O que é seleção disruptiva? (Com exemplos)

A seleção disruptiva é um processo evolutivo no qual um novo ambiente ou pressão seletiva causa mudanças abruptas e significativas em uma população, levando ao surgimento de novas características ou adaptações. Esse tipo de seleção pode resultar em uma rápida diversificação genética e, consequentemente, na formação de diferentes linhagens dentro da mesma espécie.

Um exemplo de seleção disruptiva pode ser observado nas mariposas do gênero Biston, que se adaptaram às mudanças na coloração da casca das árvores durante a Revolução Industrial na Inglaterra. Antes da industrialização, as árvores eram predominantemente claras, o que favorecia as mariposas claras, que conseguiam se camuflar e se proteger de predadores. Com a poluição causada pelas fábricas, as árvores ficaram escuras, tornando as mariposas escuras mais bem camufladas e, consequentemente, mais bem-sucedidas na reprodução.

Outro exemplo é a evolução das aves beija-flores nas Américas, que se adaptaram a diferentes tipos de flores e ambientes ao longo do tempo, desenvolvendo bicos e línguas especializadas para cada tipo de néctar e estratégias de alimentação específicas. Esses são apenas alguns exemplos de como a seleção disruptiva pode impulsionar a evolução e a diversidade das espécies.

Os possíveis resultados da seleção disruptiva em determinadas situações de mercado.

A seleção disruptiva é um processo pelo qual empresas mais inovadoras e ágeis conseguem conquistar espaço no mercado, muitas vezes desbancando empresas tradicionais e consolidadas. Este fenômeno pode resultar em mudanças significativas no cenário competitivo, trazendo tanto benefícios quanto desafios para as empresas envolvidas.

Um dos possíveis resultados da seleção disruptiva é a destruição criativa, onde novas tecnologias ou modelos de negócio surgem e substituem os existentes, levando a uma reconfiguração do mercado. Um exemplo disso é a empresa Uber, que revolucionou o mercado de transporte ao oferecer um serviço de carros por aplicativo, desafiando os táxis tradicionais.

Outro resultado da seleção disruptiva é a fragmentação do mercado, onde novos entrantes surgem para atender nichos específicos que antes eram negligenciados pelas empresas consolidadas. Um exemplo disso é a indústria de streaming de música, onde serviços como Spotify e Apple Music conseguiram conquistar parte do mercado que antes era dominado por CDs e downloads pagos.

Por fim, a seleção disruptiva também pode resultar na consolidação do mercado, onde as empresas que conseguem se adaptar às mudanças acabam se fortalecendo e expandindo sua participação. Um exemplo disso é a Amazon, que começou como uma livraria online e hoje é uma das maiores varejistas do mundo, atuando em diversos segmentos.

Em resumo, a seleção disruptiva pode trazer benefícios como inovação e maior competitividade, mas também desafios como a necessidade de adaptação rápida e constante. As empresas que conseguem entender e se antecipar a essas mudanças têm maiores chances de se destacar e prosperar no mercado.

Tipos de seleção natural: exemplos e características de cada um.

A seleção natural é um dos princípios fundamentais da teoria da evolução de Charles Darwin. Ela é responsável por moldar a diversidade da vida na Terra, selecionando os organismos mais aptos para sobreviver e se reproduzir em um determinado ambiente. Existem diferentes tipos de seleção natural, cada um com suas próprias características e exemplos específicos.

Seleção disruptiva

A seleção disruptiva ocorre quando os extremos de uma característica são favorecidos em detrimento dos indivíduos com características intermediárias. Isso pode resultar na formação de dois ou mais fenótipos distintos dentro de uma população. Um exemplo clássico de seleção disruptiva é a variação de tamanho do bico das tentilhões de Darwin nas ilhas Galápagos. As aves com bicos muito grandes são capazes de quebrar sementes grandes, enquanto as aves com bicos muito pequenos são mais eficientes na alimentação de sementes pequenas. Os tentilhões com bicos de tamanho intermediário têm mais dificuldade em se alimentar e, portanto, são selecionados contra.

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Em resumo, a seleção disruptiva é um mecanismo que favorece os extremos de uma característica em detrimento dos intermediários, levando à divergência evolutiva dentro de uma população. Este processo é essencial para a adaptação dos organismos às mudanças ambientais e para a manutenção da diversidade da vida na Terra.

Entenda o que é seleção artificial através de um exemplo prático e elucidativo.

A seleção artificial é um processo em que os seres humanos interferem no processo de reprodução de determinadas espécies, selecionando características desejáveis e promovendo sua propagação. Um exemplo prático disso é a criação de cães de raça pura.

