Quais são as correntes historiográficas?

As correntes historiográficas referem-se às diferentes abordagens teóricas e metodológicas utilizadas pelos historiadores para estudar e interpretar o passado. Essas correntes podem ser influenciadas por diversas escolas de pensamento, como o positivismo, o marxismo, a escola dos Annales, a história cultural e a história social, entre outras. Cada corrente historiográfica possui suas próprias características e perspectivas, contribuindo para a diversidade e riqueza da disciplina histórica. Neste sentido, é fundamental compreender as diferentes correntes historiográficas para ampliar nossa compreensão do passado e enriquecer o debate historiográfico.

Três principais vertentes historiográficas: uma análise detalhada sobre a diversidade de abordagens históricas.

As correntes historiográficas são abordagens teóricas e metodológicas que orientam a produção do conhecimento histórico. Existem diversas vertentes que se destacam no campo da historiografia, cada uma com suas particularidades e enfoques. Neste artigo, vamos analisar três das principais vertentes historiográficas: a História Tradicional, a Nova História e a História Social.

A História Tradicional é caracterizada pela ênfase nos grandes eventos e personalidades históricas, buscando narrar os acontecimentos de forma linear e objetiva. Nessa abordagem, a política e as guerras ocupam um papel central, e o objetivo principal é reconstruir os fatos do passado de forma precisa e cronológica. No entanto, a História Tradicional é criticada por sua tendência a valorizar apenas uma perspectiva hegemônica e eurocêntrica, deixando de lado outras narrativas e experiências históricas.

A Nova História, por sua vez, surge a partir da segunda metade do século XX, questionando as premissas da História Tradicional e propondo uma abordagem mais crítica e reflexiva. Nessa vertente, há uma valorização das fontes não tradicionais, como testemunhos orais, imagens e objetos do cotidiano, que permitem uma análise mais ampla e diversificada do passado. A Nova História também se preocupa em dar voz às minorias e grupos marginalizados, buscando resgatar suas histórias e memórias.

A História Social, por sua vez, enfatiza as relações sociais e as estruturas de poder que moldam a sociedade ao longo do tempo. Nessa perspectiva, a história é vista como resultado das interações entre diferentes grupos sociais, levando em consideração questões como classe, gênero, raça e etnia. A História Social busca compreender as dinâmicas sociais e as lutas de resistência dos grupos oprimidos, contribuindo para uma visão mais plural e inclusiva do passado.

Cada vertente traz consigo uma visão única e enriquecedora do passado, contribuindo para a construção de um conhecimento histórico mais complexo e abrangente.

Quais são as duas correntes principais da historiografia?

Existem duas correntes principais da historiografia que influenciam a forma como os historiadores interpretam e escrevem sobre o passado. A primeira corrente é a historiografia tradicional, que se concentra em relatar os eventos históricos de forma objetiva e linear, seguindo uma narrativa cronológica. Nessa abordagem, os historiadores buscam identificar os fatos e datas mais relevantes, sem muita reflexão crítica.

A segunda corrente é a historiografia crítica, que questiona as interpretações tradicionais da história e busca analisar o passado de forma mais profunda e complexa. Os historiadores críticos consideram o contexto social, político e cultural em que os eventos ocorreram, e buscam identificar as influências e motivações por trás das ações das pessoas no passado.

Relacionado:  Adjetivos conotativos e não conotativos: características

Essas duas correntes historiográficas podem coexistir e se complementar, proporcionando diferentes perspectivas sobre o mesmo evento histórico. Enquanto a historiografia tradicional se concentra na narrativa dos acontecimentos, a historiografia crítica busca questionar e reinterpretar o passado, contribuindo para uma compreensão mais profunda e abrangente da história.

Tipos de historiografia: conheça as diversas abordagens e metodologias utilizadas na escrita histórica.

A historiografia é o estudo e a prática da escrita da história, envolvendo diversas abordagens e metodologias que buscam compreender e interpretar o passado. Existem diferentes correntes historiográficas que influenciam a forma como os historiadores abordam os eventos históricos e constroem narrativas sobre o passado.

