Plesiomorfia: o que é e exemplos

Plesiomorfia é um termo utilizado na biologia para descrever características ou traços ancestrais presentes em um grupo de organismos. Essas características são compartilhadas por um ancestral comum e seus descendentes, mas não são exclusivas de um grupo específico. Em outras palavras, são características primitivas que estão presentes em diferentes organismos devido à sua herança evolutiva.

Um exemplo clássico de plesiomorfia é a presença de membros em vertebrados. Todos os vertebrados possuem membros, como braços, pernas, asas ou barbatanas, devido à sua ancestralidade comum. Mesmo que esses membros tenham se modificado ao longo da evolução para desempenhar funções específicas em diferentes grupos de vertebrados, a presença de membros é uma característica plesiomórfica compartilhada por todos os membros desse grupo.

Em resumo, a plesiomorfia nos ajuda a entender a relação evolutiva entre diferentes grupos de organismos e a reconstruir a história da vida na Terra.

Definição de características antigas compartilhadas por diferentes espécies.

A plesiomorfia é um termo utilizado em biologia evolutiva para se referir a características antigas compartilhadas por diferentes espécies. Essas características são consideradas como heranças de um ancestral comum e não são exclusivas de um grupo específico. Em outras palavras, são características primitivas que são encontradas em várias linhagens evolutivas.

Um exemplo clássico de plesiomorfia é a presença de vértebras em animais vertebrados. Todas as espécies de vertebrados possuem vértebras em sua estrutura corporal, o que indica que essa característica é uma plesiomorfia compartilhada por todos os membros desse grupo.

Outro exemplo comum de plesiomorfia é a presença de membros locomotores em mamíferos. A maioria dos mamíferos possui algum tipo de membro para se locomover, como patas, asas ou barbatanas. Essa característica é uma plesiomorfia que remonta aos primeiros mamíferos e é compartilhada por diversas espécies dentro desse grupo.

Em resumo, a plesiomorfia se refere a características antigas que são compartilhadas por diferentes espécies como resultado de um ancestral comum. Essas características são importantes para entender a evolução das espécies e as relações filogenéticas entre elas.

Difereças entre Apomorfia e Plesiomorfia: o que você precisa saber para diferenciar.

A plesiomorfia e a apomorfia são termos utilizados em cladística para descrever características em relação a um grupo de organismos. Enquanto a plesiomorfia se refere a uma característica ancestral compartilhada por um grupo de organismos, a apomorfia se refere a uma característica derivada que é única para um determinado grupo. Para diferenciar esses conceitos, é importante entender suas definições e exemplos.

A plesiomorfia é uma característica que é herdada de um ancestral comum entre os organismos de um grupo. Essa característica pode não ser exclusiva desse grupo em particular e pode ser compartilhada com outros grupos de organismos. Um exemplo de plesiomorfia é a presença de membros locomotores em vertebrados, que é uma característica que é compartilhada com muitos outros grupos de animais.

Por outro lado, a apomorfia é uma característica que é única para um grupo de organismos e que não é encontrada em seus ancestrais. Essa característica pode ser usada para distinguir esse grupo de outros grupos relacionados. Um exemplo de apomorfia é a presença de penas em aves, que é uma característica exclusiva desse grupo de organismos e que não é compartilhada por outros grupos.

Portanto, para diferenciar plesiomorfia e apomorfia, é importante observar se a característica em questão é compartilhada com outros grupos de organismos ou se é exclusiva de um grupo específico. Entender esses conceitos é essencial para a análise e classificação dos organismos na cladística.

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O significado de Sinapomorfia e exemplos elucidativos para compreensão.

Para compreender o significado de sinapomorfia, é importante primeiro entender o conceito de plesiomorfia. Plesiomorfia se refere a características que são compartilhadas por um grupo de organismos devido à sua ancestralidade comum, mas que não são exclusivas desse grupo. Em outras palavras, são características que são herdadas de um ancestral em comum, mas que não são únicas para o grupo em questão.

Já a sinapomorfia é um tipo de característica evolutiva que é compartilhada por um grupo de organismos e que é considerada uma inovação evolutiva. Ou seja, é uma característica que surge em um ancestral comum e é passada para todos os descendentes desse ancestral. Sinapomorfias são importantes para a classificação dos organismos, pois ajudam a identificar relações de parentesco e a distinguir grupos de organismos.

Um exemplo de sinapomorfia pode ser a presença de penas em aves. As penas são uma característica que surgiu em um ancestral comum de todas as aves e que é compartilhada por todas as espécies de aves. Outro exemplo seria a presença de pelos em mamíferos, que é uma característica que surgiu em um ancestral comum de todos os mamíferos e que é passada para todas as espécies desse grupo.

