Obsessão por amor? 10 teclas para reconhecer limerência

A obsessão por amor é um sentimento intenso e descontrolado que pode afetar a forma como nos relacionamos com outras pessoas. A limerência é um termo que descreve esse estado de obsessão por uma pessoa, onde a pessoa amada se torna o foco principal de todos os pensamentos e ações. Neste artigo, vamos abordar 10 sinais que podem indicar que você está experimentando limerência e como reconhecer esse comportamento para buscar ajuda e melhorar sua saúde emocional.

Significado e características do estado de limerência: descubra o que é essa intensa paixão.

A limerência é um estado psicológico caracterizado por uma intensa paixão por outra pessoa, muitas vezes acompanhada de pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. É um termo cunhado pelo psicólogo Dorothy Tennov em 1979 para descrever esse tipo de experiência amorosa.

Características comuns da limerência incluem a idealização da pessoa amada, a tendência a interpretar suas ações de forma positiva, a incapacidade de se concentrar em outras atividades quando não estão juntos e a sensação de euforia quando estão próximos. Além disso, a limerência pode ser acompanhada de sintomas físicos como palpitações, sudorese e falta de ar.

Para reconhecer se você está vivenciando limerência, observe se você está constantemente pensando na pessoa amada, se você se sente extremamente feliz quando estão juntos, se você sente ciúmes excessivos e se você está disposto a fazer qualquer coisa para agradá-los. Esses são alguns dos sinais de que você pode estar experimentando esse estado emocional intenso.

Embora a limerência possa ser uma experiência emocionante, também pode ser prejudicial se não for correspondida ou se tornar obsessiva. É importante buscar ajuda de um profissional de saúde mental se você sentir que a limerência está afetando negativamente sua vida e bem-estar.

Como lidar com a limerência: estratégias para controlar sentimentos intensos de atração obsessiva.

Se você está enfrentando sentimentos intensos de atração obsessiva por alguém, pode estar lidando com a limerência. Essa condição, muitas vezes confundida com amor, envolve pensamentos e fantasias constantes em relação à pessoa desejada, podendo levar a comportamentos obsessivos e prejudiciais.

Para lidar com a limerência e controlar esses sentimentos intensos, é importante adotar algumas estratégias. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

1. Reconheça e aceite seus sentimentos: O primeiro passo para lidar com a limerência é reconhecer que você está passando por isso e aceitar seus sentimentos. Não se culpe por sentir o que está sentindo, mas esteja ciente dos efeitos negativos que esses sentimentos podem ter em sua vida.

2. Limite o contato com a pessoa desejada: Se possível, tente limitar o contato com a pessoa por quem você está obcecado. Isso pode ajudar a reduzir os pensamentos obsessivos e a diminuir a intensidade da atração.

3. Busque ajuda profissional: Se os sentimentos de limerência estiverem interferindo significativamente em sua vida e bem-estar, considerar a busca de ajuda de um psicólogo ou terapeuta pode ser uma ótima opção. Eles podem ajudá-lo a entender melhor suas emoções e a desenvolver estratégias para lidar com elas.

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4. Pratique a atenção plena: A prática da atenção plena pode ajudar a controlar os pensamentos obsessivos e a focar no momento presente. Meditação, yoga e outras técnicas de relaxamento podem ser úteis para acalmar a mente e reduzir a intensidade dos sentimentos de limerência.

5. Cultive outros interesses e hobbies: Dedicar tempo a atividades que você gosta e que não envolvam a pessoa desejada pode ajudar a distrair a mente e a reduzir a obsessão. Cultivar outros interesses e hobbies também pode ajudar a aumentar sua autoestima e a se sentir mais realizado.

Lidar com a limerência pode ser desafiador, mas com as estratégias certas e o apoio adequado, é possível controlar os sentimentos intensos de atração obsessiva. Lembre-se de que é importante cuidar de si mesmo e buscar ajuda quando necessário para superar essa condição.

Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo afeta os relacionamentos amorosos: características, sintomas e estratégias de manejo.

