Totalizando a visão: origem, características e exemplos

A visão totalizante ou universal é uma das principais características da filosofia . Essa visão afirma que o homem não deve apenas se concentrar no estudo das coisas, mas também aprofundar as causas e conseqüências dos fenômenos que fazem parte de seu contexto.

A visão totalizante abrange vários aspectos, como o estudo de todos os elementos que cercam o homem; Isso lhe confere seu caráter universal. Além disso, essa visão não se concentra em um campo de estudo, pois você deseja encontrar todas as respostas possíveis.

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Sócrates, filósofo grego

Da mesma forma, essa visão explora o próprio conhecimento e a razão, bem como o fundamento e a origem das coisas. Através da visão totalizante ou universal, a filosofia procura suprir a necessidade do homem de conhecer seu entorno. Graças a essa abordagem, diferentes ramos de estudo foram desenvolvidos para atingir esse objetivo.

Origem

O estudo universal ou a visão totalizadora da filosofia começou na Grécia antiga com as abordagens de Platão , Aristóteles e Sócrates .

– Sócrates esboçou o problema da universalidade das coisas, das ações às palavras. Essa iniciativa começou no estudo das virtudes; com isso, a relação essência-homem foi estabelecida.

N No começo, o problema universal se concentrava em levar aspectos gerais para entender o homem e a natureza. Por isso, Platão diferenciava o mundo das coisas das idéias. A relação entre os dois permitia a existência mútua: o particular era um reflexo do universal. Portanto, também inclui a percepção da realidade e da verdade.

-Aristotle introduziu um conceito que criticou as idéias de Platão. Ele se concentrou em demonstrar que o universal fazia parte de cada entidade individual, uma vez que é a essência do particular. A compreensão totalizante vem de uma análise própria, de reflexão e abstração. O universal é formado por várias partes que, quando unidas, formam um todo.

Na Idade Média, um tópico ignorado pelos gregos foi tocado: a essência-existência. São Tomás de Aquino acrescentou o componente divino à compreensão do homem: a origem das coisas se deve à intervenção de um ser superior, Deus dá a essência e a existência. Durante esse período, novas tendências filosóficas também foram desenvolvidas.

Realismo, nominalismo e realismo moderado

Esses termos foram adotados durante a Idade Média, pois, à medida que os estudos se aprofundaram, surgiram novas perspectivas do homem, da verdade e da realidade.

Realismo

É uma posição filosófica que suscitou a relação entre o sujeito e o objeto de estudo que, além disso, são independentes um do outro. Também é chamado realismo ingênuo ou realismo platônico.

Nominalismo

Doutrina filosófica que questiona quais são os elementos ou características que devem ser considerados universais. Por exemplo, a representação de certos objetos é porque eles compartilham recursos em comum.

Então, o nominalismo nega os conceitos do universal, pois só há espaço para o indivíduo e o particular.

Realismo moderado

Representado por São Tomás de Aquino, o realismo moderado contempla a existência e a interação de eventos universais como predecessores de manifestações particulares. Ele se concentra no equilíbrio entre fé e razão.

Outras abordagens

Após a Idade Média, a discussão sobre conhecimento, verdade e realidade levou à formação de novas correntes para explicar a aquisição de conhecimento e respostas filosóficas.

Então, durante o Iluminismo, surgiu a gnoseologia, que se concentra em como estudar o conhecimento. No final do s. XIX outros movimentos foram manifestados, como idealismo, realismo científico, epistemologia e realismo crítico.

Caracteristicas

N Concentra-se em princípios universais para a busca da realidade e da verdade.

-Propõe conceitos totalizadores ou universais para a compreensão de abordagens abstratas e complexas.

Parte do universal para entrar no particular.

Como não possui um único campo de estudo, concentra-se na razão e no próprio conhecimento.

É responsável por analisar a origem e a natureza das coisas, bem como do homem.

N Utiliza um processo sistemático e metódico (ao buscar a verdade).

– É baseado no motivo do estudo dos fenômenos que ocorrem ao redor do homem.

Essa visão inclui a necessidade de pegar o que o universo apresenta para usar esse conhecimento e disponibilizá-lo ao homem.

-Procure pelos objetivos mais profundos de todas as áreas do conhecimento.

-É válido para todas as perspectivas do conhecimento.

– Considere que as partes formam um todo e que essas partes interagem umas com as outras.

-Não é conformista; isto é, não está satisfeito com respostas parciais ou esclarecedoras. Portanto, tente ir o mais longe possível para alcançar o objetivo final.

-O conhecimento é a pedra angular da filosofia, por isso é necessário entender e reconhecer a universalidade dos objetos.

-Uma relação é estabelecida entre a visão e a percepção do objeto e o julgamento concedido pelo indivíduo. Portanto, todo conhecimento é obtido graças ao intelecto e ao conhecimento.

Exemplos

Percepção da água

Do ponto de vista científico, a água vem da fórmula química H2O. No entanto, quando se fala em “água”, também estamos nos referindo aos estímulos e experiências que recebemos por meio dela.

Portanto, existe um conceito universalmente aceito em oposição a um conjunto de valores obtidos a partir do particular.

Polis

As sociedades anteriormente gregas eram organizadas através da polis, que também atuava como um reflexo da ordem universal e do cosmos. Na polis, o indivíduo é capaz de encontrar sua razão de estar na sociedade.

Referências

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