José Antonio Encinas: Biografia e Pensamento Pedagógico

José Antonio Encinas (1888-1958) foi um renomado educador peruano, responsável por garantir e defender a educação de seu país através da proposta de idéias e reformas educacionais. Além disso, manteve uma participação política ativa.

Uma de suas principais contribuições foi a construção de um sistema de educação orgânica que atenderia a maioria das crianças e jovens no Peru. Ele começou a praticar suas idéias de reforma primeiro em Puno, sua cidade natal, e depois estendeu sua doutrina para a capital, onde fundou a Dalton School.

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A característica mais característica da ação de Encinas tem a ver com a luta pela reivindicação da comunidade indígena do Peru, facilitando um melhor acesso à educação. O trabalho social de Encinas incluiu com atenção especial a população infantil das comunidades indígenas peruanas.

Biografia

José Antonio Encinas Franco nasceu na cidade de Puno, noroeste do Peru, em 30 de maio de 1888. Seus pais eram Matilde Franco e Mariano Encina.

Treinamento

Seus primeiros estudos foram realizados na instituição conhecida como Glorious National College of San Carlos, localizada em Puno. Esta escola era a mais antiga e mais importante da região. Posteriormente, em 1907, foi eleito diretor do 881 School Center for Men, onde iniciou sua experiência pedagógica.

Em 1915, viajou para a capital para obter seu diploma de bacharel e doutorado em Letras, graduando-se na Escola Normal de San Marcos.

Concluiu o doutorado na disciplina de jurisprudência na Universidade Nacional de San Marcos, considerada a instituição educacional mais importante do Peru. Por sua vez, ele foi escolhido como diretor da Escola Normal de San Marcos.

Em 1927, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Carnegie, José Antonio Encinas pôde realizar outros estudos no exterior; Por exemplo, ele fez um mestrado em Antropologia em Cambridge, Inglaterra. Ele também obteve um doutorado em Ciências da Educação na Universidade de Sorbonne, França.

Além disso, durante esse período, ele visitou outras regiões da Europa, nas quais pôde ministrar cursos e realizar conferências. De fato, ele visitou lugares como Bolonha e Pádua (cidades italianas) e Oxford (cidade universitária britânica).

Ação política e de ensino

Ele foi deputado pela província de Puno em 1919; No entanto, ele foi exilado na Guatemala por causa de suas idéias contra o recém-eleito Presidente Augusto Leguía em 1924.

Na Guatemala, ele pôde atuar como professor de psicologia na Universidade de San Carlos da Guatemala, a instituição universitária mais prestigiada e mais antiga do país da América Central. Lá, ele também foi consultor do Ministério da Educação.

Em 1930, o presidente Leguía foi derrubado, o que permitiu Encinas retornar à sua terra natal. Um ano depois, ele foi eleito para o cargo de reitor da Universidade Nacional de San Marcos e, mais tarde, em 1950, foi selecionado novamente para o cargo de senador do departamento de Puno.

Anos finais

Depois de exercer sua posição como senador, José Antonio Encinas dedicou-se exclusivamente a escrever seus últimos textos de 1956.

Já na velhice, o autor não podia receber nenhum tipo de pensão do Estado. Encinas morreu na capital do Peru, Lima, em 10 de julho de 1958.

Pensamento pedagógico

Quanto ao seu pensamento pedagógico, os conhecedores estabelecem que Encinas foi um revolucionário na educação; Dizem até que suas idéias de ensino ainda são válidas hoje. Além disso, ele é reconhecido por se concentrar na reivindicação e educação da figura dos indígenas peruanos.

Da mesma forma, argumentou-se que Encinas abrangeu muitos campos em relação aos diferentes problemas educacionais. Por exemplo, ele estava preocupado com fatores como a reforma da universidade, a população indígena, a proteção da psicologia infantil e o papel que os pais desempenham durante a infância das crianças.

Educação no campo social

Uma das idéias claramente discutidas propostas pelo autor era que, em vez de ser uma complicação pedagógica, o problema educacional era de natureza social.

Ou seja, se as crianças estivessem desnutridas ou enfraquecidas devido às condições de pobreza, elas não gostariam de estudar, pois não teriam coragem ou interesse suficiente para aprender.

Além disso, Encinas também afirmou que o Estado não estava levando em consideração a realidade social de seu país, o que causou a falha do sistema educacional. Ele até estabeleceu que o Estado confiava apenas em experiências estrangeiras, deixando de lado as necessidades da população indígena.

Uma das soluções propostas pelo autor foi que o Estado deveria fornecer alimentos e roupas para as comunidades de maior pobreza.

Redefinição de escolas peruanas

Encinas estabeleceu que, no momento de falar sobre a escola peruana, os fundamentos disso não poderiam ser forjados a partir do abstrato, mas que cada escola deveria garantir que eles trabalhem de acordo com as diferentes necessidades de seu ambiente social, colocando-se em contexto. O autor propôs que as escolas fossem colocadas a serviço de suas respectivas comunidades.

Da mesma forma, o autor propôs que cada escola fosse organizada e estruturada adequadamente antes do ensino.

Por exemplo, foi estabelecido que era necessário criar grupos diferentes para garantir agricultura, arquitetura, higiene, esportes, música e dança. Dessa forma, a participação dos estudantes no trabalho social foi incentivada.

Contribuições

Sem dúvida, a contribuição mais significativa de Antonio Encinas tem a ver com sua preocupação com a reivindicação da população indígena.

Por esse motivo, o autor promoveu diferentes leis que defendiam a educação dos índios e a proteção das escolas rurais, uma vez que elas deveriam contornar a criação de novos cidadãos e não deveriam incentivar a criação de “servidores”.

Obras mais importantes

Ao longo de sua vida, Encinas escreveu vários livros e artigos, publicados em diferentes revistas. Alguns de seus trabalhos mais importantes, que ainda hoje são válidos, são:

-A educação do índio , publicada em 1908.

-Educação: sua função social e o problema da nacionalidade , 1913.

-Um novo ensaio escolar no Peru de 1932.

Referências

  1. Flores, B. (2012): “O pensamento pedagógico de José Antonio Encinas”. Retirado em 28 de setembro de 2018 de Scribd: es.scribd.com
  2. Quispe, B. (2012) “Origens do pensamento pedagógico de José Antonio Encinas e sua validade no dcn”. Retirado em 28 de setembro de 2018 do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Tecnológica: alicia.concytec.gob.pe
  3. Valle, R. (sf): “Diálogo com José Antonio Encinas”. Retirado em 28 de setembro de 2018 da Universidade Nacional Autônoma do México: revistadelauniversidad.unam.mx
  4. Robles, E. (2009) “O trabalho educacional de Jose Antonio Encinas.” Retirado em 28 de setembro de 2018 da Universidade Privada Antenor Orrego: journal.upao.edu.pe
  5. Canduelas, A. (2001) José Antonio Encinas: referência pedagógica para o ensino. Recuperado em 26 de setembro de 2018 de La República: larepublica.pe

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