As 20 lendas e mitos venezuelanos mais populares

As lendas da Venezuela e mitos são um conjunto de histórias e eventos fantásticos, alto componente sobrenatural e espiritual.Essas histórias foram transmitidas de geração em geração; portanto, é provável que elas mudem de conteúdo e forma.

Existem variantes das mesmas histórias que se adaptam à linguagem das crianças; Além disso, seus personagens costumam ser históricos do local ou área de origem.Ao contrário do mito, que lida com divindades, as lendas são baseadas em personagens humanos.

As 20 lendas e mitos venezuelanos mais populares 1

Nas lendas da Venezuela, como El Llano e Los Andes, as lendas sobre personagens datados da era colonial são muito comuns. Especificamente definido no momento em que a iluminação era escassa.

A maioria se origina de algum evento trágico, que termina em uma condenação pública ou diretamente em uma intervenção divina.Todos carregam uma mensagem de aviso que impede que alguém que ouça se abstenha de praticar determinados atos.

Como componente do folclore, a lenda integra grande parte das letras de muitas músicas, sendo uma das mais conhecidas “Florentino e El Diablo”, onde é contada a história de um coplero que foi desafiado pelo próprio diabo a cantar.

Seu personagem, perdido, continua sua música até o amanhecer, momento em que o diabo não pode continuar e é derrotado. Esta história é imortalizada na obra “Cantaclaro”, de Rómulo Gallegos, e na obra musical de Alberto Arvelo Torrealba, que também foi adaptada ao cinema e à televisão.

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Lendas venezuelanas

1- O sayona

Sem dúvida, é a lenda mais popular da Venezuela. Conta a história de Melisa, uma linda mulher casada com um homem bom que não foi capaz de prejudicá-la. Ambos tiveram um bebê de 9 meses.

Melisa costumava tomar banho no rio, descoberta por um indivíduo malicioso que a espionava com muita frequência.

Um dia, Melisa percebeu que estava sendo espionada e perguntou ao indivíduo por que estava fazendo isso. Para desculpar-se, ele mentiu para ela dizendo que queria avisá-la de que o marido era infiel à mãe dela. Melisa acreditou nela e correu para sua casa, e morta de ciúmes, incendiou a casa com o marido e o bebê lá dentro.

Ele então foi à casa de sua mãe para reivindicar infidelidade, o que lhe disse que isso não era verdade. Ela a atacou até a morte e antes que a outra mulher morresse, ela exclamou: “Eu nunca menti para você e você cometeu o pior pecado, por isso eu a condeno, digamos,”.

A palavra Sayona refere-se à roupa branca ou batola (saya) usada pelas mulheres. As histórias nos dizem que geralmente aparece para homens, sob a forma de uma mulher sedutora ou um animal comum.

Ao seduzi-los, pedindo-lhes um cigarro, eles mudam sua aparência para um horrendo dente afiado, e suas vítimas morrem horrorizadas ou fogem aterrorizadas.

2- O apito

Silbón é uma das lendas mais populares do folclore venezuelano, situada nas planícies. Foi tema de inúmeras criações musicais difundidas no país. Ela começa com a história de um jovem Toneco (malcriado) que insistiu seu pai para caçar um veado, e ele queria para comer as tripas.

Assim, um dia o pai saiu para caçar, mas depois de muito tempo, o jovem saiu em busca dele. Ao encontrá-lo e perceber que não havia caçado nada, ele o matou e estripou, levando suas vísceras para casa.

Ele entregou as tripas à mãe e ela as colocou para cozinhar. À medida que as horas passavam e ele notou que elas não amaciavam, ele começou a suspeitar. Ao questionar seu filho, ele confessou o assassinato. A mãe o amaldiçoou, seu irmão o mandou chicotear e jogou apimentado nas feridas.

Dizem que lembrar e narrar seu sofrimento liberta o ouvinte de sua aparência. Esse espírito errante aparece nas noites escuras de maio para os caminhantes que festejam na planície com roupas rasgadas e assobiando algumas notas musicais.

Quando ele aparece, ele bate em suas vítimas e as aterroriza, às vezes até a morte. Uma das versões mais populares é a de Juan Hilario, que pode ser contada como outra lenda do folclore.

3- Juan Hilario

Não vá à festa, eles disseram, Juan Hilario.”Assim começa o dístico popular que conta a história desse personagem que costumava ir a festas para conquistar mulheres e beber até o amanhecer.

Juan Hilario estava indo para a cidade vizinha em uma noite escura, quando encontrou um amigo que o alertou sobre o perigo da noite devido ao aparecimento de raios e chuva e que o lembrou da possível aparência do “apito”.

