Os 15 princípios da sustentabilidade ambiental

Os princípios da sustentabilidade ambiental buscam gerar um desenvolvimento favorável ao ser humano por meio de um relacionamento harmonioso com a natureza.

A preservação do meio ambiente tornou-se crucial para o correto desenvolvimento dos seres humanos hoje.O homem está na busca de que suas atividades se tornem sustentáveis ​​no futuro e possam continuar sendo realizadas em harmonia com a preservação ambiental.

Os 15 princípios da sustentabilidade ambiental 1

Historicamente, a chegada da industrialização trouxe a invenção de processos que facilitariam o trabalho e a produção de todos os tipos de bens para o benefício da sociedade humana.

Naquela época, não havia consciência total sobre a preservação, sustentabilidade e conseqüências que as atividades humanas teriam sobre o meio ambiente.

A partir do século XX, a sociedade moderna começou a procurar alternativas em favor da sustentabilidade e preservação; No entanto, tem sido um processo lento.

Certos processos já foram negligenciados e outros encontraram novas maneiras de realizá-los. Ainda existe um longo caminho que pode garantir que a maioria das atividades humanas possa ser realizada sem deixar uma grande marca no meio ambiente.

No século XXI, a sociedade civil concentrou-se em pressionar muito mais essa questão, a ponto de organizações internacionais apresentarem manifestos públicos e propostas que advogam a sustentabilidade e a preservação ambiental.

Os 15 princípios da sustentabilidade ambiental

Os princípios mais difundidos hoje em dia sobre sustentabilidade ambiental foram os propostos e aprovados na Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

Princípio No. 1

Como os seres humanos são a principal preocupação do desenvolvimento sustentável e ambiental, seu pleno “direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia com a natureza” deve ser garantido.

Princípio No. 2

Respeitando o caráter soberano de cada Estado, eles têm o direito de administrar e tirar proveito de seus recursos naturais, conforme estabelecido por suas próprias leis internas produtivas e ambientais.

Eles devem ser responsáveis ​​porque as atividades realizadas para a exploração desses recursos não geram sérios danos ao meio ambiente nem afetam territórios fora de suas fronteiras.

Princípio No. 3

O desenvolvimento deve ser monitorado e realizado de maneira eqüitativa entre as necessidades sociais e ambientais, tanto para as gerações presentes quanto para as futuras.

Princípio No. 4

A proteção do meio ambiente deve ser considerada uma prioridade em qualquer processo de desenvolvimento e não deve ser tratada indiferentemente ou isoladamente.

É responsabilidade de cada Estado gerenciar suas próprias considerações ambientais.

Princípio No. 5

A erradicação da pobreza é considerada um requisito indispensável para garantir o desenvolvimento sustentável.

A realização dessa tarefa é de responsabilidade conjunta do Estado e da população. Desta forma, a diferença entre os padrões de vida é reduzida e as necessidades são melhor atendidas.

Princípio nº 6

Os países em desenvolvimento e ambientalmente sensíveis devem ser considerados de maneira especial ao tomar decisões internacionais baseadas no desenvolvimento sustentável.

No entanto, em todas as medidas tomadas por consenso, as necessidades de todos os países também devem ser consideradas, independentemente do seu nível de desenvolvimento.

Princípio nº 7

A proteção, conservação e restauração dos ecossistemas terrestres é de responsabilidade de todos os Estados, desenvolvidos ou não, uma vez que tem sido sua ação conjunta que degradou o meio ambiente ao longo dos anos.

Embora todos tenham responsabilidades semelhantes, eles também são considerados diferenciados de acordo com seus contextos internos.

Os países mais desenvolvidos terão a responsabilidade de continuar investigando novos métodos de desenvolvimento sustentável e preservação ambiental que possam ser aplicados pelos países em desenvolvimento ou em condições muito diferentes das demais.

Princípio No. 8

Os Estados são responsáveis ​​por reduzir ou eliminar qualquer forma de produção e consumo considerada insustentável, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida para todas as pessoas.

Da mesma forma, a promoção de políticas demográficas apropriadas contribui para os processos de desenvolvimento sustentável de cada território soberano.

Princípio No. 9

Cada Estado deve fortalecer suas próprias capacidades internas para garantir o desenvolvimento sustentável, por meio de investimentos internos em conhecimento científico e educacional, bem como no intercâmbio de conhecimentos e novas tecnologias com outros Estados.

Princípio No. 10

Informações adequadas sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável devem estar acessíveis a todos os cidadãos interessados ​​em participar e apoiar cada iniciativa em suas ações, independentemente do nível em que estejam.

Princípio No. 11

A concepção e aplicação corretas dos regulamentos e leis ambientais são necessárias no território de cada Estado soberano.

Cada regulamento deve ser adequadamente adaptado às condições e necessidades internas de cada nação.

Princípio No. 12

É dever do Estado cooperar com base em um sistema econômico internacional que defenda processos de desenvolvimento e consumo sustentáveis, a fim de lidar com mais eficácia com os problemas que envolvem a degradação ambiental.

Idealmente, as medidas tomadas por cada nação devem basear-se em consenso internacional.

Princípio No. 13

O Estado é responsável pela concepção de leis que favoreçam e congelem todos aqueles que foram vítimas de danos devido à deterioração ou poluição ambiental.

Eles também devem cooperar juntos, a fim de consolidar medidas de apoio internacional contra fenômenos específicos de poluição ou danos ambientais que se manifestam em diferentes regiões.

Princípio No. 14

Os Estados devem monitorar e cooperar para impedir que qualquer atividade que prejudique o meio ambiente mova suas operações entre territórios soberanos, o que dobraria os danos causados ​​e dificultaria a adoção de medidas para erradicá-lo.

Princípio No. 15

Todo Estado é responsável pela aplicação oportuna de medidas preventivas e de segurança diante de situações de emergência ambiental.

Qualquer desconhecimento sobre as causas de tal cenário não deve ser usado como desculpa para o adiamento ou a não aplicação de tais medidas preventivas.

Referências

  1. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. (1992). Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro: ONU.
  2. Foladori, G. (1999). Sustentabilidade ambiental e contradições sociais. Meio ambiente e sociedade .
  3. Leff, E. (1994). Ecologia e capital: racionalidade ambiental, democracia participativa e desenvolvimento sustentável. SÉCULO XXI.
  4. Tearfund (2009). Princípios e definições sobre sustentabilidade ambiental. Tearfund , 7-19.

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