Em contraste, um exemplo de plesiomorfia seria a presença de membros em vertebrados. Todos os vertebrados possuem membros, mas essa característica não é exclusiva desse grupo, uma vez que também é encontrada em outros grupos de animais, como insetos e aracnídeos.

Em resumo, plesiomorfias são características compartilhadas devido à ancestralidade comum, enquanto sinapomorfias são características inovadoras que surgem em um ancestral comum e são passadas para todos os descendentes desse ancestral. Ambos os conceitos são fundamentais para a compreensão da evolução e da classificação dos organismos.

Significado e definição da Apomorfia: entenda o conceito por trás dessa característica evolutiva.

A apomorfia é um termo utilizado na biologia evolutiva para se referir a características ou traços derivados que são exclusivos de um determinado grupo de organismos. Essas características evoluíram em um ancestral comum e são compartilhadas por todos os descendentes desse ancestral. Em outras palavras, a apomorfia representa uma inovação evolutiva que distingue um grupo de organismos de outros.

As apomorfias são importantes para a classificação e estudo da evolução dos seres vivos, pois ajudam os cientistas a identificar relações filogenéticas entre diferentes espécies. Ao analisar as características apomórficas de um grupo de organismos, os pesquisadores podem reconstruir a árvore filogenética e entender melhor a história evolutiva desses seres vivos.

Plesiomorfia: o que é e exemplos

A plesiomorfia, por sua vez, refere-se a características ou traços primitivos que são compartilhados por um grupo de organismos, mas que não são exclusivos desse grupo. Ou seja, as plesiomorfias são características herdadas de um ancestral comum mais distante e que são compartilhadas por diferentes grupos de organismos.

Um exemplo de plesiomorfia é a presença de membros locomotores em vertebrados terrestres. Embora todos os vertebrados terrestres tenham membros locomotores, essa característica não é exclusiva desse grupo, pois também é encontrada em outros grupos de animais, como insetos. Portanto, a presença de membros locomotores é considerada uma plesiomorfia em vertebrados terrestres.

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Em resumo, enquanto a apomorfia representa características evolutivas derivadas e exclusivas de um grupo de organismos, a plesiomorfia refere-se a características primitivas compartilhadas por diferentes grupos de organismos. Ambos os conceitos são fundamentais para o estudo da evolução e classificação dos seres vivos.

Plesiomorfia: o que é e exemplos

Uma plesiomorfia é a forma primitiva ou ancestral de um organismo, isto é, sua anatomia. Além da plesiomorfia morfológica, também se fala em plesiomorfia genética; os caracteres genéticos dos seres vivos ancestrais.

A partir de fósseis de animais, são feitas comparações ósseas com outros animais vivos ou extintos e as possíveis relações evolutivas entre eles são procuradas. Com o desenvolvimento da biologia molecular, também podem ser feitas comparações com marcadores moleculares (sequências de DNA , análise cromossômica).

Plesiomorfia: o que é e exemplos 1

Por Nenhum autor legível por máquina fornecido. Fca1970 ~ commonswiki assumida (com base em reivindicações de direitos autorais). [CC BY-SA 2.5 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5)], via Wikimedia Commons. Chiridium é um exemplo de plesiomorfia

Tradicionalmente, a taxonomia é realizada com caracteres morfológicos, uma vez que quanto mais próximas as duas espécies são filogeneticamente, sua semelhança morfológica deve ser maior.

Marcadores morfológicos ancestrais podem derivar, através da evolução, de diferentes formas, com funções apropriadas para a adaptação de um determinado organismo ao ambiente em que ele vive.

Exemplos

A maioria dos membros de mamíferos mostra a morfologia plesiomórfica de cinco ossos metacarpais e os “dedos” com no máximo três falanges cada.

Essa característica é muito conservada, no entanto, existem diferenças notáveis ​​com a mão do homem. A “mão” dos cetáceos apresenta inovações nos ossos e tecidos moles que resultaram em uma barbatana, com um maior número de falanges.

Certos golfinhos podem apresentar entre 11 e 12 falanges em um único “dedo”. Essa mudança morfológica permite que os golfinhos se adaptem ao ambiente aquático. A presença de uma barbatana e o alongamento das falanges, efetivamente, aumentam a superfície da mão dos golfinhos.

Isso torna mais fácil para o animal controlar seus movimentos, para que ele seja realizado na direção certa, neutraliza o peso do corpo e aumenta a resistência quando ele deseja parar.

