18 Consequências da Segunda Guerra Mundial

As conseqüências políticas, econômicas e sociais da Segunda Guerra Mundial afetaram a vida de milhões de pessoas nos anos seguintes à sua conclusão e moldaram o mundo hoje. A guerra terminou com um saldo entre 50 e 70 milhões de vítimas. Foi a primeira guerra que se desenvolveu simultaneamente com a participação de países de todos os continentes.

Em 1 de setembro de 1939, a Alemanha com Adolf Hitler na frente invadiu a Polônia. Esse fato serviu de ponto de partida para a Segunda Guerra Mundial, após a declaração de guerra da Grã-Bretanha e da França ao país germânico.

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A guerra durou seis anos e um dia e dois blocos foram formados. Uma delas eram as potências do Eixo, compostas da Alemanha nazista, a Itália fascista de Benito Mussolini e o Império do Japão, liderado por Hirohito, além de todos os estados fantoches criados após as ocupações.

No lado aliado, as principais potências, além da Grã-Bretanha e da França, foram Estados Unidos, União Soviética e China na região asiática.

Na primeira parte, a Alemanha conseguiu ocupar praticamente toda a Europa continental e sua retirada começou após a invasão da União Soviética.

A guerra na Europa culminou com a aquisição soviética de Berlim em 1945 e na Ásia com o ataque nuclear a Hiroshima e Nagasaki no Japão pelos Estados Unidos, o que resultou na rendição da ilha em setembro. Este foi o único ataque com bombas nucleares contra civis na história da humanidade.

Além da parte político-militar, a guerra foi liderada pelo holocausto nazista que perseguia os judeus, além de homossexuais, ciganos e Testemunhas de Jeová.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, começou a Guerra Fria, que enfrentaria as duas superpotências vitoriosas: os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Consequências políticas da Segunda Guerra Mundial

1- Criação da Organização das Nações Unidas (ONU)

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Após a Primeira Guerra Mundial e após a assinatura do Tratado de Versalhes em 1919, foi criada a Liga das Nações, que buscava agrupar todos os estados do mundo. Embora essa organização tenha alcançado algumas vitórias, finalmente fracassou em sua tentativa de manter as relações internacionais de paz e a Segunda Guerra Mundial foi propiciada.

Por isso, em 24 de outubro de 1945, após pouco mais de um mês após o término da guerra, cinquenta países se reuniram na Conferência de São Francisco e formaram a Organização das Nações Unidas (Yépez, 2011).

Desde então, esta instituição governou as relações internacionais de seus Estados membros, que hoje somam 193.

2- Criação do Estado de Israel

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Em 14 de maio de 1948, na cidade de Tel Aviv, David Ben-Gurion percebeu a aspiração sionista de ter um estado judeu na Terra Santa. Esta região era um mandato britânico da Liga das Nações.

Após a Segunda Guerra Mundial e por causa do Holocausto nazista que matou milhões de hebreus, houve uma emigração maciça na área.

Isso acabou forçando o abandono dos britânicos e a criação do estado judeu. A ONU determinou que dois estados, um judeu e um árabe, deveriam ser criados.

Os palestinos, que inicialmente se opunham à criação de um estado judeu ainda não podem ter soberania de seu estado.

3- Divisões territoriais

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Com a derrota da Alemanha e do Japão, os Estados Unidos e a União Soviética se tornaram as duas grandes superpotências do mundo. Como resultado, eles começaram a dominar e dividir o território em um grande número de países.

A União Soviética manteve o controle de toda a Europa Oriental, estabelecendo repúblicas socialistas na Hungria, Albânia, Iugoslávia ou Polônia, entre outras.

O mais relevante foi a divisão da Alemanha, constituindo a República Federal Alemã, a República Democrática Alemã e Ocidental, o Marxista Oriental.

