos e está sujeito apenas e exclusivamente aos acordos verbais daqueles que a utilizam. Entenda por acordos verbais: todos aqueles discursos que os interlocutores conhecem e manipulam e são típicos de sua área.

A naturalidade do discurso de quem o aplica torna-se uma das marcas mais distintas desse modo de comunicação, o que lhe confere frescura, abrangência e flexibilidade.

Léxico simples

Aqueles que o usam tendem a não aplicar termos elaborados, mas o fato comunicativo é resumido em palavras comuns da administração global e, é claro, em palavras do dialeto ou subdialeto usado.

Uso prolongado de gestos

A comunicação humana é um ato muito complexo e completo. No entanto, em termos de linguagem coloquial, apesar de ser uma forma de comunicação cotidiana, isso não implica que os recursos que a enriquecem não sejam utilizados.

Os gestos, esses sinais, gestos e postagens que aumentam a expressividade das mensagens, são amplamente aplicados na comunicação coloquial, principalmente para reduzir o número de palavras ao falar.

Uso frequente das palavras “curinga”

Essas palavras selvagens passam a ser as mesmas que se enquadram no que é considerado “cosisma”, como: “coisa”, “aquilo”, “aquilo”, “pod” (no caso da Venezuela), cujo papel é o suprimir ou substituir um grande número de palavras no momento da comunicação.

É necessário ter em mente que, na linguagem cult, esses tipos de recursos são mantidos dentro dos “vícios” da comunicação, porque seu uso prolongado diminui o léxico dos falantes.

Níveis

Quanto aos recursos associados a essa expressão linguística, os três níveis a seguir e suas manifestações podem ser vistos claramente:

Nível fônico

Do ponto de vista da fonação, os seguintes elementos são apreciados:

Onomatopéia

Ou seja: o uso de palavras que imitam sons naturais ou não naturais e não discursivos durante o discurso, e que não são típicos da linguagem humana. Um exemplo poderia ser: “E o carro disparou, ‘fuuunnnnnnnn’, e a polícia não conseguiu alcançá-los.”

Atitude relaxada e não sujeita a normas linguísticas

Devido à sua natureza informal, é normal que a linguagem coloquial geralmente desrespeite as regras que governam a linguagem. No entanto, apesar da quebra das leis linguísticas, a comunicação flui e ocorre; com seus detalhes, mas acontece.

Entonação

Entonação, sendo uma comunicação oral, desempenha um papel relevante. Dependendo do motivo (exclamativo, interrogativo ou enunciativo), será propriedade da entonação, adaptando-se também ao contexto comunicativo.

Existem muitos fatores que influenciam a entonação: subsidiárias, afetivas, sindicais, trabalhistas. Dependendo do vínculo entre os interlocutores, será a intenção da oralidade.

Traços de dialeto

A linguagem coloquial nunca é a mesma em nenhuma área do mundo, mesmo que compartilhem o mesmo território nacional, nem regional, nem municipal, nem municipal e mesmo do mesmo bloco. Cada local tem seus próprios recursos de dialeto que lhe conferem consonância.

Estudos lingüísticos verificaram a presença e expansão de subdialetos, mesmo em pequenos estratos populacionais.

Cada grupo de indivíduos pertencentes a uma comunidade, compartilhando gostos ou tendências em qualquer ramo da arte, entretenimento ou artesanato, tende a incorporar ou criar palavras que atendam às suas necessidades comunicacionais.

Isso não é tão estranho quanto parece. A linguagem em si é uma entidade mutável, um “ser” feito de letras, de sons, que responde aos requisitos dos falantes e é transformado de acordo com a disposição dos sujeitos que a utilizam.

Essa série de subdialectos, com suas respectivas fonações rítmicas e melódicas, é o que dá identidade às populações e aos grupos que as compõem. Por esse motivo, é comum ouvir as pessoas dizerem: “Aquele é uruguaio, colombiano e mexicano, este é roqueiro e tocador de salsa”, mal os ouvindo porque a trilha sonora do sotaque, os gestos e roupas deixá-los em evidência.

Uso prolongado de apótopos

As eleições são muito comuns em linguagem coloquial, justamente por causa do exposto.

Sendo um ato comunicativo comumente breve, tende a conter um grande número de palavras suprimidas. Embora as palavras se manifestem dessa maneira, elas geralmente são bem compreendidas entre os interlocutores por acordos prévios de um aspecto cultural-comunicacional.

