Os 7 princípios mais importantes da criminalização

Os princípios da criminalística são os da individualidade, da troca, da mudança progressiva, da correspondência de características, da reconstrução de fatos e fenômenos, da probabilidade e do princípio dos eventos circunstanciais.

Criminalística significa aplicar métodos e processos científicos para resolver crimes. Seu foco central é reconhecer, identificar e avaliar evidências físicas.

Os 7 princípios mais importantes da criminalização 1

O campo da criminalística atrai muitos ramos científicos, incluindo física, química e biologia.

Por esse motivo, tornou-se uma parte essencial do sistema judicial, pois utiliza um amplo espectro de ciências para obter informações relevantes para evidências criminais e legais.

A criminalística pode provar diferentes elementos de um crime através do exame de evidências físicas, da execução de provas, da interpretação de informações, de relatórios claros e concisos e de testemunhos de um analista em criminalística.

Os 7 princípios mais importantes do crime

1- Princípio da individualidade

O princípio da individualidade fala sobre as características individuais do homem e os materiais e objetos feitos por ele.

Este princípio declara que qualquer objeto, artificial ou natural, é único e não pode ser duplicado de forma alguma.

Embora à distância os objetos da mesma morfologia, classe ou cor possam parecer os mesmos, eles não são. Portanto, é importante focar nos detalhes.

Por exemplo, impressões digitais e DNA podem ser semelhantes, mas são distintamente únicos para cada pessoa.

É por isso que eles são tão importantes na criminalística: impressões digitais e DNA resolveram muitos casos criminais.

2- Princípio da troca

O princípio da troca também é conhecido como troca máxima de Edmond Locard. Fale sobre a importância da troca de traços que acontece quando há um contato entre dois elementos.

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De acordo com esse princípio, quando um instrumento criminoso ou criminal entra em contato com a vítima ou com os objetos ao redor, eles deixam rastros.

Isso implica que o criminoso ou seu instrumento entre em contato com a vítima de alguma forma.

O princípio da troca diz que uma pessoa ou pessoas em uma cena em que um crime foi cometido sempre deixam ou levam alguma coisa. Isso significa que, de acordo com Locard, cada contato deixa um rastro.

Em criminalística, isso se refere à transferência de evidências que podem ser rastreadas, como fibras, partículas de poeira ou cabelos. Por exemplo, quando duas peças de roupa entram em contato, as fibras que caem de uma delas são recolhidas pela outra.

Se a transferência existir de ambos os lados, a importância e o relacionamento aumentam.

3- Princípio da mudança progressiva

O princípio da mudança progressiva declara que tudo muda com o tempo. A mudança é inevitável na vida e isso também se aplica aos objetos; Todas as coisas mudam com o tempo.

Isso é importante na criminalística, pois os objetos envolvidos na cena do crime, assim como o criminoso, passam por mudanças. Isso os torna irreconhecíveis.

Muitos objetos importantes para o caso se desintegram ao longo do tempo, como o DNA. Por outro lado, corpos se decompõem ao longo do tempo, marcas de pneus desaparecem, picadas de insetos são removidas, entre outros.

4- Princípio da comparação ou correspondência de características

O princípio da comparação fala sobre a importância de encontrar uma comparação entre duas entidades.

De acordo com esse princípio, as amostras só podem ser comparadas com amostras semelhantes, sejam elas de controle ou de referência.

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Por exemplo, uma amostra de cabelo só pode ser comparada a outra amostra de cabelo, uma amostra de DNA é comparada apenas a outra amostra de DNA e assim por diante.

É por isso que na criminalística é enfatizada a necessidade de conceder amostras e amostras semelhantes para poder comparar.

5- Princípio da análise ou reconstrução de fatos e fenômenos

O princípio da análise declara a importância das técnicas de análise utilizadas na criminalística.

Este princípio enfatiza a necessidade de atenção à análise. Uma análise não pode ser apenas a amostra que está sendo analisada.

A cadeia de custódia da amostra, seu manuseio e a pessoa que a está analisando também devem ser levados em consideração.

Textualmente, o princípio da análise diz que “a análise não pode ser melhor que a amostra analisada”.

É por isso que é necessário coletar as amostras corretamente e seguir os procedimentos necessários, bem como elas devem ser embaladas e armazenadas corretamente, e os especialistas precisos que podem analisá-las devem ser encontrados.

6- Princípio da probabilidade

Grande parte do crime é sobre probabilidade e porcentagem. Todas as conclusões obtidas após uma análise dependem do método utilizado e de suas respectivas vantagens e desvantagens, que são levadas em consideração no resultado final.

Isso significa que todas as identificações, definitivas ou inconclusivas, são feitas consciente ou inconscientemente com base na probabilidade.

É por isso que é impossível dizer com 100% de certeza que algo aconteceu da maneira que se pensa ter acontecido.

7- Princípio da certeza ou fatos circunstanciais

De acordo com esse princípio, quando um homem (seja uma testemunha ou uma vítima) dá provas, isso pode não estar correto.

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As pessoas podem mentir intencionalmente, podem perceber incorretamente (como má visão ou baixa audição) e podem exagerar ou fazer suposições.

No entanto, as evidências fornecem uma porcentagem maior de segurança; É mais provável que esteja correto, por isso tem um peso importante na resolução de um crime.

Referências

  1. Leis e princípios da ciência forense. Recuperado de unacaemy.com
  2. Princípios da ciência forense. Recuperado de kuforensicforum.wordpress.com
  3. Princípios de criminalística. Recuperado de scribd.com
  4. O que é forense? Recuperado de crimessceneinvestigatoredu.org
  5. Princípios básicos da ciência forense (2013), Recuperado de adgarrett.com
  6. Princípios da ciência forense (2015), recuperado de slideshare.net

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