Planimetria anatômica: planos, eixos, termos de orientação

O mapeamento anatómica é o conjunto de coordenadas, e aponta termos convencionais utilizados para descrever a posição de orientação de uma estrutura anatómica dentro do corpo e a sua relação com o resto dos elementos anatómicos presentes no corpo.

O conhecimento de todos os planos, eixos e sistema de orientação anatômica é fundamental para permitir a comunicação fluida e sem erros entre as equipes médicas, seja na descrição dos estudos de imagem ou durante a execução de procedimentos invasivos.

Planimetria anatômica: planos, eixos, termos de orientação 1

Fonte: CFCF – Trabalho próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=33285529

A localização de um órgão ou estrutura anatômica no corpo é baseada em três planos (coronal, sagital e transversal) e três eixos (vertical, transversal e anteroposterior). Dessa maneira, ao descrever a posição de uma estrutura, ela sempre pode ser localizada, independentemente da posição do paciente ou da equipe de saúde.

A partir deste sistema de orientação anatômica, são descritos não apenas anatomia normal, mas também estudos de imagem (tomografia, ressonância magnética nuclear, etc.) e procedimentos cirúrgicos.

É, portanto, um sistema padronizado e universal, que garante precisão em descrições anatômicas de qualquer tipo.

Posição anatômica

Para entender a planimetria anatômica, é essencial conhecer a posição anatômica, uma vez que todos os termos utilizados no sistema de orientação estão relacionados a essa posição.

Uma vez conhecidas a posição anatômica e os pontos de referência que oferece, não importa se a posição do corpo é modificada posteriormente, pois os pontos de referência permanecem constantes .

Considera-se que o corpo humano em posição anatômica está em pé, com a face voltada para frente, com os braços estendidos para os lados do tronco formando um ângulo de 45º em relação a isso e com as palmas das mãos voltadas para a frente. vá em frente

As extremidades inferiores são estendidas com os calcanhares juntos e as pontas dos pés paralelas voltadas para a frente.

Nesta posição, serão desenhadas uma série de linhas (eixos) e planos que posteriormente permitirão a orientação anatômica inequivocamente, independentemente da alteração que o corpo possa ter em relação à posição anatômica de base.

Machados

Três eixos são considerados para orientação anatômica no corpo humano:

– Longitudinal (também conhecido como axial).

– Transversal (também chamado latero-lateral).

– Anteroposterior.

Esses eixos permitem a orientação do corpo no espaço. Eles também são usados ​​como referência para desenhar os planos e como vetores de orientação para indicar a posição de várias estruturas.

Eixo longitudinal

Também conhecido como eixo sagital, é uma linha imaginária que se estende da cabeça aos pés, dividindo o corpo em duas partes iguais, metade direita e esquerda.

Por convenção, a linha passa pelo centro da cabeça, cruzando ao meio a linha imaginária que une as duas orelhas. De lá, ele se estende para baixo, passa pelo meio da pelve e atinge os pés sem cruzar nenhuma estrutura anatômica.

Essa linha divide o corpo em duas partes simétricas (esquerda e direita). Constitui também a interseção entre os planos sagital e coronal, descritos a seguir.

Eixo transversal

É a linha imaginária que atravessa o umbigo correndo da direita para a esquerda. Também é conhecido como eixo lateral-lateral.

Metade do eixo transversal é marcada por sua interseção com o eixo longitudinal, de modo que ambos formam uma cruz.

Essa linha divide o corpo em duas partes assimétricas (superior ou cefálica e inferior ou caudal). Também será tomado como referência para a orientação cefalo-caudal, conforme descrito abaixo.

Eixo anteroposterior

O terceiro eixo, conhecido como eixo anteroposterior, também passa pelo umbigo; mas a linha é da frente para trás.

No seu ponto médio, intercepta os dois eixos anteriores (longitudinal e transversal) e é utilizado para a orientação das estruturas anatômicas da frente para trás.

Dessa forma, tudo o que está na extremidade anterior da linha é considerado ventral, e tudo o que está na extremidade posterior é chamado dorsal.

Projetos

Embora os eixos sejam muito úteis para a orientação espacial do corpo e sua divisão em regiões interconectadas, ter uma única dimensão é insuficiente para a localização precisa das estruturas anatômicas.

