Os 4 métodos de pesquisa em psicologia

Os métodos de pesquisa em Psicologia se referem ao plano geral de ação que é executado no campo da mente, onde podemos encontrar diferentes métodos de pesquisa.

Cada um deles especifica um regulamento específico a seguir. Da mesma forma, cada método adota uma estratégia geral que condiciona as possibilidades de desenvolvimento de cada um de seus estágios.

Os 4 métodos de pesquisa em psicologia 1

Por outro lado, os métodos de pesquisa em psicologia são caracterizados por apresentar técnicas específicas. Ou seja, uma série de procedimentos para executar diferentes estágios particulares que permitem a aplicação do próprio método.

Finalmente, cada método de pesquisa em psicologia contém uma série de estratégias concretas que são usadas para realizar a ação. Essas estratégias são conhecidas como designs.

Este artigo discute os cinco principais métodos de pesquisa usados ​​em psicologia. Da mesma forma, os diferentes projetos que podem ser desenvolvidos em cada um deles são revisados

4 métodos de pesquisa mais comuns em psicologia

1- Método experimental

O método experimental é uma estratégia de pesquisa cujo principal objetivo é estabelecer relações causais entre uma variável dependente e uma variável independente.

Este método é utilizado através da manipulação das variáveis ​​diretas do estudo. Por exemplo, quando em psicologia você deseja examinar que relação causal existe entre a idade e o desenvolvimento de uma determinada psicopatologia, é possível projetar um estudo no qual a idade seja diretamente manipulada.

O método experimental permite, por exemplo, contrastar a eficácia dos tratamentos psicoterapêuticos, examinando os efeitos que eles produzem no curso de uma dada psicopatologia.

Da mesma forma, esse método permite a elaboração da maioria das pesquisas científicas sobre psicopatologias e os fatores associados ao seu desenvolvimento e etiologia.

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O método experimental destaca-se como o modo de pesquisa que proporciona maior controle interno, pois permite controlar as variáveis ​​potencialmente poluidoras dos resultados.

Além disso, também permite um alto grau de intervenção do pesquisador, que pode atuar diretamente nas condições de ocorrência do fenômeno em estudo.

Dentro dos métodos experimentais, diferentes modelos e estratégias de estudo podem ser utilizados. Os principais são a comparação de grupos e os casos únicos.

a) Comparação de grupo

Os desenhos de comparação de grupos, como o próprio nome sugere, são caracterizados pelo desenho de um estudo no qual os resultados são comparados entre dois grupos.

Dentro de cada grupo, uma série de elementos (variáveis ​​independentes) é modificada para observar como eles afetam o objetivo do estudo (variáveis ​​dependentes).

Na comparação dos grupos, diferentes delineamentos experimentais podem ser constituídos. Os principais são:

  • Estratégia univariável : quando uma única variável independente é usada para medir o efeito na variável dependente.
  • Estratégia multivariável : quando duas ou mais variáveis ​​independentes são usadas e seus efeitos na variável dependente.
  • Estratégia unifatorial : quando apenas uma variável independente é manipulada, operada em um determinado número de valores ou níveis. Esses valores geram o mesmo número de condições experimentais a serem aplicadas aos sujeitos do estudo.
  • Projeto fatorial : quando duas ou mais variáveis ​​independentes são tratadas simultaneamente e fornecem informações não apenas sobre os efeitos específicos de cada uma das variáveis.
  • Desenho intersubjetivo : quando diferentes grupos de sujeitos são submetidos a diferentes condições experimentais. Essa estratégia permite comparar as medidas das variáveis ​​dependentes e avaliar o efeito da variável independente.
  • Delineamento intra -objeto: quando cada sujeito do experimento atua como controle ou referência de si mesmo. Dessa forma, cada um dos sujeitos fornece uma série de registros ou observações que correspondem aos diferentes níveis da variável independente.
  • Projeto completo de randomização : quando os sujeitos são designados aleatoriamente às condições experimentais. A fonte de dados é sempre uma amostra representativa do grupo de assuntos que representa.
  • Design restrito : quando técnicas de bloqueio são usadas ao atribuir assuntos a grupos.
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b) Caso único

Projetos de casos únicos são caracterizados pela avaliação de um único assunto. Eles podem apresentar um componente de interrupção como resultado da aplicação de tratamento psicológico.

Este tipo de método experimental avalia a mudança gerada pela aplicação de uma dada intervenção em uma pessoa. Os aspectos básicos do design de caso único são:

  • O componente temporal da intervenção é avaliado.
  • A interrupção realizada pela intervenção é avaliada.
  • O registro sucessivo é realizado ao longo do tempo dos comportamentos de um caso antes, durante e em alguns casos, após a retirada do tratamento.

2- Método quase experimental

O método quase-experimental é um método de pesquisa que visa aprimorar o estudo de problemas de relevância social e profissional.

Os aspectos estudados por esse método não são transferíveis para o laboratório, mas precisam ser examinados por procedimentos controlados.

Compartilhar com o método experimental a avaliação dos efeitos de uma variável específica em outra variável de interesse, mas difere pela ausência de atribuições aleatórias nos grupos experimentais

3- Método seletivo

O método seletivo constitui uma estratégia de pesquisa na qual as variáveis ​​estudadas não são diretamente manipuladas. Essa manipulação é feita através da seleção dos sujeitos do estudo.

Assim, as variáveis ​​relevantes para o estudo não são de manipulação intencional, mas de seleção de valores por sua própria natureza.

Um exemplo do uso desse método de pesquisa em psicologia é o estudo de lesões cerebrais. Nesses casos, os indivíduos que sofrem de algum tipo de lesão devem ser escolhidos antes de realizar o estudo.

4- Método observacional

Finalmente, o método observacional é um tipo de investigação que se baseia na observação do comportamento espontâneo das pessoas em um contexto natural.

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Esse tipo de pesquisa tenta conciliar o nível de sistematização e rigor para desenvolver o conhecimento científico com a proteção do máximo grau de realismo.

Referências

  1. Fowler, FF (1993). Métodos de pesquisa de pesquisa. Newbury Park, CA: Sábio.
  2. Hayes, SC (1981). Desenho experimental de caso único e prática clínica empírica. Jornal de Consultoria e Psicologia Clínica, 49, 193-211.
  3. Moreno, R. e López, J. (1985). Análise metodológica da pesquisa experimental em psicologia. Barcelona: Alamex.
  4. Rossi, PH e Wright, JD (1985). Pesquisa de avaliação: uma avaliação. Em LH Aiken e BH Kehrer (Eds.), Evaluation studies review annual, vol 10. Beverly Hills, CA: Sage.
  5. Shapiro, MB (1966). O único caso na pesquisa clínico-psicológica. Journal of General Psychology, 74, 3-23.

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