Algo semelhante aconteceu na Coréia, ocupada pelo Japão desde 1910. Nesta península asiática, uma divisão foi aplicada por meio do paralelo 38, em que o norte, anteriormente ocupado por tropas soviéticas, era constituído como República Popular Democrática da Coréia, enquanto no sul, uma área ocupada pelos aliados, a República da Coréia foi formada. Essa divisão territorial é mantida até hoje (Yépez, 2011).

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4- Armas nucleares

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A Segunda Guerra Mundial terminou com os dois ataques nucleares perpetrados pelos Estados Unidos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Essas bombas foram as únicas que foram lançadas contra a população civil.

No entanto, a partir de então o uso de armas nucleares pelas Nações Unidas foi controlado, sendo permitidos apenas os cinco grandes vencedores da guerra: Estados Unidos, França, Reino Unido, China (então nacionalista, agora substituído por comunista). ) e a União Soviética (hoje Rússia).

Desde então, não houve ataques nucleares, mas durante a Guerra Fria a tensão nessa direção e o risco de guerra nuclear permaneceram.

5- Julgamentos de Nuremberg e Tóquio

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Os líderes da Alemanha nazista, da Itália fascista e do Império do Japão não ficaram impunes. Embora Adolf Hitler tenha cometido suicídio no dia em que os soviéticos chegaram a Berlim e Benito Mussolini foi morto junto com sua amante Clara Petacci, muitos outros não tiveram esse fim.

Entre 20 de novembro de 1945 e 1º de outubro de 1946, uma série de julgamentos foi realizada na cidade alemã de Nuremberg, que acabou condenando mais de uma dúzia de militares alemães e outros a prisão perpétua.

Esses julgamentos foram divididos em vários processos. Entre eles, o julgamento de médicos, contra 24 médicos que experimentaram seres humanos, praticaram esterilização forçada e outros crimes.

Também ocorreu o julgamento dos juízes, que acusaram 16 juízes e advogados que protegeram todas as ações perpetradas pelo governo nazista. Referindo-se à parte do extermínio, nesse processo foi desenvolvido o Julgamento de Pöhl, encarregado de condenar os responsáveis ​​pelos campos de concentração e extermínio, além do Julgamento de Einsatzgruppen, que condenou os oficiais da SS encarregados do Perseguição judaica

No caso japonês, um processo muito semelhante aos Julgamentos de Nuremberg foi desenvolvido. O Tribunal Penal Militar Internacional do Extremo Oriente exerceu justiça contra os militares japoneses que tiveram uma participação importante na guerra.

Nos julgamentos de Tóquio, ele foi julgado por crimes de guerra, crimes contra a humanidade, conspiração de guerra e genocídio.

Entre os condenados à morte estavam aqueles que foram o primeiro ministro do Japão durante parte da guerra, Hideki Tōjō.

No entanto, o que mais se destaca nesse processo foi que o imperador Hirohito foi totalmente exonerado da culpa e das responsabilidades que tinha e continuou a reinar no Japão até sua morte em 1989.

Generais americanos, como MacArthur, foram os arquitetos em que Hirohito permaneceu no trono para garantir a coesão do povo japonês e sua reentrada no mundo das relações internacionais.

Desde 1946, o Japão foi transformado em monarquia constitucional, deixando seu reinado em mero simbolismo.

Consequências econômicas

6- Aplicação do Plano Marshall

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Oficialmente conhecido como Programa Europeu de Recuperação, mas comumente conhecido como Plano Marshall, era um programa americano que consistia em fornecer ajuda econômica de 12 bilhões de dólares à Europa Ocidental, que havia sido amplamente destruída por causa dos bombardeios em Segunda Guerra Mundial

Os americanos temiam a ameaça dos comunistas avançados e o estabelecimento de repúblicas socialistas no continente, por isso decidiram investir dinheiro na reconstrução física da área e também no desenvolvimento industrial.

Seu nome comum é devido ao secretário de Estado da época, George C. Marshall, que posteriormente recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1953 (Gabinete do Historiador, sd).

