14 Propriedades de Erva de São João (Hipérico)

Existem inúmeras propriedades da erva de São João (hypericum) para a saúde: tem efeitos antidepressivos e anti-inflamatórios, é cicatrizante, antibacteriano, ajuda a tratar a urinar na cama, alivia a síndrome pré-menstrual e outras que explicarei abaixo.

Esta planta, também chamada hypericum ou coraçãozinho, é conhecida na botânica como “Hypericum perforatum”. É usado para tratar uma ampla variedade de condições externas e internas. É usado principalmente para tratar a depressão ou humor baixo, inflamação e dor.

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É uma planta perene, com intensas flores amarelas. Eles crescem naturalmente em diferentes partes do mundo, especialmente em algumas áreas da Europa e Ásia.

Seu nome se deve ao fato de que geralmente floresce durante o período do festival de San Juan (24 de junho). Por outro lado, “perforatum” vem de pequenos pontos que têm suas folhas. Estes contêm o óleo essencial da planta e podem ser vistos à luz.

Esta substância pode ser encontrada com muita facilidade em fitoterapeutas. Pode ser adquirido em diferentes formatos, como cápsulas, extratos líquidos, óleos, pomadas, etc.

Muitas pessoas decidem por conta própria melhorar seu humor, embora ele tenha muito mais propriedades. Em pesquisas recentes, está sendo descoberto que a erva de São João também pode ser eficaz para todos os tipos de inflamações, câncer, doenças virais e bacterianas; entre outras.

No entanto, como todos os medicamentos, a erva de São João pode interagir com outras drogas e causar efeitos colaterais graves.

História da erva de São João

Esta planta é usada desde a Grécia antiga e tem uma extensa história em uso como tratamento para o humor.

Na Idade Média, eles usavam muito para “assustar demônios”. Nos anos 1800, isso foi chamado de “nervo”, pois eles optaram por resolver distúrbios nervosos. No início de 1900, começou seu uso puramente antidepressivo.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação da erva de São João ainda não é totalmente conhecido. Parece conter pelo menos cerca de 12 componentes biologicamente ativos.

Entre eles estão a hipericina (um tipo de naftodiantrona) e a hiperforina, que são as que apresentam mais atividade médica. Embora flavonóides, xantonas, floroglucinóis também estejam presentes …

A hipericina é a substância que dá a cor vermelha aos óleos feitos com a erva de São João. Especificamente, é encontrado em flores, nas manchas pretas de suas pétalas. A hipericina tem efeitos antidepressivos e antivirais, embora possa causar fotosensibilidade (extrema sensibilidade à luz).

Quanto à hiperforina, parece ter um efeito muito potente no alívio da ansiedade e da depressão. Os flavonóides são encontrados nas folhas e no caule da planta. Eles atuam como antioxidantes e reduzem o risco de câncer.

Outros compostos adicionais, como taninos, que têm propriedades vasoconstritoras e anti-inflamatórias, também foram identificados. Além de limonos, quercetina e rotina.

Que efeitos a erva de São João tem no cérebro? Parece que essa substância atua em nosso sistema nervoso, elevando os níveis de serotonina, o neurotransmissor da felicidade.

Para que nosso cérebro funcione adequadamente, é necessário que nossos neurônios liberem e absorvam uma certa quantidade de serotonina. Se for muito alto, podem surgir problemas como a síndrome da serotonina. Como se estivesse muito baixo, pode aparecer depressão.

O que causa a hipericão é um aumento na quantidade de serotonina disponível, bloqueando uma enzima chamada monoamina oxidase (MAO). Esta enzima é responsável por destruir a serotonina em seu caminho.

Por outro lado, também impede que os neurônios recuperem a serotonina de volta para dentro. Assim, mantém a serotonina fora da célula para ser eficaz.

Propriedades e usos da erva de São João

A erva de São João tem sido usada para uma ampla variedade de condições. Apresenta principalmente efeitos antidepressivos, anti-sépticos, expectorantes, fortalecedores do sistema imunológico e anti-inflamatórios.

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Então você pode descobrir as propriedades inesperadas desta famosa erva.

1- Efeitos antidepressivos

A erva de São João tem sido amplamente utilizada nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha como antidepressivo natural. Este é o uso mais comum dado ao hipericão, especialmente para o tratamento da depressão leve e moderada.

Segundo a pesquisa, essa substância é equivalente à ação de antidepressivos como fluoxetina (Prozac), amitriptilina e maprotilina. Além disso, é claramente mais eficaz que o placebo (Istikoglou, Mavreas, & Geroulanos, 2010).

Parece que seus efeitos antidepressivos são devidos à ação da hipericina e hiperforina. Como mencionado anteriormente, essas substâncias regulam os níveis de dopamina, serotonina, noradrenalina, GABA e L-glutamato.

