Pesquisa documental: principais características

A pesquisa documental é um tipo de perguntas de estudo utilizados documentos oficiais e pessoais como uma fonte de informação; Esses documentos podem ser de vários tipos: impressos, eletrônicos ou gráficos.

Segundo Baena (1985), a pesquisa documental é “… uma técnica que consiste na seleção e coleta de informações através da leitura e crítica de documentos e materiais bibliográficos, bibliotecas, bibliotecas de jornais, centros de documentação e informação.

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Por sua parte, Garza (1988) aponta que a pesquisa documental “…. Caracteriza-se pelo uso predominante de registros gráficos e sonoros como fontes de informação (…), registros em manuscrito e impressos… ”.

Juntamente com a pesquisa de campo e a pesquisa experimental, a pesquisa documental é um dos principais tipos de pesquisa e é o mais popular nas ciências sociais.

Pesquisa documental é um tipo de pesquisa qualitativa

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A pesquisa é classificada em dois grandes grupos: pesquisa quantitativa e qualitativa. A pesquisa quantitativa é aquela cujo objetivo principal é a quantificação dos dados lançados pelo método de coleta de dados utilizado; Para isso, utiliza análise estatística.

Essa quantificação permite generalizações, levando em consideração os resultados extraídos de uma amostra. Esse tipo de pesquisa é geralmente usado nas ciências físico-naturais.

Por sua vez, a pesquisa qualitativa tem sua origem nas ciências sociais, como antropologia, sociologia e psicologia.

Isso envolve observar a realidade através de uma abordagem interpretativa; A pesquisa qualitativa estuda as características e qualidades de um fenômeno (daí seu nome).

A pesquisa documental pertence ao último grupo, pois visa interpretar a realidade por meio de documentos e outras fontes de informação.

Objeto da pesquisa documental

A pesquisa documental visa estudar um fenômeno através da análise, crítica e comparação de várias fontes de informação

Fontes de informação na pesquisa documental

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Como afirmado anteriormente, a pesquisa documental é aquela que depende de informações e dados divulgados por vários meios.

Esses meios podem ser classificados como impressos, eletrônicos, gráficos e audiovisuais. Da mesma forma, as fontes de informação podem ser classificadas de acordo com seu nível no primário e no secundário.

Fontes de informação de acordo com o meio em que publicam

1- Materiais impressos

O material impresso prototípico é o livro, no entanto, este não é o único. Outros materiais impressos que constituem fontes de informação são jornais, jornais, gravuras, diretórios, projetos de pesquisa, teses, publicações estatísticas, entre outros.

2- Materiais eletrônicos

Nesta era em que a tecnologia se tornou um elemento essencial da vida, a maioria dos materiais impressos também é publicada em formato digital.

Nesse sentido, todas as fontes de informação mencionadas na seção anterior podem ser encontradas na web.

Existem também revistas e livros especializados, publicados apenas em formato digital e que constituem fontes valiosas de informação.

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2- Materiais gráficos

Fotografias e pinturas são fontes de informação, desde que forneçam informações à pesquisa que está sendo realizada. Além disso, mapas e planos pertencem a esse grupo.

3- Materiais audiovisuais

Outras fontes de informação documental são as gravações e arquivos de áudio e / ou vídeo de notícias, entrevistas, apresentações, conferências, entre outros.

Fontes de informação de acordo com o nível

1 – Fontes primárias de informação

As fontes primárias são aquelas que oferecem dados novos e originais em uma área de conhecimento.

2 – Fontes secundárias de informação

Fontes secundárias são aquelas que oferecem informações extraídas de outra fonte e que foram reorganizadas, analisadas e / ou criticadas pelo autor que as apresenta.

As informações oferecidas por essas fontes não são originais; No entanto, isso não significa que não seja autêntico.

Seleção de fontes de informação

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Antes de selecionar um material como fonte de informação, ele deve ser avaliado para determinar seu valor.

Especialistas na área de pesquisa sugerem que quatro elementos sejam usados ​​para avaliar uma fonte: autenticidade, credibilidade, representatividade e significado. (Scott, John, 1990 e Scott, John 2006).

1 – Autenticidade

Autenticidade refere-se à autoria do texto. Com relação ao autor, o pesquisador deve se fazer uma série de perguntas, como:

– Quem escreveu o texto?

– É um autor confiável? Você já fez estudos especializados que provam isso?

– Este autor é representante da área de pesquisa que está planejada para ser realizada?

Nesse sentido, para determinar a autenticidade de uma fonte, o autor deve ser investigado. Além disso, o texto selecionado pode ser comparado com outros textos do mesmo autor para determinar se o estilo e o idioma usados ​​correspondem.

Outros aspectos avaliados em autenticidade são a origem do documento e sua integridade. Este último ponto refere-se ao fato de o documento não ter sido alterado após sua publicação (se for genuíno ou questionável).

A autenticidade é o primeiro passo a ser dado na avaliação de uma fonte, pois permite estabelecer os dados essenciais do documento, a saber: autor, data de publicação e origem.

Uma vez comprovada a autenticidade de um documento, ele pode ser considerado “válido”; no entanto, mais tarde, pode-se provar que seu conteúdo não é relevante ou adequado para pesquisa.

2 – A credibilidade

O critério de credibilidade refere-se à veracidade e precisão do documento. Isso pode depender de vários elementos, como o ponto de vista do qual o texto é levantado, o viés do autor e a presença ou ausência de fontes verificáveis.

Documentos verdadeiros formarão a base da investigação; Por outro lado, os não verdadeiros podem ser levados em consideração para discutir as informações apresentadas neles.