Os criadores escolhem os melhores exemplares de uma determinada raça para se reproduzirem, levando em consideração características como temperamento, tamanho, cor da pelagem, entre outros. Dessa forma, ao longo das gerações, os cães vão se tornando cada vez mais próximos do padrão desejado.

Essa prática de seleção artificial pode resultar em mudanças significativas nas populações de uma espécie, levando à fixação de determinados traços genéticos. No entanto, é importante ressaltar que essa interferência humana pode ter consequências negativas, como a diminuição da diversidade genética e o surgimento de doenças hereditárias.

O que é seleção disruptiva?

A seleção disruptiva é um tipo de seleção natural em que os indivíduos com características extremas de um determinado fenótipo são favorecidos em relação aos intermediários. Isso pode levar à formação de dois ou mais fenótipos distintos, em vez de um único fenótipo ideal.

Um exemplo de seleção disruptiva ocorre na população de tentilhões de Darwin nas ilhas Galápagos. Nessa espécie, os tentilhões com bicos muito grandes ou muito pequenos são mais eficientes na alimentação do que aqueles com bicos de tamanho intermediário. Assim, os indivíduos com bicos extremos são selecionados positivamente, levando à divergência de características na população.

Em resumo, a seleção disruptiva é um mecanismo importante na evolução das espécies, pois contribui para a manutenção da diversidade genética e a adaptação a diferentes ambientes. No entanto, é fundamental entender os possíveis impactos desse processo a longo prazo para garantir a sobrevivência das populações.

Entendendo a seleção natural através de um exemplo prático na natureza.

A seleção natural é um dos princípios fundamentais da teoria da evolução de Charles Darwin. Ela descreve o processo pelo qual organismos mais bem adaptados ao ambiente têm maior probabilidade de sobreviver e se reproduzir, passando suas características genéticas para as gerações futuras. Para entender melhor esse conceito, vamos considerar um exemplo prático na natureza.

Imagine uma população de pássaros que vive em uma ilha com diferentes tipos de sementes disponíveis para alimentação. Algumas sementes são grandes e difíceis de quebrar, enquanto outras são pequenas e fáceis de manipular. Os pássaros com bicos mais fortes têm uma vantagem na quebra das sementes maiores, enquanto os pássaros com bicos mais finos conseguem se alimentar das sementes menores com mais eficiência.

Nesse cenário, a seleção natural pode levar a duas possibilidades: a seleção direcional, onde um dos extremos do fenótipo é favorecido, ou a seleção disruptiva, onde os extremos são favorecidos em detrimento do meio. No caso da seleção disruptiva, os pássaros com bicos muito fortes e os pássaros com bicos muito finos terão maior sucesso reprodutivo do que aqueles com bicos de tamanho intermediário.

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Isso ocorre porque os pássaros com bicos muito fortes podem acessar as sementes maiores com mais facilidade, enquanto os pássaros com bicos muito finos são mais eficientes na obtenção das sementes menores. Com o tempo, a população de pássaros na ilha pode se dividir em dois grupos distintos, cada um adaptado a um tipo específico de alimento.

Em resumo, a seleção disruptiva é um processo evolutivo no qual os extremos de um fenótipo são favorecidos em detrimento do meio. Esse mecanismo pode resultar na formação de novas espécies ou na manutenção da variabilidade genética dentro de uma população. O exemplo dos pássaros na ilha ilustra como a seleção natural pode moldar a diversidade da vida na Terra.

O que é seleção disruptiva? (Com exemplos)

A seleção disruptiva é uma das três maneiras pelas quais a seleção natural age sobre características quantitativas em organismos. A seleção disruptiva é responsável por selecionar na população mais de dois valores de um caractere e as formas médias diminuem.

Por exemplo, vamos pensar em algum tipo de pássaro que se alimenta de sementes. Se traçarmos a frequência do tamanho dos picos, obteremos uma distribuição normal: uma curva em forma de sino, onde o ponto máximo representa os indivíduos com os picos mais frequentes.

O que é seleção disruptiva? (Com exemplos) 1

Fonte: Azcolvin429 [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)]

Suponha que as condições climáticas do habitat animal permitam apenas a produção de sementes muito pequenas e muito grandes. Tentilhões com bicos muito pequenos e muito grandes podem se alimentar, enquanto indivíduos com bicos de tamanho intermediário serão afetados adversamente.

O que é seleção natural?

A seleção pode ocorrer na natureza sob diferentes modalidades, dependendo da relação entre o fenótipo e a aptidão .

Uma das múltiplas faces da seleção é a seleção disruptiva. Entretanto, antes de definir esse tipo de seleção, é necessário entender um conceito básico em biologia : seleção natural.

