Técnicas de pesquisa, recursos e aplicações

As técnicas de pesquisa são uma série de procedimentos sistemáticos e metodológicos cujo objetivo é operacionalizar e garantir o processo de pesquisa. Isso significa que métodos ou técnicas de pesquisa facilitam a coleta de informações necessárias para agilizar um trabalho científico.

Antes de escolher as técnicas de pesquisa que serão usadas no projeto, é necessário que o pesquisador faça as seguintes perguntas: que tipo de informação é necessária para resolver o problema da questão e especifique os objetivos estabelecidos? Como eles podem ser usados? os conceitos e variáveis ​​durante o trabalho de pesquisa?

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Entre as principais técnicas de pesquisa estão observação, estatística e pesquisa bibliográfica. Fonte: pixabay.com

É necessário estabelecer essas respostas, pois existem várias técnicas que podem ser aplicadas durante o trabalho de pesquisa. De fato, a modalidade de pesquisa escolhida deve apontar o caminho do trabalho; Por exemplo, em alguns casos, as técnicas fornecem uma abordagem descritiva ou prescritiva ao processo.

Vale ressaltar que o pesquisador não deve basear seus métodos nessas duas perguntas, mas deve avaliar todos os porquês do trabalho. Isso permitirá que você procure informações que expliquem as causas de certos fenômenos, além de saber por que eles ocorrem e quais são os fatores determinantes, entre outros aspectos.

Qualquer que seja a técnica de pesquisa escolhida, os especialistas em metodologia recomendam a coleta de um volume maior de informações do que o necessário para atender aos objetivos do trabalho. O objetivo é que o pesquisador conheça todos os fenômenos e situações que envolvem o objeto de estudo.

Tipos de pesquisa

Antes de listar quais são as técnicas de pesquisa mais utilizadas, é necessário mencionar que existem dois tipos principais de pesquisa , que determinam a escolha da técnica a ser utilizada.

Isso ocorre porque, dependendo do tipo de pesquisa, o pesquisador selecionará a metodologia a ser aplicada.De um modo geral, duas principais investigações podem ser mencionadas: pesquisa documental e pesquisa de campo.

Pesquisa documental

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A pesquisa documental é aquela que se baseia na coleta de antecedentes de alguns documentos de qualquer tipo, de diferentes autores. O pesquisador deve aplicar seus conhecimentos e teorias, levando em consideração essas informações.

Geralmente, os materiais usados ​​para consultar dados durante uma investigação documental são geralmente fontes bibliográficas, fonográficas, iconográficas e outras fontes acadêmicas e tecnológicas, como CD-ROMs ou equipamentos de informática.

A pesquisa documental é frequentemente usada em pesquisas que abrangem áreas humanísticas, como estudos literários e artísticos.

Pesquisa de campo

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Esse tipo de pesquisa refere-se aos projetos que devem ser realizados diretamente onde se desenvolve o fenômeno ou objeto de estudo. Por esse motivo, é chamado de estudo de campo.

Para realizar esse tipo de pesquisa, são necessárias as seguintes ferramentas metodológicas: a entrevista, a pesquisa, a observação, o questionário e a experimentação. Esses elementos são considerados parte das técnicas de pesquisa científica.

Técnicas de pesquisa científica de corte

-A observação

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É uma técnica cujo objetivo principal é observar o fenômeno ou objeto de estudo para coletar informações e registrá-las e depois aplicá-las durante a análise.

É necessário observar que a observação é um elemento fundamental durante todo o processo de investigação, uma vez que o pesquisador se baseia para obter a maior quantidade de dados.

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Dois tipos de observação podem ser estabelecidos: o não científico e o científico. Estes diferem apenas um do outro na intenção.

Observar cientificamente significa que um objeto definido, claro e preciso é contemplado. Consequentemente, o pesquisador sabe o que deseja observar e com que finalidade, o que implica que ele precisa preparar a observação antecipadamente.

Por outro lado, observar de maneira não científica consiste em observar sem intenção, sem ter um objeto definido e, portanto, sem ter uma preparação prévia.

Aplicação de observação científica

Para aplicar a observação científica, é necessário que sejam executados os seguintes passos:

– Determinar o objeto de estudo a ser observado.

