O que é teoria do produtor? Características principais

A teoria do produtor é uma parte da microeconomia que aborda o comportamento e dinâmica do ponto de vista de negócios e produção, como a preferência e demanda do consumidor de acordo com um produto ou serviço específico.

A teoria do produtor é considerada a contrapartida da teoria do consumidor, também gerenciada dentro da microeconomia.

O que é teoria do produtor? Características principais 1

A teoria do produtor aprofunda, entre outras coisas, a oferta e a demanda em torno de um produto ou vários em um mercado de determinadas características. Também considera o comportamento dos produtores diante de cenários econômicos específicos.

Essa teoria também trabalha sobre como os fatores de produção podem ser eficientemente combinados para a fabricação e aquisição de mercadorias.

Cabe destacar que, na microeconomia, a teoria do produtor é sempre desenvolvida com o objetivo de otimizar a fabricação e o consumo de mercadorias no mercado.

É a empresa responsável por realizar todo o planejamento, supervisão e execução de todos os aspectos da teoria para a obtenção prática de seus resultados, benéficos desde que sejam tratados considerando múltiplas variáveis ​​econômicas.

As 4 principais características da teoria do produtor

1- Custos de oportunidade

Um dos primeiros cenários avaliados a partir da teoria do produtor são os custos de oportunidade, definidos como o estudo dos preços e custos dos fatores necessários para a fabricação e obtenção do produto acabado.

É um passo inicial para todas as empresas avaliarem suas capacidades dentro de um mercado antes de entrar nesse mercado através do primeiro lote de produtos.

2- Funções de produção

O sistema de produção de um bem é visto como uma cadeia através da qual existe um insumo ou insumo , que se refere aos materiais e insumos necessários para a fabricação do produto; e uma saída ou saída , que seria o produto final.

As funções de produção têm a ver com as relações entre o número de fatores ou insumos necessários para fabricar o produto.

Essas funções incluem a matéria-prima necessária, as máquinas de processamento e os níveis de desgaste sofridos pelos componentes no processo.

Também são contabilizados produtos intermediários (essenciais no processo de produção adquirido de terceiros), o uso de suprimentos básicos, como água e eletricidade, e a força de trabalho humana, entre outros elementos.

Essa divisão dos elementos funcionais de produção é geralmente sintetizada pelas empresas em dois grandes grupos.

Estes são o trabalho, representativo da força de trabalho e o requisito para sua realização; e capital, representativo do investimento necessário para a operação e manutenção de todos os fatores essenciais no processo de produção.

3- Maximização de lucro

A busca constante por uma empresa ativa no mercado será sempre maximizar seus lucros em relação à sua capacidade de produção.

Basicamente, isso se refere à busca de minimizar os custos de produção em relação ao custo que o produto final teria para o consumidor.

Teoricamente, esse relacionamento é realizado por meio de formulações e problemas matemáticos, mas basicamente pode ser entendido como o objetivo de qualquer empresa buscar reduzir os custos de produção.

Isso é procurado para que os benefícios recebidos pela comercialização do produto final sejam muito maiores, sem que isso afete a qualidade do mesmo.

Esses problemas de maximização de lucro são trabalhados no campo comercial, tanto a curto quanto a longo prazo, dependendo do escopo da mesma empresa e do mercado em que operam.

4- Curvas de custo

A curva de custo é a avaliação de custos fixos e variáveis ​​que possuem entradas ou funções produtivas de entrada em qualquer processo de produção.

Essa avaliação deve ser abordada por empresas com muito cuidado para garantir a minimização de gastos no campo da produção e maximizar os benefícios do marketing.

Basicamente, uma empresa administra suas funções de entrada de forma que possa perceber seus custos no curto, médio e longo prazo, bem como sua incidência no aumento ou diminuição de despesas nesses custos.

Todos os insumos pelos quais uma empresa já adquiriu e pagou, cujos custos não variam no curto prazo, são conhecidos como insumos de custo fixo.

Existem outras variáveis ​​de custo, como custo variável, que correspondem à relação entre a variabilidade de custos dos insumos e o nível de produção dos negócios.

Normalmente, esse é um fator cuja mudança sempre está em ascensão, embora possam ocorrer exceções.

A curva de custo médio é a que apresenta o maior dinamismo, ascendente e descendente, uma vez que aborda mudanças de médio prazo no custo de cada produto em relação ao nível e capacidade de produção de cada empresa.

Uma das curvas consideradas de maior importância é a curva de custo marginal. Isso permite ter uma percepção geral do desenvolvimento produtivo de uma empresa.

A curva marginal trata dos custos de produção de um produto acabado de acordo com as capacidades produtivas de um ciclo anterior.

Isso está relacionado à curva de custo total e, basicamente, avalia o nível de produção presente com uma capacidade anterior, para poder ver com mais detalhes as incidências no aumento ou diminuição dos custos de cada função.

As percepções dos custos marginais tornaram-se tão importantes que um novo sistema de estudo foi desenvolvido, focado principalmente na economia marginal e seu impacto nos sistemas e relacionamentos de produção.

Teoria do produtor e estruturas de mercado

A teoria do produtor também aborda os tipos de mercados em que uma empresa se aventura e o produto que oferece, a fim de gerar os melhores cenários de desempenho e adaptar os processos de produção a cada um.

Dentro da microeconomia, uma disciplina em que a teoria é subscrita, os mercados de concorrência perfeita e imperfeita são gerenciados principalmente.

A observação do mercado imperfeito da concorrência inclui suas diferentes manifestações, que são o monopólio, o oligopólio e a concorrência monopolista.

Referências

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  2. Intriligator, PJ (1973). Estática comparativa generalizada com aplicações à teoria do consumidor e à teoria do produtor. International Economic Review , 473-486.
  3. Krugman, PR, & Wells, R. (2006). Introdução à economia: microeconomia. Reverte
  4. Lenzena, M., Murraya, J. e Sackb, F. (2007). Responsabilidade compartilhada entre produtor e consumidor – Teoria e prática. Ecological Economics , 27-42.
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