O ano de 1859 representou um estágio de mudança radical para as ciências biológicas com a chegada da teoria da seleção natural. Isso foi formulado pelo famoso naturalista britânico Charles Darwin em seu livro The Origin of Species, onde ele propõe o referido mecanismo.

A seleção natural ocorre desde que três condições sejam atendidas em uma população: há variabilidade, os organismos têm certas características que aumentam sua aptidão e essa característica é herdável.

Na biologia evolutiva, o termo aptidão ou eficácia biológica refere-se à capacidade de um indivíduo se reproduzir e ter filhos férteis. É um parâmetro que varia de 0 a 1.

Deve-se notar que a seleção natural não é a única força evolutiva, a deriva genética também tem um papel importante nas mudanças evolutivas, particularmente no nível molecular.

Modelo disruptivo de seleção natural

Indivíduos nas duas extremidades da curva têm maior aptidão

A seleção direcional ocorre quando indivíduos localizados nas duas extremidades da distribuição de frequência têm maior aptidão do que indivíduos centrais. Ao longo das gerações, os indivíduos favorecidos aumentam sua frequência na população.

Nos modelos de seleção disruptiva, mais de dois genótipos podem ser favorecidos.

Sob uma perspectiva genética, a seleção disruptiva ocorre quando o heterozigoto tem uma aptidão menor que o homozigoto .

Veja o exemplo hipotético do tamanho do corpo. Suponha que em uma população de organismos, os menores e os maiores tenham uma vantagem (escapar de predadores, obter comida, entre outras razões). Por outro lado, organismos de estatura média não terão sucesso reprodutivo tão alto quanto o de suas contrapartes.

Como a média e a variação variam?

Uma metodologia comum e bastante difundida entre os biólogos é a medição dos efeitos da seleção natural na variação fenotípica por meio de mudanças na média e na variação dos caracteres ao longo do tempo.

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Dependendo de como eles mudam, a seleção é classificada em três formas principais: estabilizador, direcional e disruptivo.

Nos gráficos de distribuição de frequência dos caracteres quantitativos avaliados, podemos quantificar vários dos parâmetros mencionados.

O primeiro é a média ou média aritmética da característica em estudo. Por exemplo, meça o tamanho do corpo em uma população de roedores e calcule a média. Esta é uma medida de tendência central.

A variação é a dispersão dos dados em relação à média da população. Se a variância for alta, há uma variabilidade considerável do caráter estudado. Se for baixo, todos os valores obtidos estão próximos da média.

Se estudarmos um personagem na população e observarmos que a variação aumenta ao longo de gerações, podemos inferir que a seleção disruptiva está ocorrendo. Visualmente, o sino do gráfico está se expandindo a cada geração.

Implicações teóricas e evolutivas

A seleção disruptiva tem sido de grande interesse para os biólogos por duas razões principais. Primeiro, promove variação dentro de uma espécie em uma população, como veremos mais adiante com os tentilhões dos tentilhões.

Segundo, propõe-se que a seleção disruptiva que atua por longos períodos de tempo possa promover eventos de especiação (geração de novas espécies).

Exemplos

Embora os eventos de seleção perturbadores possam parecer improváveis, eles são comuns por natureza – pelo menos em teoria. Temos os exemplos mais destacados de seleção disruptiva em diferentes espécies de aves.

O passarinho africano Pyrenestes ostrinus e as sementes

Visão geral do tentilhão e sua dieta

Tentilhões da espécie P. ostrinus vivem na África central. A dieta deste animal é formada por sementes.A maioria das populações possui formas pequenas e grandes, tanto em homens quanto em mulheres.

No ambiente em que os tentilhões vivem, existem várias espécies de plantas que produzem as sementes e que essas aves incluem em sua dieta. As sementes variam em termos de dureza e tamanho.

Estudos de Smith sobre a variação no tamanho do pico

Smith em 2000 estudou a variação morfométrica nos tentilhões dos tentilhões e encontrou resultados muito interessantes.

O pesquisador quantificou o tempo necessário para um tentilhão abrir a semente para consumi-la. Paralelamente, ele mediu a aptidão biológica dos indivíduos e relacionou-a com o tamanho do bico. O período de tempo desse experimento foi de cerca de sete anos.

Smith concluiu que existem dois tamanhos de pico predominantes porque existem duas espécies primárias de sementes que são consumidas por tentilhões.

Uma das espécies de plantas produz sementes muito duras, e os tentilhões maiores e com picos mais robustos são especializados no consumo dessas espécies de sementes.

As outras espécies abundantes produzem sementes pequenas e macias. Nesse caso, as variantes de tentilhões especializadas em seu consumo são indivíduos pequenos com pequenos espinhos.

Em um ambiente com uma distribuição bimodal de recursos, a seleção natural molda uma distribuição bimodal das espécies.

Referências

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