Moldura aberta no cinema ou na fotografia: características, exemplos

O enquadramento aberto no cinema ou na fotografia pode ser definido como uma cena ampla cujo objetivo é retratar não apenas o ambiente, mas o objeto ou a pessoa nele. Nas duas artes audiovisuais, esse formato surgiu com o objetivo de colocar uma certa distância entre a performance e o espectador.

Dessa forma, é possível expressar que o enquadramento é o reflexo de um fragmento da realidade que foi selecionado pelo artista para compartilhá-lo com a humanidade. No entanto, deve-se notar que todo autor percebe o mundo empírico de maneira diferente; É por isso que cada cena ou imagem exposta transmite uma mensagem diferente.

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No filme “Centauros do deserto”, de John Ford, muitos quadros abertos são usados. Fonte: wikipedia.org

Em seguida, o enquadramento aberto enfoca a diversidade de perspectivas, porque não apenas a visão do autor conta, mas também a do público, que exibirá diferentes pontos de vista que se encaixam em seus conhecimentos e no que os inspirou. A imagem exposta.

Nesse sentido, é apreciado que o olho humano é um tipo de câmera e se concentra em certos detalhes enquanto omite outros. Daí derivou um dos inconvenientes que esse formato apresentava no final do século XIX, que era a quantidade de elementos ou seres que interagiam em uma cena.

Esse aspecto fez com que os espectadores não entendessem a cena retratada. Isso ocorreu porque a incorporação de tantos componentes no mesmo espaço fez com que o quadro perdesse o sentido unitário. Posteriormente, começaram a ser desenvolvidas novas técnicas que visavam melhorar a vasta abordagem ou a captura geral.

Caracteristicas

O quadro aberto é caracterizado por possuir vários códigos de composição que buscam dar um significado específico ao elemento exposto, seja ele uma cena estática ou em movimento. Cada imagem representada deve expressar uma ou mais emoções; O objetivo é que o público repudie ou crie empatia com o cenário concebido.

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Da mesma forma, esse formato consiste em expor a cena como uma unidade. Utilizando a abordagem geral, os artistas tentam garantir que cada elemento exibido tenha coerência e coesão com o restante dos objetos que compõem a pintura elaborada.

Por isso, o ambiente e o personagem devem ser percebidos de maneira homogênea, evitando que sejam dispersos. Para alcançar essa uniformidade, os autores utilizam alguns métodos conhecidos como planos, destinados a estruturar a moldura fotografada ou gravada. Entre as principais técnicas, destacam-se:

Quadro horizontal

É a imagem mais usada por cineastas e fotógrafos, pois é usada com o objetivo de expandir a imagem e gerar paz. Essas representações são geralmente equilibradas, por isso geralmente é usada para capturar paisagens ou momentos de grupo. São retratos ou reproduções que transmitem harmonia.

Mesmo assim, é conveniente sublinhar que esse formato também é usado em anúncios nos quais o conceito de espaço negativo é aplicado.

Essa técnica consiste em dividir o quadro em dois: em uma das bordas, o modelo é colocado e, na outra extremidade, o produto ou uma mensagem motivacional é colocada. Embora estejam divididos, esses retratos devem ser apreciados como um todo.

Moldura inclinada

O quadro inclinado não é um plano popular, mas disso deriva o termo “enquadramento”, devido à posição vertical adquirida pela câmera quando se pretende obter uma reprodução em alturas.

Geralmente é usado para capturar as poses de indivíduos que praticam esportes radicais ou para cenas de ação, nas quais movimentos drásticos são o centro do filme.

Plano longo ou geral

É o quadro aberto que tem maior reconhecimento. É identificado mostrando um espaço cercado por uma multidão ou um grande palco no qual os personagens são minimizados ou se juntam ao ambiente. Ele tem um papel descritivo, porque esse formato procura explicar o que está acontecendo no local detalhado.

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Note-se que, graças ao plano geral, a cena pode obter um valor dramático, cujo objetivo é destacar a solidão ou pequenez do homem diante do meio ambiente.

Plano do meio

O tiro do meio é aquele que abrange o torso dos personagens e não suas figuras completas. Manifesta-se que essa abordagem faz parte do quadro aberto porque não deixa de expor o ambiente, que une o humor dos seres representados.

Avião americano

Essa estrutura surgiu na América do Norte nas primeiras décadas do século XX. Desde o seu nascimento, pretendia-se retratar a inter-relação entre figuras ficcionais, razão pela qual é usada na maioria dos filmes de caubói.

Destaca-se nas cenas em que os personagens estão prestes a iniciar um conflito ou uma conversa. Este plano é caracterizado por sugerir firmeza.

Exemplos

É justo ressaltar que o enquadramento aberto é um método que se destaca em todos os filmes e em inúmeras fotografias.

Os artistas usam esse formato com o objetivo de representar um fato que transcendeu o mundo ou criar em suas obras uma ilusão da realidade. A seguir, mencionaremos alguns trabalhos nos quais isso é evidenciado:

Alemanha (1945), de Henri Cartier Bresson Dessau

Esta fotografia em preto e branco reflete um espaço devastado. O primeiro plano projeta metade de uma rua rachada; enquanto o segundo mostra uma mulher deitada em posição fetal.

Apenas a parte inferior do rosto é percebida porque o cabelo cobre o nariz e os olhos. No último plano, há uma paisagem em ruínas, impregnada de pedras e detritos.

O enquadramento desse retrato é aberto porque sua organização é ampla, consiste em várias abordagens e o ambiente está ligado ao humor da dama.

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Desert Centaurs (1956), de John Ford

Esta fita é composta por um conjunto de imagens abertas, pois a história foi gravada em espaços naturais. As cenas são estéticas e consistem em três planos.

O objetivo dos cenários é exteriorizar a vastidão do deserto e a capacidade dos personagens de se unirem ao meio ambiente.

Referências

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