Um baixo nível dessas substâncias parece estar associado à depressão, no entanto, o mecanismo não é totalmente claro e mais complexo do que parece. Por esse motivo, é perigoso tomar a erva de São João sem supervisão médica ou em combinação com outros antidepressivos.

Esta substância, como você verá mais adiante, interage com outros medicamentos e pode ter efeitos adversos. Pode até aumentar o risco de morte por síndrome da serotonina ou suicídio.

2- efeitos anti-inflamatórios

A erva de São João tem uma poderosa função anti-inflamatória e gastroprotetora. De fato, uma diminuição no sangue das enzimas responsáveis ​​pela inflamação do cólon foi demonstrada em ratos.

Dessa forma, a incidência de úlceras gástricas foi reduzida. Também alivia o inchaço da pele e feridas aplicadas como óleo.Especificamente, os principais componentes que causam esse efeito são a quercetina e os bioflavonóides.

3- Efeitos curativos

A erva de São João tem sido usada topicamente para uma grande variedade de problemas dermatológicos. Assim, provou ser eficaz no alívio de feridas superficiais, queimaduras, machucados, cortes, machucados e úlceras.

Embora também possa ser dado um uso cosmético, uma vez que, na forma de uma máscara, ajuda a eliminar acne, espinhas e produção excessiva de gordura no rosto.

Essa atividade parece ser devida à sua ação anti-inflamatória e antimicrobiana. Além de sua capacidade de estimular fibroblastos, produção de colágeno e diferenciação de queratinócitos (Yücel, Kan, Yesilada & Akin, 2016). Em suma, acelera a cicatrização de qualquer dano à pele.

4- Efeitos antibacterianos e antivirais

As propriedades antibacterianas da erva de São João foram definidas em 1959 por cientistas russos. O principal componente que exerce esse efeito é a hiperforina, uma vez que foi demonstrado que impede o crescimento de certos microorganismos.

Por outro lado, sua eficácia contra certos tipos de vírus também foi comprovada. Por exemplo, os flavonóides e as catequinas presentes nesta planta são úteis para destruir o vírus influenza.

Além disso, a hipericina parece ter uma atividade contra vírus do herpes, vírus Sendai (em animais), hepatite B e HIV. Portanto, é usado para o tratamento da AIDS.

5- Efeitos anticâncer

A hiperforina e a hipericina encontradas na erva de São João também atuam contra as células cancerígenas. A primeira, inibe o crescimento de células tumorais, induzindo apoptose (morte celular programada). Dessa maneira, causa através de uma série de fenômenos químicos que as células cancerígenas morrem.

Também foi demonstrado em diferentes investigações que a hipericina bloqueia o crescimento de vários tipos de tecidos neoplásicos: gliomas, neuroblastomas, adenomas, mesoteliomas, melanomas, carcinomas, sarcomas e leucemia.

No entanto, são necessárias mais pesquisas para comprovar sua eficácia, mecanismos de ação e possíveis interações ou consequências.

6- Efeitos antioxidantes e neuroprotetores

Outra propriedade da erva de São João é sua capacidade de reduzir o estresse oxidativo. Isto é devido ao seu conteúdo em luteína (protege a visão), vitamina C, carotenóides, além de hipericina e flavonóides.

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Assim, o organismo é mais resistente aos efeitos oxidativos da poluição, conservantes e certos produtos químicos. Além do envelhecimento, doença de Alzheimer ou Parkinson.

7- Efeito expectorante

Esta planta tem a capacidade de promover a expulsão de muco acumulado nos brônquios e pulmões. Portanto, serve para se recuperar mais rapidamente de infecções no peito e tosse.

8- efeito analgésico

Em seu formato de óleo tópico, é útil para aliviar a dor. Serve para reduzir cãibras, neuralgia ou dor nos nervos e neuropatias.

Artrite, dor lombar e dor causada por gota, ciática ou fibromialgia; eles podem ser aliviados se a erva de São João for ingerida como uma infusão.

9- efeito diurético

A erva de São João impede a retenção de líquidos e estimula a eliminação de toxinas pela urina.

10- Ajudar a remediar a enurese

Urinar na cama ou incontinência infantil podem ser controlados com a ajuda da erva de São João. Por um lado, possui efeitos diuréticos que ajudam a criança a reter mais líquido, fortalecendo seus músculos. Enquanto isso, ele tem um efeito relaxante, impedindo que os nervos influenciem a bexiga.

11- Efeitos digestivos

Esta planta pode ser ingerida para curar úlceras, sensibilidade ou irritação do sistema gastrointestinal. Ajuda a tratar gastroenterite, diarréia, gastrite (inflamação do estômago) e disenteria.

Estes efeitos provêm das conhecidas qualidades antibacterianas, adstringentes e anti-inflamatórias da erva de São João.

12- Alivia a síndrome pré-menstrual

Parece que a erva de São João pode ajudar a reduzir os sintomas dessa síndrome em algumas mulheres. Também parece regular o humor e aliviar a ansiedade associada à menopausa.

