Unificação da Itália: antecedentes, causas, fases, consequências

A unificação da Itália foi um processo histórico que ocorreu entre os séculos XIX e XX, e que resultou na formação de um Estado-nação unificado sob a liderança do Reino da Sardenha. Os antecedentes desse movimento remontam ao período das guerras napoleônicas, que dividiram a península italiana em diversos estados fragmentados e dominados por potências estrangeiras.

As principais causas da unificação da Itália foram o nacionalismo, o desejo de independência e a busca por uma identidade nacional italiana unificada. O movimento foi liderado por figuras como Giuseppe Garibaldi, Camillo Benso, Conde de Cavour e Vítor Emanuel II, que buscaram unir os diversos estados italianos em um único país.

O processo de unificação ocorreu em várias fases, começando com a Guerra da Independência Italiana em 1848 e culminando com a conquista de Roma e a proclamação do Reino da Itália em 1861. Após a unificação, o novo Estado enfrentou desafios como a integração de regiões e culturas diferentes, a luta pelo reconhecimento internacional e a consolidação do poder centralizado.

As consequências da unificação da Itália foram significativas, incluindo a modernização do país, o fortalecimento do nacionalismo italiano, a consolidação do poder monárquico e a expansão territorial. No entanto, a unificação também gerou tensões sociais, políticas e econômicas, e levou a conflitos internos e a lutas por autonomia regional. A unificação da Itália é considerada um marco na história do país e um exemplo de como a busca pela unidade nacional pode moldar o destino de uma nação.

Origem da unificação da Itália: fatores políticos, sociais e culturais que impulsionaram o processo.

A unificação da Itália foi um processo complexo que envolveu uma série de fatores políticos, sociais e culturais. A Itália era um país fragmentado em diversos estados e reinos antes de sua unificação no século XIX.

Entre os fatores políticos que impulsionaram o processo de unificação, destacam-se a influência de líderes como Giuseppe Garibaldi e Giuseppe Mazzini, que lutaram pela independência e unificação da Itália. Além disso, a presença de potências estrangeiras na região, como Áustria e França, também desempenhou um papel importante no cenário político italiano.

No âmbito social, a unificação da Itália foi motivada pelo desejo de uma identidade nacional comum, capaz de unir os diversos estados italianos em torno de um objetivo comum. O sentimento de nacionalismo e a busca por autonomia foram fundamentais para mobilizar a população em favor da unificação.

Por fim, os fatores culturais também tiveram um papel significativo no processo de unificação da Itália. O resgate das tradições e da história italiana, bem como o incentivo às artes e à literatura, contribuíram para fortalecer o sentimento de pertencimento à nação italiana.

A unificação da Itália ocorreu em diversas fases, marcadas por conflitos armados e negociações políticas. O processo culminou com a conquista de Roma em 1870 e a proclamação do Reino da Itália, sob o comando do rei Vittorio Emanuele II.

As consequências da unificação da Itália foram significativas, pois o país passou a se consolidar como uma nação unificada e independente. Apesar dos desafios e das divergências internas, a unificação contribuiu para o fortalecimento do Estado italiano e para a consolidação de sua identidade nacional.

Impactos da unificação italiana: como a formação do país influenciou a história europeia.

A unificação da Itália foi um processo complexo que teve impactos significativos não apenas no país em si, mas também na história europeia como um todo. A formação do país influenciou diversas áreas, desde a política até a cultura, e teve consequências que reverberam até os dias de hoje.

Os antecedentes da unificação italiana remontam ao período napoleônico, quando a região foi dividida em diversos estados controlados por potências estrangeiras. As causas da unificação incluem o nacionalismo crescente entre os italianos, o desejo de independência e a influência de líderes como Giuseppe Garibaldi e Giuseppe Mazzini.

As fases da unificação italiana foram marcadas por conflitos, alianças e negociações. A conquista do Reino das Duas Sicílias, a anexação de Veneza e a tomada de Roma foram eventos-chave nesse processo. Em 1861, o Reino da Itália foi proclamado, unificando a maior parte dos estados italianos sob um único governo.