Mas Juan Hilario zombou do amigo e foi embora. Ao longo do caminho, ele começou a ouvir o famoso apito: ” Compadre, vá para casa, que eu vou à festa, não vou ficar com medo “.

E de repente ele começou a ser espancado. Para se defender, ele bateu forte no ar e exausto, caiu no chão e inconsciente quando seus amigos ao ouvi-lo irem ajudá-lo.

Foi assim que Juan Hilario descreveu o indivíduo fantasmagórico que o atacou e, quando seu amigo o alertou, a frase fica na lenda: ” Eu lhe disse Juan Hilario, esses não são jogos …”

4- Maria Lionza

Diz a lenda que Yara, filha de um Cacique, nasceu com lindos olhos verde-água. O xamã da tribo previu que ela deveria ser sacrificada à grande anaconda, caso contrário não traria a queda ao povo.

Seu pai foi incapaz de fazê-lo e a escondeu em uma caverna, guardada por guardiões, da qual ela não podia sair, e muito menos se ver refletida na água.

Um dia, uma força misteriosa entorpeceu os guardiões e a garota foi embora. Ele se aproximou do lago e viu seu reflexo encantado. O deus da água Anaconda saiu e se apaixonou pela donzela, levando-a para si.

Seu pai tentou separá-los, mas a anaconda ficou com raiva e causou uma grande enchente que acabou com a vila. Desde então, ela se tornou a protetora da água, da natureza e do amor.

Com a chegada dos espanhóis, Yara foi convertida ao catolicismo sob o nome de Maria da Onça do Prado de Talavera de Nivar, que é Maria Lionza.

5- O caraballo luz louca

Dizem que uma mulher da época da guerra de independência perdeu seus dois filhos, que ” deixaram para trás o homem a cavalo” em clara alusão a Simon Bolivar.

Foi imortalizado na literatura pelo poeta Andrés Eloy Blanco. Enlouquecida pela perda, sua alma vagueia pelos pântanos em busca de seus filhos perdidos.

6- Doutor Knoche

Seu nome era Gottfried August Knoche, de origem alemã, que investigou como preservar os corpos de decomposição.

Ele morou em La Guaira em 1840 e comprou uma fazenda em Galipán, na colina de El Ávila, onde construiu uma fazenda chamada Buena Vista.

Nesta fazenda, ele continuou seus experimentos de mumificação, realizando-o em seus parentes falecidos, soldados mortos não declarados da guerra federal, animais etc.

Sua fama se espalhou por toda a área, e personalidades importantes da época o procuraram para realizar o processo no momento de sua morte.

A fazenda tornou-se assim um mausoléu cheio de múmias em perfeita conservação. A fórmula do Dr. Knoche permitiu esse processo sem a necessidade de remover as vísceras dos corpos, apenas com a injeção de uma fórmula secreta.

Quando ele morreu, ele deixou uma dose para ele e outra para sua enfermeira. Depois disso, a fazenda foi abandonada e saqueada e atualmente apenas bonecas de plástico substituem as famosas múmias.

7- A mulher que chora

A lenda é sobre uma jovem que costumava gritar desesperadamente: ” Meu filho, meu filho “. Dizem que ele ataca todos que a conhecem.

Duas versões são conhecidas sobre sua origem. A primeira história era que uma jovem mulher, que tinha amor com um soldado, a abandonou, deixando-a grávida. Desesperada pelos gritos do bebê, sem saber o que fazer, ela o matou com as mãos. Feito isso, ele começou a gritar alto, chamando a atenção de parentes e vizinhos.

Os parentes e vizinhos, vendo o horror, a amaldiçoaram e ela fugiu, perdendo-se na planície, transformando-se em horror, roubando crianças sozinha, especialmente durante a Semana Santa.

Outra versão relata que foi uma jovem que matou seus filhos toda vez que eles nasceram.

Ela confessou seus pecados a um padre e ele lhe disse que, na próxima vez que ela desse à luz, antes de matar seu filho, ela amamentaria. Mas esse ato criou nela um profundo pesar e, desde então, ela vagueia pela planície, parecendo desesperada por seus filhos.

8- A mulher mula

Nesta história, uma senhora idosa foi a um restaurante de Caracas por volta de 1815, onde sua filha trabalhava.

A filha negou a comida e a jogou para fora do local. A senhora encontrou um indivíduo, que lhe deu uma moeda com a cruz de Santo André no selo. O homem disse para ele voltar, pagar com a moeda e dizer ” Fique com o retorno para comprar malojo

A senhora fez isso e, em seguida, a filha se transformou da cintura para cima em uma mula. Na frente de todos os presentes, ele começou a chutar e fugiu. A partir desse dia, a mulher aparece rezando na igreja de Las Mercedes, cobrindo-se com um manto branco.