Portanto, as informações fornecidas pelos eixos devem ser complementadas pelas fornecidas pelos planos.

Graficamente, os planos são retângulos que se cruzam formando ângulos de 90º. Também são bidimensionais, oferecendo maior precisão no que diz respeito à localização de estruturas.

Na planimetria anatômica são descritos três planos básicos:

Sagital.

Coronal.

– Transversal.

Cada um deles é paralelo a dois eixos e divide o corpo em duas partes bem definidas.

Plano sagital

Também é conhecido como plano anteroposterior. É paralelo ao eixo longitudinal e anteroposterior e perpendicular ao transversal.

É orientado da frente para trás através da linha média do corpo, dividindo-o em duas partes iguais: esquerda e direita.

A partir deste plano, mais dois podem ser descritos, conhecidos como planos parasagitais. Sua orientação é idêntica à do plano sagital, mas diferem disso por não passarem pela linha média. Em vez disso, eles fazem isso à direita e à esquerda. Portanto, dois planos parasagitais são descritos: direito e esquerdo.

Embora os planos parasagitais não sejam freqüentemente usados ​​na anatomia normal, eles são essenciais para o desenho de técnicas cirúrgicas, especialmente no planejamento de pontos de abordagem; isto é, as áreas onde as incisões serão feitas.

Plano coronal

O plano coronal é paralelo ao eixo longitudinal e transversal e paralelo ao anteroposterior.

Ele é projetado de cima para baixo através da linha imaginária que une os dois fones de ouvido. Dessa maneira, divide o corpo em duas partes levemente assimétricas: anterior e posterior.

Do plano coronal, múltiplos planos são derivados para frente e para trás, conhecidos como planos para-coronais. Eles são projetados nos mesmos eixos do plano coronal, mas diferem disso porque passam na frente ou atrás da linha que une as orelhas.

Os planos para-coronais não são comumente usados ​​nas descrições anatômicas convencionais, mas são indispensáveis ​​para a descrição da anatomia radiológica, especialmente quando a ressonância nuclear magnética é realizada. Isso ocorre porque, com este estudo, você pode virtualmente “fatiar” o corpo em vários planos sobrepostos que vão da frente para trás.

Avião Transversal

O último dos planos é o único perpendicular ao eixo longitudinal. Conhecido como plano transversal, é paralelo aos eixos ântero-posterior e transverso (lateral-lateral).

Passa pelo umbigo, dividindo o corpo em duas partes assimétricas: cefálica e caudal. Portanto, todas as estruturas que estão entre o plano transversal e os pés são descritas como caudais, enquanto as que estão localizadas entre a cabeça e este plano são consideradas cefálicas.

Termos usados ​​para orientação

Uma vez conhecidos os eixos e planos que cruzam e dividem o corpo em posição anatômica, é possível estabelecer relações entre eles e as várias estruturas anatômicas.

Também é possível determinar as relações relativas entre estruturas e planos de acordo com a posição do corpo, se for diferente da posição anatômica. Isso é muito útil ao realizar abordagens cirúrgicas.

Os termos usados ​​para descrever a localização dos elementos anatômicos de acordo com os planos e eixos são os seguintes:

– Cefálico.

– Fluxo.

– Proximal.

– distal.

– Ventral.

– Dorsal.

– Medial.

Lado.

Para localizar qualquer estrutura anatômica, é necessário indicar pelo menos duas das características mencionadas anteriormente, bem como um ponto de referência. Se isso não for indicado, um dos eixos e planos descritos anteriormente é considerado um ponto de referência universal.

Cefálico ec auditivo

Os termos cefálico e caudal referem-se à posição das estruturas da cabeça e do tronco ao longo do eixo longitudinal, bem como sua relação com o plano transversal.

Posição absoluta

Se a posição absoluta (em relação ao plano transversal) é considerada, as estruturas são cefálicas à medida que se afastam deste plano e se aproximam da cabeça, enquanto são consideradas caudais quando se aproximam dos pés e se afastam do eixo transversal.

Posição relativa

Se a posição relativa for considerada, ou seja, com relação a um ponto de referência que não seja o plano transversal, as estruturas serão consideradas cefálicas à medida que se aproximam da cabeça e se afastam do ponto de referência especificado. Portanto, o mesmo elemento anatômico pode ser cefálico ou caudal, dependendo do ponto de referência utilizado.