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7- Bipolarização da economia global

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As superpotências não eram apenas politicamente. Com relação à indústria, os Estados Unidos e a União Soviética monopolizaram o poder industrial e econômico durante a Guerra Fria, influenciando os produtos e serviços oferecidos nos países que estavam em suas respectivas órbitas.

Por exemplo, os carros LADA eram amplamente comercializados em países do eixo soviético, embora estivessem distantes como no caso de Cuba.

Consequências sociais

8- O Holocausto

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No que é conhecido como Holocausto, o governo alemão assassinou mais de seis milhões de judeus que capturou nos diferentes países que invadiu e enviou aos diferentes campos de concentração estabelecidos para esse fim (Sneyder, 2010).

Este fato tem sido uma das principais características da Segunda Guerra Mundial. Dentro da ideologia socialista nacional de Adolf Hitler, os judeus não entraram na raça ariana, escolhida para dominar a humanidade.

Exterminar a população judaica foi a solução final colocada pelo nazismo para aqueles que professavam essa religião. O Holocausto foi listado como um genocídio. Nos campos de concentração, os hebreus morreram de fome, tortura, por experimentos médicos ou em câmaras de gás.

Além dos judeus, gays e ciganos também foram exterminados em campos de concentração.

Estima-se que mais de 1% das vítimas mortas durante o Holocausto eram homossexuais e mais de 3% pertenciam ao grupo étnico cigano. Nenhuma dessas pessoas foi considerada pertencente à raça ariana e, por esse motivo, foram exterminadas nos campos de concentração.

Todos que não alcançaram a pureza ariana devem ser exterminados. Foi também o caso de pessoas com deficiência, que não cumpriram os parâmetros estabelecidos pelo nazismo e, portanto, foram exterminadas em campos de concentração.

Por outro lado, como o nazismo e o fascismo eram movimentos que geralmente se localizam na extrema direita, os comunistas e social-democratas alemães que haviam sido anteriormente proibidos foram perseguidos e mortos. Muitos deles sofreram extermínio em campos de concentração.

9- Deslocamento e adaptação da população

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A Segunda Guerra Mundial produziu muitas mudanças territoriais. No curso do conflito, as potências do Eixo ocuparam grande parte do continente europeu e asiático.

Uma vez concluído, o mapa mudou e os poderes derrotados sofreram mudanças geográficas em seus territórios, o que levou ao deslocamento da população dessas nacionalidades para outras áreas. Um dos grandes ganhos territoriais foi recebido pela Polônia às custas da Alemanha.

A União Soviética também tomou territórios da Romênia. Entre a França e o Reino Unido, eles conquistaram todo o império colonial italiano na África. Os Estados Unidos tomaram posses na Oceania. Ainda hoje permanece parte de Guam, Samoa Americana ou Ilhas Marianas do Norte.

Grande parte de todas essas mudanças territoriais foram patrocinadas por protetorados ou missões designadas pela nascente Organização das Nações Unidas.

Isso implicava que a população de territórios que mudavam de soberania em muitos casos tinha que emigrar para outros ou se adaptar a um novo poder colonizador, com toda a carga que implica, como linguagem, costumes, símbolos, tradições, leis e diferentes práticas culturais.

10- Destruição da infraestrutura

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Grande parte do continente europeu foi destruída. A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra aérea preponderantemente onde os atentados eram parte da vida cotidiana. Países como o Reino Unido foram afetados durante o conflito por bombardeios alemães.

Mas também a própria Alemanha, especialmente nos últimos anos da guerra, foi arrasada. Os atentados tiveram como principais vítimas a população civil.

O Plano Marshall ajudou a reconstruir as cidades e vilas afetadas. No Japão, o impacto destrutivo foi ainda maior após os bombardeios nucleares que fizeram as cidades de Hiroshima e Nagasaki praticamente deixarem de existir.

Consequências atuais

1- Mudança na cultura alimentar

Embora a Segunda Guerra Mundial tenha ocorrido há mais de 70 anos, hoje os cidadãos dos Estados Unidos reconhecem que isso teve um efeito decisivo no aparecimento de lanches que conhecemos hoje.