Uma das correntes historiográficas mais conhecidas é a história positivista, que surgiu no século XIX e valoriza a objetividade, os fatos e a busca pela verdade histórica. Outra corrente importante é a história marxista, que analisa a história a partir das relações de classe e dos conflitos sociais. Já a história cultural destaca a importância das representações simbólicas e das práticas culturais na construção da identidade e da memória.

Além disso, a história oral se baseia em depoimentos e testemunhos de pessoas que vivenciaram determinados eventos, valorizando a perspectiva dos indivíduos comuns. A história das mentalidades, por sua vez, estuda as representações coletivas e as formas de pensar de uma determinada época.

Cada corrente historiográfica apresenta suas próprias metodologias e abordagens, contribuindo para a diversidade e a riqueza da escrita histórica. Ao conhecer essas diversas correntes, os historiadores podem ampliar sua compreensão do passado e enriquecer suas análises sobre a sociedade e a cultura.

Origem da primeira corrente historiográfica: uma análise sobre suas raízes e influências.

A historiografia é uma área de estudo que se dedica à análise e interpretação do passado, buscando compreender os eventos históricos e suas conexões com o presente. Ao longo do tempo, diversas correntes historiográficas surgiram, cada uma com suas próprias abordagens e metodologias.

A primeira corrente historiográfica, conhecida como tradicionalismo, teve sua origem no século XIX e foi fortemente influenciada pelos ideais positivistas da época. Os historiadores tradicionalistas tinham como objetivo principal narrar os eventos históricos de forma objetiva e imparcial, buscando reconstruir o passado a partir de fontes documentais e evidências concretas.

Essa corrente historiográfica valorizava a figura do historiador como um mero compilador de dados e fatos, sem espaço para interpretações subjetivas ou questionamentos mais profundos. A ênfase era colocada na descrição dos acontecimentos de forma cronológica e linear, sem espaço para reflexões mais críticas ou análises mais aprofundadas.

Apesar de ter sido criticada posteriormente por sua visão limitada e eurocêntrica, o tradicionalismo teve um papel importante na consolidação da historiografia como disciplina acadêmica e na sistematização de métodos de pesquisa histórica. Suas raízes positivistas e objetivas influenciaram diversas correntes posteriores, marcando o início de um debate sobre a natureza e os limites do conhecimento histórico.

Com o passar do tempo, novas correntes historiográficas surgiram, cada uma trazendo novas perspectivas e abordagens para o estudo da história. O tradicionalismo, apesar de suas limitações, foi um marco importante na evolução da historiografia e deixou um legado que ainda é sentido nos dias de hoje.

Relacionado:  Notas Jornalísticas: Características, Estrutura, Exemplos

Quais são as correntes historiográficas?

Quais são as correntes historiográficas?

As correntes historiográficas são orientações para abordar o estudo da história como ciência, desenvolvido a partir do século XIX. Embora no século V aC, Heródoto se referisse à história como um ato humano de narrar eventos do passado, foi somente até o final do século 18 que os filósofos da época aceitaram que a história poderia ser estudada como qualquer outra ciência, através de uma método.

A ciência histórica nasceu na Alemanha, se espalhou para a França e de lá para o resto da Europa. Até agora, os historiadores não tinham uma função clara na sociedade e se limitavam a guardar arquivos ou documentos políticos e eclesiásticos.

Considerar a história como uma ciência fez com que aqueles que a escreviam não apenas se contentassem com os fatos como eles ocorreram, mas tiveram que estudar as causas, circunstâncias e influência de indivíduos ou grupos nesses eventos.

Com a nova visão da história como ciência, os historiadores se tornaram uma classe profissional e foram estabelecidas várias teorias e métodos que hoje são conhecidos como tendências historiográficas.

Entre as correntes mais reconhecidas estão o positivismo, o historicismo, o materialismo histórico, o estruturalismo , a escola francesa dos Annales e um pouco menos conhecido, o quantitativo.

Principais correntes historiográficas

Positivismo

Essa corrente historiográfica começou na França no século XIX, embora tenha sido na Alemanha onde teve seus principais representantes. Ele afirmou que, para abordar a história, era necessário procurar dados reais, precisos e verdadeiros e, por esse motivo, insistia em encontrar fontes em primeira mão.

A leitura da história para o positivismo teve que ser feita de maneira linear, um evento ocorrendo após outro em progresso contínuo. A história como ciência estava ligada à evolução humana e qualquer evento que marcou um revés simplesmente não existia.

