Teoria da comunicação: princípios, componentes e história

A teoria da comunicação foi proposta pela primeira vez por Aristóteles no período clássico e definida em 1980 por SF Scudder. Ele afirma que todos os seres vivos do planeta têm a capacidade de se comunicar. Essa comunicação ocorre através de movimentos, sons, reações, mudanças físicas, gestos, linguagem, respiração, transformação de cores, entre outros.

Está estabelecido nesta teoria que a comunicação é um meio necessário para a sobrevivência e existência dos seres vivos e que lhes permite dar informações sobre sua presença e status. A comunicação é usada para manifestar pensamentos, sentimentos, necessidades biológicas e qualquer tipo de informação relevante sobre o estado de um ser vivo.

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Segundo a teoria da comunicação, os animais também têm sistemas de comunicação para enviar mensagens entre eles. Dessa maneira, garantem que a reprodução ocorra com sucesso, protegem-se do perigo, encontram comida e estabelecem laços sociais.

A teoria da comunicação universal estabelece que a comunicação é o processo de codificação e transformação da informação que ocorre entre o remetente e o destinatário, onde o destinatário tem a tarefa de decodificar a mensagem assim que é entregue (Marianne Dainton, 2004 )

O processo de comunicação é considerado tão antigo quanto a vida no planeta. No entanto, é um estudo da comunicação com o objetivo de estabelecer uma teoria científica sobre o assunto, que ocorreu pela primeira vez na Grécia e Roma antigas.

A teoria da comunicação aponta que o processo de comunicação pode ser afetado ou interrompido por múltiplas barreiras. Isso pode alterar o significado da mensagem que você deseja entregar do remetente para o destinatário.

Ponto de referência

Existem diferentes pontos de vista propostos a partir da teoria da comunicação para lidar com o fenômeno de estudo da mesma.

Mecânico

Essa visão indica que a comunicação é simplesmente o processo de transmissão de informações entre duas partes. A primeira parte é o remetente e a segunda parte é o destinatário.

Psicológico

De acordo com esse ponto de vista, a comunicação inclui mais elementos do que a simples transmissão de informações do remetente ao destinatário, incluindo os pensamentos e sentimentos do remetente, que tenta compartilhá-los com o destinatário.

Por sua vez, o receptor tem algumas reações e sentimentos quando decodifica a mensagem enviada pelo remetente.

Social

O ponto de vista social considera a comunicação como resultado da interação entre o remetente e o destinatário. Simplesmente indica que a comunicação depende diretamente do conteúdo discursivo, ou seja, como a pessoa se comunica é a base do ponto de vista social.

Sistemática

De acordo com o ponto de vista sistemático, a comunicação é na verdade uma mensagem nova e diferente que é criada quando várias pessoas a interpretam à sua maneira e, em seguida, reinterpretam-na para chegar a suas próprias conclusões.

Crítico

Essa visão sustenta que a comunicação é simplesmente uma maneira de ajudar as pessoas a expressar seu poder e autoridade sobre outras pessoas (Seligman, 2016).

Componentes de Comunicação

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A teoria da comunicação indica que a comunicação é o processo que permite a passagem de informações de um remetente para um destinatário. Esta informação é uma mensagem criptografada que deve ser decodificada pelo destinatário depois de recebida. Os elementos de comunicação são:

Emissor

O emissor é a fonte que tenta compartilhar informações. Pode ser uma unidade viva ou não, pois a única característica necessária para ser a fonte é que ela pode fornecer algum tipo de informação e tem a capacidade de transmiti-la para um receptor através de um canal.

Mensagem

A mensagem é a informação que você deseja comunicar. A teoria da comunicação indica, de uma perspectiva semiológica, que o significado da mensagem depende da maneira como ela é criada através do uso de sinais.

Ou seja, dependendo dos sinais utilizados, será a interpretação da mensagem. Dessa forma, a mensagem é bem-sucedida na medida em que o destinatário entende a mesma coisa que o remetente deseja denunciar.

