Mangue branco: características, habitat, taxonomia e usos

O mangue branco, também conhecido como mangue-amarelo ou mangue-siriúba, é uma espécie de árvore típica dos manguezais. Sua característica mais marcante é a cor branca da casca de seus troncos e galhos, o que lhe confere um aspecto único no ambiente do manguezal.

O mangue branco é encontrado em manguezais ao longo das regiões litorâneas do Brasil, principalmente no Nordeste. Ele é uma espécie resistente à salinidade da água do mar, podendo sobreviver em condições adversas.

Do ponto de vista taxonômico, o mangue branco pertence à família Rhizophoraceae e seu nome científico é Laguncularia racemosa. Ele é uma das espécies de plantas mais importantes para a manutenção dos ecossistemas de manguezais, pois oferece abrigo e alimento para diversas espécies de animais.

Além de sua importância ecológica, o mangue branco também possui usos comerciais e medicinais. Suas folhas são utilizadas na medicina popular para o tratamento de diversas doenças, e sua madeira é empregada na fabricação de móveis e construção civil.

Principais características do mangue branco: descubra agora suas principais características e peculiaridades.

O mangue branco, conhecido cientificamente como Laguncularia racemosa, é uma espécie de planta típica dos manguezais. Ele apresenta algumas características distintas que o tornam único dentro desse ecossistema.

Uma das principais características do mangue branco é a sua capacidade de tolerar águas salobras, sendo capaz de sobreviver em áreas alagadas pela maré. Além disso, suas raízes aéreas, chamadas de pneumatóforos, permitem a troca gasosa com o ambiente, garantindo sua sobrevivência em solos encharcados e com baixo teor de oxigênio.

Outra característica marcante do mangue branco é a coloração prateada de suas folhas, que refletem a luz solar. Isso ajuda a planta a evitar o superaquecimento e a perda excessiva de água, mantendo-a saudável mesmo em condições adversas.

Além disso, o mangue branco desempenha um papel fundamental na manutenção da biodiversidade dos manguezais, oferecendo abrigo e alimento para diversas espécies de animais, como caranguejos, peixes e aves.

Em relação aos seus usos, o mangue branco possui potencial medicinal e é utilizado na fabricação de produtos como cosméticos e tintas. Suas raízes também são aproveitadas na construção de artesanatos e na produção de carvão vegetal.

Características do mangue: conheça as particularidades desse ecossistema único e fundamental para a natureza.

O mangue branco, também conhecido como Laguncularia racemosa, é uma espécie de planta que faz parte do ecossistema do mangue. Este ecossistema é caracterizado por ser um ambiente de transição entre o meio terrestre e o aquático, sendo fundamental para a natureza devido aos diversos serviços ecossistêmicos que oferece.

As características do mangue incluem a presença de raízes aéreas, chamadas pneumatóforos, que auxiliam na respiração das plantas em ambientes encharcados de lama e água salgada. Além disso, as folhas do mangue possuem glândulas de sal que excretam o excesso de sal absorvido pelas raízes, permitindo a sobrevivência das plantas nesse ambiente adverso.

O mangue branco é uma espécie que se adapta bem a solos salinos e alagados, sendo encontrada em regiões costeiras e estuarinas. Sua taxonomia classifica a planta como pertencente à família Combretaceae e ao gênero Laguncularia.

Quanto aos usos do mangue branco, essa espécie possui importância econômica e ecológica. Suas raízes ajudam na estabilização do solo, prevenindo a erosão costeira, e também servem de abrigo e alimento para diversas espécies de animais, como caranguejos e peixes.

É essencial valorizar e proteger esse ambiente tão importante para a biodiversidade marinha e terrestre.

Significado do Mangue-branco: conheça mais sobre essa espécie de planta típica de áreas litorâneas.

O mangue-branco, também conhecido como laguncularia racemosa, é uma espécie de planta típica de áreas litorâneas. Ele é uma das espécies de mangue mais comuns e importantes para o ecossistema costeiro.

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O mangue-branco possui características únicas que o tornam adaptado para viver em ambientes salinos e alagados. Suas raízes aéreas, conhecidas como pneumatóforos, permitem que a planta respire mesmo quando submersa na água salgada.

Essa planta pode atingir até 10 metros de altura e possui folhas ovais e brilhantes, com flores pequenas e brancas. Sua fruta é uma cápsula lenhosa que contém sementes.

O mangue-branco é encontrado principalmente em regiões tropicais e subtropicais, como no litoral do Brasil. Ele cresce em áreas de manguezais, onde a água doce se encontra com a água do mar, formando um ecossistema único e biodiverso.

