Importância da proteção solar: benefícios, riscos e como se proteger

Última actualización: janeiro 26, 2026
  • A radiação UVA e UVB causa danos imediatos e cumulativos na pele, como queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele.
  • Um bom protetor solar deve ter amplo espectro, FPS a partir de 30, textura adequada ao tipo de pele e ser aplicado em quantidade suficiente com reaplicações frequentes.
  • Tecnologias modernas de filtros e veículos (como sistemas de amplo espectro e alta estabilidade) ampliam a proteção, melhoram o conforto de uso e podem incluir benefícios antienvelhecimento e antimanchas.
  • Fotoproteção diária, associada a hábitos inteligentes ao sol e acompanhamento dermatológico, é uma das estratégias mais eficazes para manter a pele saudável a longo prazo.

proteção solar na pele

Proteger a pele do sol não é só uma questão de estética, é um cuidado de saúde de longo prazo. A radiação ultravioleta (UVA e UVB) atua todos os dias, faça frio ou calor, esteja céu azul ou completamente nublado, causando danos que vão desde vermelhidão e queimaduras até envelhecimento precoce e câncer de pele. Por isso, o protetor solar deixou de ser “coisa de praia” e passou a ser item obrigatório da rotina diária de cuidados.

Usar filtro solar de forma correta e consistente reduz de forma significativa o risco de problemas sérios na pele, previne manchas, ajuda a retardar rugas e flacidez e ainda potencializa os resultados de toda a rotina de skincare. Com as novas tecnologias em fotoproteção, hoje é possível encontrar fórmulas mais leves, confortáveis, com benefícios antienvelhecimento, anti manchas, resistentes à água e até mais amigáveis ao meio ambiente.

Por que a proteção solar diária é tão importante?

A radiação UV danifica a pele em vários níveis, mesmo quando você não fica vermelho ou sente que “queimou”. Os raios UVB são mais intensos no verão e ao meio-dia, provocam queimaduras e estão muito ligados ao câncer de pele. Já os raios UVA atravessam nuvens e vidros, estão presentes praticamente com a mesma intensidade o ano inteiro e penetram mais fundo, atingindo a derme, onde causam envelhecimento precoce, manchas e alterações no DNA das células.

Esse dano acumulado ao longo dos anos é responsável pelo fotoenvelhecimento (rugas, perda de firmeza, textura áspera, poros aparentes) e por doenças graves, como diferentes tipos de câncer de pele. Mesmo quem tem pele mais morena ou negra está sujeito a danos, apenas se bronzeia e queima de forma diferente. O fato de não ficar vermelho com facilidade não significa que não haja agressão celular.

Outro ponto importante é que os raios UVA e UVB estimulam a produção de radicais livres, moléculas instáveis que podem atacar componentes das células, inclusive o DNA. Isso favorece mutações e, com o tempo, aumenta a chance de surgirem lesões pré-cancerosas e câncer de pele. O uso constante de protetor solar atua como barreira contra esse processo, minimizando a quantidade de radiação que realmente chega às células.

A pele também sofre com desidratação, irritação e perda de barreira de proteção natural quando é exposta em excesso ao sol. Isso se traduz em sensação de ressecamento, sensibilidade, vermelhidão, coceira e piora de condições pré-existentes, como rosácea, dermatite atópica ou acne. A fotoproteção adequada ajuda a manter a barreira cutânea mais íntegra, forte e menos reativa.

Mesmo em ambientes internos e na cidade, a radiação atravessa janelas e se soma a outros fatores do “exposoma” (poluição, tabagismo, alimentação inadequada, estresse), que aceleram o envelhecimento. Por isso, dermatologistas recomendam aplicar protetor todos os dias, inclusive quando você “nem sai tanto de casa”.