As consequências da unificação italiana foram profundas. O país emergiu como uma potência regional na Europa, desafiando o equilíbrio de poder estabelecido. A unificação também inspirou movimentos nacionalistas em outros países europeus, como a Alemanha, e contribuiu para a consolidação do sistema de estados-nação no continente.

Em resumo, a unificação italiana teve impactos duradouros na história europeia, moldando o cenário político e cultural da região. Seus efeitos podem ser vistos até os dias atuais, evidenciando a importância desse processo histórico para a formação do mundo moderno.

O processo de unificação da Itália: um relato detalhado da formação do país.

A unificação da Itália foi um longo processo que começou no início do século XIX e culminou na formação do país como o conhecemos hoje. Antes da unificação, a Itália era um conjunto de estados independentes, controlados por diferentes potências estrangeiras e divididos por rivalidades internas.

Os antecedentes desse processo remontam à época napoleônica, quando Napoleão Bonaparte invadiu a Itália e promoveu reformas que inspiraram movimentos nacionalistas em todo o país. Com a queda de Napoleão, o Congresso de Viena em 1815 restaurou o antigo sistema de monarquias absolutistas na Itália, frustrando as aspirações dos nacionalistas italianos.

As causas da unificação italiana incluem o desejo de liberdade e independência, a influência do nacionalismo romântico e a busca por um governo representativo e unificado. Os líderes do movimento unificador, como Giuseppe Garibaldi e Giuseppe Mazzini, foram fundamentais para mobilizar as massas e conduzir a luta pela unificação.

O processo de unificação passou por várias fases, incluindo a Revolução de 1848, as Guerras de Independência contra os estados austríacos e a conquista do Reino das Duas Sicílias. Em 1861, o Reino da Itália foi proclamado sob a liderança do rei Vittorio Emanuele II, marcando o início de uma nova era para o país.

As consequências da unificação foram significativas, incluindo a consolidação do poder central, a modernização do país e a formação de uma identidade nacional italiana. No entanto, a unificação também gerou tensões regionais e sociais, que persistem até os dias atuais.

Em resumo, a unificação da Itália foi um processo complexo e tumultuado, que transformou um mosaico de estados fragmentados em uma nação unificada. As lutas e conquistas desse período são fundamentais para entender a história e a identidade da Itália como país.

Desfecho da unificação italiana: como a Itália se tornou um país unificado.

A unificação da Itália foi um processo complexo que ocorreu ao longo do século XIX, culminando na formação de um país unificado em 1861. Este evento histórico foi resultado de uma série de antecedentes, causas, fases e consequências que moldaram o panorama político e social da península italiana.

Os antecedentes da unificação italiana remontam à fragmentação política e territorial do país, que estava dividido em vários estados independentes, dominados por potências estrangeiras como Áustria e França. A insatisfação popular com o domínio estrangeiro e a busca por uma identidade nacional comum foram elementos-chave que impulsionaram o movimento unificador.

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As causas da unificação italiana incluíram o nacionalismo, o liberalismo e o desejo de independência e autonomia. Líderes como Giuseppe Garibaldi e Camillo Cavour desempenharam papéis fundamentais na articulação e realização desse projeto unificador, que contou com o apoio de diferentes setores da sociedade italiana.

As fases da unificação italiana foram marcadas por conflitos militares, alianças políticas e negociações diplomáticas. A Guerra da Independência e a Guerra Franco-Prussiana foram eventos-chave que contribuíram para a conquista da unidade territorial italiana sob o comando do Reino da Sardenha.

As consequências da unificação italiana foram significativas, resultando na formação de um Estado nacional coeso, com uma cultura e identidade compartilhadas. A capital foi estabelecida em Roma, que se tornou o centro político e cultural do novo país unificado.

Em 1861, o Reino da Itália foi proclamado, marcando o desfecho da unificação italiana e o início de uma nova era para o povo italiano. A luta pela unidade nacional havia sido finalmente bem-sucedida, e a Itália emergiu como uma potência política e cultural na Europa.