9- Os loucos de Ejido

Na época da guerra de independência, em 1812, vivia na então Villa de Ejido, no estado de Mérida, uma jovem chamada Marta, apaixonada por um jovem chamado Lorenzo, que herdara da propriedade de seu pai e muitos outros. bens.

Ele queria ir a Mérida com sua mãe e Marta, mas ela não podia porque sua mãe estava doente. Ele insistiu que Lorenzo não viajasse, pois não queria ficar sozinho. Ele disse que tinha deveres a cumprir.

Em 26 de março, ocorreu o grande terremoto e muitos edifícios desabaram em Mérida. As pessoas pediam misericórdia de Deus e aterrorizadas, os sobreviventes se reuniam nas praças. Marta aprendeu sobre o que aconteceu e correu para Mérida.

Quando ele chegou, ele pegou a mãe de Lorenzo com um olhar perdido e desconsolado, nas ruínas sob as quais o corpo de seu filho estava.

Sua reação seria petrificada antes do horror da perda de sua amada. Desde aquele dia, cada Semana Santa é vista andando pelas ruas de Mérida, seguida por um grupo de crianças.

10- Michelena está acorrentada

É a história de José, um jovem apaixonado e mulherengo, que teve sua namorada chamada María Eugenia, mas ao mesmo tempo viu outras garotas da cidade.

O pai de María Eugenia descobriu e farto das fofocas que corriam por toda a cidade, ele perseguiu o jovem e o matou com paus.

Logo depois ele mandou o corpo embora sem enterrá-lo. Algum tempo depois, à noite, quando passou pelo local onde havia cometido seu crime, encontrou uma figura espectral que lhe disse que teria que pagar pelo que fez. Assustado, já em casa, ele desmaiou, surtando e morrendo logo depois.

Nos dias que se seguiram ao aniversário da morte de Joseph, sua figura ainda aparece arrastando correntes e vestindo túnica preta pelas ruas da cidade.

11- A alma sozinha

Na Venezuela, somente a alma é conhecida como o espírito de uma mulher combatente na guerra de independência, que morreu em uma batalha. É um benfeitor de alma errante, mas que aterroriza aqueles que agiram mal.

12- Juan Machete

Esta é a história de Juan Francisco Ortiz, apelidado de “Juan Machete”, porque ele sempre carregava um facão no cinto.Juan tinha uma fazenda e uma noite ele quis fazer um pacto com o diabo, pedindo muitas riquezas.

A partir desse dia, seus pastos começaram a ser muito férteis e suas vacas deram à luz dois bezerros. Um dia, um homem negro apareceu em seu gado, muito grande em capacetes brancos e pensou que era um animal que escapara de outra fazenda.

Mas Juan Machete, depois de ficar rico comprando muito gado e multiplicando-o, tudo começou a desaparecer.

Diz a lenda que Juan Machete também desapareceu e que seus tesouros foram enterrados na savana.

Dizem que, se alguém aparece nu no lugar certo, e a alma de Juan Machete aparece, um grande tesouro pode ser negociado com ele. No entanto, muitos que tentaram fugir aterrorizados para ver a alma vomitando fogo.

13- O poço do padre

Localizado no estado de Vargas, é um poço turístico muito profundo. Dizem que deve o nome a um padre da região que se banha nas águas, na companhia de mulheres.

Um dia, sozinho, ele foi engolido pelas águas e seu corpo nunca foi encontrado. Desde então, seu espírito aparece na superfície pedindo ajuda.

14- O carrinho

Ela remonta à era colonial, durante a Peste Negra, que arrasou vilas e cidades e onde os corpos foram empilhados em carroças para levá-los às valas comuns.

Muitos desses indivíduos ainda estavam vivos e desorientados e deixaram os poços errantes sem saber o que fazer.

A carruagem fantasma era aquela carruagem, mas acesa em chamas e pilotada pelo diabo, que levava todos que viviam em pecado. Dizem também que ver a carruagem era um presságio de calamidades.

15- A bola de fogo

É uma bola de fogo que se move como uma roda. Quando detalhado, mostra uma figura espectral semelhante a um esqueleto.

Diz-se que sua origem é a alma de um bispo que cometeu pecado, ou de duas mães que se amaldiçoaram; uma mulher que era uma filha má ou almas errantes.

De qualquer forma, diz-se que, se você ora, se aproxima até queimar, o que deve ser insultado para mantê-lo afastado.

