Digestão celular: o que é e classificação

A digestão célula inclui uma série de processos, através da qual uma célula é capaz de transformar substâncias alimentares, que , graças às reacções enzimáticas complexas.Existem duas categorias básicas para classificar a digestão celular: intracelular e extracelular.

A digestão intracelular refere-se ao fenômeno digestivo que ocorre dentro da célula como resultado da fagocitose e é típico em organismos simples. Ocorre pela expulsão de enzimas para o meio extracelular, seguida pela absorção do material transportado. Este último ocorre em animais mais complexos com sistemas digestivos completos.

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Fonte: pixabay.com

O que é digestão celular?

Uma das funções cruciais dos organismos heterotróficos é nutrir-se incorporando macromoléculas essenciais para o crescimento e manutenção. Os processos que permitem o fenômeno de absorção dessas moléculas são coletivamente chamados de digestão celular.

Em organismos pequenos e unicelulares, como amebas e paramecia, a troca de substâncias com o meio ambiente pode ser realizada simplesmente por difusão.

À medida que aumentamos a complexidade no reino animal, torna-se necessária a existência de estruturas estritamente dedicadas à absorção de substâncias. No mundo multicelular, a maioria dos alimentos não pode atravessar a membrana devido ao seu tamanho.

Por esse motivo, deve ocorrer desintegração prévia para que ocorra a absorção mediada por enzima. Os animais mais complexos têm todo um conjunto de estruturas e órgãos que orquestram esse processo.

Classificação

A digestão é classificada em dois tipos principais: extracelular e intracelular. Entre os dois tipos, existe uma categoria intermediária chamada digestão por contato. A seguir, descreveremos as características mais relevantes dos tipos de nutrição:

Digestão intracelular

Este primeiro tipo de nutrição é característico de protozoários, esponjas do mar (porifers) e outros animais simples. As partículas de alimentos podem entrar de duas maneiras que requerem energia: pinocitose ou fagocitose.

Nos dois processos, uma porção da membrana plasmática é responsável por encapsular as partículas dos alimentos, que entram na célula na forma de uma vesícula – isto é, coberta de lipídios.

Dentro da célula, existem algumas organelas (ou organelas) especializadas em digestão chamadas lisossomos. Essas vesículas contêm um grande número de enzimas digestivas no interior.

Depois que a vesícula inicial com as partículas entra na célula, ela se funde com os lisossomos, que liberam a bateria enzimática contida no interior e promovem a degradação dos compostos. Essa fusão de lisossomos resulta na formação de um lisossomo secundário, também conhecido como fagolisossomo.

Vale ressaltar que os lisossomos não apenas digerem o material que entrou no ambiente extracelular, mas também são capazes de digerir o material que existe dentro da mesma célula. Essas organelas são chamadas de autolisossomo.

Quando o processo digestivo culmina, os resíduos são expelidos para fora por um mecanismo de excreção de produtos chamados exocitose.

Digestão do contato

No espectro dos fenômenos digestivos, a digestão por contato se conecta aos extremos: o extracelular e o intracelular. Este tipo está presente nas anêmonas do mar e é considerado um modelo de transição digestiva.

Quando o animal consome uma presa ou uma partícula grande, a digestão ocorre na mesma cavidade gastrovascular. As enzimas presentes neste espaço são afetadas negativamente pela presença de água do mar. Para superar esse problema, as anêmonas desenvolveram um sistema de contato.

Nesse processo, os filamentos das células endoteliais são encontrados à medida que o revestimento dessa cavidade está localizado próximo ao local da partícula a ser digerida e, uma vez que a partícula entra na secreção enzimática, começa a digestão.

À medida que a partícula entra em contato com enzimas, começa a deterioração gradual e as próprias células podem absorver o produto recém-formado. No entanto, quando as partículas a serem digeridas são pequenas, pode ocorrer digestão intracelular, conforme mencionado na seção anterior.

Digestão extracelular

O último tipo de digestão é extracelular, típico de animais com aparelho digestivo completo.O processo começa com a secreção de enzimas digestivas dentro do trato digestivo e os movimentos musculares contribuem para a mistura do material alimentar com as enzimas.

Como resultado desse decaimento, as partículas podem passar por diferentes caminhos e serem absorvidas de maneira eficaz.

Enzimas envolvidas na digestão extracelular

As enzimas mais importantes envolvidas na digestão extracelular são as seguintes:

Boca

A degradação do alimento começa na boca, com a ação da amilase salivar, responsável pela clivagem do amido em compostos mais simples.

Estômago

As partículas que já iniciaram uma degradação enzimática continuam a caminho do estômago, onde encontram pepsina, responsável pela hidrólise de proteínas e renina, cujo substrato é a proteína encontrada no leite.

Pâncreas

No pâncreas, as enzimas digestivas são tripsina, quimotripsina e carboxipeptidase, cada uma responsável pela hidrólise de peptídeos e proteínas específicos.

Além disso, está presente outra versão da amilase, que degrada as sobras de amido.

Quanto à degradação dos ácidos nucléicos que são consumidos na dieta, temos duas enzimas, ribonucleases e desoxirribonucleases, responsáveis ​​pela hidrólise do RNA e do DNA, respectivamente.

Intestino delgado

No intestino delgado domina a composição enzimática da maltose, responsável pela decomposição da maltose, lactase por lactose e sacarose por sacarose.

Para a quebra dos peptídeos, o intestino delgado possui dipeptidases. Por sua vez, para ácidos nucleicos existem polinucleotidases e nucleosidases.

Para um determinado tipo de alimento, a degradação enzimática do nutriente deve ser assistida pela presença de microrganismos que habitam o interior do trato digestivo, principalmente no cólon, estabelecendo relações simbióticas com o hospedeiro.

Referências

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