– Estabelecer os objetivos da observação.

– Estabeleça como os dados serão gravados.

– Observe de forma crítica e rigorosa.

– Registre as informações ou dados obtidos através da observação.

– Continue com a análise dos dados.

– Desenvolver as conclusões.

– Prepare um relatório onde as etapas de observação são reproduzidas.

Categorias de observação científica

Observação direta ou indireta

A observação científica é direta quando o pesquisador decide entrar em contato pessoal com o objeto ou fenômeno a ser investigado; pelo contrário, a observação é indireta quando o pesquisador conhece o objeto de estudo por meio de observações feitas por outro indivíduo.

Isso ocorre quando o pesquisador utiliza livros, relatórios, revistas, gravações ou fotografias relacionadas ao que você deseja investigar. Esta informação foi preparada e publicada por pessoas que observaram anteriormente o fenômeno que você deseja conhecer.

Observação participante ou não participante

A observação participante é aquela em que, para obter os resultados, o pesquisador deve ser incluído no objeto de estudo (grupo, fato ou fenômeno).

Por outro lado, a observação não participante consiste naquilo em que o pesquisador seleciona os dados de fora, sem intervir no grupo social ou no objeto. Por esse motivo, a maioria das observações científicas são não participantes.

Observação não estruturada ou estruturada

A observação do tipo não estruturado também é chamada de livre ou simples. Consiste no que é realizado sem a ajuda de ferramentas técnicas especiais.

Por outro lado, a observação estruturada é aquela desenvolvida com a ajuda das ferramentas técnicas necessárias e apropriadas, como mesas, mesas ou cartões, entre outras. Por esse motivo, a observação não estruturada também é chamada de observação sistemática.

Observação de campo ou laboratório

A observação de campo é a principal técnica investigativa da observação descritiva. É caracterizada pelo desenvolvimento nos locais onde ocorrem os fenômenos a serem investigados.

Pelo contrário, a observação laboratorial pode ser sincronizada de duas maneiras: no primeiro caso, ocorre em locais pré-estabelecidos, como museus, bibliotecas, arquivos e, é claro, laboratórios; No segundo caso, pesquisas de laboratório são realizadas em grupos humanos específicos com o objetivo de estudar suas atitudes e comportamentos.

Observação individual ou em equipe

A observação individual é realizada por uma única pessoa, seja por se tratar de uma investigação formalmente individual ou porque uma parte específica do trabalho foi encomendada.

A observação do grupo é realizada entre várias pessoas que fazem parte de um grupo ou equipe de trabalho. Todos estão interessados ​​na mesma pesquisa.

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A observação da equipe pode ser desenvolvida de várias maneiras:

– Cada indivíduo é responsável por observar uma parte exclusiva.

– Todos os pesquisadores observam o mesmo para comparar dados.

– Todos participam da observação, mas alguns realizam tarefas manuais, enquanto outros são dedicados à área técnica.

-As estatísticas (processamento, análise e conclusão)

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A estatística é uma técnica de pesquisa matemática que se caracteriza por coletar, computar e organizar uma série de dados para tirar conclusões de algumas figuras.

Essa disciplina agrupa um conjunto de recursos científicos com os quais o pesquisador pode coletar e analisar os dados numéricos adquiridos por meio de uma série de observações. Posteriormente, você pode apresentar esses dados ao público acadêmico.

Os dados estatísticos devem obedecer às características básicas para serem considerados úteis. Essas características são as seguintes:

– Os dados devem ser relevantes, devem estar intimamente relacionados ao tópico que você deseja investigar.

– As estatísticas não podem estar sujeitas a viés ou erros de medição pelos instrumentos utilizados.

O principal objetivo da estatística é coletar informações quantitativas sobre um grupo de indivíduos ou fatos e, em seguida, analisar os resultados obtidos e deduzir significados específicos ou previsões úteis.

As estatísticas vistas como uma técnica de pesquisa podem ser divididas em dois aspectos:

Estatística descritiva

Este procedimento é usado para organizar quantitativamente um conjunto de observações. Em seguida, é feito um resumo que pode ser elaborado através de tabelas, valores numéricos ou gráficos.