Unificação da Itália: antecedentes, causas, fases, consequências

A unificação da Itália foi o processo pelo qual os diferentes estados que existiam na península italiana acabaram formando um único país. Ocorreu durante o século XIX, em um contexto histórico marcado pelo surgimento do romantismo e do nacionalismo. Essas correntes ideológicas defendiam o conceito de Estado-nação.

Desde a queda do Império Romano, a Itália foi dividida entre diferentes nações. Alguns passaram por momentos de grande esplendor, como a República de Veneza ou Gênova, mas sempre como países independentes. No início do processo de unificação, no século 19, o Congresso de Viena dividiu a península italiana em sete estados.

Unificação da Itália: antecedentes, causas, fases, consequências 1

Itália em 1843 – Fonte: Italia_1843-fr.svg: * Italia_1843.svg: Gigillo83 sob a licença Creative Commons Attribution / Share-Equal 3.0 Creative Commons

A unificação, conhecida na Itália como Ressurgimento (Risorgimento em italiano), ganhou força quando o conde de Cavour, ministro do Reino da Sardenha, convenceu o imperador francês Napoleão III a ajudar a criar um único estado na península. Ele concordou, especialmente porque era uma maneira de enfraquecer o Império Austríaco.

O resultado desse processo foi a criação do Reino da Itália. Além do mencionado Conde de Cavour, outros personagens que se destacaram por suas performances foram o rei Victor Manuel II, Giusseppe Garibaldi e Giuseppe Mazzini.

Antecedentes

O desaparecimento do Império Romano, que marcou o fim da Idade Antiga e a entrada na Idade Média, causou a divisão das várias aldeias da península de Itálica. Desde então, não houve movimento que alcançou a unificação.

Com o passar do tempo, alguns desses estados foram governados por dinastias consideradas estrangeiras, como os Bourbons e os Habsburgos. A queda de Napoleão levou as potências européias a redesenhar o mapa da Europa, deixando a Itália dividida em sete estados diferentes:

– Piemonte – Sardenha (monarquia liberal. Capital Turim)

– Toscana, Parma e Modena (Estados Aliados da Áustria)

– Estados papais (mantidos pelo Papa)

– Reino de Lombardo-Veneto (parte do Império Austríaco)

– Reino de Nápoles e As Duas Sicílias (Monarquia Absoluta)

Dominação estrangeira

Desde a Alta Idade Média, várias potências estrangeiras controlavam parte da península italiana. O império germânico, a França, a coroa catalã-aragonesa, a Espanha e a Áustria governavam várias áreas desse território.

Um primeiro antecedente da unificação subsequente ocorreu após a Revolução Francesa. Napoleão, em sua intenção de conquistar todo o continente, deu à Itália uma nova ordem legal e social, baseada em princípios revolucionários.

No lado social, esse domínio francês fortaleceu a burguesia liberal, seguidora do Iluminismo. Embora as massas camponesas não tivessem consciência política, um sentimento nacionalista baseado no modelo gaulês começou a aparecer nas cidades.

Congresso de Viena

A derrota de Napoleão terminou esta primeira experiência. Em 1815, as potências absolutistas européias haviam derrotado o imperador francês e não eram partidárias de nenhum tipo de mudança territorial ou ideológica.

O príncipe Metternich, chanceler austríaco e um dos ideólogos do mapa da Europa do Congresso de Viena, disse que a palavra Itália nada mais era do que uma “expressão geográfica”, sem ter nenhum tipo de significado nacional.

Revoluções de 1820

Apesar do exposto, as idéias da Revolução Francesa se expandiram por toda a Europa. Logo houve revoluções que procuraram acabar com os sistemas absolutistas, estrelando a burguesia.

Em 1820, uma onda revolucionária afetou especialmente a região do Mediterrâneo. O primeiro lugar que explodiu foi na Espanha, dirigida contra Ferdinand VII. Ele teve que jurar a Constituição de 1812, de natureza liberal. No entanto, ele pediu ajuda ao resto dos países absolutistas, que enviaram um exército para ajudá-lo.

