Mary Parker Follet: Biografia e contribuições para a administração

Mary Parker Follett , chamada “a mãe da administração moderna”, foi uma das pioneiras na criação de um sistema de gestão participativo e inclusivo. No desenvolvimento de suas teorias, ele rompeu com o pensamento dominante do momento, representado pela divisão de tarefas (taylorismo) e pela criação de cadeias de trabalho aplicadas por Ford.

É por isso que seu modelo é definido como mais humanístico e menos mecânico. Em sua tese, Follett sugeriu que as organizações deveriam trabalhar juntas. Além disso, os administradores devem ser capazes de resolver as diferenças existentes, não por dominação, mas por trabalho comum.

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Ele também levantou o desenvolvimento holístico do trabalhador e a interação entre eles como eixo fundamental para um ambiente de trabalho saudável. Essas idéias foram totalmente inovadoras em um período de pleno boom do consumismo e da criação do novo “estado social” capitalista.

Durante sua vida, ele escreveu vários livros que cobriam diferentes áreas do campo social, político e administrativo. Entre eles estão os trabalhos Administração Dinâmica, Porta-voz da Câmara dos Deputados e Experiência Criativa .

Biografia

Follett nasceu no ano de 1868 em uma família comum, no estado de Massachusetts dos Estados Unidos. Aos 12 anos, ingressou na academia mista Thayer Academy em South Baintree, onde conheceu a professora Anna Byton Thompson.

Esse professor o fez entender a aplicação dos métodos científicos nos estudos, tornando-os mais precisos e verificáveis.

Estudos

Graças aos recursos herdados por seu pai e avô, Follett conseguiu entrar no anexo da Universidade de Harvard. Mesmo assim, ele sofria das políticas discriminatórias da academia, uma vez que se recusava a admitir mulheres como estudantes oficiais.

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Apesar disso, ele recebeu educação de professores como George Santayana e William James; Este último o ensinou sobre psicologia aplicada à vida cotidiana e, acima de tudo, nos negócios e na indústria.

Graças às suas altas qualificações, em 1898 ele se formou em summa cum laude e se mudou para Paris, onde iniciou seu doutorado. Em seu retorno aos Estados Unidos, ele se dedicou ao serviço social.

Trabalho social

Em universidades como Harvard e Cambridge, ele entrou em contato com vários ramos humanistas, como filosofia, história e ciência política. Graças a seus vários estudos, ele também teve uma abordagem em várias disciplinas, como psicologia social e administração.

Em Boston, ele ajudou a criar o escritório de trabalho para jovens, adquirindo conhecimento sobre indústria e administração. Graças a suas contribuições para a administração e gestão, ele foi solicitado como consultor e palestrante na Boston Preservation Alliance.

Durante as conversas, Follett disse que uma empresa deveria ser um espaço para trabalho comum e coletivo. Além disso, os métodos de integração devem ser implementados nos períodos conflitantes que ocorrem dentro do espaço de trabalho.

Morte

De 1925 a 1925, Follett trabalhou como teórico em administração e política como resultado da recente queda da Bolsa de Valores de Nova York. Ele morreu em Boston em 18 de dezembro de 1933, aos 63 anos de idade, depois de sofrer de câncer.

Contribuições para a administração

Durante seus estudos, Follett focou na existência de princípios de integração. Esses princípios são condicionados pelas realidades físicas, sociais e psicológicas do indivíduo.

Ou seja, para alcançar a integração do grupo de trabalho era necessário conhecer a realidade de cada trabalhador; Assim, o administrador deve ter como objetivo integrar pessoas e coordenar atividades conjuntas. A partir disso, Follett molda quatro princípios fundamentais:

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1- Coordenar em vários níveis da organização através do contato direto. A pessoa responsável deve entrar em contato com todos os membros da organização, independentemente de sua posição. Isso é aplicável em organizações horizontais e verticais.

2- Incluir no processo de planejamento todos os membros da organização. Nesse processo, todos os membros devem ser levados em consideração e devem participar desde o início.

3- Essa coordenação deve ser realizada por relações recíprocas, levando em consideração os níveis da organização; isto é, que a classificação mais alta influencia os menores e vice-versa.

4- Essa coordenação deve ser um processo contínuo.

Lei da situação

Outro princípio fundamental é o que Follett chamou de lei da situação. Essa lei é contrária aos princípios mecanicistas de Taylor: afirma que as decisões a serem tomadas diante de um dilema organizacional são consideradas de acordo com as condições existentes na mesma organização.

Ou seja, para resolver conflitos, é necessário conhecer cada um dos componentes da organização; por exemplo, os participantes envolvidos, o horário, os meios disponíveis, entre outros.

O resultado desta lei seria a organização e integração do trabalho. Sob essa lei, o conceito de liderança deve se concentrar em cada indivíduo, obtendo uma maior contribuição e maior coesão do grupo.

Outra contribuição ao conceito de liderança é que o líder deve se dedicar a descobrir o talento e as habilidades dos membros individualmente. O trabalho deve ser realizado para desenvolver talentos e habilidades.

Resolução de conflitos

Uma das declarações criadas por Follett se concentra em maneiras de resolver conflitos dentro de uma organização. Nesse campo, são apresentadas quatro estratégias fundamentais:

1- A submissão voluntária de um dos lados.

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2- A vitória de um lado sobre o outro.

3- A chegada de um acordo entre ambas as partes.

4- A integração dos objetivos e interesses dos dois grupos.

Entre essas quatro estratégias, Follett propõe a quarta como uma das mais eficazes para a resolução de conflitos. Com isso, existe uma solução comum entre ambas as partes, sem recorrer ao domínio de uma sobre a outra.

Para que isso ocorra nos melhores termos, Follett argumenta que é necessário substituir a concepção que foi tratada até agora em autoridade e poder.

Sob essa premissa, ele propõe que “poder com” seja desenvolvido no lugar de “poder sobre” e “coerção” no lugar de “coerção”.

Referências

  1. Águeda Planas (2014). História das mulheres em Psicologia; Mary Parker Follett. Recuperado em: dspace.uib.es
  2. Hery Serzo Mary Parker Follett. Recuperado em: reddinconsultants.com
  3. Luis Soto (2001). Revista de contabilidade e administração nº 200. Retirado de: ejournal.unam.mx
  4. Chega de reclamações (2017). Mary Parker Follett, a mãe da administração moderna. Recuperado em: nomaspalidas.coms
  5. Gestiopolis (2001). Mary Parker Follett, suas contribuições para a administração. Recuperado em: Gestiopolis.com

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