As 7 características do gênero lírico mais importante

O gênero lírico tem características muito definidas, como o sistema métrico, sua ligação com a filosofia e a complexidade de seus pensamentos e emoções.

As 7 características do gênero lírico mais importante 1

Sua forma mais clara e popular de expressão é a poesia, principalmente em versos. A letra consiste principalmente na expressão e exposição de posições subjetivas e amostras emocionais através do uso harmonioso da linguagem oral e escrita.

A poesia lírica nasce de uma versão anterior conhecida como lírica grega, que consistia em recitar versos acompanhados musicalmente por uma lira.

A letra continuou sua vida ao longo dos anos como uma forma de expressão estudada pelos filósofos, por ser considerada um caráter genuíno em seu conteúdo, intimamente relacionada ao sentimento humano.

A poesia, como principal expressão lírica, tem sido um dos gêneros literários que mais se adaptou às mudanças ao longo dos anos, mas nunca foi enfraquecido.

Embora a poesia moderna, composta principalmente de prosa, possa não resgatar os principais elementos viscerais e sentimentais que caracterizaram a letra, é inegável que ela permanece uma base fundamental.

Principais características do gênero lírico

1- A letra está sujeita ao seu autor

Por expressar sentimentos e reflexões intensos e profundos, cada produto lírico está intimamente ligado ao autor e à sua subjetividade.

Isso gera uma variedade de perspectivas sobre a mesma emoção, dando à poesia um caráter único, onde, além dos estilos genéricos, todos tratam dos problemas que consideram mais suscetíveis.

Você pode estar interessado em saber o que é o orador lírico?

2- Não é narrativa

A poesia lírica tradicional não se concentra no desenvolvimento de uma história através de seus versículos, mas na elaboração de emoções e sentimentos em determinadas situações.

Isso gera uma estreita conexão entre autor e leitor, considerado um momento de confiança e intimidade.

Embora não desenvolva uma série de ações sucessivas, pode ser considerado um relato autobiográfico, vinculado ao olho e à caneta do autor.

Os mesmos princípios humanos se aplicam à poesia que determina que cada produto literário ou artístico, independentemente de seu gênero, seja apenas o reflexo de seu próprio autor.

3- Dificuldade

O gênero lírico não é fácil de ler e entender. Você deve estar acostumado a esse estilo literário e sua evolução ao longo dos anos.

Ainda hoje, a poesia é negligenciada por causa de sua complexidade literária e abrangente. Embora pareça, a poesia em prosa não facilita necessariamente a reflexão sobre o que foi lido.

Apesar de sua complexidade, a poesia lírica não consiste apenas em ornamentos da linguagem, mas busca simplicidade expressiva com as palavras certas.

4- Vinculação e conflito com a filosofia

Os primeiros a refletir sobre a importância da letra e seu impacto no bem-estar humano foram os filósofos gregos como Platão, que a baniram, juntamente com seus praticantes, da República.

O argumento principal era que o produto lírico era a imitação da imitação e, portanto, estava muito mais longe do que ele considerava a Verdade.

Devido à sua busca incansável de manifestar tribulações humanas da maneira mais clara e autêntica, a letra foi vista caminhando ao lado das reflexões filosóficas que surgiram ao longo da história da humanidade.

Considerou-se que a letra não cumpre uma função estritamente mimética das emoções humanas, mas a de desenvolver uma forma de linguagem que nos permita aproximar-nos de reações e experiências intangíveis.

5- Sistema métrico

É o sistema pelo qual não apenas a poesia lírica é governada, mas outras variantes em verso ou prosa. O sistema métrico é a estrutura rítmica pela qual as linhas são governadas em um verso, os versos e o poema como um todo, de acordo com a entonação silábica e o comprimento do primeiro.

Os pés métricos variam de acordo com o idioma em que a poesia é apresentada. No caso da poesia lírica em espanhol, você pode encontrar os seguintes pés:

  • Yambo
  • Bocejar (ritmo trochaico)
  • Anapesto
  • Dactyl

Outras maneiras de medir a poesia em espanhol são do número de sílabas em cada verso, distribuídas da seguinte forma:

  • Septenario, é uma linha com sete sílabas poéticas.
  • Octosyllable, é uma linha com oito sílabas poéticas. É o mais comum na poesia considerada romance.
  • Endecasílabo, é uma linha com onze sílabas poéticas.
  • Alejandrino, é uma linha com catorze sílabas poéticas, às vezes separadas em duas porções de sete sílabas cada.

6- Adoção de outros gêneros

A literatura, ao longo dos séculos, desenvolveu certa simbiose entre gêneros e formas, e o lirismo não foi a exceção.

Na letra moderna, podemos encontrar o uso de recursos e figuras literárias de gêneros como narrativa e vice-versa.

Essa adaptação entre discursos permite relaxar a rigidez atribuída no passado a cada gênero ou forma de expressão.

7- Da emoção à complexidade do pensamento

A evolução, principalmente européia, da poesia e do gênero lírico em geral, esteve por muito tempo no centro das emoções e da linguagem melodiosa, destinada a um público culto e minoritário, que se vangloriava de sentir as mesmas alegrias e infortúnios. Do que os poetas.

No entanto, muitos autores novos, durante o século XX, começaram a desprezar e rejeitar os antigos postulados que a letra apresentava até agora, buscando renová-la sem modificá-la da base.

Eles procuraram alternar a musicalidade da linguagem por um reflexo frio das emoções ou situações que procuravam evocar, sem descuidar o verso ou o sistema que continua a sustentar a integridade lírica.

Após a Segunda Guerra Mundial, e especialmente na América do Norte, a poesia lírica começou a se concentrar em questões da vida e nos relacionamentos domésticos, deixando de lado aquelas odes idealistas e extremamente românticas que caracterizaram a letra para muitos anos

Referências

  1. Adorno, TW (1962). Discurso sobre letra e sociedade. Em TW Adorno, notas da literatura. Barcelona: Ariel.
  2. Blasing, MK (2006). Poesia lírica: a dor e o prazer das palavras. Imprensa da Universidade de Princeton.
  3. Harvey, AE (1955). A classificação da poesia lírica grega. The Classical Quarterly, 157-175.
  4. Mayo, B. (1974). Introdução à “Poesia lírica e sociedade de Adorno”. Telos, 52-55.
  5. Mignolo, WD (1979). A figura do poeta na letra vanguardista. 131-148.

Deixe um comentário

Este site usa cookies para lhe proporcionar a melhor experiência de usuário. política de cookies, clique no link para obter mais informações.

ACEPTAR
Aviso de cookies