Atua nos sintomas físicos e emocionais, reduzindo a irritabilidade, sensibilidade nos seios, cãibras e desejos de comida. Um estudo descobriu que reduziu a intensidade desses sintomas para 50% (Universidade de Maryland, Medical Center).

Por outro lado, também ajuda a suprimir a dor menstrual. Bem como a regulação da menstruação, se for muito reduzida ou excessivamente abundante.

13- Auxílio no tratamento de Transtorno Afetivo Sazonal

O Transtorno Afetivo Sazonal é um tipo de depressão que surge durante o outono e o inverno. Aparentemente, a ausência de luz solar influencia sua aparência.

Para melhorar o humor desses pacientes, a erva de São João demonstrou ser eficaz, especialmente se for combinada com a fototerapia (expondo o paciente à luz).

14- Pode ser útil no tratamento da síndrome de abstinência de opióides

Como indicado por Klemow et al. (2011), o extrato de erva de São João parece ativar os receptores opióides, mas sem causar sintomas de abstinência. Por isso, exerce efeitos semelhantes ao ópio sem causar dependência.

Em ratos, foi demonstrado que reduz os sintomas de abstinência de opióides. Seu efeito é comparável à clonidina, um medicamento aprovado e amplamente utilizado para essa síndrome.

Como é tomado?

Para um adulto com depressão leve ou moderada, a dose diária recomendada é de 300 a 900 mg de extrato de erva de São João. No entanto, aproximadamente 1800 mg por dia foram administrados em pacientes com depressão grave. As doses são geralmente divididas em três doses juntamente com as refeições.

Em crianças de 6 anos ou mais, recomenda-se uma dose mais baixa, cerca de 150 ou 200 mg desse extrato.

Se preferir tomar como infusão, as quantidades recomendadas são entre 1 ou 2 colheres de sopa da planta de San Juan. Eles devem ser fervidos por 10 minutos em 240 ml de água e beber apenas uma dose por dia.

É importante saber que, se usado para depressão, é possível que a erva de São João tenha efeito entre 3 e 6 semanas.

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Por outro lado, não é aconselhável interromper repentinamente o tratamento com esta planta, pois pode causar efeitos desagradáveis. Portanto, os profissionais aconselham a reduzir a dose pouco a pouco até que ela seja completamente interrompida.

Efeitos colaterais da erva de São João e interações

A erva de São João é vista como um produto natural e, portanto, parece inofensiva. No entanto, atua como qualquer droga. Ou seja, tem interações com outras substâncias, efeitos colaterais, é perigoso abusar e não é válido para todos.

Por esse motivo, é necessário consultar primeiro o médico se você pode tomar este suplemento e em que dose. Além de tomar cuidados especiais se você tomar outros medicamentos.

É verdade que os efeitos colaterais da erva de São João são muito leves, principalmente quando comparados a outras drogas. Isso ocorre em algumas pessoas e consiste em erupções cutâneas, cansaço, dores de cabeça e dores de estômago, nervosismo, tontura e boca seca.

Um efeito colateral bem conhecido é o aumento da sensibilidade da pele à luz solar. Portanto, é recomendável usar roupas compridas ou protetor solar se você tiver uma pele muito clara.

Por outro lado, não é recomendável ter gestantes, problemas de amamentação ou fertilidade, pois isso pode ter consequências negativas. Também foi observado que os sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade podem piorar, especialmente se esses pacientes tomam metilfenidato.

Também foi observado que, se você corre o risco de desenvolver algum tipo de distúrbio psicótico (como a esquizofrenia), a erva de São João não é recomendada porque pode ter um efeito facilitador na psicose.

Algo semelhante ocorre com pessoas que sofrem de transtorno bipolar. Eles não podem tomar esta planta porque parece aumentar a mania, uma fase desse distúrbio em que o paciente é excessivamente enérgico, mas irritado.

A erva de São João tem inúmeras interações com outras drogas. Aparentemente, seus componentes induzem enzimas intestinais e hepáticas que destroem outras drogas ou metabolizam suas formas inativas.

Portanto, não deve ser combinado com antidepressivos (ISRSs), barbitúricos, ciclosporina, álcool ou outras drogas, quimioterápicos, contraceptivos orais, anticonvulsivantes, triptan (para dor de cabeça), etc.

Referências

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  3. Istikoglou, CI, Mavreas, V., & Geroulanos, G. (2010). História e propriedades terapêuticas de Hypericum Perforatum da antiguidade até hoje. Psychiatriki, 21 (4), 332-8.
  4. Klemow KM, Bartlow A., Crawford J., et al. (2011). Capítulo 11: Atributos médicos do hipericão (Hypericum perforatum) In: Benzie IFF, Wachtel-Galor S, editores. Fitoterapia: Aspectos Biomoleculares e Clínicos. 2ª edição. Boca Raton (FL): CRC Press / Taylor & Francis; 2011. Disponível em: ncbi.nlm.nih.gov.
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