Isso é muito mais fácil de entender com um exemplo, considerando qualquer órgão, como a glândula tireóide.

Exemplo

A posição absoluta da glândula tireóide é cefálica, pois está mais próxima da cabeça do que no plano transversal.

No entanto, ao considerar a posição da tireóide em relação a outras estruturas anatômicas, por exemplo, esterno e mandíbula, sua posição relativa muda.

Assim, a glândula tireóide é caudal à mandíbula, pois está mais próxima dos pés do que a última; mas se o esterno for considerado, a posição da glândula é cefálica, pois está mais próxima da cabeça do que do ponto de referência.

Pode-se observar que, tanto na posição absoluta quanto na relativa, a localização da estrutura é usada ao longo do eixo longitudinal para determinar se é cefálica ou caudal, variando apenas o ponto de referência.

Proximal e istal

Essa é uma variação da nomenclatura “cabeça” e “fluxo” que se aplica somente às extremidades.

Nesse caso, é considerada uma linha média que se estende da raiz do membro (o ponto em que une o tronco) até onde termina, sendo esse eixo equivalente ao eixo longitudinal do corpo.

Assim, estruturas próximas à raiz do membro são consideradas proximais, enquanto as mais distantes são distais.

Mais uma vez, existe uma posição absoluta (quando a raiz do membro é tomada como referência) e uma posição relativa (relação de duas estruturas uma com a outra).

Exemplo

Usando um exemplo novamente, será mais fácil entender esses relacionamentos. Tome o úmero como um estudo de caso.

Este osso faz parte do esqueleto proximal do braço, pois está muito próximo da raiz do membro. No entanto, ao considerar sua relação com estruturas vizinhas, como ombro e cotovelo, a descrição da localização do úmero varia.

Assim, o úmero é distal ao ombro e proximal ao cotovelo. Esse sistema de localização espacial é extremamente útil na cirurgia, embora não seja tão utilizado na anatomia descritiva, onde são preferidas as relações com os planos.

Ventral e d Orsal

A localização de um órgão em relação ao eixo ântero-posterior e ao plano coronal é descrita usando os termos ventral e dorsal.

As estruturas que estão na frente do plano coronal são descritas como ventrais, enquanto as que estão atrás dele são consideradas dorsais.

Assim como nas referências cefalo-caudal e proximal-distal, ao falar de ventral e dorsal, pode ser considerada uma referência absoluta (plano coronal) ou uma referência relativa.

Exemplo

Se a bexiga urinária for considerada, pode-se dizer que é ventral (posição absoluta), pois está em frente ao plano coronal. No entanto, quando a relação desse órgão com a parede abdominal e o reto é levada em consideração, sua posição relativa muda.

Assim, a bexiga é dorsal à parede abdominal (atrás dela) e ventral ao reto (está na frente dela).

Lateral e editorial

As referências lateral e medial têm a ver com a posição de uma estrutura em relação à linha média do corpo e ao plano sagital.

Na cabeça, pescoço e tronco, qualquer estrutura que esteja longe da linha média (eixo longitudinal) é considerada lateral, enquanto as que estão mais próximas desse eixo (e, portanto, o plano sagital) são mediais.

Nas extremidades, a linha média do corpo não pode ser tomada como referência, pois todas as estruturas são laterais a ele. Portanto, é desenhada uma linha imaginária que divide o membro em duas partes iguais.

Tudo o que fica entre essa linha e a linha média do corpo é considerado medial, enquanto tudo fora dela é lateral.

Posição absoluta e relativa

Como em todas as referências anteriores, ao falar de lateral e medial, a posição absoluta em relação à linha média ou a localização em relação a outras estruturas pode ser tomada como referência.

Exemplo

A vesícula biliar é lateral à linha média do corpo (posição absoluta). No entanto, se a sua posição for descrita em relação ao lobo direito do fígado, ele será medial (a vesícula biliar está entre o fígado e a linha média).

Por outro lado, se for considerada sua relação com o ducto biliar, deve-se notar que a vesícula biliar é lateral a essa estrutura.

Como você pode ver, a localização anatômica, levando em consideração a planimetria, é muito fácil, desde que os conceitos básicos sejam dominados, sendo possível descrever com precisão a localização de qualquer estrutura anatômica, independentemente de quão complexa e intrincada ela seja.

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