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar significativamente os relacionamentos amorosos devido às suas características intrusivas e disruptivas. O TOC é um distúrbio mental que se caracteriza por pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, que podem interferir na capacidade da pessoa de se relacionar de forma saudável.

Alguns dos sintomas do TOC que podem afetar os relacionamentos amorosos incluem a necessidade de repetir certas ações, como lavar as mãos várias vezes, verificar constantemente se a porta está trancada ou organizar objetos de maneira específica. Esses comportamentos podem ser vistos como estranhos ou irritantes pelo parceiro, o que pode levar a conflitos e desentendimentos.

Além disso, as obsessões do TOC, como medo de contaminação, pensamentos intrusivos ou preocupações excessivas com a segurança, também podem se manifestar no contexto do relacionamento amoroso. Isso pode levar a ciúmes excessivos, desconfiança e necessidade de controle, o que pode ser prejudicial para a relação.

Para lidar com o TOC em um relacionamento amoroso, é importante que a pessoa afetada busque ajuda profissional, como terapia cognitivo-comportamental, para aprender a controlar seus pensamentos e comportamentos obsessivos. Além disso, a comunicação aberta e honesta com o parceiro sobre o TOC e seus efeitos no relacionamento é essencial para manter a saúde da relação.

Sinais que indicam um relacionamento obsessivo e perigoso: como identificar e agir corretamente.

Quando se trata de relacionamentos, é importante estar atento aos sinais que indicam uma possível obsessão e perigo. Muitas vezes, o amor pode se transformar em uma obsessão doentia, levando a comportamentos perigosos e prejudiciais. Identificar esses sinais precocemente pode ajudar a agir de maneira correta e proteger a si mesmo e ao seu bem-estar emocional.

Um dos principais sinais de um relacionamento obsessivo e perigoso é a constante necessidade de controle por parte de um dos parceiros. Isso pode se manifestar através de ciúmes excessivos, monitoramento constante das atividades do outro e tentativas de manipulação.

Outro sinal é a falta de respeito pelos limites pessoais do outro. Se um parceiro não respeita a sua privacidade, invade o seu espaço pessoal e não aceita um “não” como resposta, é importante ficar atento a essa falta de respeito.

A intensidade emocional extrema também é um sinal de alerta. Se um parceiro demonstra uma dependência emocional excessiva, exigindo atenção constante e se mostrando extremamente possessivo, isso pode indicar um relacionamento perigoso.

Além disso, a falta de autonomia e independência também pode ser um indicativo de uma relação obsessiva. Se um parceiro tenta controlar todos os aspectos da sua vida, impedindo que você tome suas próprias decisões e tenha sua própria liberdade, é importante agir e buscar ajuda.

Outro sinal de alerta é a violência emocional ou física dentro do relacionamento. Se você se sente constantemente ameaçado, intimidado ou agredido pelo seu parceiro, é essencial buscar ajuda imediatamente e sair dessa situação perigosa.

Para agir corretamente diante de um relacionamento obsessivo e perigoso, é fundamental buscar o apoio de amigos, familiares ou profissionais especializados. Não tenha medo de pedir ajuda e se afastar de uma relação que não está te fazendo bem. Lembre-se de que a sua segurança e bem-estar emocional são prioridades.

Obsessão por amor? 10 teclas para reconhecer limerência

Obsessão por amor? 10 teclas para reconhecer limerência 1

O estado de se apaixonar é um estágio transitório, onde emoções intensas aparecem em relação ao ente querido, que se acalma gradualmente para dar lugar a um período de estabilidade emocional que fortalece o relacionamento.

A partir daqui, e se tudo correr bem, o relacionamento é construído sob um forte vínculo de amor, respeito, intimidade e confiança.

Essa fase da paixão pela qual somos fascinados pela pessoa amada e que aciona mecanismos químicos em nosso cérebro que nos enchem de desejo, euforia e excitação involuntariamente, deixa de ser saudável quando há uma forte necessidade de ser. correspondia obsessivamente. É quando falamos de limerência .

O que é limerência?