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3 – A representatividade

O critério de representatividade refere-se à relevância do documento selecionado para a área de conhecimento em que a pesquisa está sendo circunscrita.

Sobre esses três primeiros pontos, deve-se notar que Scott (2006) ressalta que é possível que o pesquisador não consiga determinar a autenticidade, credibilidade e representatividade de um documento.

Caso isso aconteça, o investigador deve aplicar o processo ao contrário, ou seja, provar que o documento não é autêntico, não é credível e não é representativo. Isso é conhecido como método de desconfiança.

4 – O significado

O sentido das fontes de informação é provavelmente um dos critérios mais importantes, pois se refere ao conteúdo do texto e seu entendimento, avaliando a clareza das informações apresentadas.

Dentre os aspectos levados em consideração na avaliação do sentido, destacam-se:

1 – Determine se o conteúdo do texto se adapta ao contexto histórico em que foi escrito.

2 – Estabelecer se a linguagem e os métodos utilizados no texto permitem que seja compreendido pelo público a que se destina.

O significado de um texto é avaliado em dois níveis.

No primeiro nível, a legibilidade do texto, as condições físicas que ele apresenta (se for um material físico) e o idioma em que as informações são expressas são levados em consideração. Por outro lado, o segundo nível é a fase mais relevante, pois as informações apresentadas são interpretadas e analisadas.

Scott (2006) reconhece três tipos de significado:

– O sentido intencional, que o autor pretende transmitir.

– O significado recebido, que é construído pelo público a partir do sentido intencional.

– O sentido interno, que ocorre através da interação entre o intencional e o recebido.

Outros teóricos, como McCullough (2004), apontam que o segundo nível de avaliação dos sentidos proposto por Scott (1990) é realmente o quinto critério para selecionar uma fonte de informação.

McCullough (2004) chamou esse elemento de “teorização”, um critério que busca reconstruir o significado de um documento enquanto estuda a relação estabelecida entre o autor e o público.

Tipos de pesquisa documental

De acordo com os objetivos estabelecidos pelo autor, a pesquisa documental pode ser:

1 – A apresentação de uma nova teoria ou modelo de interpretação baseado nas teorias existentes

Exemplo: “ Uma nova teoria argumentativa como modelo para a elaboração de ensaios ” (Salgado, 2017).

Esta pesquisa tem como objetivo compilar ensaios acadêmicos elaborados pelos alunos, com o objetivo de identificar quais são os fatores que impedem a redação de textos de qualidade e, assim, propor uma nova teoria argumentativa que sirva de modelo para a redação de ensaios satisfatórios.

Para esse fim, essa pesquisa se baseou no trabalho do jurista e filósofo polonês Chïm Perelman, que introduziu a disciplina da retórica em meados do século XX.

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Essa disciplina, introduzida pela primeira vez por Aristóteles, nos permitiu propor um modelo de validação para o raciocínio lógico e formal, comumente usado em disciplinas como física e matemática.

Esse novo modelo argumentativo procura ensinar elementos muito específicos que fornecem ferramentas teóricas e metodológicas para que os alunos possam escrever ensaios de maneira eficaz, sem confundi-los com outros tipos de redação acadêmica, como resumos e relatórios.

2 – Críticas sobre determinadas áreas do conhecimento, que incluem a avaliação e análise das informações disponíveis sobre um determinado fenômeno

Exemplo: ” O reality show, uma visão crítica do fenômeno da realidade televisiva para fins educacionais ” (Rosas, 2017).

Esta pesquisa busca fazer uma análise crítica dos reality shows, com o objetivo de gerar propostas educacionais que possam ser utilizadas em sala de aula.

Dessa forma, questiona-se a relação que os indivíduos têm com os programas de televisão e a maneira como eles podem ser influenciados por eles.

Decide-se apostar na investigação do formato “reality show”, pois parece ser um dos mais influentes do público desde 2004 e 2005.

Torna-se essencial analisar o formato altamente aclamado entre os jovens de hoje, a fim de levantar questões, reflexões e atividades sobre hábitos, valores, comportamentos e comportamentos transmitidos com os programas desta categoria.

3 – Estudos de literatura, história, linguística ou outra área social

Exemplo: ” Linguística crítica e o estudo do senso comum ” (Raiter, 2000).

Este artigo expõe e defende brevemente a investigação do ramo da lingüística como a ferramenta mais apropriada para entender o uso da linguagem em seu sentido mais amplo. Também é postulado como a lingüística ajuda a analisar o senso comum.

4 – Estudos comparando as teorias de uma área de conhecimento

Exemplo: ” Quadro comparativo das principais teorias do desenvolvimento ” (NURSING, 2012).

De acordo com diferentes acadêmicos, existem várias maneiras de entender como um ser humano se desenvolve durante os primeiros anos de vida.

Referências

  1. Pesquisa documental Recuperado em 28 de abril de 2017, de uk.sagepub.com.
  2. Pesquisa documental Recuperado em 28 de abril de 2017, de oxfordreference.com.
  3. Método de pesquisa documental. Recuperado em 28 de abril de 2017, de academia.edu.
  4. Uma introdução à pesquisa documental. Recuperado em 28 de abril de 2017, de aera.net.
  5. Pesquisa documental Recuperado em 28 de abril de 2017, em https://bools.google.com.
  6. Métodos Qualitativos de Pesquisa: Pesquisa Documental. Retirado em 28 de abril de 2017, de oocities.org.
  7. O método de pesquisa documental. Recuperado em 28 de abril de 2017, de muse.jhu.edu.
  8. O uso de métodos de pesquisa documental em pesquisa social. Recuperado em 28 de abril de 2017, de researchgate.net.

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