Quetognatos: características, habitat, reprodução, alimentação

Os chaetognaths são um grupo de animais marinhos, que são caracterizadas por terem um corpo em forma de torpedo alongado. Eles são bastante controversos, pois os especialistas ainda discutem algumas de suas características para classificá-las filogeneticamente corretamente.

Eles foram descritos pelo zoólogo alemão Karl Leuckart em 1854. Esses animais conseguem sobreviver no planeta há algum tempo, desde que os primeiros registros de sua existência datam da era paleozóica, especificamente do período cambriano.

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Exemplos de cetognatos. Fonte: Vários autores. Compilação para mim [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)]

Essa aresta é composta de duas classes: Sagittoidea e Archisagittoidea. Nestas classes, há um total de 20 gêneros, compostos por aproximadamente 120 espécies. São onipresentes, pois estão distribuídos por todos os mares do globo.

Caracteristicas

Os cetognatos são animais com um corpo transparente que se destacam por apresentarem em todas as suas células seu material genético empacotado e encerrado dentro do núcleo celular, delimitado por uma membrana.

Eles também são organismos multicelulares porque são constituídos por diferentes tipos de células, cada uma especializada em várias funções, como secreção de substâncias, nutrição ou reprodução.

Os cetognatos são hermafroditas. Eles se reproduzem de maneira sexual, com fertilização interna e desenvolvimento direto, além de ovíparos. Eles também têm simetria bilateral, o que significa que são compostos de duas exatamente as mesmas metades.

Taxonomia

A classificação taxonômica dos cetognatos é a seguinte:

Domínio: Eukarya.

Reino: Animalia.

Superfilo: Spiralia.

Borda: Chaetognatha.

Morfologia

Os cetognatos são pequenos, variando de 1 cm a 12 cm. Eles também têm um corpo alongado, em forma de torpedo e translúcido, embora algumas espécies tenham cores avermelhadas, laranja ou rosa.

– Anatomia externa

O corpo dos cetognoses é composto de três áreas ou regiões: cabeça, tronco e cauda.

Cabeça

É claramente diferenciado do resto do corpo por uma série de estruturas que o caracterizam. Primeiro, apresenta um tipo de ganchos, também conhecidos como ganchos, dispostos em 2 linhas nas bordas laterais da cabeça. Sua função está relacionada à captura de presas.

Na cabeça há uma abertura, a boca. Isso é cercado por estruturas chamadas dentículos que contribuem para a mastigação dos alimentos. Eles também têm pequenos olhos compostos.

Entre a cabeça e o tronco está o pescoço, que é curto. Isso constitui o ponto de origem de uma dobra de tegumento, do tipo tampa, que serve como proteção para a cabeça quando ela se retrai.

Tronco

É a porção mais longa do corpo de ketognatos. Possui dois pares de barbatanas, um par de posição anterior e outro de posição posterior. Estes não possuem nenhum tipo de musculatura e são suportados por órgãos chamados homalopterigia, que são uma espécie de raios moles.

Na sua região posterior estão a abertura do ânus e as aberturas que correspondem ao ducto genital feminino.

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Representação de um ketognato. Fonte: Apokryltaros [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)]

Cauda

É a parte mais curta do corpo de ketognato. Internamente, é totalmente ocupado pelos testículos do animal. Possui barbatana caudal e duas extensões de posição lateral, conhecidas como digitta.

– Anatomia interna

O corpo é delimitado por uma parede que possui várias camadas. De dentro para fora, podem ser mencionados: músculos longitudinais, plexo nervoso, membrana basal, epiderme e cutícula. Este último cumpre a função de proteger o animal.

Os cetognatos apresentam várias cavidades do tipo celomático. Na cabeça, essa cavidade é chamada de proceder e é ímpar. O tronco tem a mesocele que se destaca por ser uniforme. E, finalmente, a cauda é a metacele, sendo também par.

Estes animais têm um sistema digestivo, um sistema nervoso e órgãos reprodutivos. No entanto, eles não têm sistema respiratório, sistema excretor ou sistema circulatório.

Sistema digestivo

É bem simples É moldado pela boca, o que dá lugar à cavidade oral. A faringe segue imediatamente, onde é produzida a maior quantidade de enzimas digestivas.

Após a faringe é o intestino, que é o local de absorção. Finalmente, o trato digestivo culmina com o ânus, que é o orifício através do qual os resíduos são liberados da digestão.

Sistema nervoso

É de localização superficial. Apresenta no nível da cabeça um acúmulo neuronal, o gânglio cerebroidal, do qual partem algumas fibras nervosas que vão para as diferentes estruturas do animal.Além do gânglio cerebroidal, existem outros, como os nós vestibulares e o gânglio ventral.