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Um exemplo disso é a cadeia de fast food de Mc Donald. Nasceu como uma grelha de hambúrguer tradicional nos anos 40 e evoluiu para o modelo de fast food que conhecemos hoje inspirado pelas linhas de montagem de armas da Segunda Guerra Mundial.

Mc Donalds é o pioneiro da cultura de fast food em todo o mundo e um de seus maiores colaboradores, até hoje (Hampson, 2015).

2- Nascimento de tendências tecnológicas

A Segunda Guerra Mundial plantou as sementes de tendências que levariam décadas para se desenvolver completamente. Isso inclui a integração de economias globais, o uso de comunicações digitais e avarias e reinvenções tecnológicas.

3- Refinamento tecnológico

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos governos pagaram seus cientistas para refinar produtos tecnológicos, como televisores, aparelhos de ar condicionado e outros dispositivos eletrônicos.

Por exemplo, o computador foi introduzido no MIT em 1942, com um peso de 100 toneladas e 2.000 tubos eletrônicos, 150 motores e 320 quilômetros de cabos.

Esse artefato, criado durante a guerra, é hoje um dos mais importantes no curso da vida cotidiana da maioria dos seres humanos no mundo.

4- Fabricação de armas

Graças à Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se tornaram um dos maiores produtores de armas do mundo. Hoje ele é reconhecido por ser o maior produtor de munição do mundo.

No entanto, em 1938, os Estados Unidos não fabricaram nenhum tipo de armamento.

5- Aplicações da energia nuclear

A energia nuclear foi desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial, trazendo consequências devastadoras para o mundo.

No entanto, o desenvolvimento desse tipo de energia permitiu impactar vários campos, como medicina, indústria de alimentos, mineração, exploração espacial e até arte.

Hoje, os usos da energia nuclear são diversos e lucrativos.

6- Mudança na política da China

Antes da guerra, a China vivia em um sistema político nacionalista e corrupto. Após a guerra, sua política de estado mudou e o povo foi a favor da implementação de um sistema comunista, válido até hoje.

7- Mudança política na Europa

Os países europeus que participaram da Segunda Guerra Mundial falaram do futuro com pessimismo antes da guerra. Uma vez terminado, foram realizados diálogos para reconstruir as sociedades de uma maneira nova e melhor.

Esses diálogos levaram à implementação de sistemas
sociais e democráticos na Europa. Foi assim que os partidos políticos nasceram a favor dos trabalhadores, importantes e influentes hoje.

8- Universalidade dos direitos humanos

Como observado anteriormente, a ONU foi criada quando a guerra terminou. Além disso, foi implementado um tratado de direitos humanos. Tanto a ONU como o tratado de direitos humanos são essenciais para a resolução de conflitos hoje.

A Segunda Guerra Mundial deixou nesse sentido um legado de padrões universais sobre o bem-estar humano, válido até o momento (MacMillan, 2009).

Referências

  1. Aracil, R., Aracil M., R., Oliver, J. e Segura A. (1998). O mundo atual: da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais. Barcelona: Edições Universitat Barcelona.
  2. Berembaum, M. (sf) O mundo deve saber. Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos.
  3. Hunt, N. e Robbins, I. (2001). As consequências a longo prazo da guerra: a experiência da Segunda Guerra Mundial. Envelhecimento e saúde mental, 5 (2), 183-190. doi: 10.1080 / 13607860120038393
  4. Gabinete do Historiador (sf). Plano Marshall, 1948. Gabinete do Historiador. Recuperado de history.state.gov.
  5. Snyder, T. (2010). Terras Sangrentas: Europa Entre Hitler e Stalin. Livros básicos
  6. Yépez, A. (2011). História universal. Caracas: Larense.
  7. Suárez, C. (2014). Interpretação simultânea e os Julgamentos de Nuremberg. Alcalá: Universidade de Alcalá.
  8. Yépez, A. (2011). História universal. Caracas: Larense.

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