Saltacionismo: características, evidências e exemplos

O saltacionismo é uma teoria evolutiva que defende a ideia de que as mudanças evolutivas ocorrem de forma abrupta e não gradual, como proposto pela teoria gradualista de Charles Darwin. De acordo com o saltacionismo, as novas espécies surgem a partir de mutações genéticas significativas que resultam em mudanças drásticas nas características dos organismos. Este conceito contrasta com a visão gradualista, que sugere que as mudanças evolutivas ocorrem ao longo de um longo período de tempo, por meio de pequenas variações acumuladas ao longo das gerações.

Embora o saltacionismo tenha sido amplamente rejeitado pela comunidade científica devido à falta de evidências sólidas que o sustentem, alguns exemplos de saltacionismo foram observados em estudos de evolução. Por exemplo, a teoria do equilíbrio pontuado, proposta por Stephen Jay Gould e Niles Eldredge, sugere que a evolução pode ocorrer de forma rápida e em períodos curtos de tempo, seguida por longos períodos de estabilidade. Além disso, alguns casos de especiação instantânea foram documentados em populações de plantas e animais.

Em resumo, embora o saltacionismo não seja a teoria dominante na biologia evolutiva, ainda há debates e discussões sobre sua validade e relevância na compreensão da evolução das espécies.

Entendendo a teoria do saltacionismo: a origem das espécies em saltos evolutivos.

O saltacionismo é uma teoria que propõe que a evolução das espécies ocorre por meio de saltos evolutivos significativos, ao invés de mudanças graduais ao longo do tempo. Segundo essa teoria, as novas espécies surgem de forma repentina, por meio de mutações drásticas que geram diferenças marcantes em relação aos seus ancestrais.

Uma das características principais do saltacionismo é a ideia de que as mudanças evolutivas acontecem de forma rápida e em passos largos, sem a necessidade de um processo gradual de acumulação de pequenas modificações. Essa abordagem contrasta com o gradualismo, que defende que as mudanças evolutivas ocorrem de maneira constante e progressiva ao longo do tempo.

Apesar de ser uma teoria controversa, o saltacionismo encontra evidências em alguns exemplos de especiação rápida, como o surgimento de novas espécies de plantas em ilhas isoladas ou a formação de novas espécies de pássaros em ambientes extremos. Esses casos sugerem que a evolução por saltos evolutivos pode ser uma alternativa viável ao gradualismo.

Em resumo, o saltacionismo propõe que as espécies surgem por meio de mudanças drásticas e repentinas, em vez de alterações graduais ao longo do tempo. Apesar de controversa, essa teoria oferece uma perspectiva interessante sobre a origem das espécies e a forma como a evolução pode ocorrer.

Principais elementos que influenciam a evolução das espécies ao longo do tempo.

O saltacionismo é uma teoria que defende a ideia de que as mudanças evolutivas ocorrem de forma abrupta, por meio de grandes saltos ou mutações significativas. Diferente do gradualismo, que sugere mudanças evolutivas pequenas e contínuas ao longo do tempo, o saltacionismo propõe mudanças repentinas e drásticas.

Existem diferentes elementos que influenciam a evolução das espécies ao longo do tempo, e o saltacionismo destaca a importância das mutações genéticas como principal motor dessas mudanças. As mutações são alterações no material genético que podem resultar em novas características e, consequentemente, em novas espécies.

Além das mutações genéticas, outros fatores como a pressão seletiva do ambiente, a competição por recursos e a adaptação aos nichos ecológicos também influenciam a evolução das espécies. A interação desses elementos pode favorecer a sobrevivência e a reprodução dos organismos mais bem adaptados, contribuindo para a diversidade e a complexidade da vida na Terra ao longo do tempo.

Embora o saltacionismo seja uma teoria controversa e menos aceita do que o gradualismo, existem evidências de que mudanças evolutivas abruptas podem ocorrer. Por exemplo, o surgimento de novas espécies em resposta a eventos catastróficos, como erupções vulcânicas ou mudanças climáticas extremas, pode ser um exemplo de saltacionismo na natureza.

