Coexistência saudável: características, objetivo, valores, normas

A vida saudável é compartilhar o ato humano harmoniosamente e pacificamente dentro do mesmo espaço, respeitando principalmente as diferenças, a tolerância cultural, econômica e religiosa como um sinal de civilidade e social.

O homem é um ser social por natureza, porque, ao longo de sua história e evolução, sua busca foi integradora, longe da noção de isolamento. É assim que ele precisa se relacionar e se comunicar; Essas ações são o que a definem como espécie.

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Uma vida saudável implica apreciar as diferenças como elementos valiosos. Fonte: pixabay.com

Viver juntos significa viver por um certo período na companhia de outras pessoas, sejam elas familiares, amigos, colegas de trabalho, conhecidos ou estranhos. É uma dinâmica que praticamos quando crianças e, quando tomamos consciência, aprendemos a estabelecer acordos, limites ou regras do jogo para promover um relacionamento saudável.

A coexistência é um fenômeno social que requer certas normas e valores que sustentam suas bases. Compreender e respeitar outras realidades, mesmo que não sejam compartilhadas ou professadas, é o princípio da coexistência, cujo resultado será uma vida pacífica e estranha aos conflitos que separam os indivíduos.

Organizações mundiais como a UNESCO desenvolvem e executam planos de integração global, nos quais a convivência saudável é um dos pilares do desenvolvimento afetivo.

Características de uma vida saudável

A vida saudável envolve uma série de aspectos que a descrevem como um fenômeno social que incentiva a integração, fortalecendo grupos e comunidades e a saúde emocional, individual e coletiva. As características mais emblemáticas que a definem estão descritas abaixo:

Educação construtiva

A educação é a ferramenta fundamental de uma vida saudável. O indivíduo deve ser formado para a paz e a justiça através de valores fundamentais que são a raiz do seu comportamento.

Isso garante que a sociedade avance para evoluir e tornar o mundo um lugar melhor para se viver.

Troca e interação

A coexistência saudável envolve uma dinâmica relacional que promove a integração através do conhecimento do outro, o estabelecimento de acordos mútuos e regras claras que são respeitadas pela convicção. Dessa forma, cada um é reconhecido como parte de um todo, e quem o integra conhece e defende seus acordos.

Comunicação efetiva

Em todo processo de convivência, é saudável que a comunicação seja o mais assertiva possível. Além de a mensagem ser clara e direta, é necessário que emocionalmente seus elementos não verbais contribuam para o entendimento ideal.

A idéia é evitar distorções e promover que elementos verbais e não verbais se complementem no processo de comunicação.

Desenvolvimento de habilidades sociais

Isso permite que o indivíduo seja consistente em agir de acordo com suas crenças, sem medo de expressar ou refutar idéias, sempre buscando discussões enriquecedoras. Dessa forma, você pode definir seus propósitos, identificar e aprimorar suas habilidades, trocar idéias e opinar sobre diferentes, sem gerar conflitos.

Diálogo e mediação

Esse aspecto é fundamental para uma convivência saudável, pois é o que permitirá a resolução de conflitos e a abordagem de acordos de maneira pacífica e concertada. Isso evita a criação de ambientes tóxicos e reativos, mas promove a reconciliação.

Participação

Na medida em que o indivíduo se une aos cenários públicos para treinar e deliberar, ele estará contribuindo para o desenvolvimento e crescimento saudável das comunidades.

Ao participar ativamente, você inevitavelmente promoverá o enriquecimento da população, obtendo informações oportunas e o desenvolvimento de habilidades sociais.

Responsabilidade conjunta

Assumir que faz parte da solução de conflitos e problemas de maneira construtiva fortalece o compromisso de cada membro da sociedade.

O fornecimento de soluções assertivas e oportunas permite uma liderança positiva oportuna, com idéias a favor do progresso, destinadas a buscar espaços mais amigáveis ​​e bem-sucedidos.

Objetivo de uma coexistência saudável e pacífica

O objetivo final da coexistência saudável repousa na idéia de valorizar o outro a partir de coincidências – que geram vínculos naturais – e de diferenças – que enriquecem.

Geralmente, os grupos sociais são relacionados de acordo com seu status social e cultura. Da mesma forma, eles tendem a evitar e marginalizar aqueles que não compartilham as regras e normas que os distinguem.

Nas últimas décadas, novas culturas surgiram como resultado do crescimento migratório. Esse fenômeno gerou infinitas possibilidades de amálgamas sociais que exigem que lugares como escolas promovam valores como solidariedade, respeito e tolerância como pilares do desenvolvimento afetivo dos alunos.

Isso gera o empoderamento de suas habilidades sociais, pois, por um lado, estabelece sua capacidade de se relacionar com a amizade e o afeto, e, por outro, desenvolve a capacidade de buscar e assimilar novas aprendizagens, além de sensibilizar e se comprometer a ajudar os outros.

Educação afetiva

A educação afetiva promove naturalmente a convivência saudável, uma vez que é cientificamente comprovado que a área emocional do cérebro relaciona habilidades cognitivas e a competência de emoções, relacionadas à capacidade de autocontrole, ser compassivo, resolver conflitos e cooperar.