Enquanto isso, na Itália, uma sociedade secreta que tentava acabar com o absolutismo, a Carbonería, havia sido fortalecida tanto que podia invadir Nápoles com seu próprio exército. Após seu triunfo, eles começaram a usar, provisoriamente, a Constituição espanhola de 1812.

No entanto, a falta de apoio popular a essa revolução e o envio de tropas austríacas pertencentes à Santa Aliança encerraram a tentativa de estabelecer um regime liberal.

Em outra área da península, no Piemonte-Sardenha, também ocorreu outro levante. Nesse caso, a intenção era expulsar os austríacos da área e unificar a Itália sob a casa de Savoy. Mais uma vez, a Santa Aliança terminou esta revolução.

Revoluções de 1830

Dez anos depois, por volta de 1830, uma nova série de revoluções eclodiu na península italiana. Naquela época, além disso, o sentimento nacionalista havia aumentado bastante, assim como os defensores da unificação.

A Revolução de julho de 1830, desenvolvida na França, teve um impacto na Itália. Os rebeldes da Gália forçaram o monarca a abdicar, colocando Luis Felipe de Orleans em seu lugar. Ele prometeu a alguns revolucionários italianos que a França os ajudaria se a Áustria os atacasse militarmente.

No entanto, o levante planejado pelos italianos foi descoberto pela polícia papal, que prendeu os líderes.

Isso não impediu que outras insurreições aparecessem nas legações papais de Bolonha, Ferrara, Ancona ou Perugia. Os rebeldes adotaram a bandeira tricolor e organizaram um governo provisório que proclamou a criação de uma Itália unificada. Algo semelhante aconteceu em Parma.

Todas essas regiões planejavam se juntar, mas o pedido do Papa Gregório XVI por ajuda da Áustria o evitou. Metternich alertou Luis Felipe de Orleans que ele não deveria intervir e disse não à sua promessa de ajudar os italianos.

Em 1831, os austríacos enviaram um exército que atravessou toda a península, encerrando os movimentos revolucionários de cada território.

Causas

As causas da unificação italiana variam de motivos ideológicos, com o surgimento de sentimentos nacionalistas nos países europeus, a econômicos, com industriais do norte da península em processo.

Ideológico

O movimento romântico, surgido na Alemanha, tinha um grande componente nacionalista. Foi uma corrente de pensamento cultural e político que nasceu como uma reação ao racionalismo próprio do Iluminismo. Seus apoiadores enfatizaram sentimentos, o nacionalismo e liberalismo acima mencionados.

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Na Itália da primeira metade do século XIX, o romantismo foi um dos fatores que impulsionaram a idéia da unificação. Escritores como Leopardi e Manzoni, músicos como Verdi ou filósofos como Gioberti, defendiam em suas obras a existência de uma frente unida da Itália que enfrentava potências estrangeiras.

Com esse ambiente cultural, a ideia de Risorgimento se tornou cada vez mais forte. A chave foi a defesa de uma identidade cultural e de sentimentos especificamente italianos.

Outro aspecto fundamental para a expansão do movimento de unificação foi a linguagem. A controvérsia apareceu sobre a pureza da língua italiana, então cheia de gálisismos.

Sociedades secretas

A influência das sociedades secretas, muito numerosa na época, foi outra causa que ajudou a propagar ideais revolucionários. Entre os mais importantes da Itália estavam os carbonários, os oleandros e os neogüelfos.

A Carbonería foi formada na Itália durante a era napoleônica, liderada pelo cunhado de Napoleão, Joaquín Murat. Era uma sociedade com influências maçônicas e destinada a combater o absolutismo e a intolerância religiosa. Apesar de seus laços com a França, eles enfrentaram as tropas francesas quando saquearam a Itália.

Depois que os franceses foram expulsos da península, os carbonarianos estabeleceram o objetivo de unificar a Itália e criar um estado liberal. A maioria de seus membros pertencia à burguesia, destacando entre eles a figura de Giuseppe Mazzini.

Mazzini foi preso em 1831 por incitar a rebelião. Mais tarde, ele criou a Young Italy, uma organização paramilitar que procurava expulsar os austríacos das áreas que controlavam na península italiana.