Em resumo, o saltacionismo destaca a importância das mutações genéticas como elementos-chave na evolução das espécies, sugerindo que mudanças evolutivas significativas podem ocorrer de forma repentina e drástica. Embora essa teoria seja menos aceita do que o gradualismo, ela ainda contribui para o debate sobre os mecanismos que impulsionam a diversidade da vida na Terra ao longo do tempo.

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Diferenças entre equilíbrio pontuado e gradualismo na evolução biológica: uma análise comparativa.

O equilíbrio pontuado e o gradualismo são duas teorias que buscam explicar a evolução biológica, porém apresentam diferenças significativas em suas abordagens. Enquanto o gradualismo propõe que as mudanças evolutivas ocorrem de forma lenta e constante ao longo do tempo, o equilíbrio pontuado sugere que a evolução pode ocorrer de forma rápida e em períodos curtos, seguidos por longos períodos de estabilidade.

No gradualismo, as mudanças evolutivas são vistas como um processo contínuo, onde as espécies se adaptam lentamente ao longo de gerações. Já no equilíbrio pontuado, a evolução ocorre de forma mais abrupta, com a ocorrência de rápidas mudanças genéticas em populações pequenas e isoladas.

Uma análise comparativa entre as duas teorias revela que o gradualismo é mais aceito pela comunidade científica, devido à sua consistência com as evidências fósseis e genéticas. Por outro lado, o equilíbrio pontuado ainda é considerado controverso, pois carece de evidências concretas que o sustentem.

Saltacionismo: características, evidências e exemplos.

O saltacionismo é uma teoria que sugere que as mudanças evolutivas ocorrem de forma brusca e não gradual, através de saltos genéticos significativos. Diferente do gradualismo, o saltacionismo propõe que as espécies podem sofrer mudanças drásticas em um curto espaço de tempo, resultando na formação de novas espécies.

Embora o saltacionismo seja considerado uma teoria controversa, existem evidências que sugerem a ocorrência de saltos evolutivos em algumas espécies. Um exemplo disso é a evolução das borboletas do gênero Heliconius, que apresentam variações genéticas bruscas que levaram à formação de novas espécies em um curto período de tempo.

Em resumo, o saltacionismo destaca a possibilidade de mudanças evolutivas rápidas e significativas, contrariando a ideia de um processo evolutivo lento e gradual proposto pelo gradualismo. Embora ainda seja objeto de debate, o saltacionismo oferece uma perspectiva interessante sobre os mecanismos da evolução biológica.

A teoria do equilíbrio pontuado: como explicar as mudanças evolutivas de forma inovadora.

A teoria do equilíbrio pontuado propõe uma abordagem inovadora para explicar as mudanças evolutivas ao longo do tempo. Ao contrário da visão tradicional da evolução como um processo gradual e contínuo, o equilíbrio pontuado sugere que a evolução ocorre de forma rápida e em “pontos” de mudança.

De acordo com essa teoria, as espécies podem permanecer relativamente estáveis por longos períodos de tempo (equilíbrio), interrompidos por períodos curtos de mudanças significativas (pontuado). Essas mudanças rápidas podem ser impulsionadas por eventos como mudanças ambientais abruptas ou pressões seletivas intensas.

Essa abordagem inovadora ajuda a explicar a origem de novas espécies de forma mais rápida do que a evolução gradual prevista pela teoria de Darwin. Ela também destaca a importância da variabilidade genética e da plasticidade fenotípica na evolução das espécies.

Saltacionismo: características, evidências e exemplos.

O saltacionismo é uma teoria que sugere que as mudanças evolutivas ocorrem de forma abrupta e não gradual, através de saltos genéticos significativos. Diferentemente do gradualismo, que propõe mudanças evolutivas pequenas e contínuas ao longo do tempo, o saltacionismo defende a ideia de que as espécies podem se transformar de maneira rápida e radical.

Embora o saltacionismo tenha sido rejeitado pela maioria dos biólogos evolutivos, existem evidências de que mudanças evolutivas bruscas e significativas podem ocorrer em certas circunstâncias. Um exemplo disso é a especiação por hibridação, onde duas espécies diferentes se cruzam e geram uma nova espécie com características únicas.

