11 Problemas comuns na adolescência e como resolvê-los

Os problemas da adolescência e dos jovens são questões que trazem os pais dos adolescentes e também educadores e outras pessoas que estão em seu contexto mais próximo.

A adolescência é o estágio que ocorre entre 10 e 19 anos, embora alguns estudos sugiram que termine aos 25 anos, coincidindo com o início da maturidade. Ao longo desses anos, os jovens experimentam uma série de mudanças nos níveis físico e biológico, psicológico, social e sexual.

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Esta etapa, tão decisiva no desenvolvimento da personalidade e da moral dos futuros adultos, foi estudada e descrita por vários autores ao longo dos séculos.

Um exemplo deles foi Johann Wolfang von Goethe quando em 1774 ele publicou The Young Werther . Neste livro, o autor trata a adolescência como uma época em que paixões, sentimentos e sofrimentos são exaltados. Além disso, o jovem protagonista está imerso em um mar de dúvidas e contradições.

É muito provável que a adolescência seja a fase mais turbulenta da vida que o ser humano possa viver por causa da quantidade de coisas que deseja experimentar e, às vezes, sem assumir os riscos que isso implica. Além disso, os primeiros conflitos começam a surgir quando o adolescente deve tomar decisões por si mesmo.

É por isso que as pessoas próximas aos adolescentes demonstram desconforto, pois diferentes problemas podem surgir durante esse estágio.

A seguir, veremos 11 problemas que podem ocorrer ao longo deste período e que têm repercussões nos campos familiar, social e acadêmico. Além disso, veremos algumas diretrizes para resolvê-los.

11 problemas adolescentes comuns e como tratá-los

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1- Problemas emocionais

A sintomatologia depressiva é comum na adolescência. Além disso, os adolescentes tendem a limitar-se e evitar o contato com os adultos, sentindo-se mais à vontade no grupo de pares, ou seja, aqueles com idade semelhante, assim como aqueles com quem compartilham gostos e interesses.

É comum a cena do adolescente confinado em seu quarto, evitando, assim, o contato com seus parentes mais próximos.

Além disso, o gerenciamento inadequado das emoções pode aparecer através do sono e de problemas alimentares.

Como podemos resolver problemas emocionais com adolescentes? Antes de tudo, é importante que eles não se sintam julgados ou questionados. Portanto, podemos criar momentos em que o adolescente pode se expressar livremente sem que o adulto o submeta a um interrogatório. Esse fato é chamado de revelação.

Da mesma forma, devemos respeitar seu espaço e seus ritmos, sem nos sentirmos invadidos e questionados. Só então, o adolescente se sentirá confortável e poderá se expressar. Tudo isso terá um impacto positivo no clima familiar.

2- Distúrbios alimentares

Problemas com a alimentação que podem acabar se tornando uma patologia como Distúrbios Alimentares.

Casos de anorexia e bulimia são cada vez mais comuns em jovens, meninos e meninas.Esses problemas estão intimamente relacionados à baixa auto-estima e à maneira como os adolescentes percebem sua imagem corporal.

Para evitar isso, é importante criar uma rotina na hora das refeições e que os alimentos sejam ricos e variados. Além disso, não jogue mensagens negativas aos adolescentes sobre sua imagem corporal e ensine-os a se amarem pelo que são.

Nos casos em que a família detecta um comportamento inadequado ou suspeita de sofrer de um Transtorno Alimentar, é importante discutir esse assunto e procurar o médico da atenção primária que nos encaminhará ao especialista apropriado.

3- Ausência de proteção nas relações sexuais

Como vimos no início, os adolescentes têm uma certa incapacidade de entender que seu comportamento traz certos riscos. Um desses aspectos é o da relação sexual.

Cada vez que os adolescentes experimentam relações sexuais antes e muitas vezes não usam nenhum tipo de proteção, o que se traduz em uma alta probabilidade de causar uma gravidez indesejada e na possibilidade de desenvolver uma doença sexualmente transmissível.

