Tecido conjuntivo denso: características e funções

O tecido conjuntivo denso é um tipo de tecido conjuntivo ou do tecido conjuntivo, tal como outros tecidos conjuntivos, funções no suporte, o suporte e a protecção do corpo do animal. Os tecidos conjuntivos, como o nome indica, são tecidos que servem como uma conexão com outros tecidos, especialmente com tecido epitelial, com músculo e com tecido nervoso, fornecendo suporte estrutural.

Esses tecidos coalescem ou separam os diferentes elementos teciduais que compõem os órgãos e sistemas e são um meio através do qual as estruturas vasculares e nervosas são distribuídas.

Tecido conjuntivo denso: características e funções 1

Fotografia de um tecido conjuntivo denso (Fonte: J Jana [CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)] via Wikimedia Commons)

Eles servem como um meio de troca, um local para a deposição de gorduras e ajudam na defesa e proteção do corpo, formando, por um lado, uma barreira física que impede a invasão e a propagação de microorganismos e, por outro lado, contendo células fagocítica, alguns anticorpos e células que secretam substâncias relacionadas a processos inflamatórios.

O tecido conjuntivo é classificado em tecido conjuntivo não especializado ou adequado, tecido conjuntivo especializado e tecido conjuntivo embrionário. O tecido conjuntivo denso é incluído em tecidos conjuntivos não especializados e pode ser irregular e regular.

Caracteristicas

Como os outros tecidos conjuntivos, o tecido conjuntivo denso se origina do mesênquima embrionário, que, por sua vez, tem uma origem mesodérmica.

Esses tecidos têm três componentes: 1) um componente celular, 2) uma matriz extracelular composta de fibras e 3) uma substância conhecida como substância fundamental.

A quantidade desses três elementos é relativa ao tipo de tecido conjuntivo, portanto, o tecido conjuntivo denso é caracterizado por ter um maior teor de fibra e menor teor de células quando comparado, por exemplo, com tecido conjuntivo frouxo.

As fibras densas do tecido conjuntivo são fibras de colágeno e fibras elásticas. A orientação e disposição das fibras de colágeno disso o tornam resistente a diferentes forças de tração.

-Classificação de tecido conjuntivo denso

Quando as fibras de colágeno têm uma orientação desordenada e o tecido conjuntivo denso aleatório é chamado de irregular. Quando essas fibras de colágeno são organizadas de maneira ordenada e paralela, o tecido é chamado de tecido conjuntivo denso regular.

Tecido conjuntivo irregular denso

Alguns autores se referem a esse tecido como tecido conjuntivo denso não modelado.

Esse tecido forma a derme da pele, bainhas nervosas, dura, periósteo (a camada que circunda os ossos), o pericárdio (a camada membranosa que cobre o coração), válvulas cardíacas, cápsulas articulares e cápsulas dos rins, linfonodos, ovários, testículos e baço e outros.

Em órgãos ocos, como o intestino, existe uma camada bem definida desse tecido conjuntivo conhecida como “submucosa”, caracterizada pelo fato de as fibras estarem dispostas em planos variáveis, o que possibilita o alongamento considerável.

Contém fibras grossas de colágeno entrelaçadas em uma malha muito forte e firme que deixa muito pouco espaço para a substância e as células fundamentais, o que significa que é um tecido com um grande componente fibroso.

Graças ao arranjo das fibras de colágeno, encontradas em várias direções no espaço, o tecido conjuntivo denso irregular apresenta grande resistência mecânica ao estresse.

As células mais abundantes desse tecido são os fibroblastos e, espalhadas entre as fibras de colágeno, existem algumas fibras elásticas. A substância fundamental associada a este tecido é uma substância amorfa gelatinosa sintetizada por fibroblastos.

É composto por glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas de adesão. Estes últimos são responsáveis ​​por garantir os diferentes componentes da matriz extracelular.

Tecido conjuntivo denso regular

O tecido conjuntivo denso regular, também descrito na literatura como tecido conjuntivo denso padronizado, é classificado em tecido denso regular colágeno e tecido denso regular elástico.

O tecido conjuntivo denso e colágeno regular é composto por feixes paralelos e ordenados de fibras de colágeno de alta espessura, dispostas na forma de cilindros.

Entre esses feixes de colágeno, existem poucos fibroblastos planos e longos, na forma de folhas. Os referidos fibroblastos têm seus eixos longitudinais direcionados paralelamente aos feixes de colágeno.

Tendões, ligamentos e aponeuroses são exemplos de tecido conjuntivo colágeno regular.

O tecido conjuntivo denso elástico regular é formado por abundantes fibras elásticas capazes de esticar até 150 vezes seu comprimento de repouso sem se romper. Essas fibras elásticas são espessas e dispostas em paralelo, entrelaçando e formando malhas ou redes com algumas fibras de colágeno.

Este tecido forma folhas fenestradas. Os fibroblastos e a substância fundamental estão espalhados nos espaços entre as fibras. Esse tipo de tecido conjuntivo é encontrado na parede dos grandes vasos sanguíneos, nos ligamentos amarelos da coluna e no ligamento suspensor do pênis.

Funções

A principal função do tecido conjuntivo denso é combater as tensões mecânicas. Nesse sentido, o tecido conjuntivo denso irregular torna possível combater as tensões multidirecionais, enquanto o tecido conjuntivo denso regular o faz em apenas uma direção (no sentido em que suas fibras de colágeno são orientadas em paralelo).

-O tecido conjuntivo denso de colágeno regular muito resistente à tração unidirecional. No entanto, como esse tecido faz parte de ligamentos e cápsulas, também possui funções estruturais de suporte para os órgãos onde é encontrado.

-O tecido conjuntivo denso elástico regular, como o nome indica, confere características elásticas ao órgão em que está localizado, permitindo alongar e gerar algum grau de flexão quando associado a elementos rígidos.

Nos grandes vasos sanguíneos, a presença de tecido conjuntivo denso regular elástico permite que a tensão se acumule na parede do vaso durante a fase de ejeção sistólica cardíaca e a liberação dessa tensão mantém o fluxo sanguíneo vascular na fase diástole.

Sendo parte da derme da pele, esse tecido desempenha funções protetoras, pois é a segunda linha de defesa contra o trauma.

Dá elasticidade à pele e, devido à presença de múltiplos tipos de células, participa na defesa contra microorganismos e substâncias estranhas, gerando uma barreira física e química que protege os órgãos vitais.

Referências

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  5. Kuehnel, W. (2003). Atlas de cores de citologia, histologia e anatomia microscópica (4ª ed.). Nova York: Thieme.
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