Manuel Pardo y Lavalle: Biografia, Governo e Obras

Manuel Pardo y Lavalle é um dos políticos mais influentes do Peru. Ele foi o primeiro presidente civil do Peru e fundador do Banco do Peru. A história daquela república americana viu como esse civil criou o primeiro partido político da história peruana: o Partido Civil.

Este partido nasceu para neutralizar o poder permanente dos estratos militares. Ele também procurou acabar com o caudillismo, um dos males que haviam deixado tantos anos de luta pela independência do jugo espanhol. Suas propostas – algumas aceitas e outras rejeitadas – demonstraram seu desejo nacionalista pela transformação do Peru.

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O país que Manuel Pardo e Lavalle desejava era aquele que encontrava seu desenvolvimento no mesmo ritmo que a comunidade internacional estava marchando.

Biografia

Manuel Pardo y Lavalle nasceu em Lima, Peru, em 9 de agosto de 1834. Seu pai era Felipe Pardo y Aliaga, um escritor de destaque e também político. Sua mãe era Petronila de Lavalle y Cavero, nascida na casa localizada na esquina das ruas San José e Santa Apolonia, em Lima.

Foi neto da linha paterna do outrora regente da Audiência de Cuzco, Manuel Pardo Ribadaneira e Mariana de Aliaga. Este era um descendente de Jerónimo de Aliaga, um dos conquistadores espanhóis do passado.

Seu avô materno foi o II conde do Prêmio Real, Simon de Lavalle e Zugasti. O pai disso foi o coronel José Antonio de Lavalle e Cortés, que detinha o nobre título de 1º conde do prêmio real, visconde de Lavalle, corretor de Piura e advogado da corte real de Lima.

Ele se casou com Maria Ignacia Josefa de Barreda e Osma em 17 de julho de 1859. Ela era filha de Felipe Barreda Aguilar, um próspero aristocrata que fazia negócios muito lucrativos. Dez filhos nasceram do casamento.

Características do governo

Manuel Pardo y Lavalle foi presidente do Peru entre 1872 e 1876. Foi o primeiro presidente eleito por meio de uma eleição popular. Além disso, ele foi o primeiro civil eleito presidente da República.

Para sustentar o desenvolvimento social e econômico, o governo Pardo deu prioridade ao trabalho e à educação, ferramentas que ao mesmo tempo usavam para minimizar o poder militar na vida da república, desenvolvendo planos de profissionalização nas forças armadas.

Algo que caracterizou o governo Pardo foi o seu humor popular. Ele não habitava o Palácio do Governo, mas morava em sua casa, de onde assistia a todos os que o procuravam.

O governo de Pardo e Lavalle teve um grande apoio popular, que estava perdendo à medida que as falhas na economia nacional aumentavam até levar ao aumento do desemprego.

Trabalhos

Pardo e Lavalle propuseram a cobrança de impostos nos departamentos de forma descentralizada para obter uma fluidez mais ideal.

Como ele não teve sucesso, ele criou os conselhos departamentais. Essa foi uma medida para descentralizar o trabalho administrativo; isto é, cada departamento passou a gerenciar sua renda.

Em assuntos comerciais

Ele avaliou a exportação de salitre, um item que competia com a lucratividade do guano, através de um imposto de escala móvel. Em 1876, ele alcançou um novo contrato para negociar cerca de dois milhões de toneladas de guano.

Ele revisou o sistema tarifário e modernizou a estrutura aduaneira. Depois, ele também reorganizou o fluxo de mercadorias e o serviço de fronteira.

Ele aplicou uma redução eficiente dos gastos públicos para adaptar os recursos nacionais às reais necessidades do país.

Em assuntos militares

Por decreto supremo, criou as comissões consultivas de guerra e marinha. A comissão da marinha era composta por comandantes seniores da marinha. Ele também criou a Escola de Cabos e Sargentos, bem como a Escola Especial de Artilharia e Estado Maior.

Tudo isso, junto com a reforma da Escola Militar e a reestruturação e colocação em uso da Escola Naval, significaram uma importante tecnificação do exército peruano.

A Guarda Nacional, formada por habitantes da cidade, foi restaurada para garantir a ordem pública. Cidadãos entre as idades de vinte e um e vinte e cinco anos que não faziam parte do exército foram à Guarda Nacional.

Em matéria educacional

Educação e cultura foram muito importantes no governo Pardo. Em 18 de março de 1876, ele promulgou o Regulamento Geral de Instrução Pública. Com isso, o ensino fundamental no primeiro nível foi gratuito e também obrigatório.

Embora essa educação estivesse nas mãos do município, a educação secundária era responsável pelos conselhos departamentais e não era obrigatória.

O governo Pardo criou a contribuição de um sol semestral na região da Serra e de dois sóis na região costeira, para aqueles com idades entre 21 e 60 anos.

A autonomia da universidade foi estabelecida e criou a Escola de Engenheiros Civis e Mineiros; a Escola Superior de Agricultura; a Escola Normal de San Pedro e a Escola de Belas Artes.

A imigração da Europa e da Ásia foi incentivada. Um para colonizar a região de Chanchamayo e outro para impulsionar a agricultura costeira.

Pela primeira vez, durante o ano de 1876, o censo geral da República foi realizado de maneira técnica e foi criado o Escritório de Estatística.

Ele obteve que os municípios tinham escritórios do Registro Civil para processar certidões de nascimento, certidões de óbito e casamentos; Com essa inovação, não era mais necessário ir às paróquias.

Em relação às comunicações

Ele construiu o prédio para o serviço postal e reorganizou o sistema com a criação do Regulamento Geral dos Correios.

Um trabalho transcendental do governo de Pardo foi a instalação do cabo submarino que ligava o Peru e o Chile. Esse cabo foi estendido ao Panamá, que inseriu o Peru na rede global de telecomunicações. Além disso, houve progresso com a inauguração dos trechos ferroviários que uniram o país

Assassinato

No sábado, 16 de novembro de 1878, por volta das três da tarde, Manuel Pardo e Lavalle estava na entrada do Congresso da República. Lá ele foi recebido pelo guarda do Batalhão de Pichincha, que apresentou armas.

Quando a apresentação cessou, o sargento Melchor Montoya – ainda com a arma levantada – atirou nele gritando “Viva a cidade”.

A bala perfurou o pulmão esquerdo do presidente com uma saída pela clavícula. Ele foi tratado por uma dúzia de médicos, mas a morte era iminente. Manuel Pardo e Lavalle morreram nos ladrilhos do Senado.

Referências

  1. Chirinos Soto, E. (1985). História da República (1821-1930). Volume I. Lima, AFA Editores Importadores SA,
  2. Orrego, J. (2000). A República Oligárquica (1850-1950). Incluído na história do Peru. Lima, Lexus Editors.
  3. Vargas Ugarte, R. (1971). História Geral do Peru Eu tomo IX. Primeira edição. Editor Carlos Milla Batres. Lima Peru.
  4. Mc Evoy, C. (2011). Guerreiros Civilizadores Universidade Ed. Diego Portales, Santiago. 431 páginas
  5. Conhecimento ecuRed com todos e para todos. Manuel Pardo e Lavalle. Recuperado em: ecured.cu

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