Além de sua importância para a fauna e flora locais, o mangue-branco também possui usos econômicos. Suas folhas são utilizadas na medicina popular e suas raízes são utilizadas na fabricação de artesanato.

Onde se encontra o manguezal?

O manguezal é um ecossistema costeiro que se encontra em regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo. Ele é caracterizado pela presença de árvores adaptadas a ambientes salinos, como o mangue branco, que desempenham um papel fundamental na manutenção da biodiversidade e na proteção da costa contra a erosão.

O mangue branco é uma espécie pertencente à família Rhizophoraceae, e pode ser encontrado em diversos países, incluindo o Brasil, México, Índia e Austrália. Suas raízes aéreas, conhecidas como pneumatóforos, permitem que a planta respire em solos encharcados de água salgada, garantindo sua sobrevivência em um ambiente tão hostil.

Além de sua importância ecológica, o mangue branco também possui usos econômicos e sociais significativos. Suas sementes são utilizadas na medicina tradicional para tratar diversas doenças, e sua madeira é empregada na construção de embarcações e na fabricação de móveis. Além disso, o ecossistema de manguezal é um importante berçário para diversas espécies de peixes e crustáceos, garantindo a subsistência de comunidades pesqueiras locais.

Mangue branco: características, habitat, taxonomia e usos

O manguezal branco ( Laguncularia racemosa ) é uma espécie de árvore de crescimento moderado, pertencente à família Combretaceae. É uma planta que habita os manguezais do sul da Flórida ao sul do Brasil e norte do Peru. Esta espécie de mangue também é encontrada nas margens da África Ocidental.

Os manguezais brancos caracterizam-se por medir aproximadamente 15 metros de altura e ter raízes rasas. A madeira de L. racemosa é moderadamente pesada, mas não muito durável.

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Laguncularia racemosa. Foto de David Stang [CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)]

O mangue branco é uma árvore muito importante para os ecossistemas marinhos, pois fornece abrigo e alimento para a fauna marinha. Também contribui para a restauração dos manguezais, pois é um tipo de estabelecimento rápido nesses ecossistemas.

Caracteristicas

Árvore

Laguncularia racemosa é uma espécie de árvore que apresenta um crescimento relativamente rápido e sempre-verde e possui vários caules. Normalmente, o mangue branco pode ser pequeno (menos de 15 metros) e grande (até 25 metros de altura), com uma haste de quase 60 cm de diâmetro.

A madeira de L. racemosa é moderadamente pesada, com um peso específico entre 0,6 e 0,8. Por outro lado, o alburno é marrom claro e marrom amarelado em direção ao centro, enquanto a casca é cinza-branca.

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Mangue branco Riandi [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)]

Folhas

As folhas brancas dos manguezais estão localizadas em frente aos galhos ascendentes. Eles são elípticos e arredondados no ápice. Geralmente, as folhas podem medir entre 4 e 10 cm de comprimento por 2 a 4 cm de largura. A superfície adaxial das folhas é verde escuro com uma aparência brilhante, enquanto a parte inferior tem uma cor verde amarelada.

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Folhas de mangue branco. Homer Edward Price [CC BY 2.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0)]

Raízes

O manguezal branco desenvolve um tipo de raiz aérea chamada de pnematophore. Essas estruturas têm crescimento secundário e derivam principalmente de raízes horizontais. A principal função dos pneumatóforos é fornecer oxigênio aos tecidos radiculares, sob condições de alagamento.

Em L. racemosa, os pneumatóforos geralmente apresentam gravitropismo negativo. Da mesma forma, o mangue branco também desenvolve raízes de mosquito.

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Mangue branco vadear raízes. NPS Everglades de Homestead, Flórida, Estados Unidos [Domínio público]

Flores

As flores de L. racemosa têm coloração branco-esverdeada e localizam-se em panículas terminais, formando uma inflorescência. O manguezal branco possui flores masculinas (sem frutificação) e perfeitas (com frutificação) separadamente, que diferem apenas no momento da aparência. A floração ocorre ao longo do ano, com picos em maio e junho.

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Flores de Languncularia racemosa. NPS Everglades de Homestead, Flórida, Estados Unidos [Domínio público]

Fruta

O fruto é levemente carnudo, com uma semente (drupa) e verde na imaturidade e acastanhado quando amadurece. Os frutos são achatados, com 2 cm de comprimento, e são elipsóides oboved. A semente tem aproximadamente 2 cm de comprimento e é cercada por uma membrana de papiro. As plantas de L. racemosa são ocasionalmente vivíparas.

