5 Consequências sociais da migração

As consequências sociais da migração vão desde a fuga de talentos até o envelhecimento da população, através da criação de guetos ou do surgimento de partidos de extrema direita.

Essas consequências variam dependendo de serem vistas do ponto de vista do país de origem ou de destino.

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Migração refere-se às mudanças de local de residência realizadas por grupos de pessoas. As causas podem ser econômicas, conflitos militares ou outras razões.

Fala-se de imigração quando analisada a partir do local de saída dos migrantes e de emigração quando vista da perspectiva do país receptor.

Cinco consequências sociais da migração

1- Consequências demográficas

As estatísticas indicam que, em vários processos de migração, ocorrem ciclos que afetam os mesmos locais de partida. Isso causa efeitos diferentes nos países de envio e de recebimento.

No país emissor, a população diminui, aliviando a pressão demográfica que sofre em muitas ocasiões. Além disso, o reagrupamento familiar costuma tender a lugares onde isso é permitido.

Como exemplo, a Letônia, um país que perdeu um quarto de sua população em alguns anos devido à migração, pode ser mencionada.

Como efeito negativo, deve-se notar que essa perda de população afeta os níveis de produção e desenvolvimento social.

No entanto, é o contrário nos países receptores. A pressão demográfica aumenta e, ocasionalmente, os serviços públicos acham difícil servir os novos habitantes.

2- Envelhecimento / rejuvenescimento da população

Como a maioria dos migrantes tende a ser jovem, os efeitos na sociedade receptora e na sociedade de origem são totalmente diferentes.

Nos lugares de origem, a saída dessa juventude, geralmente melhor formada, causa um envelhecimento gradual da sociedade.

Dessa forma, fica fora do segmento da população que pode contribuir com novas idéias e que, além disso, é geralmente mais inovador.

Por outro lado, os países receptores recebem uma população que alivia sua pirâmide demográfica, que em quase todo oeste tende a ser invertida; isto é, com mais pessoas mais velhas que jovens.

3- Diversidade / empobrecimento social

Esse é um fator que acaba sendo percebido muito mais nos países anfitriões da emigração.

No caso das emissoras, há um certo empobrecimento cultural devido à saída de grupos de jovens, para que a sociedade acabe se tornando mais conservadora.

Por outro lado, o retorno (mesmo que ocasional) desses imigrantes também traz experiências dos lugares que agora habitam; portanto, às vezes eles conseguem impor alguma abertura de idéias.

Nos países que recebem esses migrantes, a diversidade cultural gera uma dupla leitura.

Positivo: há enriquecimento com novos modos de vida, tradições e culturas; e outro ponto negativo: certos setores dessas sociedades não acolhem essa mistura e acabam rejeitando-a.

4- Aparência de partidos com ideologias anti-imigração

É uma conseqüência direta do ponto anterior. Os setores sociais que não admitem diversidade cultural acabam frequentemente se organizando em partidos políticos que baseiam sua ideologia em atacar os diferentes.

Em contextos de crise, é fácil culpar os que estão de fora pelos males que ocorrem na sociedade. Não se trata apenas de festas clássicas de extrema direita. A aparência de políticos como Trump é um bom exemplo desse fato.

5- Repartição social

Embora a rejeição mencionada acima possa ser incorporada neste momento, a verdade é que a ruptura também é perceptível nos países de origem.

Enquanto nos receptores é traduzida na formação de guetos em que os membros da mesma nacionalidade são geralmente agrupados – quase sempre com renda abaixo da média da população local -, nos emissores a ruptura ocorre nas mesmas famílias.

A separação familiar é um fato nesses países. Em muitas ocasiões, os migrantes precisam deixar filhos ou outros parentes em suas terras, causando uma grande lágrima emocional.

Referências

  1. Pedraza, Silvia. Mulheres e Migração. (2008). Recuperado em iom.cz
  2. Catholic Net. O papel dos migrantes no desenvolvimento. Obtido de es.catholic.net
  3. Guia de Sociologia. Consequências sociais da migração. Obtido em sociologyguide.com
  4. Banco Mundial Impacto da migração no desenvolvimento econômico e social:
    uma revisão de evidências e questões emergentes. Obtido em siteresources.worldbank.org
  5. Jackson, Alex. Consequências da migração no país de origem. Obtido em geographyas.info

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