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Codificação

É o processo de construir a mensagem com o objetivo que o receptor a entende. Ou seja, a comunicação só pode ser estabelecida quando o remetente e o destinatário entendem a mesma informação.

Deste modo, entende-se que os indivíduos mais bem-sucedidos no processo de comunicação são os que codificam suas mensagens, levando em consideração a capacidade de compreensão de seus receptores.

Canal

Uma mensagem codificada pelo remetente deve ser entregue por um canal. Existem várias categorias de canais: verbal, não verbal, pessoal, impessoal, entre outros. Um canal pode ser, por exemplo, o artigo em que as palavras foram escritas. O objetivo do canal é permitir que a mensagem chegue ao receptor.

Decodificação

É o processo oposto ao da codificação na qual o receptor deve decifrar a mensagem que foi entregue. Neste ponto, o destinatário deve interpretar a mensagem com cuidado. O processo de comunicação é considerado bem-sucedido quando o destinatário descriptografa a mensagem e entende o mesmo que o remetente.

Receiver

É quem recebe a mensagem. Um bom remetente leva em consideração os possíveis preconceitos que o receptor pode ter e os quadros de referência dos mesmos, a fim de determinar possíveis reações ao decodificar a mensagem. Ter um contexto semelhante ajuda a espalhar a mensagem de forma eficaz.

Comentários

É a avaliação da reação que o remetente recebe do receptor após decodificar a mensagem.

Contexto

É o ambiente em que a mensagem é entregue. Pode ser qualquer lugar em que o remetente e o destinatário estejam localizados. O contexto torna a comunicação mais fácil ou mais difícil (Seligman, 2016).

Tipos de comunicação

Pode haver até 30 tipos de comunicação , embora três dos principais sejam:

Comunicação verbal

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A comunicação não verbal é o tipo de comunicação em que os fluxos de informação através de um canal verbal. Palavras, discursos e apresentações são utilizados, entre outros.

Na comunicação verbal, o emissor compartilha informações na forma de palavras. Na comunicação verbal, o remetente deve escolher cuidadosamente suas palavras e usar um tom compreensível para o receptor.

Comunicação não verbal

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A comunicação não verbal é definida pela teoria da comunicação como a linguagem composta por gestos, expressões faciais, movimentos das mãos e posturas corporais que fornecem informações sobre o remetente ao destinatário. Em outras palavras, a comunicação não verbal carece de palavras e é expressa através de gestos.

Comunicação visual

É a comunicação que ocorre quando o receptor recebe informações por meios visuais. Sinais de trânsito e mapas são alguns exemplos de comunicação visual.

De acordo com a teoria da comunicação, a visão desempenha um papel fundamental na comunicação, pois afeta a maneira como o destinatário entende a mensagem (NotesDesk, 2009).

Barreiras de comunicação

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A teoria da comunicação estabelece que pode haver diferentes barreiras ou obstáculos que dificultam o exercício efetivo dela. Essas barreiras podem levar a mal-entendidos e interpretações errôneas de informações pelo destinatário.

Barulho

O barulho é uma barreira comum à comunicação eficaz. Geralmente, as informações são distorcidas e a mensagem chega incompletamente ao destinatário. Os espaços populosos impedem que as informações cheguem aos ouvidos do receptor corretamente. Caso a informação chegue, o receptor poderá não conseguir interpretá-la corretamente.

Pensamentos não estruturados

Não ser claro sobre o que se entende e como se entende é apresentado como um obstáculo que dificulta a comunicação eficaz. O emissor deve sempre criar idéias claras sobre o que ele deseja comunicar; assim que isso acontecer, ele poderá dar lugar ao envio da mensagem. Caso contrário, a comunicação não será eficaz.

Más interpretações

Informações incompreendidas podem levar a situações desagradáveis. O remetente deve codificar a mensagem para que o destinatário possa recebê-la sem interpretar mal. É de responsabilidade do destinatário dar o feedback necessário ao remetente, a fim de esclarecer possíveis dúvidas sobre a mensagem.