A limerência, conforme definida pela psicóloga Dorothy Tennov, é um estado interpessoal involuntário que implica um desejo agudo de reciprocidade emocional; pensamentos obsessivo-compulsivos, sentimentos e comportamentos e dependência emocional de outra pessoa. Falamos sobre um transtorno obsessivo-compulsivo focado no objeto amado .

10 teclas para detectar limerência

Os 10 sintomas mais importantes a considerar que descrevem a limerência são os seguintes:

1. Pensamentos circulares em relação ao objeto amado

Tudo leva ao ente querido. Todo evento, lugar ou momento nos lembra de ser amado e tudo se concentra nele . São pensamentos recorrentes de um tipo obsessivo, que giram em torno um do outro com a intenção de descobrir e verificar se você deseja a mesma extensão.

2. Medo de rejeição

Ansiedade excessiva aparece quando se pensa na possível rejeição do outro , mesmo com manifestações físicas de ansiedade como taquicardia, tremor, hiperventilação, tontura, etc.

3. Comportamentos compulsivos

O medo obsessivo de não ser correspondido se traduz em comportamentos compulsivos de verificação , como perguntar diretamente à outra pessoa sobre seus sentimentos ou escrever mensagens para ele para discutir tópicos de interesse, perguntar compulsivamente aos outros o que eles pensam sobre o relacionamento etc.

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4. Sensação de euforia diante dos sinais de atenção, reais ou não

Isso pode ocorrer durante o amor de uma maneira normal, a diferença é que muitas vezes a realidade é distorcida a favor desproporcionalmente , tentando se convencer com cada pequeno detalhe, que é significativo e determina que o outro nos corresponde.

5. Fantasias constantes de reunião e recreação das reuniões vividas

Novamente, ou a diferença aqui na fase normal de se apaixonar é seu caráter obsessivo e quase constante . A pessoa pode passar horas fantasiando sem parar.

6. Falta de controle emocional

A condição obsessiva e, portanto, ansiosa da limerância, inevitavelmente levará a pensamentos distorcidos e reações emocionais de instabilidade .

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7. Pensamentos intrusivos sobre a outra pessoa

Pensar no outro não responde ao nosso controle; além disso, o medo da rejeição leva a pensamentos negativos sobre os sentimentos do ente querido, de tipo obsessivo, e que influenciam a desestabilização emocional descrita no ponto anterior.

8. Idealização do objeto amado

Durante a paixão, todos idealizamos o outro, mas, em limiar, a obsessão de ser amado pelo outro e a constante necessidade de provar isso são desproporcionais, incapazes de ouvir críticas ou assumir que o outro tem defeitos . Dessa maneira, a distorção sobre o outro pode ser exagerada. Este seria o caso de Dom Quijote e da Bella Dulcinea del Toboso.

9. Ideias suicidas sobre a ideia de não correspondência

A angústia pela possibilidade de não ser amado faz com que a pessoa que sofre obsessivamente pense que a vida não tem sentido sem esse amor, pois é a única coisa importante, a única que dá sentido à sua vida.

10. Ansiedade e / ou depressão

Manter qualquer situação obsessivamente gera ansiedade e humor baixo que pode levar à depressão ao longo do tempo. Além disso, o fato de focar todo o nosso valor quase exclusivamente na maneira como o outro nos vê e se somos ou não retribuídos, enfraquece bastante a auto-estima.

Concluindo

Limerência é diferente de se apaixonar, porque tende a colocar o desejo egoísta de ser amado à frente da construção de um relacionamento. E pode ser incapacitante, pois a pessoa que sofre pode mudar sua vida em torno desse objeto amado, o que os impede de executar suas tarefas.

Nas relações construídas a partir do respeito, da intimidade, da busca de interesses mútuos e do gozo entre iguais, apaixonar-se é um período fascinante, cheio de alegria e satisfação para compartilhar, que nada tem a ver com limerência; Qual você prefere?

Referências bibliográficas:

  • Tennov, D. (1998): Amor e Limerência: A Experiência de Estar Apaixonado;
  • Salcedo, A. e Serra, E. (2011). Amores dependentes Tirant lo Blanch.

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