Linguagem Proxêmica: características e exemplos

Linguagem Proxêmica: características e exemplos

A linguagem proxêmica refere-se a formas de comunicação não – verbais relacionadas à distância e localização das pessoas em um espaço específico. Este tipo de linguagem é usado em interações sociais. Por exemplo, ao abraçar, um espaço íntimo é usado e nas reuniões de trabalho um espaço remoto.

Este conceito foi cunhado por Edward Hall. Esse antropólogo estava interessado em identificar como os humanos usam o espaço como uma forma de comunicação não verbal.

A linguagem proximal pode ser identificada em situações cotidianas de natureza muito diferente. Além disso, geralmente é fundamental nas relações humanas, apesar de sua natureza silenciosa e implícita.

Espaço pessoal

Espaço pessoal refere-se à distância que as pessoas estabelecem em seus relacionamentos diários.

Considera-se que existem quatro faixas de distâncias interpessoais, mas elas podem variar de acordo com diferentes culturas e seus padrões de socialização. As principais características de cada faixa serão detalhadas abaixo:

1- Espaço público

Refere-se à distância que é mantida na frente de uma figura pública ou de um palestrante em um evento massivo.

Nesses casos, uma distância de 4 metros é preservada e esse espaço possibilita que o falante se comunique simultaneamente com todas as pessoas que ocupam a sala, mas não pessoalmente.

2- Espaço social

Refere-se às distâncias mantidas em contextos de socialização formal ou profissional. É o caso de conversas comerciais ou comerciais, contextos em que não há proximidade ou intimidade entre os palestrantes.

Nestes casos, a separação pode estar entre 1 e 2 metros. Dessa forma, você pode ter uma conversa pessoal sem entrar em situações de maior confiança ou intimidade.

3- O espaço pessoal

Refere-se a situações em que há ainda maior proximidade e confiança entre os palestrantes.

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Esse espaço está vinculado às relações pessoais e familiares, e a distância pode variar de 0,5 a 1 metro.

4- O espaço íntimo

Isso se refere à distância que existe entre duas pessoas que compartilham intimidade, principalmente quando se trata de casais ou amigos muito próximos.

Nesse caso, a distância varia de menos de meio metro a estar diretamente em contato físico com a outra pessoa.

Variações prxêmicas da linguagem de acordo com a cultura

Esses intervalos de distância são geralmente variáveis ​​de acordo com a cultura. Existem sociedades mais propensas à proximidade, assim como outras cuja norma social é manter distância.

Para entender as formas da linguagem proxêmica em diferentes culturas, Edward Hall as dividiu em duas categorias básicas: culturas de contato e culturas sem contato.

No entanto, mais tarde outros pesquisadores expandiram essa divisão para três categorias: culturas reativas frias, quentes ou não conflitantes. Os detalhes de cada uma dessas três categorias serão detalhados abaixo:

1- Culturas frias, lógicas e sem contato

Essas culturas incluem os Estados Unidos e os países nórdicos.

Eles são caracterizados por os alto-falantes serem diretos e, às vezes, impacientes. Eles também são reservados e estão mais interessados ​​em fatos do que em emoções.

2- Culturas multiativas, quentes, impulsivas e de contato

Essa classificação se refere a culturas nas quais os falantes se expressam com entusiasmo e emoção.

Eles preferem histórias pessoais a fatos, tendem a interromper durante a conversa e a mostrar suas emoções mais abertamente.

Esta categoria inclui culturas como árabe, italiano, francês, latino-americana e turca.

3- Culturas reativas sem conflito e sem contato

Essas culturas valorizam decoro e diplomacia sobre fatos e emoções.

Seus oradores são ouvintes pacientes que moderam sua linguagem corporal e a expressão de suas emoções. Este conjunto inclui culturas como o Japão, Vietnã, China e outras culturas do sudeste da Ásia.

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Territorialidade

Territorialidade refere-se às formas que os seres humanos usam para delimitar espaços que consideram próprios. Esses marcos podem ser feitos de maneiras muito diferentes, desde a sutileza do costume até maneiras explícitas de marcação.

Por exemplo, em uma família, uma cadeira pode ser considerada pertencente aos pais, simplesmente porque ele sempre a usa.

Também é possível observar em uma praça que um grupo de jovens marca com suas iniciais o chão ou as paredes de um local, demarcando seu território.

Existem basicamente três tipos de território:

1- Território principal

Refere-se a territórios que são explícita ou implicitamente reconhecidos como propriedade de uma pessoa. Um quarto, uma cama dentro de um quarto, um carro ou uma cadeira específica dentro do quarto são um exemplo disso.

Por exemplo, se uma pessoa encontra seu colega de quarto em seu quarto e se senta em sua cama ao chegar do trabalho, isso será entendido como uma violação do espaço.

2- Território secundário

O assento ocupado na sala de aula ou a mesa escolhida em um bar são seus próprios territórios durante o tempo em que são usados, mas, na realidade, eles não pertencem a ninguém especificamente.

Por exemplo, se uma pessoa tem uma mesa favorita no bar que costuma frequentar, mas quando a encontra ocupada, não pode reclamar. No entanto, enquanto o ocupa, é implicitamente entendido que ninguém mais pode ocupar esse espaço.

3- espaço público

É o espaço que pertence a todos e a ninguém ao mesmo tempo. Por exemplo, as ruas, praças e estações do metrô. São espaços através dos quais qualquer um pode se mover livremente, sem invadir o terreno de outras pessoas.

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Disposição no espaço

A disposição das pessoas em um determinado espaço geralmente diz muito sobre elas e sobre seu papel dentro delas.

Por exemplo, em uma sala de aula, os alunos sabem que devem estar na parte de trás da sala de aula, se não quiserem ser vistos. Pelo contrário, se eles querem uma participação ativa, eles devem estar localizados na área frontal.

Situações excepcionais

É frequente observar que as pessoas experimentam situações de ansiedade quando enfrentam códigos de proxemia diferentes daqueles assumidos.

Isso pode ocorrer quando outra pessoa se aproxima do esperado, gerando uma resposta automática de luta ou fuga.

Essa situação tem exceções nas quais as pessoas renunciam conscientemente ao seu espaço pessoal em casos específicos. Um exemplo disso é quando você entra em um trem muito lotado ou em um elevador.

Segundo as investigações, ainda existe a intenção de controlar a situação; Esse controle é refletido, por exemplo, evitando o olhar dos presentes no trem ou no elevador.

Essa ação evasiva permite controlar o sentimento de intimidade com o outro, apesar de estar em contato físico próximo.

Referências

  1. Amos, J. (2012). Linguagem Corporal e Proxêmica. Recuperado de: bodylanguageexpert.co.uk
  2. Mudando de idéia. (SF). Comunicação Prooxêmica. Recuperado de: changingminds.org
  3. Mundo não verbal. (SF). Leitura da linguagem corporal – Proxêmica. Recuperado de: nonverbal-world.com
  4. Estude a linguagem corporal. (SF). Proxemics. Recuperado de: study-body-language.com
  5. Study.com. (SF). Proxemics. Recuperado de: communicationstudies.com

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