Por outro lado, os morcegos reduziram o número de falanges, mas estenderam seu comprimento, permitindo que sustentassem a membrana de suas asas. Essas asas agem como uma superfície de controle para que a decolagem e as forças para equilibrar o vôo sejam ideais.

Outros mamíferos terrestres, como o cavalo e o camelo, não possuem falanges, o que lhes permite aumentar sua velocidade de locomoção.

Outros estudos demonstraram que a plesiomorfia anatômica também muda nos músculos do pescoço, peitorais, cabeça e membros inferiores de alguns animais, como salamandra, lagartos, primatas, entre outros.

A esse respeito, é interessante notar que os humanos acumularam mais mudanças evolutivas do que qualquer outro primata estudado, mas isso não significa um aumento em seus músculos.

Pelo contrário, essas mudanças levaram a uma perda completa de alguns músculos e, dessa forma, a musculatura humana é muito mais simples que a de outros primatas.

Simplesiomorfia

Daqui resulta que caracteres ancestrais podem ser mantidos ou desaparecer em diferentes espécies ao longo do tempo. Portanto, classificar organismos da mesma espécie apenas por ter um certo caráter está errado.

Ou seja, pode acontecer que um personagem ancestral seja compartilhado por várias espécies inicialmente. Então a evolução separa as espécies, que podem ou não ter o caráter ancestral.

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Por exemplo, humanos e iguanas têm cinco dedos, mas são espécies diferentes. Além disso, as glândulas mamárias estão presentes em diferentes mamíferos, mas nem todas pertencem à mesma espécie. Classificar dessa maneira errada é conhecido como simpleiomorfia.

Classificações de seres vivos

As classificações dos seres vivos, de acordo com seu grau de complexidade, foram feitas desde a Grécia antiga. Aristóteles e sua escola foram os primeiros a estudar sistematicamente a natureza para classificar cientificamente o mundo biológico.

Aristóteles colocou as plantas abaixo dos animais porque estes podiam se mover, o que era considerado um comportamento muito complexo.

Ainda assim, dentro dos próprios animais, o filósofo grego os classificou de acordo com uma escala de complexidade baseada na presença ou ausência de sangue ou no tipo de reprodução.

Essa classificação, progressivamente linear ou scala naturae denominada “escada natural”, coloca os minerais, por não terem vida, no degrau mais baixo da escada. Segundo a religião, Deus estaria na primeira posição, o que levaria o ser humano a subir a escada em busca da perfeição

Filogenia

Existe uma grande diversidade entre os seres vivos e, com o tempo, foram feitas tentativas para descrever e interpretar. Em 1859, A Origem das Espécies de Charles Darwin veio à tona , que postulou que a existência de seres vivos tem uma origem única.

Darwin também considerou que entre os ancestrais e descendentes havia uma associação dependente do tempo. Darwin expressou o seguinte:

“Nós não temos pedigrees ou brasões de armas; temos que descobrir e traçar as muitas linhas de descendência divergentes em nossas genealogias naturais a partir de caracteres de qualquer tipo que foram herdados por um longo tempo. ”

Essa ideia foi representada como uma árvore de raiz única com diferentes ramos que, por sua vez, se separaram em mais ramos dos nós comuns.

Essa hipótese que enquadra a interação entre diferentes organismos é representada como uma árvore filogenética e, a partir de então, a classificação dos seres vivos é realizada por meio de relações filogenéticas. Isso resulta no surgimento da subdisciplina sistemática que inclui taxonomia evolutiva ou filogenia.

Referências

  1. Bonner JT. (1988). A evolução da complexidade por meio da seleção natural. Imprensa da Universidade de Princeton, Princeton.
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  4. Cooper K, Sears K, Uygur A, Maier J, Baczkowski KS, Brosnahan M et al. (2014). Modos de padronização e pós-padronização da perda de dígitos evolutivos em mamíferos. Nature 511, 41-45.
  5. Diogo R, Janine M, Ziermann JM, Medina M. (2014). A biologia evolucionária está se tornando politicamente correta demais? Reflexão sobre a scala naturae, clados filogeneticamente basais, táxons anatomicamente plesiomórficos e animais ‘inferiores’. Biol. Rev. pp. 20. doi: 10.1111 / brv.12121.
  6. Picone B, Sineo L. (2012) A posição filogenética de Daubentonia madagascariensis (Gmelin, 1788; primatas, Strepsirhini), conforme revelado pela análise cromossômica, Caryologia 65: 3, 223-228.

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