Argumento abdutivo: características, estrutura e exemplos

O argumento abdutivo é uma forma de argumentação lógica que se baseia na inferência da melhor explicação. Neste tipo de argumento, o objetivo é chegar a uma conclusão que seja a mais plausível possível, considerando as evidências disponíveis.

Em termos de estrutura, o argumento abdutivo geralmente segue o seguinte padrão:
1. Observação de um fenômeno ou conjunto de dados que precisam ser explicados;
2. Formulação de uma hipótese ou explicação possível para o fenômeno observado;
3. Verificação da consistência da hipótese com as evidências disponíveis;
4. Conclusão de que a hipótese é a melhor explicação para o fenômeno observado.

Alguns exemplos de argumentos abdutivos incluem a teoria da evolução de Charles Darwin, a teoria da relatividade de Albert Einstein e a teoria do Big Bang. Todos esses exemplos são baseados em observações e evidências empíricas que levaram a conclusões que parecem ser as mais plausíveis dadas as informações disponíveis.

O que caracteriza um argumento abdutivo e como utilizá-lo de forma eficaz.

Um argumento abdutivo é aquele que busca a melhor explicação para determinado fenômeno, mesmo que essa explicação não seja necessariamente a única ou a mais provável. Ele parte de observações específicas para chegar a uma conclusão geral, por meio da inferência da melhor hipótese.

Para utilizar um argumento abdutivo de forma eficaz, é importante considerar as seguintes características:

1. Observação dos fatos: O primeiro passo é observar atentamente os fatos ou evidências disponíveis, a fim de identificar um padrão ou uma relação entre eles.

2. Identificação de hipóteses: Em seguida, é necessário identificar as possíveis hipóteses que podem explicar os fatos observados, levando em conta a lógica e a coerência.

3. Seleção da melhor explicação: Por fim, deve-se selecionar a hipótese que melhor se encaixa nos dados observados, mesmo que não seja a única explicação possível.

Um exemplo de argumento abdutivo seria o seguinte: ao observar que a grama está molhada, podemos inferir que choveu recentemente, pois essa é a melhor explicação para a umidade presente na grama. No entanto, é importante ressaltar que essa conclusão não é necessariamente a única explicação possível para a grama molhada.

Portanto, o argumento abdutivo é uma ferramenta útil para a investigação e a busca por explicações plausíveis para fenômenos complexos, permitindo chegar a conclusões fundamentadas a partir de observações específicas.

O que é abdução e como é aplicado no contexto da lógica?

Abdução é um tipo de raciocínio lógico que parte de uma observação ou evidência para chegar a uma conclusão provável. Diferente da dedução, que parte de premissas para uma conclusão necessária, a abdução busca a melhor explicação para um determinado fenômeno, mesmo que não seja a única possível.

No contexto da lógica, a abdução é aplicada para inferir a melhor explicação para um conjunto de observações. Ela é especialmente útil quando não há evidências suficientes para uma dedução válida, permitindo ao raciocínio humano preencher lacunas e chegar a conclusões plausíveis.

A estrutura de um argumento abdutivo consiste em três elementos principais: a evidência inicial, a hipótese explicativa e a conclusão. A evidência inicial é o ponto de partida, a hipótese explicativa é a conjectura que melhor explica a evidência, e a conclusão é a inferência de que a hipótese é provavelmente verdadeira.

Um exemplo de argumento abdutivo seria o seguinte: “Se a grama está molhada, então é provável que tenha chovido.” Neste caso, a evidência da grama molhada leva à hipótese de que choveu, sendo a conclusão que a chuva é a explicação mais plausível para a situação observada.

Ela permite ao raciocínio humano lidar com incertezas e chegar a conclusões razoáveis, mesmo diante de informações incompletas ou ambíguas.

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Conheça as quatro diferentes maneiras de raciocinar e desenvolver habilidades cognitivas.

Existem quatro diferentes maneiras de raciocinar e desenvolver habilidades cognitivas: dedução, indução, abdução e intuição. Cada uma dessas formas de pensar tem suas próprias características e estrutura, contribuindo para a expansão do nosso conhecimento e capacidade de resolver problemas de maneiras diferentes.

A abdução, em particular, é um tipo de raciocínio que envolve a elaboração de hipóteses ou explicações plausíveis para um determinado fenômeno. Ao contrário da dedução, que parte de uma premissa geral para chegar a uma conclusão específica, a abdução trabalha de forma inversa. Ela parte de uma observação específica para chegar a uma hipótese geral que explique o fenômeno observado.