Em resumo, o saltacionismo destaca a possibilidade de mudanças evolutivas rápidas e drásticas, contrariando a ideia de evolução gradual proposta por Darwin. Embora não seja a teoria dominante na biologia evolutiva, o saltacionismo continua sendo objeto de estudo e debate entre os cientistas.

Saltacionismo: características, evidências e exemplos

O saltacionismo , em biologia evolutiva, é uma teoria do século XX e sugere que as alterações fenotípicas que ocorrem em linhagens durante a evolução do produto são grandes e marcados saltos, sem a existência de variantes intermédias entre entidades biológicas.Com a chegada das idéias darwinianas e da síntese evolutiva, ela foi substituída. Assim, hoje o saltacionismo é considerado uma ideia já desacreditada.

Na biologia evolutiva, uma das discussões mais importantes está relacionada ao registro fóssil. Os opositores da teoria da evolução usam o registro fóssil como evidência contra ele, argumentando que não é possível demonstrar as pequenas mudanças graduais propostas por Charles Darwin em 1859.

Saltacionismo: características, evidências e exemplos 1

Fonte: Biblioteca do Patrimônio da Biodiversidade [Domínio público]

Surgiram diferentes teorias para explicar sua descontinuidade e uma delas é o saltacionismo. Essa visão atribui a origem de novas espécies e adaptações a mudanças rápidas e dramáticas.

Defensores

Contribuições de Hugo de Vries

Um dos defensores do saltacionismo e mutacionismo (uma “subclasse” do saltacionismo, para chamá-lo de alguma forma) foi o botânico Hugo de Vries, cujas contribuições se destacam na área da genética.

Este pesquisador propõe que as variações graduais darwinianas são apenas flutuações não-herdáveis, e as espécies emergem rapidamente, de forma marcante e não adaptativa, em passos simples e grandes. Este modelo implica que não há formas de transição entre espécies.

Para Vries, o papel da seleção limita-se a eliminar mutações aberrantes e deletérias que podem surgir na população.

Contribuições de Richard Goldschmidt

Talvez o nome mais associado ao saltacionismo seja Richard Goldschmidt. Sob a perspectiva de Goldschmidt, as espécies “verdadeiras” são separadas por espaços que só podem ser explicados por mudanças do tipo saltacionista – e não por mudanças ortodoxas darwinianas graduais.

Observe que a visão de Goldschmidt foi direcionada para mudanças macroevolutivas. Ele não duvidou da importância de variações microevolutivas graduais – isto é, no nível das espécies. Os “saltos” foram aplicados para explicar o surgimento abrupto de táxons mais altos.

Macromutações e monstros esperançosos

Essas grandes mudanças foram chamadas de macromutações, para se referir a mutações com efeitos fenotípicos muito significativos.

Goldschmidt aceitou que a maioria dessas macromutações era prejudicial para o usuário e deu origem a “monstros”. Mas, de tempos em tempos, surgia uma variedade adaptada a um novo modo de vida. Daí nasce termo famoso – entre os saltacionistas do “ monstro esperançoso ”.

Mecanismos

Goldschmidt propõe dois mecanismos para explicar a origem desses monstros sortudos. O primeiro envolve um arranjo diferente de cromossomos, que ele chamou de mutações sistemáticas. Segundo esse modelo, o surgimento de novas espécies não demoraria muito.

As autoridades da época rejeitaram essa visão, pois refutou o conceito tradicional de gene. De fato, esse raciocínio promoveu a pouca credibilidade que Goldschmidt ganhou.

O segundo mecanismo foi baseado nas macromutações do desenvolvimento, que ocorrem em um estágio muito inicial da vida do organismo. Esse tipo de mutação é congruente com o conceito tradicional de gene, por isso recebeu maior aceitação na comunidade científica.

Hoje, o segundo mecanismo está altamente relacionado à biologia evolutiva do desenvolvimento, abreviado informalmente como “evo-devo”. Uma das propostas desse ramo da biologia é que desenvolvimentos morfológicos podem surgir através de alterações em alguns genes – que geram grandes efeitos.