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Ignorância do receptor

A falta de informações sobre o destinatário pode levar o remetente a fornecer informações que o destinatário não pode decodificar. O remetente deve sempre conhecer seu destinatário e se comunicar com ele em termos que lhe sejam familiares.

Ignorância de Conteúdo

O conteúdo da mensagem deve enfatizar as informações a serem transmitidas. A teoria da comunicação indica que, para dar força às idéias a serem transmitidas, é necessário conhecer seu significado. Caso contrário, a fala perderá significado para o remetente e o destinatário.

Ignore o receptor

O remetente deve sempre ter contato com o destinatário, para que ele não perca o interesse na mensagem. Um erro comum é considerado ao ler o conteúdo das notas em uma conversa sem reparar o receptor. O contato visual é importante para manter o interesse do destinatário.

Falta de confirmação

O remetente deve verificar se o destinatário decodificou a mensagem corretamente. Quando a recepção da mensagem não é confirmada, é comum descobrir que o remetente e o destinatário não compartilham as mesmas informações.

Tom de voz

Segundo a teoria da comunicação, o tom da voz desempenha um papel importante na comunicação. O tom da voz deve ser claro, as palavras lentas e precisas. O volume da voz deve ser estabelecido levando em consideração o ruído no ambiente.

Diferenças culturais

A diferença de idiomas ou preconceitos pode dificultar a comunicação. Palavras e gestos podem adquirir significados diferentes em diferentes culturas. Essa situação é enquadrada na teoria da comunicação como uma das variáveis ​​mais significativas a serem consideradas nos processos de codificação da informação.

Atitude do receptor

A atitude do destinatário afeta a mensagem sendo entregue corretamente. Um receptor impaciente não levará tempo suficiente para absorver completamente as informações que estão sendo entregues, gerando interrupções no processo de comunicação. Isso pode levar a confusão e mal-entendidos entre o remetente e o destinatário (Lunenburg, 2010).

Cronologia da comunicação

Período clássico

As bases para o pensamento clássico ocidental são fundadas na Grécia e em Roma. Isso leva a debates sobre epistemologia, ontologia, ética, axiologia da forma, filosofia e os valores da comunicação mantidos até o momento.

Modelo de Aristóteles

De acordo com o modelo de comunicação de Aristóteles, o remetente desempenha um papel fundamental na comunicação, pois é o único responsável pela comunicação eficaz de uma mensagem.

Portanto, o remetente deve preparar cuidadosamente sua mensagem, organizando idéias e pensamentos com o objetivo de influenciar o receptor, que deve responder de acordo com os desejos do remetente. A mensagem, de acordo com essa teoria, deve impressionar o destinatário. (MSG, 2017)

Fundamentos de Cícero

Durante o período clássico, Cícero foi responsável por estabelecer os cânones da retórica como modelo de comunicação. Dessa maneira, foi estabelecido que existe um processo pelo qual qualquer mensagem passa: invenção (invenção), layout (organização), elocução (estilo), memória (memória) e pronúncia (entrega).

Cícero e outros romanos desenvolveram os padrões de comunicação que mais tarde conformavam o código legal romano e o estudo dos gestos corporais como persuasivo ao se comunicar de maneira não verbal.

1600-1700

A era do racionalismo começou e uma das questões mais importantes abordadas foi a epistemologia ou teoria do conhecimento. Jean-Jacques Rousseau fala do contrato social como um meio de estabelecer ordem na sociedade e Descartes desenvolve idéias sobre o empirismo como uma maneira de conhecer o mundo a partir da experiência. Todos esses fatores influenciaram o estudo das comunicações e as primeiras teorias científicas desenvolvidas ao seu redor.

Nesse período, a leitura se torna importante para as sociedades e a necessidade de interpretação dos textos aparece como resultado da nova revolução do conhecimento.