Uma característica importante da abdução é a sua natureza exploratória e criativa. Ela nos permite pensar fora da caixa e considerar possibilidades que talvez não fossem óbvias à primeira vista. Além disso, a abdução é frequentemente utilizada em situações em que há incerteza ou ambiguidade, ajudando a gerar novas ideias e soluções inovadoras.

A estrutura da abdução envolve a identificação de um problema ou questão a ser investigada, a observação cuidadosa dos dados disponíveis, a formulação de hipóteses plausíveis que possam explicar esses dados e a seleção da hipótese mais coerente e útil para resolver o problema em questão.

Um exemplo clássico de abdução é o método científico, no qual os cientistas observam um fenômeno, elaboram uma hipótese que explique esse fenômeno e testam essa hipótese por meio de experimentos para confirmar ou refutar sua validade. Esse processo contínuo de formular e testar hipóteses é fundamental para o avanço do conhecimento científico.

Ao incorporar o raciocínio abdutivo em nosso processo de pensamento, podemos desenvolver habilidades cognitivas essenciais para enfrentar desafios complexos e encontrar respostas inovadoras.

Dedução, indução e abdução: entenda as diferenças entre esses processos de raciocínio.

A dedução, indução e abdução são processos de raciocínio fundamentais na lógica e na filosofia. Cada um desses métodos possui características distintas que os tornam únicos em suas abordagens.

A dedução é um processo em que se parte de premissas gerais para chegar a uma conclusão específica. Nesse tipo de raciocínio, as conclusões são necessariamente verdadeiras se as premissas também o forem. Por exemplo, se todas as pessoas são mortais e João é uma pessoa, então podemos deduzir que João é mortal.

Já a indução consiste em extrair conclusões gerais a partir de observações específicas. Nesse caso, as conclusões não são necessariamente verdadeiras, mas sim prováveis com base nas evidências apresentadas. Por exemplo, se todas as maçãs que observei até agora são vermelhas, posso induzir que todas as maçãs são vermelhas.

A abdução, por sua vez, é um processo de raciocínio que busca a melhor explicação para um determinado fenômeno. Diferentemente da dedução e da indução, a abdução não garante a verdade das conclusões, mas sim a plausibilidade das explicações. Por exemplo, se ao entrar em casa percebo que a porta está aberta e a janela quebrada, posso abduzir que houve uma tentativa de invasão.

Cada um desses processos tem sua importância e aplicação em diferentes contextos.

Argumento abdutivo: características, estrutura e exemplos

Argumento abdutivo: características, estrutura e exemplos

O argumento abdutivo pode ser definido como uma forma de raciocínio que busca obter conclusões simples através de uma série de premissas. Ao contrário do que ocorre no raciocínio dedutivo , são tiradas conclusões plausíveis nesse processo, mas não podem ser verificadas.

Por exemplo: Premissa 1; todas as pessoas são mortais. Premissa 2; Antonio é uma pessoa. Conclusão: Antonio é mortal. As conclusões tiradas com esse tipo de argumento são as mais prováveis, mas abrigam certas dúvidas. Embora isso não seja percebido neste primeiro exemplo (Antonio é mortal), será visto nos seguintes.

O filósofo e cientista Charles Peirce (1839-1914) afirmou que um argumento abdutivo é uma espécie de conjectura. Isso significa que um argumento abdutivo, também conhecido como “argumento da melhor explicação”, é frequentemente usado com frequência quando você deseja explicar um fenômeno em uma discussão. Geralmente, esse tipo de argumento é apresentado em discussões que têm hipóteses diferentes sobre um ou mais eventos.

Nessas discussões, a pessoa que defende defende algumas das hipóteses porque a considera a melhor opção possível.

Quando o argumento abdutivo é usado?

Devido à lógica simples dos argumentos abdutivos, estes são comumente usados ​​na vida cotidiana. De fato, a maioria das pessoas as usa diariamente sem perceber. Alguns vinculam esse raciocínio ao bom senso.

Fernando Soler Toscano, em seu texto O raciocínio abdutivo na lógica clássica (2012), afirma que o argumento abdutivo tem semelhanças com os silogismos determinados por Aristóteles (384-322 aC). Isso ocorre nos dois casos, partindo de um raciocínio no qual uma série de declarações é estabelecida que necessariamente leva a outras.

Por esse motivo, Aristóteles considerou que o raciocínio abdutivo é uma espécie de silogismo. Esse método foi usado de forma recorrente pelo personagem fictício Sherlock Holmes, um detetive altamente reconhecido na cultura popular conhecido por sua forte intuição.

No romance Study in Scarlet (escrito por AC Doyle em 1887), Holmes descobre que um dos personagens veio do Afeganistão devido ao fato de o homem ter um ar marcial e seu rosto estar visivelmente bronzeado em comparação com os pulsos. Esse tipo de abordagem corresponde ao argumento abdutivo.

