Diaquinesia: características e subfases

O diacinese é o quinto e último subfase profase da meiose I, durante o qual os cromossomas, filamentosos antes contrato máximo meiose. A contração dos cromossomos os torna mais manobráveis ​​durante os subsequentes movimentos de divisão que levam à formação de células haplóides ou gametas.

No final da diaquinesia, o fuso nuclear é formado cujas conexões com o cromossomo cinetocoros por microtúbulos os puxam para os polos da célula. Esse fenômeno inspirou o termo diacinese, derivado das palavras gregas que significam movimentos em direções opostas.

Diaquinesia: características e subfases 1

Fonte: pixabay.com

Coloque na meiose

A função da meiose é produzir quatro células haplóides a partir de uma célula diplóide. Para isso, na meiose, os cromossomos devem ser classificados e distribuídos para que seu número seja reduzido pela metade.

A meiose consiste em dois estágios, chamados meiose I e II, cada um subdividido em cinco fases, denominadas prófase, prometafase, metáfase, anáfase e telófase. Os estágios homônimos da meiose I e II são diferenciados pela adição de “I” ou “II”.

Na meiose I, a célula original é dividida em duas. Na meiose II, uma nova divisão produz quatro gametas.

Visto no nível de um par de alelos, a célula original teria A , a . Antes da meiose, a replicação do DNA faz com que essa célula tenha A , A ; para , para . Meiose I produz uma célula com A , A e outra com a , a . A meiose II divide as duas células em gametas com A , A , a , a .

A prófase da meiose I é a fase mais longa e mais complexa da meiose. Consiste em cinco subfases: leptoteno, zigoteno, paquiteno, diploteno e diaquinesia.

Durante esse processo, os cromossomos se condensam (contraem), os cromossomos homólogos se reconhecem (sinapses) e trocam segmentos aleatórios (overcrossing). A membrana nuclear se desintegra. O eixo nuclear aparece.

Subfases anteriores (leptoteno a diploteno)

Durante o leptoteno, os cromossomos que durante o período de crescimento celular e expressão genética anterior haviam se replicado e estavam em um estado difuso começam a condensar, tornando-se visíveis ao microscópio óptico.

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Durante o zigoteno, os cromossomos homólogos começam a se alinhar. A sinapse ocorre, acompanhada pela formação de uma estrutura proteica, denominada complexo sinaptonemal, entre cromossomos emparelhados

Durante o paquiteno, os cromossomos homólogos se alinham completamente, formando o bivalente, ou tetrad, cada um dos quais contém dois pares de cromátides irmãs, ou mônadas. Nesta subfase, ocorre o cruzamento entre cada um dos referidos pares. Os pontos de contato das cromátides reticuladas são chamados quiasmas.

Durante o diploteno, os cromossomos continuam encurtando e engrossando. O complexo sinaptonemal desaparece quase completamente. Os cromossomos homólogos começam a se repelir até se unirem apenas a quiasmas.

Diplotene pode durar muito tempo, até 40 anos em mulheres. A meiose nos óvulos humanos pára no diploteno em direção ao sétimo mês de desenvolvimento fetal, progredindo em direção à diaquinesia e meiose II, para culminar com a fertilização do óvulo.

Caracteristicas

Na diaquinesia, os cromossomos atingem sua contração máxima. O eixo nuclear, ou meiótico, começa a se formar. Os bivalentes iniciam sua migração para o equador celular, guiados pelo uso nuclear (essa migração é concluída durante a metáfase I).

Pela primeira vez no curso da meiose, podem ser observadas as quatro cromátides de cada bivalente. Os sites de overcross se sobrepõem, tornando os quiasmas claramente visíveis. O complexo sinaptonemal desaparece completamente. Os nucléolos também desaparecem. A membrana nuclear se desintegra e se transforma em vesículas.

A condensação dos cromossomos durante a transição do diploteno para a diaquinesia é regulada por um complexo proteico específico chamado condensina II. Na diaquinesia, a transcrição culmina e a transição para a metáfase I começa.

Importância

O número de quiasmas observado na diacinese permite uma estimativa citológica do comprimento total do genoma de um organismo.

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A diacinese é um estágio ideal para realizar contagens de cromossomos. A extrema condensação e repulsão entre bivalentes permitem uma boa definição e separação delas.

Durante a diaquinesia, o fuso nuclear não se apega completamente aos cromossomos. Isso permite que eles sejam bem separados, permitindo a observação.

Eventos de recombinação (overcrossings) podem ser observados em células de diacinese por técnicas citogenéticas convencionais.

Em homens com síndrome de Down, a presença de cromossomo 21 adicional não é detectada na maioria das células de paquiteno devido à ocultação na vesícula biliar sexual.

Essa complexidade estrutural dificulta a identificação individual do cromossomo. Em contraste, o referido cromossomo pode ser facilmente visualizado na grande maioria das células em diaquinesia.

A relação assim evidenciada pelo cromossomo 21 com o complexo XY durante o paquiteno pode ser a causa da falha espermatogênica na síndrome de Down, como tem sido observado em geral nos casos de animais híbridos, nos quais a associação de um cromossomo adicional com este complexo produz esterilidade masculina.

Observação de recombinação

A observação de quiasmas durante a diacinese permite o exame direto do número e localização das recombinações nos cromossomos individuais.

Graças a isso, sabe-se, por exemplo, que o overcrossing pode inibir um segundo overcrossing na mesma região (interferência quiasmática) ou que as fêmeas têm mais quiasmas que os machos.

No entanto, esta técnica tem algumas limitações:

1) A diaquinesia dura muito pouco, portanto, pode ser difícil encontrar células adequadas. Por esse motivo, se o tipo de estudo permitir, é preferível usar células obtidas durante o paquiteno, que é uma subfase de duração muito mais longa.

2) A obtenção de células na diaquinesia requer a extração de oócitos (fêmeas) ou a realização de biópsias testiculares (machos). Isso representa um sério inconveniente nos estudos com seres humanos.

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3) Devido à sua alta condensação, os cromossomos celulares na diacinese não são ideais para procedimentos de coloração, como bandas G, C ou Q. Esse problema também dificulta a observação de outros detalhes morfológicos que são mais evidentes nos não-cromossomos. contratado

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