Outro aspecto relevante nessa corrente historiográfica é que a pesquisa consistiu em acumular dados; era impossível para o historiador interpretar as informações coletadas porque isso pressupunha um erro científico.

A acumulação de dados tornou possível chegar a leis históricas universalmente válidas e verificáveis.

A maneira de aprender a história dessa corrente foi através de um relacionamento unidirecional dos fatos; um fato simplesmente produziu um novo.

Materialismo histórico

O materialismo histórico é uma corrente que chega com Karl Marx, pois considera que a história não é constituída apenas por fatos, nem por categorias, nem pelos protagonistas desses fatos.

Para Marx, a história nada mais é do que o resultado das relações de poder entre aqueles que a possuem e as classes subordinadas; ao mesmo tempo, essas relações são mediadas pelos modos de produção.

Portanto, a história depende de quem apóia os modos de produção e como as relações de poder são estabelecidas, e somente com essa abordagem é que ela pode ser investigada e escrita.

Relacionado:  Pedro Calderón da Barca: Biografia e Obras

O materialismo histórico relaciona o ser humano ao seu meio ambiente, entende como os indivíduos atendem às suas necessidades básicas e, em geral, estuda tudo o que implica viver na sociedade.

O materialismo histórico aceitou a economia e a sociologia como objeto de estudo.

Estruturalismo

Essa corrente historiográfica está muito próxima do materialismo histórico, mas está interessada em eventos que duram ao longo do tempo.

Do estruturalismo, um fato histórico deve ser estudado como um todo, como um sistema que possui uma estrutura; o tempo é responsável por mudar lentamente a referida estrutura, mas o faz através de eventos conjunturais que ocorrem em um curto período de tempo afetando o sistema.

Ele não está interessado nos fatos singulares que caracterizam a narrativa tradicional, nem nos fatos excepcionais; Em vez disso, ele prefere eventos do dia-a-dia repetidos várias vezes.

Historicismo

O historicismo considera toda a realidade como o produto de uma evolução histórica, por isso o passado é essencial. Para o estudo da história, ele prefere documentos oficiais escritos e não está interessado na interpretação do pesquisador.

Nesta corrente historiográfica, a história é o ponto de partida do desenvolvimento do homem e, portanto, qualquer fato, técnico, artístico ou político, é um fato histórico através do qual a natureza humana pode ser entendida.

O conhecimento resulta, portanto, das características de cada indivíduo e das condições sociais. Assim, o historicismo não leva em conta verdades universais simplesmente porque cada homem tem sua própria realidade.

Annales School

A Escola Annales nasceu na França e resgatou o homem como protagonista da história. Dessa forma, o uso de ciências como antropologia, economia, geografia e sociologia foi necessário para a compreensão de eventos históricos.

Sob essa nova perspectiva, o conceito de documento histórico foi ampliado, acrescentando escritos, testemunhos orais, imagens e restos arqueológicos.

Quantitativismo

Essa corrente nasceu na década de 80 do século XX e marcou duas tendências no estudo da história:

1-Cliometria, que utiliza modelos quantitativos para explicar o passado.

2 – A história estrutural-quantitativa, que utiliza estatística para entender o comportamento de eventos históricos em determinados períodos.

Com a chegada do século XXI, as correntes anteriores ficaram embaçadas e há uma tendência a voltar à narrativa, rompendo os esquemas rígidos e formais e em coerência com a forma que as ciências assumiram no pós-modernismo.

Referências

  1. Hughes, P. (2010). Paradigmas, métodos e conhecimentos. Fazendo pesquisa na primeira infância: Perspectivas internacionais sobre teoria e prática2 , 35-61.
  2. Iggers, GG (2005). Historiografia no século XX: da objetividade científica ao desafio pós-moderno . Wesleyan University Press.
  3. Gill, S. (Ed.). (1993). Gramsci, materialismo histórico e relações internacionais  (Vol. 26). Cambridge University Press.
  4. Anderson, P. (2016). Nas trilhas do materialismo histórico . Verso Books.
  5. Bukharin, N. (2013). Materialismo histórico: um sistema de sociologia . Routledge. 23-46.

Deixe um comentário