5 Consequências Culturais da Migração

5 Consequências Culturais da Migração

As consequências culturais da migração vão desde a troca de idéias e conhecimentos, até possíveis confrontos entre a população local e os recém-chegados, geralmente com diferentes costumes ou religiões. De qualquer forma, essas consequências variam se vistas de uma área ou de outra: de países de origem ou de países de destino.

Chamamos esses movimentos de movimentos populacionais entre diferentes países ou mesmo em áreas da mesma nação. Geralmente ocorrem por razões econômicas ou de segurança, como quando certas pessoas precisam fugir por perseguição política ou social.

Principais consequências culturais da migração

1-  Abertura a novas idéias

Os migrantes costumam levar parte de sua cultura, seu modo de vida e suas tradições.

Seu estabelecimento em um novo país traz consigo que parte dessa bagagem é assimilada entre os locais: da gastronomia às festas. Isso ajuda a acabar com o flagelo do racismo, geralmente causado pelo medo do desconhecido.

Por outro lado, os próprios imigrantes, ao retornarem aos seus países de origem, mesmo que temporariamente, carregam consigo parte das idéias aprendidas em seu novo local de residência, enriquecendo sua cultura.

2-  Rejeição de novas idéias

Alguns habitantes do local de destino do migrante absorvem certos aspectos da cultura de quem chega, mas também existem outros setores que rejeitam qualquer tipo de mistura ou, segundo eles, contaminação de sua própria cultura.

No entanto, não são apenas as instalações que podem ser fechadas completamente. É bastante comum que os próprios imigrantes vivam em círculos restritos, nos quais compartilham seus costumes sem se abrir para os do lugar onde vivem.

Isso, em casos extremos, leva à criação de guetos autênticos.

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3-  Perda de identidade

Embora pareça contraditório com os pontos anteriores, é relativamente frequente que os migrantes fiquem na terra de ninguém.

Para os locais, eles ainda são estrangeiros, independentemente do grau de integração que demonstram. Mas, para seus compatriotas, eles também se tornam um corpo estranho quando retornam, tendo assimilado certos costumes de fora.

Há uma situação extrema nessa situação: os imigrantes que perdem totalmente sua identidade cultural, porque acham que será mais fácil se adaptar ou porque estão convencidos. Nos Estados Unidos, era comum uma época em que muitos migrantes latino-americanos paravam de falar espanhol.

4-  Problemas culturais devido à diversidade

Às vezes, as diferenças culturais são muito altas e, portanto, é muito mais difícil alcançar uma coexistência pacífica.

A esse respeito, pode-se salientar que a religião frequentemente se torna o ponto mais difícil de conciliar. Isso acaba fazendo com que as duas comunidades se fechem, criando um grande problema social.

Por outro lado, aspectos como o tratamento das mulheres, a liberdade sexual ou a diferença de crença também podem criar problemas quando existe um grande abismo entre a forma como vivem em cada realidade cultural.

Pode-se afirmar que todo migrante tem direito à sua identidade cultural, mas que as leis do país em que vivem estão sempre acima.

5-  Intercâmbio cultural

Não há dúvida de que, ao longo da história, inúmeros exemplos de como os migrantes influenciaram as identidades culturais, artísticas e linguísticas de seus locais de acolhimento.

Misturas musicais que criam novos gêneros, danças que pulam no oceano ou refeições que se tornam típicas ao longo do tempo. Por exemplo, hoje ninguém imagina Nova York sem pizzas italianas ou restaurantes chineses.

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Essa troca é perceptível mesmo na linguagem, à medida que novas palavras são incorporadas ao discurso normal de rua, uma troca que ocorre nos dois sentidos.

Referências

  1. Globalização 101. Efeitos culturais da migração. Obtido em globalization101.org
  2. Bowles, Samuel. Preferências endógenas: As consequências culturais dos mercados e de
    outras instituições econômicas. (Março de 1998). Obtido em web.unitn.it
  3. Dinesh Bhugra. Migração, luto cultural e identidade cultural. (2005) Recuperado de ncbi.nlm.nih.gov
  4. Lefringhauser, Katharina. Por que a imigração é boa para a cultura. (24 de agosto de 1016). Obtido em newsweek.com
  5. Rodríguez Herrera, América. Migração internacional, seu impacto na cultura dos setores camponeses. Obtido em ca2020.fiu.edu

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