Sistema reprodutivo

O sistema reprodutor masculino está localizado na cauda. É constituído pelos testículos (1 par) que possuem dutos, através dos quais liberam espermatozóides. Estes fluem para as vesículas seminais.

Por outro lado, o sistema reprodutivo feminino possui dois ovários localizados no tronco. Destes, surgem alguns ductos (ovidutos) que possuem uma estrutura conhecida como receptáculo seminal. Finalmente, os ovidutos fluem para a vagina, que se abre para o exterior através do poro genital.

Habitat e distribuição

Os membros da borda de Chaetognatha são animais puramente aquáticos. No entanto, eles não se dão bem em todos esses ecossistemas, mas são encontrados exclusivamente em ecossistemas do tipo marinho.

Dentro dos ecossistemas marinhos, os cetognatos são mais abundantes naqueles em que os níveis de salinidade são mais baixos. Por isso, pode-se afirmar que o habitat favorito desse tipo de animal são os espaços marinhos com pouca água salgada.

Reprodução

O tipo de reprodução observado nos cetognatos é sexual. Nesse sentido, para o desenvolvimento de um novo indivíduo, é necessário o contato, a união e a fusão das células sexuais. A reprodução sexual é vantajosa em comparação com assexuada, pois está intimamente relacionada à variabilidade genética.

Cetognatos são animais hermafroditos. Isso significa que o mesmo indivíduo possui órgãos reprodutores masculinos e femininos. Nesse sentido, é compreensível acreditar que esses animais tenham autofertilização. No entanto, isso não acontece, pelo menos não regularmente.

Um indivíduo fertiliza outro. Embora às vezes possa haver auto-fertilização.

A reprodução nos cetognatos é caracterizada porque a fertilização é interna, o desenvolvimento é direto e são ovíparos.

Antes de ocorrer a fertilização, esses indivíduos exibem alguns ritos de namoro que ainda não foram totalmente esclarecidos por especialistas.

Para que a fertilização ocorra, o que acontece é que dois indivíduos entram em contato e um deles libera uma costa esperma em qualquer lugar do tronco do outro indivíduo. Isso contém esperma.

A costa espermática tem a capacidade de dissolver a camada externa do corpo (cutícula), para que o espermatozóide possa penetrar no tronco e, assim, alcançar os óvulos para fertilizá-los.

Após a fertilização, vem a postura dos ovos. Nem todas as espécies de cetognatos põem ovos da mesma maneira. Alguns os colocam um por um, alguns em grupos e outros em linhas.

Finalmente, quando o tempo adequado é decorrido e o indivíduo se desenvolve corretamente, um animal emerge dos óvulos com as características de um adulto cetogênico. Portanto, o desenvolvimento é direto, uma vez que os indivíduos que eclodem dos ovos não passam por estágios larvais.

Alimento

Esses animais são carnívoros, geralmente se alimentando de pequenos animais, como alguns invertebrados, como copépodes e até algumas águas-vivas.

Os cetognatos são predadores muito eficientes. No momento em que ele percebe alguma presa, o animal ejeta instintivamente a cabeça do capuz e a prende com os ganchos que possui para esse fim.

Imediatamente envolve a barragem, o que a torna praticamente inteira. O alimento entra na boca e passa para a faringe, onde é submetido à ação de enzimas digestivas que são secretadas lá.

Posteriormente, a absorção dos nutrientes processados ​​ocorre principalmente no intestino. Os resíduos da digestão, que não são exigidos pelo organismo, são enviados para o ânus, para serem liberados no exterior.

Referências

  1. Bone, Q. e Kapp, H. (1991) A biologia dos Chaetognatas. Oxford University Press. Londres
  2. Brusca, RC & Brusca, GJ, (2005). Invertebrados, 2ª edição. McGraw-Hill-Interamericana, Madri
  3. Curtis, H., Barnes, S., Schneck, A. e Massarini, A. (2008). Biologia Editorial médico pan-americano. 7ª edição
  4. Hickman, CP, Roberts, LS, Larson, A., Ober, WC e Garrison, C. (2001). Princípios integrados de zoologia (Vol. 15). McGraw-Hill
  5. Palma, S. (2001). Índice bibliográfico de biodiversidade aquática do Chile: Quetognatos (Chaetognatha). Ciência e Tecnologia Marítima 24
  6. Simonetti, J., Arroyo, A., Spotorno, A. e Lozada, E. (1995). Diversidade biológica do Chile. CONICYT

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