Benefícios pouco lembrados do uso diário de protetor solar

Todo mundo sabe que filtro solar evita queimaduras, mas os benefícios vão bem além disso. Usar o produto certo, na quantidade adequada e reaplicar com frequência traz ganhos estéticos e de saúde que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

Um dos maiores benefícios é a prevenção do envelhecimento precoce. A exposição crônica sem proteção acelera aparecimento de linhas finas, rugas marcadas, perda de elasticidade, poros dilatados e textura irregular. A radiação UVA atinge fibras de colágeno e elastina, “quebrando” essa estrutura de sustentação. Incorporar o protetor na rotina é uma das formas mais eficazes de preservar a juventude da pele a longo prazo.

Outro ponto é a redução da hiperpigmentação e das manchas escuras. A radiação UV estimula melanócitos a produzirem melanina de forma exagerada e desorganizada, surgindo melasma, manchas pós-inflamatórias (pós-acne, por exemplo) e sardas mais intensas. Usar filtro solar diariamente, inclusive dentro de casa, é fundamental para evitar que novas manchas apareçam e para dar chance de clareadores e antioxidantes agirem melhor.

A fotoproteção também reforça a barreira cutânea. Ao impedir que a radiação provoque agressão constante, a pele tende a ficar mais hidratada, menos inflamada e mais resistente. Isso é especialmente importante para peles sensíveis, secas, com tendência a alergias ou que usam ácidos, retinóides, vitamina C concentrada e outros ativos potencialmente irritantes.

Além disso, quando a pele está bem protegida do sol, todos os ativos da sua rotina de skincare rendem mais. Séruns antioxidantes, hidratantes, ácidos e tratamentos anti-idade conseguem atuar com mais eficácia, porque não precisam “lutar” o tempo todo contra o dano contínuo da radiação. Sem fotoproteção, uma parte importante do investimento em cosméticos se perde, já que o sol contraria boa parte do trabalho desses produtos.

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Como escolher um bom protetor solar

Nem todo protetor é igual, e alguns critérios são fundamentais para garantir uma proteção realmente eficaz. A ideia é encontrar um produto que una segurança, conforto de uso e adequação ao seu tipo de pele e rotina.

O primeiro ponto é verificar se o protetor oferece proteção de amplo espectro, ou seja, se protege contra os raios UVA e UVB. Em muitos rótulos aparece “broad spectrum” ou ícones específicos que indicam essa abrangência. Isso é crucial porque filtros que protegem bem só contra UVB podem até evitar queimaduras, mas deixam passar uma boa parte dos raios UVA, responsáveis pelo fotoenvelhecimento e por alterações profundas na pele.

Em seguida, avalie o FPS (Fator de Proteção Solar) indicado na embalagem. De forma geral, recomenda-se FPS 30 ou mais para o dia a dia. FPS 15 é considerado o mínimo em algumas diretrizes, mas a maior parte dos dermatologistas indica FPS 30 como referência, pois bloqueia cerca de 97% da radiação UVB. FPS acima de 50 bloqueiam um pouco mais, mas nenhum produto consegue blindar 100%. Quanto mais clara, sensível ou com histórico de câncer de pele a pessoa for, mais interessante usar FPS mais alto.

Também é importante observar se o protetor é resistente à água e ao suor, principalmente para quem pratica esportes ao ar livre, nada com frequência ou transpira muito. Hoje a legislação não permite que os rótulos prometam “à prova d’água”, apenas “resistente à água” (até 40 minutos) ou “muito resistente à água” (até 80 minutos). Mesmo assim, é indispensável reaplicar após o tempo indicado, depois de se secar com toalha ou transpirar bastante.

A textura é outro fator-chave na escolha. Existem loções, cremes, gel-creme, gel, fluido superleve e até versões em spray. Peles oleosas costumam se adaptar melhor a fórmulas oil-free, de toque seco ou matificante, muitas vezes chamadas de “fluido invisível” ou “acabamento matte”. Já peles secas normalmente preferem texturas mais cremosas e hidratantes. O mais importante é que o produto seja agradável de usar; assim, você não “esquece” de aplicar por incômodo.