Tudo isso permite que se tenha consciência do valor do respeito e da defesa da dignidade de cada pessoa, independentemente de sua origem, cultura, grau de instrução, religião, preferência sexual ou status socioeconômico.

Valores Necessários

A história nos lembra que, qualquer que seja o sistema de valores de diferentes sociedades, ninguém pode demonstrar que é essencialmente dotado de tolerância, nem se pode ser acusado de intolerância infinita.

Levando em consideração o exposto, a recomendação é promover a solidariedade e conviver com os outros, sem deixar que as próprias convicções sejam exclusivas.

Nesse contexto, o ensino e o exercício de valores são decisivos, porque é importante entender que todos são igualmente dignos, mas que existem diferenças e permitem que todos se distingam por seus talentos, convicções e crenças. Essa diferenciação é um fator chave para o enriquecimento das civilizações.

Entre os valores mais necessários para uma convivência saudável, destacam-se:

– A educação.

Ética.

– O respeito.

– A tolerância.

– A Justiça.

– A paz.

– A solidariedade.

– A liberdade.

O exercício equilibrado desses valores deve privar o fato individual em um momento crítico e temporário da humanidade, em favor de uma visão de coexistência pacífica o mais imediata possível.

Normas para uma convivência saudável

Há um conjunto de regras que orientam e sustentam uma melhor coexistência. O ser humano deve aderir a essas normas de comum acordo para regular as ações dentro de um sistema de relacionamentos interpessoais.

Essas relações se desenvolvem na atividade diária dos indivíduos nas diferentes áreas em que atuam; Por isso, é essencial aplicar essas regras no trabalho diário.

Entre os padrões mais comuns estão os seguintes:

– Dignifique a condição humana.

– Não discrimine.

– Garantir a proteção do meio ambiente.

– Estabelecer comunicações assertivas e eficientes.

– Assuma a responsabilidade por seus próprios erros.

– Buscar soluções eficazes e saudáveis ​​para conflitos.

– Viver diariamente dentro de um esquema de respeito mútuo.

– Cumprir os compromissos assumidos voluntariamente.

– Seja proativo e promova a participação de todos.

Seja paciente.

– Seja tolerante e solidário.

– Exercite os valores aprendidos.

– Educar para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais.

Importância

A importância da coexistência saudável tem a ver com o fato de que depende disso que os ambientes em que o indivíduo se desenvolve estejam livres de toxicidade, que sejam menos frívolos e que o valor do recurso humano seja resgatado.

A humanização dos espaços deve garantir que o indivíduo seja sempre sujeito de seus direitos e não objeto de fins comerciais ou industriais na política, economia, comunicação de massa, negócios e indústria.

Embora seja verdade que violência, intolerância, pobreza e guerra estão evidentemente presentes no mundo de hoje, é importante que o espírito de crescimento humano das nações prevaleça, baseado principalmente na tolerância, uma atitude alheia à arrogância de Relações em geral.

Inteligência emocional

É importante que as novas gerações sejam ensinadas a viver em pluralidade com inteligência emocional, porque as dinâmicas sociais estão mudando constantemente e devem ter conhecimento suficiente para adaptar, entender e formar opiniões responsáveis, humildes e livres que eliminam preconceitos até em vigor

A paz é um direito inalienável. Toda pessoa merece o livre trânsito e expressão de suas idéias e talentos, desde que não atue contra outras. Viver saudável é reconhecer a si mesmo como parte de uma engrenagem em que todos contamos, em um espaço em que as diferenças convergem para enriquecer e não para separar.

Entidades Reguladoras

Deve haver instâncias que arbitrem relações justas entre grupos e comunidades, para que todos sejam valorizados e respeitados pela dignidade que cada um tem e merece preservar.

A história registrou que o homem é gregário, que ele se reconhece como uma espécie no outro e que cresce e se desenvolve dentro de processos sociais que exigem satisfazer necessidades comuns, além de promover a transição para sociedades mais evoluídas e harmoniosas.

Referências

  1. Marchesi, Álvaro. “O valor da educação para todos em um mundo diverso e desigual” no Unescodoc. Recuperado em 22 de julho de 2019 de Unescodoc: unesdoc.unesco.org
  2. “Proclamação do Ano das Nações Unidas para a Tolerância e Declaração sobre Tolerância” no Unescodoc. Recuperado em 22 de julho de 2019 de Unescodoc: unesdoc.unesco.org
  3. Aparicio P. “Como conseguir uma boa convivência” em Puleva. Recuperado em 22 de julho de 2019 de Puleva: lechepuleva.es
  4. CH Kenny. “Acordos de convivência saudável” na Orientação Andújar. Recuperado em 22 de julho de 2019 em Orientação Andújar: orientacionandujar.es
  5. McCauley, Melissa “Teoria relacional-cultural: promovendo a coexistência saudável através de uma lente relacional” além da intratabilidade. Retirado em 22 de julho de 2019 de Beyond intratability: beyondintractability.org
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