Século XIX

Durante 1800 diferentes estudiosos estão interessados ​​em estudar as formas de expressão, focando na expressão oral em público. Georg Hegel propõe uma filosofia baseada na dialética, que mais tarde influencia Karl Marx a desenvolver seu estudo da dialética e crítica das teorias da comunicação tratadas por diferentes escolas de pensamento.

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O estabelecimento de uma teoria da comunicação preocupa vários pensadores da época, como Charles Sanders Pierce, que fundou os princípios da semiótica que influenciam a interpretação de sinais, linguagem e lógica até os dias de hoje (Moemka, 1994).

Século XX

O interesse coletivo em estabelecer uma teoria da comunicação contínua e está relacionado aos aspectos sociais da vida do homem a partir da psicanálise.

Sigmund Freud é quem prepara o terreno para um estudo racionalista e empirista do ser humano como entidade social. Dessa forma, o estudo da comunicação não verbal ocorre e a comunicação gestual é estabelecida como uma linguagem universal.

Ferdinand Saussure publicaria durante o século XX um tratado geral sobre lingüística, que forneceria a base para o estudo da linguagem e da comunicação até hoje.

Os primeiros estudos sobre comunicação neste século indicariam que há uma resposta a um estímulo e que, durante o processo de comunicação, as pessoas tendem a fazer julgamentos e avaliações de outras pessoas. Kenneth Burke começa sua carreira estudando símbolos culturais e sua relação com a maneira como as pessoas se identificam com um grupo social.

Charles Morris estabelece um modelo para dividir a semiótica em semântica, sintática e pragmática, o que permite um estudo aprofundado da linguagem na comunicação verbal. Por outro lado, o estudo da comunicação na mídia cresce à medida que o rádio ocupa um lugar na vida das pessoas.

Em 1950, as ciências sociais começam a se interessar pelos sinais e gestos utilizados para a comunicação, identificando que são influenciados pelo contexto e pela cultura. Jürgen Ruesch e Gregory Bateson introduzem o conceito de meta-comunicação ou comunicação sobre comunicação, como um estudo da comunicação além das idéias superficiais e da transmissão de uma mensagem.

Com o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa, o estudo deles aparece. É evidenciada a comunicação unidirecional dos meios de comunicação de massa, que desempenham um papel importante nas sociedades em termos de comunicação.

Em meados do século XX, surgem estudos cognitivos sobre comunicação, e algumas publicações representativas são feitas sobre a teoria da comunicação, linguagem não-verbal, fenômeno de massa, influência das mulheres na comunicação e todos os tipos de questões relacionadas. com o desenvolvimento cognitivo do ser humano a partir da linguagem.

Século XXI

A teoria da comunicação inclui todos os estudos realizados sobre ela. Entende-se que a comunicação pode ser focada em diferentes contextos, como trabalho, público, doméstico e acadêmico, entre outros.

A pedagogia da comunicação cognitiva aparece como uma abordagem crítica dos sistemas educacionais a partir da comunicação. Da mesma forma, as mudanças nas comunicações são evidentes na medida em que as telecomunicações são fortalecidas e dão lugar a menos interações pessoais (Littlejohn, 2009).

Referências

  1. Littlejohn, SW (2009). Enciclopédia da teoria da comunicação. Novo México: Sábio.
  2. Lunenburg, FC (2010). Comunicação: o processo, barreiras e melhoria da eficácia. Universidade Estadual de Sam Houston , 3-6.
  3. Marianne Dainton, ED (2004). Aplicação da teoria da comunicação à vida profissional: uma introdução prática. Universidade de La Salle.
  4. Moemka, AA (1994). Comunicação de Desenvolvimento Nova Iorque: Sunny Series.
  5. MSG (2017). Guia de Gerenciamento Sudy . Obtido da Teoria da Comunicação: managementstudyguide.com.
  6. NotesDesk (8 de 3 de 2009). Enciclopédia Acadêmica do Notes Desk . Obtido em Tipos de comunicação: notesdesk.com.
  7. Seligman, J. (2016). Capítulo 10 – Modelos. Em J. Seligman, Comunicação Efetiva (pp. 78-80). Lulu

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