Um exemplo claro seria: “Come pa´que ver´”, onde a palavra “para” é suprimida, além dos “s” no final da conjugação do verbo “ver” na segunda pessoa.

As contrações representam uma das características mais comuns e comuns nas línguas coloquiais de todo o planeta. Eles são considerados, dentro da comunicação, um tipo de “economia da linguagem”.

Nível morfossintático

Dentro dos elementos morfossintáticos da linguagem coloquial, são evidentes os seguintes:

Uso de exclamações, interrogatórios, diminutivos e aumentativos

É muito comum ver entre os interlocutores coloquiais o uso exagerado da linguagem em termos de entonação ou o aumento ou diminuição das propriedades de objetos ou seres ao se comunicar.

Como eles não estão sujeitos a nenhuma lei e os assuntos são totalmente livres, a expressividade é o que governa. Portanto, é comum ouvir: diminutivo, “O carrinho”; aumentativa “La mujerzota”; exclamações, “Conte bem!” e perguntas “E o que ele lhe disse?”

Presença de artigos indefinidos para a primeira e a segunda pessoa

Outro elemento muito comum presente neste tipo de linguagem. É muito normal usar o “um”, “um” e o “alguns”, “alguns”.

Alguns exemplos claros seriam: “É que não se sabe o que pode acontecer”; “Alguns dos que sinto caem.”

Uso de artigos na frente de nomes próprios

Esse é outro aspecto muito comum na linguagem coloquial, especialmente nos estratos inferiores. Costuma-se ouvir: “Pepe veio e se estabeleceu com a Maria , que os vê como santos”.

Frases curtas

Para a mesma brevidade que caracteriza esse tipo de fala, é normal que aqueles que a usam incluam o uso de frases curtas que comunicam a coisa certa. O que é necessário é manifestar o próximo, o necessário.

Uso de hiperbaton

Ou seja, há uma mudança na sintaxe comum das frases para enfatizar alguma parte específica do discurso.

Abuso e uso indevido de links contraditórios

“Mas”, “no entanto”, “mais” são amplamente utilizados nesses tipos de idiomas, levando a abuso e desgaste.

Talvez o mais delicado seja o uso incorreto deles. É muito normal ouvir frases como: “Mas mesmo assim ela fez”; “Mas, no entanto, ele não sabia dizer nada”; representando um grande erro porque “but”, “no entanto, e” more “são sinônimos.

Laism

Refere-se ao uso e abuso do pronome pessoal “la” quando a comunicação se desenvolve. O loism e o leism também são apresentados, que é praticamente o mesmo, mas com os pronomes “lo” e “le”.

Improvisação

Como resultado da mesma brevidade desse fato comunicativo, os interlocutores devem usar a invenção para responder da maneira mais eficaz possível às perguntas apresentadas.

Essa característica aumenta a imprecisão da linguagem coloquial, porque nem todos os casos são respondidos da maneira apropriada ou da maneira que o outro interlocutor espera.

No entanto, e ao contrário do que muitas pessoas pensam, a improvisação, por causa do imediatismo que requer, precisa da aplicação da inteligência.

Nível léxico-semântico

Vocabulário comum

As palavras usadas são de uso distendido e não têm grande complexidade, mas preenchem o fato comunicativo da maneira mais simples.

Vocabulário limitado e impreciso

Como muitas dessas conversas ocorrem em grupos ou são limitadas pelo tempo em que devem ser executadas, os interlocutores se dedicam a tornar sua mensagem concisa e, embora pareça estranha, não é tão precisa.

Para reduzir a participação nos discursos, eles usam os idiomas da região.

Esses “idiomas”, ou expressões ajustadas às realidades de cada comunidade, têm a propriedade de explicar em poucas palavras situações que requerem um número maior de palavras.

Quando essas manifestações lingüísticas são usadas, elas tendem a deixar certas lacunas comunicacionais preenchidas pelo receptor da letra, que assume o que o remetente quis dizer ao aproximar-se o máximo possível da mensagem, mesmo que não seja exatamente o que elas desejem transmitir.

Um exemplo claro seria que, em uma conversa entre um grupo de venezuelanos, em uma mesa com muitos objetos, um deles diz: “Ele ficou bravo comigo e jogou essa” bainha “para mim, apontando para a mesa sem especificar qual objeto especificamente referir. Nesse momento, cada um dos presentes poderia assumir que qualquer um dos objetos foi o que foi lançado.