16- A namorada de Guaira

Nos anos 50, quando a rodovia Caracas La Guaira ainda não existia, uma jovem chamada María José Cárdenas estava muito apaixonada pelo namorado.

Vestida de noiva e pronta para ir ao altar, ela foi pegar um táxi para levá-la a Caracas para o casamento. O táxi quebrou e Maria decidiu pedir a um viajante que a ajudasse.

Alguém parou e se ofereceu para levá-la, mas, embriagado, sofreu um acidente e ambos morreram.

Desde então, os motoristas contam que, à noite, ele aparece na estrada pedindo para ser levado. Se você levá-la, ao passar pelo local do acidente, ela diz: ” Aqui eu me matei “, desaparecendo.

Motoristas bêbados perdem o controle e sofrem acidentes. Diz-se também que, se o motorista estiver sóbrio, ele deixa algumas flores onde estava sentado.

Por outro lado, se ele se recusar a levá-la, ele aparece mais tarde perguntando: “Por que você não me leva? ”, Na maioria dos casos, causando acidentes graves.

17- O anão da catedral

Na cidade colonial de Caracas, um indivíduo caminhava a caminho da casa de sua namorada tarde da noite.

Por causa do frio e para acalmar os nervos da solidão daquele lugar, ele estava bebendo rum. De repente, ele sentiu que alguém o estava seguindo, mas era um cachorro esfarrapado diante de quem ele zombava de sua presença.

Ao passar pela catedral, ele viu um anão sentado muito pequeno, vestido em estilo colonial. Ele o cumprimentou e pediu que acendesse um cigarro.

Para não ser rude, ele concordou e lembrou-se do aviso de seus avós: ” Não dê fogo ao charuto do anão “. O anão sorriu com dentes afiados e começou a crescer para se tornar maior que a catedral.

Aterrorizado e paralisado, ele viu o que lhe foi dito de cima. “ Obrigado pelo fogo, amigo. Você quer ir para um lugar onde haja fogo de verdade ?

18- O horcón

O horcón é uma história trágica de amor e ciúme, na qual um jovem que consegue um emprego em uma fazenda conhece e se apaixona pela filha do capataz, depois se casando com ela e tendo um filho lindo.

No entanto, suspeitando da infidelidade de sua amada, ele se despede dela, fazendo-a acreditar que ele deixou realmente se esconder dentro da fazenda.

Ao descobri-lo com outro, o protagonista mata o casal e o enterra nas proximidades de uma árvore próxima.

19- O machado perdido

Mais de cem anos atrás, nas florestas de Barinas, um machado passou uma boa sexta-feira cortando madeira para seu próprio caixão.

Deus o castigou olhando para ele no instante em que ele levantou o machado, transformando-o em alma em uma tristeza errante da savana, parecendo um homem careca, olhos brilhantes, um peito de lã e mãos passadas como um sapo. Geralmente, ele sempre carrega o machado alto para atacar todos que buscam ambição.

Sua presença se manifesta sobretudo na Quaresma, nas noites silenciosas de uma forte brisa que moveu a vegetação.

20- O carrinho da morte

Diferente do resto das lendas, ele não se refere a nenhum personagem ou espírito em particular.

Esta é a aparência de Caracas de uma carroça que, sem cavalos ou cavaleiro para guiá-la, fica nas ruas, deixando a estrada com gemidos escuros, carregando muitos restos humanos.

Referências

  1. Anexo: Lendas de Michelena. Recuperado de: es.wikipedia.org.
  2. Histórias de terror venezuelanas. Recuperado de: rosasyespadas.wordpress.com.
  3. A lenda do Sayona. Recuperado de: halloween.com.es.
  4. A lenda de Juan Hilario. Recuperado de: entertainment.elpensante.com.
  5. A lenda do Dr. Knoche e seu mausoléu de família. Recuperado de: desdelaplaza.com.
  6. A lenda de Juan Machete. Recuperado em: banrepcultural.org.
  7. A chorona. Recuperado de: es.wikipedia.org.
  8. Lendas venezuelanas que o deixarão arrepiado. Recuperado de: Correodelorinoco.gob.ve.
  9. Lendas venezuelanas. Recuperado de teresaysusteresadas.bligoo.com.
  10. Maria Lionza Recuperado de: es.wikipedia.org.
  11. Pozo del Cura, um rio cheio de mistérios. Recuperado de: travelingconsol.blogspot.com.
  12. Rodríguez, A. (2008). A face oculta da Venezuela, os mitos que ainda nos fazem tremer. Recuperado de: loquedeberiaser.blogspot.com.

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