Nesse sentido, a prevenção e a abordagem da sexualidade normalmente são muito importantes. É importante que, desde tenra idade, adaptando-o ao seu nível de desenvolvimento, a questão da sexualidade seja abordada naturalmente.

Além disso, à medida que a adolescência se aproxima, eles conhecem os métodos contraceptivos, as características de cada um deles e sabem onde podem obtê-los.

4- Álcool e drogas

De acordo com a seção anterior e relacionado à assunção de riscos, o consumo de álcool e outras drogas ilegais também é uma prática cada vez mais difundida entre adolescentes e com idade precoce, segundo alguns estudos, que são em torno de 13 anos.

De fato, existe uma hipótese que afirma que o desenvolvimento do consumo ocorre de maneira faseada.

Primeiro, eles começam no consumo de drogas acessíveis que são legais (para adultos) como álcool e tabaco e, com o passar do tempo, tomam outras drogas, como maconha e haxixe, terminando com outras como anfetaminas, velocidade, etc.

Ocasionalmente, o consumo é uma conseqüência do gerenciamento inadequado dos relacionamentos e do tempo de lazer. Portanto, e para evitar o consumo precoce, devemos oferecer aos jovens outras alternativas de lazer, nas quais compartilhem o tempo livre com o grupo de amigos e realizem atividades que sejam satisfatórias para eles.

Além disso, temos que mostrar a eles que o consumo de álcool e outras substâncias na idade adulta deve sempre ser feito de maneira responsável.

Existem programas de prevenção para esses tipos de substâncias que mostram aos jovens quais são as conseqüências do uso e abuso de drogas. É importante que essas medidas de conscientização sejam realizadas na escola.

5- Vícios sem substância

Vivemos em uma sociedade em que dependemos cada vez mais de telefones celulares e outros dispositivos tecnológicos em nossas vidas diárias. Isso não seria menor nos adolescentes e cada vez mais sofrem problemas de dependência de redes sociais, videogames e navegação na internet.

A Internet é uma ferramenta muito poderosa e nos oferece inúmeras possibilidades. Portanto, é importante conscientizar nossos jovens sobre o uso responsável.

Desde pequeno, e antes do início da adolescência, devemos alertar nossos filhos de todos os perigos que existem na rede e promover o uso adequado.

Para evitar o vício e entrar em sites que promovem algum tipo de comportamento ilegal ou prejudicial para si (seitas, gangues, distúrbios alimentares, pornografia etc.), precisamos marcar uma série de hábitos e consumo responsável.

Por exemplo, marque o horário do uso para que não interfira nas suas responsabilidades e no horário em que você deve se desconectar. Além disso, os pais podem controlar o histórico dos sites ou ficar sentados perto deles enquanto navegam.

6- Atitude imprudente

Os adolescentes sofrem a incapacidade de antecipar as conseqüências diretas de um comportamento. Entre esses comportamentos, encontramos aqueles sobre os quais falamos anteriormente: vícios, sexo desprotegido etc.

Existem muitas outras práticas nas quais os jovens podem ser vítimas diretas, como gangues, seitas e direção imprudente, entre outras.

Para evitar as conseqüências desses comportamentos e práticas, é importante que, em casa, seja promovido um clima familiar no qual qualquer tópico seja discutido e não haja tabus, como dissemos na seção sobre relações sexuais.

Além disso, essas relações familiares promovem respeito e carinho por todos os membros da família. Em resumo, esses relacionamentos são saudáveis ​​e os jovens vivem em um contexto positivo para eles.

É importante que eles se sintam compreendidos para favorecer os momentos de revelação e confiem nos pais para dizer quais são seus amigos, quais planos eles têm, o que fazem nos momentos de lazer …

7- Problemas de relacionamento

Os adolescentes geralmente são tímidos e às vezes introvertidos. Tudo isso dificulta os relacionamentos. Embora, geralmente, eles tendem a se sentir entendidos e integrados pelo grupo de colegas, mas se sentem questionados e com pouco desejo de se abrirem para os adultos e seus seres mais próximos.

Por esses motivos e pelos discutidos acima, é importante criar um clima de confiança e proximidade em casa.

