Os 5 recursos mais importantes da piada

Os 5 recursos mais importantes da piada

As características de uma piada são concisão, função lúdica, efeito surpresa, poucos personagens e caráter social. Eles o distinguem de outros subgêneros humorísticos, tornando-o um dos mais populares.

Uma piada é uma narrativa curta ou uma história curta que utiliza vários recursos, como duplo significado ou alusões burlescas, para provocar risadas.

A piada faz parte da cultura oral das sociedades. A permanência das piadas ao longo do tempo depende de sua transmissão de pessoa para pessoa e de sua capacidade de gerar risadas.  

Nesse caso, não é uma risada histérica, mas uma que responde ao que é humorístico, engraçado ou cômico.

Características principais de uma piada

O humor está profundamente enraizado na cultura e na idiossincrasia de cada cidade. Assim, o que é percebido como engraçado para uma sociedade não é engraçado para outra. Até a atitude em relação ao próprio humor pode variar.

Um exemplo claro disso são as diferentes perspectivas que a cultura ocidental e oriental têm sobre o humor. Os primeiros a consideram uma característica natural da vida e a utilizam onde e quando possível. Os orientais têm uma visão mais restrita.

No entanto, em termos de piadas, certos recursos comuns podem ser mencionados.

Brevidade

Uma das principais características de uma piada é sua brevidade. Uma piada deve ser concisa e ir direto ao ponto.

Quem conta uma piada deve fornecer apenas os dados necessários para o público entender a situação.

Esse tipo de discurso humorístico deve buscar abstração, condensação de detalhes e exclusão de elementos acessórios. Dessa forma, o produto é acessível aos interlocutores.

Função lúdica

As piadas têm um papel lúdico. Isso significa que eles não têm um propósito utilitário, mas são usados ​​para produzir prazer através do exercício da imaginação e da fantasia. Por esse motivo, a narrativa não apela necessariamente à lógica ou à coerência.

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Efeito surpresa

Em geral, o efeito surpresa, ou final inesperado, é o que contribui para o humor de uma piada. Para conseguir isso, um contador de piadas geralmente usa palavras de mão dupla, uma combinação imprevisível de palavras, ridículo ou simplesmente bobagem.

Mais do que o conteúdo verbalizado, é a ruptura do que é esperado que dá graça e garante o sucesso de uma piada.

Poucos caracteres

O número de caracteres em uma piada é geralmente muito pequeno. Em muitos casos, são caracteres estereotipados: o gordo, o ingênuo, o mesquinho.

Caráter social

Além de sua função comunicativa, uma piada é um ato social. O contador de piadas e uma platéia participam desse evento social.

O primeiro escolhe o horário, local e situação adequados. O público também participa, aprovando ou desaprovando essa interação com seus risos.

Exemplos de piadas

Os exemplos a seguir mostram algumas das características de uma piada.

-Pode um canguru pular mais alto que uma casa? Obviamente, uma casa não pula.

-Doutor: “Desculpe, mas você sofre de uma doença terminal e só tem 10 para viver.”

Paciente: «Como assim 10? O que … meses … semanas?

Médico: “Nove”.

-Antonio, você acha que eu sou uma mãe ruim?

Meu nome é Pablo.

-Meu cachorro costumava perseguir pessoas de bicicleta. A situação ficou tão ruim que eu finalmente tive que tirar a bicicleta dele.

-Você sabe como é a vida. Uma porta se fecha e outra porta se abre …

Sim, muito bom, mas você o corrige ou me dá um bom desconto para o carro.

Referências

  1. Vigara Tauste, AM (1999) O fio do discurso: ensaios de análise conversacional. Quito: Editora Abya Yala.
  2. Várnagy, T. (2017). “Proletários de todos os países … perdoem-nos!”: Ou sobre o humor político clandestino em regimes do tipo soviético e o papel deslegitimador da piada na Europa Central e Oriental 1917-1991. Buenos Aires: EUDEBA.
  3. Tam, K. (2017). Piadas políticas, caricaturas e sátira na Stand up Comedy de Wong Tze-wah. Em K. Tam e SR Wesoky (editores), não é apenas uma questão de riso: abordagens interdisciplinares ao humor político na China. Pensilvânia: Springer.
  4. Álvarez, AI (2005). Falar em espanhol. Oviedo: Universidade de Oviedo.
  5. Yue, X., Jiang, F., Lu, S. e Hiranandani, N. (2016). Ser ou não ser humorístico? Perspectivas culturais cruzadas sobre humor. Fronteiras em Psicologia, 7, 1495.

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