Na Venezuela, a palavra ‘vaina’ é um substantivo muito frequente usado para substituir qualquer objeto ou ação. Poderíamos catalogá-lo como um “cosismo”.

Muffins

Esse vício geralmente ocorre quando há comunicação ou lacunas lexicais em um dos interlocutores, porque eles não têm uma resposta imediata sobre o que são solicitados ou não sabem como continuar a conversa. Entre os bolos mais comuns estão: “isto”, “bom”, “como eu explico”.

Comparações

Esses tipos de manifestações linguísticas também são muito comuns e geralmente se referem a elementos próximos ao ambiente. Eles visam destacar a qualidade de um dos interlocutores, seja para zombaria ou para entretenimento.

Exemplos claros seriam: “Você é um avião!” (Para se referir a pensamentos rápidos) ou “Você é tão delicado quanto um burro!” (Para se referir à falta de sensibilidade).

Escassos recursos literários

Própria dos ambientes em que esse tipo de comunicação geralmente ocorre e também condicionada pelas diferenças culturais e / ou educacionais que podem surgir entre os interlocutores.

Usos

Os usos da linguagem coloquial estão sujeitos a dois contextos bem definidos: o contexto familiar e o popular.

No contexto familiar

Ao mencionar essa área, refere-se ao idioma que os membros de uma família aplicam a seus próprios membros. Essa linguagem possui uma ampla riqueza gestual que tem um enorme impacto na oralidade.

É limitado a estruturas muito complexas de coexistência, onde os graus de autoridade desempenham um papel crucial. Nesse aspecto, toda família é um universo lexical onde cada palavra e gesto são condicionados pelas relações intrínsecas entre os interlocutores.

No contexto popular

Refere-se ao espaço fora de casa, tudo em que os interlocutores são circunscritos e estranhos ao trabalho ou aos acadêmicos. Apresenta uma grande riqueza de expressões idiomáticas e as comunicações que ocorrem neste meio dependem dos próprios preparativos de cada sujeito.

Aqui, neste meio, você pode ver a presença do restante dos subgrupos onde a vida dos interlocutores ocorre, cada um com suas variantes de dialeto.

Pode-se falar de um ambiente geral no qual os demais microambientes estão circunscritos, entre os quais há uma troca contínua de falantes.

É uma estrutura extremamente rica e complexa que demonstra as múltiplas facetas linguísticas que um sujeito comum pode possuir.

Exemplos

Abaixo estão dois diálogos em que a linguagem coloquial é expressa efusivamente:

Exemplo 1

“De onde você vem, Luisito?” Você parece cansado – disse Pedro, gesticulando para chamar atenção.

– Epa, Pedro. Você sempre anda como um samuro, enquanto aguarda a vida do mundo inteiro. Eu venho do trabalho. O dia estava forte hoje – respondeu Luis, em tom rude.

“Você é sempre engraçada … E o que eles mandaram você fazer então?” Peter respondeu, um pouco irritado.

“O mesmo de sempre, inseto … Olha, estou com pressa, conversaremos mais tarde”, disse Luis, saindo instantaneamente.

Exemplo 2

“Olha, Luis, você vê a casinha ali?” Disse Pedro, em voz baixa e misteriosa.

“Sim, por quê? O que há de tão estranho?” Disse Luis, também em voz baixa, após o jogo de Pedro.

– Lá a mulher mora lá, Maria Luisa. Aquela mulher me deixa louca e turbilhão, companheira – respondeu Pedro, excitado.

“Oh, amigo, você não joga nesse campo, nunca é mais, ouviu?” Luis disse, e saiu rindo.

Ambos os exemplos incluem contrações, comparações, interrogatórios, exclamações, uso de diminutivos e aumentativos, elementos típicos da linguagem coloquial.

Referências

  1. Panizo Rodríguez, J. (S. f.). Notas sobre linguagem coloquial. Comparações Espanha: Virtual Cervantes. Recuperado de: cervantesvirtual.com
  2. A linguagem coloquial, espelho da identidade. (2017). México: Diario de Yucatán. Recuperado de: yucatan.com.mx
  3. Linguagem coloquial (S. f.). (n / a): Wikipedia. Recuperado de: en.wikipedia.org
  4. Linguagem coloquial. Cuba: EcuRed. Recuperado de: ecured.cu
  5. Gómez Jiménez, J. (S. F.). Aspectos formais da narrativa: linguagem coloquial, linguagem acadêmica. (n / a): Letralia. Recuperado de: letralia.com

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