Razões econômicas

Um dos fatores econômicos que influenciaram a unificação italiana foi o apoio prestado por industriais e comerciantes do norte, a parte mais rica da península.

Esses setores visavam criar um mercado unificado, com um país unido por comunicações eficientes que ajudariam a dar lugar à produção industrial.

Deve-se ter em mente que, naquela época, a divisão territorial da Itália era um item comercial. Era essencial para os industriais do norte eliminar barreiras alfandegárias que dificultavam a exportação de mercadorias. O sul era um território quase não industrial e era considerado um bom mercado comercial para o norte rico.

Todos os itens acima levaram ao estado mais desenvolvido de toda a península, o Reino do Piemonte-Sardenha, tornando-se o condutor da unificação.

Fases (processo)

Embora os historiadores marquem datas diferentes, a mais comum em que o ano de 1815 é indicado como o início da Unificação ou Risorgimento. Por um lado, os italianos queriam expulsar os austríacos do norte da península, para os quais tinham o apoio da França.

O processo teve duas tentativas fracassadas, em 1830 e 1848. Ambas foram evitadas pelos austríacos. Não foi até o Reino do Piemonte obter o apoio de Napoleão III, quando os diferentes territórios italianos começaram a se unir.

Guerra contra a Áustria de 1848

Após a onda de revoluções que eclodiu em 1848 em algumas áreas da Itália, a Primeira Guerra da Independência começou. Isso confrontou as tropas de Carlos Alberto de Saboya, que lideraram uma aliança formada pelo Reino da Sardenha, pelos Estados Papais e pelo Reino das Duas Sicílias, contra os austríacos.

Heróis da unificação, como Garibaldi, Mazzini ou Elia Bezna, retornaram à Itália para participar deste conflito. No entanto, sua presença não foi totalmente aceita pela Casa da Sabóia.

Os italianos alcançaram algumas vitórias iniciais, mas o papa decidiu retirar suas forças, com medo da possível expansão do Reino da Sardenha. Depois disso, o Reino das Duas Sicílias fez o mesmo.

Finalmente, os austríacos conseguiram se impor e forçaram os derrotados a assinar, em 9 de agosto de 1848, o armistício de Salasco. Isso forçou os derrotados a aceitar as disposições do Congresso de Viena.

Segunda guerra de independência

No final dos anos 50 do século XIX, o conflito foi reativado novamente. Nesta ocasião, foi o rei da Sardenha, Victor Manuel II, e seu primeiro ministro, conde Camilo de Cavour, quem iniciou os movimentos de confronto com os austríacos, que anexaram os estados da Lombardia e Veneza.

O plano era buscar o apoio de um grande poder . Assim, eles conseguiram assinar um acordo secreto com Napoleão III, imperador da França.

A campanha militar foi muito curta, terminando com a vitória da Sardenha e da França e a derrota da Áustria.

No entanto, Napoleão III assinou um armistício com a Áustria sem consultar seus aliados. Isso estabeleceu que a Lombardia passaria para Victor Manuel II, mas que Veneza permaneceria sob o domínio austríaco. A França, por sua vez, obteve soberania sobre Savoy e Nice.

Anexação dos Estados de Parma, Modena e Toscana

A vitória sobre os austríacos inflamava o desejo de unificação em outras áreas da península. No ano seguinte, em 1860, Parma, Modena e Toscana decidiram se juntar ao Reino da Sardenha através de um plebiscito.

Revolução das Duas Sicílias

O protagonista da próxima etapa da unificação italiana foi Giuseppe Garibaldi. Ele liderou um exército de voluntários, chamado Mil Camisas Vermelhas, que seguiam para a Sicília. Em pouco tempo, ele conseguiu controlar toda a ilha. Depois disso, ele foi em direção à região de Nápoles.

Já naquela região, suas tropas conquistaram várias vitórias importantes, o que levou o rei napolitano Francisco II a fugir para os Estados papais.

O exército da Sardenha, sob o comando de Victor Manuel II, conquistou os Estados da Igreja, com exceção da própria Roma. Mais tarde, ele conheceu Garibaldi em Nápoles. As Duas Sicílias declararam sua incorporação no Reino da Sardenha.