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Fruto do mangue branco. Alex Popovkin, Bahia, Brasil do Brasil [CC BY 2.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0)]

Ecofisiologia

Laguncularia racemosa é uma espécie que cresce em ambientes com contrastantes conteúdos de sal. Esta espécie pode crescer em áreas com baixa salinidade, como na foz de um rio, mesmo em ambientes altamente salinos. Diante do exposto, o mangue branco depende substancialmente das condições salinas, portanto sua fisiologia é condicionada.

De acordo com o exposto, a relação peso e área da folha não muda em relação à salinidade. No entanto, o nível de suculência das folhas aumenta em condições de alta salinidade, bem como no teor de água. Além disso, parâmetros como conteúdo foliar de sódio e nitrogênio e osmolaridade tendem a aumentar com a salinidade.

Do ponto de vista metabólico, verificou-se que as plantas de mangue branco possuem alto teor de clorofila aeb quando a salinidade é alta. Um comportamento semelhante é observado no conteúdo de carotenóides. Por sua vez, a taxa de fotossintético e a taxa de assimilação de CO 2 diminuem com o aumento da salinidade.

Habitat e distribuição

Laguncularia racemosa é uma espécie restrita a localidades costeiras, crescendo muito próximo ao nível do mar. É estabelecido regularmente na faixa de terra das comunidades de mangue. No entanto, os manguezais brancos às vezes crescem na altitude mais baixa, geralmente em áreas inundadas.

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O mangue branco em Jalisco, México. Tomas Castelazo [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)]

O mangue branco coloniza rapidamente locais perturbados, onde pode formar uma comunidade quase homogênea. Desta forma, L. racemosa cresce em uma grande variedade de solos, incluindo silte, argila, areia, turfa e barro.

Laguncularia racemosa é estabelecida em áreas com uma variação média anual de precipitação entre 800 e 700 mm e limita-se a crescer em áreas onde a temperatura média é de 15,5 ° C ou menos.

Dadas as condições de salinidade dos ambientes marinhos, as espécies de mangue desenvolvem mecanismos que lhes permitem superar essa condição ambiental. Nesse caso, Laguncularia racemosa possui duas glândulas salgadas na base de cada folha, que secretam o excesso de sal.

A faixa de distribuição do mangue branco inclui as costas do sudeste da Flórida, Bermudas, costas do México ao sudeste do Brasil e noroeste do Peru. Também pode crescer nos ambientes costeiros da África Ocidental, do Senegal a Angola.

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Taxonomia

Laguncularia racemosa é o único membro do gênero monoespecífico Laguncularia , que faz parte da família Combretaceae

– Reino: Plantae.

– Subreino: viridiplantae.

– Infra reino: Streptofita.

– Super divisão: embriofita.

– Divisão: traqueófito.

– Subdivisão: Eufilofitina.

– Divisão Infra: Lignofita.

– Classe: Espermatófito.

– Subclasse: Magnoliofita.

– Superordem: Rosanae.

– Ordem: Myrtales.

– Família: Combretaceae.

– Subfamília: Combretoideae.

– Tribo: Laguncularieae.

– Gênero: Laguncularia.

– Espécie: Laguncularia racemosa (L.) CF Gaertner, de cor branca.

Usos

Basicamente, a importância dos manguezais brancos é fornecer abrigo e alimento para a vida selvagem que cresce em ambientes costeiros. Além disso, é uma planta usada para a restauração de ecossistemas de mangue, dada a sua capacidade de adaptação e rápido crescimento.

Segundo a FAO, os manguezais trazem benefícios socioeconômicos para a sociedade indiretamente. Uma vez que foi demonstrado que as práticas de pesca têm melhor desempenho se forem realizadas em ambientes não perturbados.

Assim, estimou-se que pode haver um ganho de aproximadamente 126 dólares / ha / ano, se a pesca for realizada em ambientes populosos de manguezais. Desempenho semelhante pode ser obtido para a indústria de frutos do mar.

Por outro lado, foram calculadas perdas econômicas de aproximadamente US $ 100.000 por ano se os ecossistemas de manguezais forem perturbados. Isso leva à conclusão de que as práticas de restauração são mais baratas do que continuar a explorar ambientes perturbados. É aqui que reside a importância de conservar as populações de Laguncularia racemosa.

Por sua vez, o mangue branco é usado como fonte de madeira para a população local. A infusão desta casca de mangue é usada pelos aldeões como adstringente e tônica. No Brasil, as folhas desta árvore são utilizadas na árvore, devido ao seu alto teor de taninos.

Referências

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