Os 4 tipos de especiação mais importantes (com exemplos)

Os principais tipos de especiação são alopátricos, parapráticos, estadiamento e compreensivos. Especiação é o processo no qual novas espécies emergem de espécies pré-existentes.

O critério mais usado para falar sobre especiação é espacial ou geográfico.O aparecimento de diferenças genéticas entre espécies incipientes é o elemento chave na especiação.

Os 4 tipos de especiação mais importantes (com exemplos) 1

Mosca da fruta (Rhagoletis pomonella)

É sobre os dois grupos de organismos separados que têm diferenças que impedem ou dificultam significativamente o acasalamento entre eles.

Essas diferenças podem ser tão sutis quanto a disparidade no ciclo de acasalamento, por exemplo, e podem ter sua causa na seleção natural ou na deriva genética.

Quais são os tipos de especiação?

Até este ponto, os quatro tipos de especiação a seguir são discutidos:

1- Especiação alopátrica

É também chamada de especiação geográfica, porque consiste na separação geográfica de um grupo de organismos vivos, de modo que resultam duas ou mais populações isoladas que não se acasalam regularmente.

Essa separação geralmente ocorre por razões naturais, como migração, extinção de populações geograficamente intermediárias ou eventos geológicos. Ou seja, entre o original e o novo grupo emerge uma barreira geográfica que os separa.

Esse tipo de especiação ocorre mesmo quando a “barreira” que dificulta o acasalamento é violada por alguns indivíduos de qualquer um dos grupos.

Isso significa que, mesmo se houver fluxo gênico entre os dois grupos, se não houver uma escala considerável, ele estará enfrentando especiação alopática.

Exemplo

Os tentilhões das Ilhas Galápagos são freqüentemente usados ​​como exemplo desse tipo de especiação. Nessas ilhas, existem diferentes espécies de tentilhões com um ancestral continental comum.

A especiação geográfica ou alopátrica pode ser dividida em três tipos:

Relacionado:  Esporulação: estágios e suas características

– Especiação geográfica ou vicária

É a especiação alopátrica clássica na qual uma espécie ancestral se separa em dois grandes grupos que permanecem isolados até que a independência evolucionária apareça, graças às mudanças que ocorrem para facilitar ou permitir a adaptação local e a diferenciação geográfica.

Por exemplo, o surgimento do istmo do Panamá foi responsável pela especiação do gênero Alpheus de lagostas, localizadas em cada lado do istmo.

– Especiação através de populações periféricas ou especiação periférica

Nesse caso, a nova espécie emerge das margens geográficas do território em que está localizada a maior população central.

É o caso da especiação que ocorre após um processo de dispersão e / ou colonização, onde a adaptação ao novo ambiente gera diferenças, mas, por serem pequenos grupos, o maior peso nessas mudanças são os fatores estocásticos.

Um exemplo desse modo de especiação é refletido nas espécies de drosófila no Havaí, que são muito numerosas devido à migração e diversificação.

– Especiação em organismos assexuais

É o caso em que a história determina a identidade das espécies e a deriva genética se torna um fator evolutivo muito importante.

2- Especiação parapátrica

Nesse modo de especiação, a diferenciação ocorre mesmo quando não há uma separação geográfica completa dos grupos.

Nesse caso, embora a população original esteja próxima, o acasalamento não é aleatório devido a alguma variação sutil nas características de alguns de seus membros.

Exemplo

Para entender melhor esse modo de especiação, é considerado o exemplo de gramíneas que cresceram perto de uma mina.

Os mais próximos da mina desenvolveram tolerância a metais pesados, enquanto seus vizinhos não. Isso influenciou seus momentos de floração a serem diferentes e, portanto, não podem acasalar.

Relacionado:  Glicose oxidase: características, estrutura, funções

É difícil diferenciar essa especiação da alopátrica, muitos questionam sua presença na classificação.

3- Especiação de estabilização

Este tipo de especiação tem sido considerado por muitos como uma especiação pós-colonização, na qual a independência evolutiva aparece por mutações cromossômicas.

Nesta especiação, uma mutação cromossômica permite que um grupo colonize mais facilmente.

Tais mutações são fixadas em pequenos grupos com pouca migração e emerge uma nova espécie, muito semelhante à original e, de fato, ocupará o mesmo intervalo de distribuição.

Exemplo

Gafanhotos australianos do gênero Vandiemenella são um exemplo claro dessa especiação, dada a estabilidade de sua distribuição ao longo dos anos.

4- Especiação simpátrica

Esse tipo de especiação não implica uma separação geográfica em larga escala entre as populações, mas um dos grupos utiliza um nicho ecológico diferente dentro da faixa de distribuição das espécies originais. Dessa maneira, surge o isolamento reprodutivo.

Exemplo

Um exemplo de especiação é a mosca da maçã. Nessas espécies, o fluxo gênico diminuiu, embora eles vivam na mesma região geográfica.

Outro tipo de especiação simpátrica envolve a formação de uma espécie assexuada a partir de uma espécie precursora sexual. Esse tipo de especiação possui uma variante que ocorre por especialização devido, normalmente, à adaptação a um recurso.

Um exemplo deste caso é o da mosca da fruta (Rhagoletis pomonella), que acasala os frutos de algumas espécies de plantas, chamadas neste caso hospedeiras, mas cujas larvas se desenvolvem dentro da fruta.

Várias espécies desse gênero de mosca mudaram de hospedeiro.

Essa especiação parece ser frequente entre espécies parasitárias e organismos aquáticos em lagos, como peixes ciclídeos em lagos africanos.

Relacionado:  Leão do Cabo: características, localização, dieta, morfologia

Esses processos de especiação passam a ser a resposta para as questões colocadas pela biologia evolutiva.

Referências

  1. Blog de biologia (2017). «Espécies e especiação» no Blog de biologia. Recuperado do Blog de Biologia: blogdebiologia.com
  2. Cuevas, E. (2013). «Mecanismos de especiação ecológica em plantas e animais» em Biológico. Recuperado de Biológico: biologicas.umich.mx
  3. Perfectti, Francisco (s / f). «Especiação: modos e mecanismos» na Universidade de La Rioja. Recuperado da Universidade de La Rioja: dialnet.unirioja.es
  4. Sociedade Espanhola de Biologia Evolutiva (s / f). «Modos de especiação» na Sociedade Espanhola de Biologia Evolutiva. Recuperado da Sociedade Espanhola de Biologia Evolutiva: sesbe.org
  5. Sociedade Espanhola de Biologia Evolutiva (s / f). “Modos de especiação” na Universidade de Berkeley da Califórnia. Recuperado da Universidade de Berkeley da Califórnia: evolution.berkeley.edu
  6. wikipedia.org

Deixe um comentário

Este site usa cookies para lhe proporcionar a melhor experiência de usuário. política de cookies, clique no link para obter mais informações.

ACEPTAR
Aviso de cookies