Peles sensíveis, com alergias ou em tratamento dermatológico costumam se beneficiar de protetores sem fragrância, sem corantes e com menor potencial irritante. Nesses casos, muitas vezes se opta por filtros físicos (minerais) ou combinações específicas, sempre com orientação médica, para reduzir o risco de irritação, coceira ou ardor ao redor dos olhos.

Tecnologias avançadas em fotoproteção: XL-Protect, Mexoryl e NETLOCK

Nos últimos anos, a dermocosmética evoluiu muito na área de filtros solares, com sistemas complexos que ampliam a proteção e melhoram a estabilidade dos filtros. Entre essas inovações estão tecnologias como XL-Protect (também conhecida como Mexoryl XL) e NETLOCK, presentes em vários protetores de última geração.

XL-Protect / Mexoryl XL é um sistema de filtros que oferece proteção de amplo espectro, cobrindo desde os raios UVB até os UVA mais longos, que penetram profundamente na pele. Esse tipo de tecnologia ajuda a reduzir não apenas as queimaduras, mas também o dano invisível que se acumula na derme e está ligado ao envelhecimento e ao câncer de pele. Em muitas formulações, esse sistema vem combinado com antioxidantes e ingredientes que também defendem a pele contra agressões como poluição e radiação infravermelha.

Já a tecnologia NETLOCK atua como uma espécie de “rede” que gela e estabiliza os filtros solares presentes na fórmula. Assim que o produto é espalhado, os filtros formam uma película uniforme e bem aderente sobre a pele, o que melhora a distribuição da proteção, diminui a migração do produto e aumenta a resistência à água, ao suor e ao atrito. Essa película é fina, leve e confortável, o que facilita o uso diário no rosto, inclusive sob maquiagem.

Um benefício indireto dessa estabilização é que menos produto se desprende e se disperse na água do mar ou da piscina, tornando essas fórmulas potencialmente mais amigáveis ao meio ambiente, especialmente à vida marinha. Embora ainda haja muito a avançar em fotoproteção “reef friendly”, esse tipo de tecnologia é um passo importante na direção de produtos mais sustentáveis.

Graças a esses avanços, hoje existem protetores faciais de alta proteção (como FPS 50+), muito leves, sem perfume, adequados para peles sensíveis e reativas, alguns inclusive com versões com cor para uniformizar o tom da pele. Eles conseguem proteger inclusive contra raios UVA ultra longos (acima de 380 nm), faixa que corresponde a uma parcela expressiva da radiação que atinge diariamente a nossa pele.

Protetor solar com cor x sem cor: qual a diferença?

Os protetores solares tradicionais, sem cor, são muito versáteis e práticos para qualquer situação. Eles podem ser usados no rosto e no corpo, sozinhos ou combinados com maquiagem, e são ideais para quem prefere um acabamento mais invisível, sem interferir no tom natural da pele.

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Já os protetores com cor adicionam pigmentos que dão uma leve cobertura, ajudando a uniformizar o tom da pele. Muitas dessas fórmulas substituem a base no dia a dia, disfarçando manchas leves, vermelhidões, marcas de acne e pequenas imperfeições. É uma boa opção para quem quer sair de casa com aparência mais “arrumada” sem precisar de muita maquiagem.

Além do aspecto estético, o pigmento presente nas versões com cor oferece um tipo extra de proteção contra a luz visível e parte da luz azul, que também podem contribuir para piorar melasma e outras hiperpigmentações. Por isso, pessoas com tendência a manchas costumam se beneficiar bastante de filtros com cor, especialmente no rosto.

No entanto, tanto a versão com cor quanto a sem cor precisam ser aplicadas na quantidade certa para garantir a proteção prometida na embalagem. Não adianta usar apenas uma “camada fina como maquiagem”, pois, nesse caso, o FPS real na pele fica muito abaixo do indicado. Quando necessário, pode-se complementar com corretivo ou base em cima, respeitando a aplicação generosa do protetor.