Alguns autores sugerem que as propostas de evo-devo estão ajudando a ressuscitar os monstros de Goldschmidt.

Outros defensores do salto

William Bateson, Carl Correns, Karl Beurlen e Otto Heinrich Schindewolf eram geneticistas eminentes que defendiam as idéias saltacionistas.

Diferenças com gradualismo

O que significa “gradual”?

Antes de contrastar gradualismo com saltacionismo, devemos definir o que consideraremos como uma mudança gradual. Segundo o famoso biólogo evolucionário Richard Dawkins, o termo gradualismo tem dois significados.

O primeiro está relacionado às taxas evolutivas – onde também pode ser chamado de gradualismo fítico . Nesse sentido, o gradualismo expõe a evolução como um processo constante ao longo do tempo e as espécies emergem nesse mesmo contexto, sem uma mudança na taxa ou em um evento especial durante a separação das linhagens.

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Um segundo significado para o termo gradual tem a ver com a geração de adaptações biológicas. Em The Origin of Darwin Species repete – muito enfaticamente – que adaptações complexas, como o olho, por exemplo, foram formadas a partir de pequenas mudanças graduais em vários estados intermediários.

Gradualismo vs. saltacionismo

Agora, contrastando o gradualismo com o saltacionismo, pela primeira vez, as lacunas dos registros fósseis representam o quão imperfeito é – se fosse muito mais completo, as formas de transição seriam observadas. Para o último, essas formas nunca existiram.

Para um saltacionista, houve um tempo em que um indivíduo tão diferente de seus pais emergiu, que ele foi instantaneamente isolado. Este é um caso muito estranho, embora possa ocorrer em plantas devido à duplicação completa do genoma e seria uma espécie de “especiação instantânea”.

Alguns autores sugerem que os cenários evolutivos do gradualismo e saltacionismo não são mutuamente exclusivos. Por outro lado, ambos devem ser avaliados e levados em conta para explicar a complexidade e a enorme diversidade de seres orgânicos.

Se o leitor quiser ampliar seu conhecimento sobre o assunto, poderá ler o ensaio de Dawkins no The Blind Watchmaker, intitulado “Disrupt the Interruptions” , onde este autor descreve em profundidade as diferentes hipóteses levantadas relacionadas a esse tópico.

Diferenças com equilíbrio pontuado

Um dos erros mais frequentes é confundir a teoria do equilíbrio pontuado com o saltacionismo. Embora muito superficiais possam parecer semelhantes, ambas as propostas diferem profundamente na maneira como explicam a descontinuidade do registro fóssil.

O que é equilíbrio pontuado?

O equilíbrio pontuado é uma teoria proposta por Stephen Jay Gould e Niles Eldredge em 1972. Esses autores procuram dar uma nova visão e explicar de maneira alternativa as descontinuidades do registro fóssil, aplicando modelos tradicionais de especiação.

A teoria propõe dois estados ou padrões de mudança para as espécies. Uma delas é a estase (não deve ser confundida com “êxtase”) e a outra é a pontuação ou mudanças rápidas. Ou seja, não assumimos mais uma taxa constante.

Nos períodos de estase, as espécies não sofrem mudanças significativas, enquanto nas pontuações as mudanças são aceleradas e se sobrepõem aos eventos de especiação.

Como o modelo de especiação alopátrica sugere uma separação espacial dentro do evento, não devemos esperar encontrar uma sequência fóssil perfeita e gradual – simplesmente porque a especiação não ocorre no mesmo lugar.

Saldo pontuado vs. Saltacionismo

Para defensores do equilíbrio pontuado, formas intermediárias não são encontradas devido à separação geográfica implícita na especiação alopátrica. Em contraste, saltacionistas argumentam que formas intermediárias nunca existiram.

Evidências e exemplos

Atualmente, as idéias de salto foram desacreditadas e abandonadas pela maioria dos biólogos modernos, graças a poucas evidências e falta de exemplos – entre outros fatores.

É verdade que ocorrem macromutações. No entanto, o que é discutido é que essas mutações com efeitos marcados no fenótipo podem afetar a evolução. Um dos oponentes mais fortes dessa teoria foi Fisher.

Referências

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