Finalmente, em 13 de março de 1861, o primeiro parlamento nacional declarou Victor Manuel II como rei da Itália.

Anexação de Veneza (1866)

Naquela época, uma das cidades mais importantes da península ainda pertencia à Áustria: Veneza. Por esse motivo, os italianos buscaram um acordo com a Prússia que lhes permitisse anexar a cidade.

A estratégia foi totalmente bem-sucedida. O Tratado de Viena, assinado em 3 de outubro de 1866, assim como o Armistício de Cormos, assinado nove dias depois, ratificaram a anexação de Veneza ao reino da Itália.

Incorporação dos Estados Papais (1870)

Em 1870, a unificação foi praticamente concluída. Somente os Estados papais e, principalmente, a cidade de Roma, continuaram sendo um problema.

Nos acordos anteriores, Victor Manuel II havia prometido a Napoleão III que o Papa continuaria a controlar a cidade de Roma. Mais tarde, em 1862, Garibaldi tentou tomá-lo, mas foi rejeitado, como seria novamente cinco anos depois.

A situação começou a mudar em 1870, quando, devido à guerra entre a França e a Prússia, Napoleão III teve que remover a guarnição que defendia Roma.

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Assim que isso aconteceu, os italianos atacaram a cidade e, apesar da resistência da guarnição papal, conseguiram conquistá-la sem muitos problemas. Em setembro de 1870, Victor Manuel II estabeleceu-se em Roma e declarou a cidade como a capital do reino da Itália.

Apesar dos fatos, o papa não aceitou a anexação de Roma à Itália. Para expressar sua rejeição, o pontífice se trancou no palácio do Vaticano.

A chamada questão romana não foi resolvida até 1929, quando Mussolini e o papa Pio XI assinaram os Tratados Lateranenses. Estes reconheceram o Estado do Vaticano como um país independente.

Consequências

A primeira consequência da unificação foi a criação do Reino da Itália. Assim, em 1871, sua capital foi estabelecida em Roma, governada por uma monarquia constitucional.

Irredentismo

Apesar de tudo isso, ainda havia algumas regiões que os italianos consideravam próprias fora do novo reino. Assim, Trentino, Alto Adige, Trieste, Ístria, Dalmácia e Ragusa ainda estavam nas mãos dos austríacos, ficando conhecidos como províncias não resgatadas (não liberadas).

Em alguns deles, movimentos nacionalistas apareceram buscando sua incorporação na Itália. Com o tempo, esses grupos se espalharam para Nice e Córsega, em mãos francesas.

Esta situação não foi resolvida até a Primeira Guerra Mundial terminar . A Itália participou do lado vencedor e, através do Tratado de Versalhes, as províncias foram anexadas pelo Império Austro-Húngaro.

Desenvolvimento Econômico

Desde a unificação, a Itália experimentou um grande desenvolvimento econômico, embora este tenha sido implantado de maneira muito desigual.

Dessa maneira, as já antigas desigualdades entre o norte e o sul foram mantidas com a unificação.

Consequências políticas e sociais

Os italianos começaram a se dividir entre duas grandes correntes ideológicas. Por um lado, liberais, relacionados ao norte industrial e comercial. Por outro, conservadores, representantes dos interesses agrícolas do sul.

Como observado, o novo Estado era governado por uma monarquia parlamentar. A votação, não os obstáculos, limitou-se a uma minoria, com frequentes episódios de corrupção.

No aspecto político, os mais beneficiados pela unificação foram os burgueses do norte. Da mesma forma, monarquistas moderados se impuseram aos setores republicano e democrata, representados por Garibaldi e Mazzini, entre outros.

Assim como a economia, a unificação também fez da Itália um poder político e militar na Europa.

Participantes principais

As figuras mais importantes da unificação italiana foram o rei da Sardenha, Victor Manuel II, o conde de Cavour; Giuseppe Garibaldi e Giuseppe Mazzini.

Victor Manuel II

Victor Manuel II, rei do Piemonte-Sardenha, foi um dos impulsionadores da estratégia que permitiu a unificação da Itália.