A série de dados obtidos a partir de observações que possuem mais de uma variável nos permite estudar a associação ou relação que possa existir entre elas.

Estatísticas inferenciais

É um método usado para inferir um aspecto sobre uma dada população, levando em consideração os dados obtidos através de uma amostra.

Os dados estatísticos consistem em cálculos aritméticos feitos sobre os valores obtidos de uma parcela da população, selecionados por meio de critérios rigorosos.

As estatísticas descritivas representam, tabulam e descrevem dados qualitativos ou quantitativos sem chegar a conclusões, enquanto as estatísticas inferenciais são responsáveis ​​por inferir propriedades de um grande número de dados coletados por meio de uma amostra obtida de uma porcentagem da população.

-A pesquisa bibliográfica

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A pesquisa bibliográfica é uma técnica de pesquisa responsável por explorar o que foi escrito na comunidade científica sobre um tópico ou problema específico. Em geral, a pesquisa bibliográfica possui as seguintes funções:

– Apoie e apoie o trabalho de pesquisa que você deseja fazer.

– Evitar o desenvolvimento de investigações já realizadas anteriormente.

– Permitir que o conhecimento sobre experimentos desenvolvidos anteriormente possa repetir as mesmas etapas, se necessário.

– Auxiliar na continuação de investigações anteriores que foram interrompidas ou não concluídas.

– Facilitar a coleta de informações relevantes e o estabelecimento do referencial teórico.

Bibliografia que pode ser consultada

A bibliografia pode ser mediada pelo destinatário a quem a tarefa de pesquisa está atribuída. Consequentemente, é estabelecido que existe uma bibliografia para o público em geral, uma bibliografia para os alunos ou aprendizes e uma bibliografia para pesquisadores profissionais.

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Bibliografia para o público em geral

Esses são dicionários comuns, como enciclopédias, ou artigos publicados em revistas e jornais de interesse geral.

Bibliografia para estudantes ou estagiários

São materiais projetados especificamente para o ensino sistemático. Por exemplo, esta categoria inclui manuais ou tratados gerais em uma área ou disciplina específica, além de aulas e textos de professores recomendados pelos professores.

Bibliografia para pesquisadores e profissionais

É composto por artigos especializados, além de revistas destinadas a pesquisadores e profissionais. Esta categoria também inclui teses de doutorado e palestras realizadas em conferências.

Abaixo estão alguns elementos que devem ser levados em consideração ao pesquisar a bibliografia:

– Recomenda-se ir às fontes e textos primários e originais, para que dados mais precisos e menos modificados sejam obtidos por outros meios.

– Os especialistas na disciplina devem ser consultados com o objetivo de recomendar literatura relevante e fontes secundárias. Isso facilita a obtenção de fontes primárias.

– Em alguns casos, também é recomendável recorrer a fontes terciárias, com o objetivo de alimentar o trabalho de pesquisa mais amplamente.

Como a bibliografia deve ser consultada?

No momento da consulta da bibliografia, o texto pode ser lido de duas maneiras: estrutural ou seqüencialmente.

A leitura seqüencial consiste em ler linha por linha e palavra por palavra, sem pular nenhum parágrafo ou informação. Conseqüentemente, é lido sequencialmente quando o material é abordado do início ao final do texto sem pular nenhum material.

Em vez disso, a leitura estrutural é baseada na leitura dos títulos e legendas, organizando o material a partir dessa premissa. Portanto, o pesquisador deve traçar um mapa mental para estruturar as idéias principais.

Por exemplo, é lido de maneira estrutural ao examinar os títulos dos artigos e seus resumos; Estes podem ser obtidos no início ou no final do texto.

Também é lido estruturalmente quando é criada uma rede conceitual para relacionar os títulos e legendas do texto. Após realizar esse tipo de leitura, o pesquisador decide se está interessado em se aprofundar no material bibliográfico.

Se a resposta for sim, o indivíduo seleciona os parágrafos que melhor servem para verificar seu trabalho ou teoria. Em conclusão, artigos ou materiais são mais fáceis de usar se forem divididos em títulos e legendas, incluindo um resumo no final do texto.

Referências

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