É importante estabelecer alguns limites, porque os pais não são colegas, mas devem estabelecer os laços adequados para um relacionamento saudável e confiável.

8- Baixa auto-estima e obsessão com o corpo

O adolescente passa por mudanças em todo o corpo, está em plena transição entre a infância e a idade adulta. Tente imitar os cânones da beleza que aparecem na mídia e os que são aceitos pelos círculos em que atua.

A auto-estima depende do nosso próprio conceito, do que pensamos sobre nós mesmos e, além disso, é influenciada pela maneira como os outros nos tratam e pelos comentários que recebemos.

Portanto, para promover alta auto-estima em nossos adolescentes, devemos enviar-lhes mensagens positivas e incentivá-los a amar a si mesmos como são e não como gostariam de ser.

É importante se aceitar com defeitos e virtudes e mudar o que realmente depende de nós e isso leva a uma maior satisfação pessoal.

9- Ociosidade não é o mesmo que lazer

O primeiro desses termos refere-se à perda de tempo de lazer. Muitos adolescentes não sabem como gerenciar adequadamente seu tempo livre.

Portanto, é importante explicar a diferença entre ter tempo livre e aproveitá-lo, realizando atividades satisfatórias e contribuindo para um bom estado psicológico e não desperdiçando-os sem fazer nada.

Considerando os gostos do adolescente em particular, podemos propor atividades culturais que contribuam para o enriquecimento e são benéficas.

Essas atividades não devem ser impostas, porque a encararão como uma obrigação e não as apreciarão, parecerão entediantes e, na próxima ocasião, não aceitarão mais nenhuma sugestão.

10- Gangues e seitas

Esses tipos de associações e relacionamentos que surgem entre os adolescentes têm múltiplas consequências negativas e é por isso que é importante manter nossos jovens afastados desses contextos.

Esses tipos de instituições não são os mesmos e não têm o mesmo objetivo que o grupo de amigos que se reúnem para aproveitar o tempo juntos. Nesses casos, existem comportamentos criminais e ilegais, como uso de drogas e crime.

As crianças mais introvertidas e vulneráveis ​​são buchas de canhão para esses grupos, já que seus líderes sabem como pressioná-las ao máximo e tirar proveito delas.

Para impedir que nossos jovens se associem a esse tipo de organização, mais uma vez, o trabalho começa em casa, em um contexto em que as relações são saudáveis ​​e os adolescentes têm referentes e figuras de apoio.

Além disso, os pais e familiares próximos devem estar cientes de como estão seus relacionamentos e se perceberem mudanças no comportamento dos menores que possam indicar que algo está errado.

Ao menor sinal, é importante conversar com eles sobre o que está acontecendo e tomar a decisão mais conveniente de removê-lo desse contexto e das relações prejudiciais que surgem.

11- Baixo desempenho acadêmico

Pode haver várias causas que levam ao fraco desempenho acadêmico e também variam em cada adolescente. Entre eles, encontramos: falta de motivação, problemas de atenção, falta de hábito ou ignorância das técnicas de estudo, problemas emocionais, etc.

Esse é um problema que afeta toda a comunidade educacional e, portanto, pais e professores devem trabalhar juntos para o bem dos alunos.

No centro educacional, eles devem motivar os alunos a aprender, a internalizar novos conhecimentos e a não serem impostos. Isso será percebido como algo negativo.

Em casa, é importante promover hábitos e rotinas de estudo, ou seja, ter um espaço para estudar bem iluminado, estabelecer horas de trabalho em que o adolescente não seja interrompido etc.

Além disso, a comunicação entre professores e pais é importante caso a intervenção ou alguma ação específica seja necessária em conjunto.

Bibliografia

  1. Prevenção do uso de drogas entre crianças e adolescentes (em resumo). Instituto Nacional de Abuso de Drogas (NIDA).
  2. Adolescência e seus problemas (Teresa Pereda).
  3. Problemas pelos quais os adolescentes podem passar (Edith Beatriz Burgos).
  4. Desenvolvimento na adolescência. Organização Mundial da Saúde (OMS).

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