Juntamente com seu primeiro ministro, o Conde de Cavour, chegaram a um acordo com Napoleão III para enfrentar os austríacos, iniciando os movimentos que levariam à constituição do reino da Itália.

O próprio Victor Manuel II tornou-se o primeiro rei da Itália unificada, sendo considerado o Pai da Pátria. O monarca governou dentro de um regime de monarquia constitucional, com um caráter muito moderado.

Conde de Cavour

Camillo Benso, conde de Cavour, é iniciado na vida política em 1847, quando fundou um jornal liberal moderado com um nome que já demonstrava seu objetivo final: Risorgimento. Dois anos depois, ele foi eleito deputado no Piemonte-Sardenha.

Benso ocupou vários cargos em vários governos, alcançando o cargo de Presidente do Conselho de Ministros em 1852. A partir dessa posição, ele desenvolveu uma política de modernização do reino, tanto política quanto economicamente.

Graças a essa modernização, o reino se tornou o mais desenvolvido de toda a península. Isso permitiu a formação de uma burguesia muito poderosa, a favor da unificação italiana, a fim de expandir seus mercados.

O conde de Cavour entendeu que os italianos precisariam de ajuda estrangeira para enfrentar os austríacos e dedicou parte de sua política externa a obter esse apoio. Em julho de 1858, ele se encontrou com Napoleão III e garantiu a colaboração francesa para realizar a unificação.

Apesar de seu importante papel, o conde de Cavour viu como sua posição anti-centralista foi derrotada ao discutir como organizar o reino unificado.

Giuseppe Garibaldi

Garibaldi foi um dos principais líderes nacionalistas italianos. Ainda jovem, em 1832, ele participou de um tumulto republicano no Piemonte, o que o levou a ser condenado ao exílio. Suas principais influências na época foram Giuseppe Mazzini e o socialista francês Saint-Simon.

Cumprindo sua sentença, Garibaldi viveu na América do Sul entre 1836 e 1848. Nessa região, ele participou de várias revoltas contra espanhóis e portugueses, sempre ao lado dos partidários dos independentes das colônias americanas.

Em 1848, Garibaldi retornou à Lombardia para combater o exército austríaco. Quando o conde de Cavour foi nomeado primeiro ministro do Piemonte, ele concedeu a Garibaldi o comando das forças do reino na segunda guerra contra a Áustria. O revolucionário alcançou várias vitórias importantes, o que ajudou a aproximar o objetivo final.

Uma de suas performances mais importantes foi a tomada das Duas Sicílias. Garibaldi, comandando as mil camisas vermelhas, tomou a ilha em 1860. Depois disso, ele entrou em Nápoles, entregando-o a Victor Manuel II.

Em 1861, foi constituído em um novo reino da Itália. Apesar de ter alcançado esse objetivo, Garibaldi não ficou satisfeito, pois Roma permaneceu nas mãos do papa.

Giuseppe Mazzini

A participação de Giuseppe Mazzini na política começou em 1815, quando ele se opôs à República de Gênova, ingressando no reino do Piemonte-Sardenha.

Anos depois, em 1827, ele entrou na Carbonería, embora tenha deixado a sociedade secreta quando ficou desapontado com sua baixa eficácia.

Depois de passar um tempo preso por suas atividades revolucionárias, Mazzini partiu para a França, onde, em 1831, fundou a organização Young Italy. Seu primeiro objetivo foi promover um levante republicano na Sardenha, mas o fracasso dessa tentativa fez com que ele fosse sentenciado, na ausência, à morte.

Incapaz de retornar ao seu país e expulso da França, Mazzini viajou pela Europa fundou algumas associações revolucionárias. Durante os anos seguintes, ele promoveu várias insurreições republicanas, tanto em Roma como em Mântua e Milão, embora nunca tenha alcançado seus objetivos finais.

Finalmente, os monarquistas liberais assumiram o comando do movimento nacionalista italiano, de modo que, uma vez alcançada a unificação, o sistema escolhido para o novo país era a monarquia.

Referências

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