Características do argumento abdutor

Aumenta o conhecimento argumentativo

A principal característica do argumento abdutivo (que o diferencia de outras formas de inferência lógica, como indução e dedução) é que aumenta o conhecimento do argumentador, pois permite que ele saiba algo que antes não sabia.

Por exemplo, sabe-se que todos os feijões da sacola N são brancos, portanto, pode-se supor que um conjunto de feijões brancos provavelmente pertença a essa sacola; isso é afirmado a partir da premissa de que o feijão verde é branco. Graças a essa premissa, o argumentante agora sabe que o grupo de feijão branco pode vir do saco N.

Permite prever e criar novas ideias

Da mesma forma, o seqüestro também é caracterizado porque permite não apenas criar hipóteses, mas também prever e construir novas idéias.

Por isso, Charles Pierce considerou o argumento abdutivo o raciocínio mais complexo dentro das inferências lógicas; somente esse método é dedicado ao enriquecimento cognitivo.

No entanto, é necessário limitar que a adução esteja sujeita à possibilidade de erro. Ou seja, dentro do argumento abdutivo há uma margem em que sempre há espaço para um possível erro.

Estrutura

Abaixo está a estrutura básica de um argumento abdutivo. Isso pode ter duas ou mais premissas:

Primeira premissa : N é um evento ou um conjunto de eventos.

Segunda premissa: G é uma explicação possível ou satisfatória de N.

Conclusão: G é a explicação de N, pelo menos até que algo sugira o contrário.

Exemplos de argumentos abdutivos

Alguns exemplos de argumento abdutivo são os seguintes:

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1-

Primeira premissa: homens elegantes compram suas roupas na loja de Alberto.

Segunda premissa: Nestor é um homem elegante.

Conclusão: Néstor deve comprar suas roupas na loja de Alberto.

2-

Primeira premissa: o tempo está limpo e ensolarado.

Segunda premissa: Quando o céu está limpo, eu e minha esposa vamos passear.

Conclusão: Hoje minha esposa e eu vamos dar um passeio.

3-

Primeira premissa: Uma grande parte da população jovem usa drogas.

Segunda premissa: a população jovem tem tempo livre.

Conclusão: A população jovem que tem muito tempo livre consome drogas.

4-

Primeira premissa : o chão da cozinha acordou molhado.

Segunda premissa: a geladeira está com defeito.

Conclusão: O piso da cozinha acordou molhado devido à falha da geladeira.

5-

Primeira premissa: as bolsas que vendem na loja de Ana são caras.

Segunda premissa: Luisa só compra carteiras caras.

Conclusão: Luisa vai comprar ou já comprou na loja de Ana.

6-

Primeira premissa: os vizinhos fazem muito barulho.

Segunda premissa: Emiliano é meu vizinho.

Conclusão: Emiliano faz muito barulho.

7-

Primeira premissa: esse carro é adquirido apenas por pessoas ricas.

Segunda premissa: Carlos é rico.

Conclusão: Carlos pode comprar esse carro.

É importante notar que as premissas dos argumentos abdutivos podem estar erradas e, portanto, não podem ser consideradas verdades universais. Também é recomendável fazer uma avaliação crítica do argumento antes de afirmar as conclusões.

Avaliação crítica do argumento

Para avaliar a eficácia de um argumento abdutivo, é necessário responder a uma série de perguntas críticas, que servem para corroborar a assertividade das premissas e fortalecer a conclusão. Essas perguntas são as seguintes:

  1. As instalações são aceitáveis? Ou seja, em termos objetivos, é possível que N tenha acontecido? Da mesma forma, existem todos os eventos que compõem G? Qual a probabilidade da explicação G? G é realmente a melhor explicação? Quão melhor é G comparado ao resto das hipóteses?
  2. A conclusão é bem fundamentada? Especificamente, a pesquisa foi cuidadosa? Você forneceu informações significativas? Por outro lado, seria preferível continuar a investigação antes de afirmar que G é a melhor resposta para N?

Em muitas ocasiões, após a aplicação dessa avaliação, o argumentador teve que reconsiderar as premissas iniciais. No entanto, a aplicação desta avaliação é necessária apenas quando você deseja desenvolver uma explicação mais decisiva dos fenômenos.

Se um argumento abdutivo é usado na vida cotidiana e em eventos comuns, é improvável que a formulação dessas questões seja necessária, porque o objetivo principal de tais argumentos é chegar a uma conclusão rápida.

Assuntos de interesse

Argumento probabilístico .

Argumento indutivo .

Argumento dedutivo .

Argumento analógico .

Argumento condutor .

Argumento da autoridade .

Referências

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