Fotoproteção e tratamento antienvelhecimento, antimanchas e para peles específicas

Hoje muitos protetores incorporam ativos de tratamento, indo além da simples barreira contra raios UV. Existem fórmulas com vitamina C, vitamina E, ácido hialurônico, glicerina, niacinamida e outros ingredientes que tratam sinais já instalados enquanto protegem do sol.

A vitamina C é um antioxidante potente que ajuda a combater radicais livres, prevenir o fotoenvelhecimento e dar mais luminosidade à pele. Quando associada a filtros solares estáveis, colabora para reduzir linhas finas, uniformizar o tom e proteger estruturas importantes como colágeno e elastina. Já a vitamina E reforça a ação antioxidante, atuando em sinergia com a vitamina C e com os filtros.

Ingredientes hidratantes como glicerina e ácido hialurônico ajudam a manter a pele mais preenchida, macia e confortável o dia todo. Isso é especialmente útil para quem sente que alguns protetores “ressecam” ou repuxam a pele. Ao reunir hidratação intensa e alta proteção em um mesmo produto, a rotina fica menos complexa e mais fácil de seguir.

Existem também fotoprotetores pensados para peles muito claras, sensíveis ou intolerantes ao sol, com fórmulas que combinam alta proteção, resistência à água, à areia, ao cloro e à sal. Esse tipo de produto é interessante para dias de praia e piscina, principalmente em crianças, pessoas com histórico de queimaduras severas ou uso de medicamentos fotossensibilizantes.

Para peles com acne e oleosidade, o sol é um “falso amigo”. No começo, parece que as espinhas secam e a pele melhora, mas, com o tempo, a radiação estimula maior produção de sebo e engrossa a camada superficial da pele, favorecendo o entupimento dos poros. Isso gera o chamado “efeito rebote”, com piora da acne após o período de exposição intensa. Por isso, quem tem pele acneica deve usar protetores específicos, com FPS adequado e fórmulas não comedogênicas, muitas vezes associados ao tratamento para cravos e espinhas.

Riscos do sol em excesso: curto e longo prazo

Os efeitos do sol aparecem tanto imediatamente quanto anos depois, e conhecer esses riscos ajuda a levar a proteção mais a sério. Não se trata apenas de “não queimar”, mas de evitar uma série de problemas cutâneos que podem comprometer a saúde e a aparência da pele.

Entre os efeitos de curto prazo, a queimadura solar é o mais conhecido. A radiação UVB danifica diretamente o DNA das células da pele, rompendo ligações químicas e provocando inflamação intensa. Os vasos sanguíneos da região se dilatam, o que causa o vermelhidão, e tornam-se mais permeáveis, levando à formação de inchaço e bolhas em queimaduras mais severas. A pele fica dolorida, quente ao toque e extremamente sensível.

Apenas algumas queimaduras com bolhas na infância e adolescência já aumentam de forma importante o risco de melanoma, um dos tipos mais graves de câncer de pele. Isso mostra como proteger crianças e adolescentes é fundamental. Chapéu, roupas com proteção UV, óculos escuros e protetor em quantidade adequada são medidas indispensáveis para toda a família.

Outro problema relativamente comum é a chamada “alergia ao sol”, um conjunto de quadros em que surgem manchas avermelhadas, coceira intensa e pequenas bolinhas principalmente em áreas expostas (peito, ombros, braços, pernas) após a exposição. Um dos tipos mais frequentes é a erupção polimorfa à luz. Acredita-se que a radiação UV altere substâncias na pele, desencadeando uma resposta inflamatória exagerada. Quem já tem essa tendência precisa ser bastante cuidadoso com a fotoproteção, usando protetores de muito alto FPS, ampla proteção UVA/UVB (inclusive UVA longos), além de roupas, chapéu e busca por sombra.

A exposição ao sol também está diretamente envolvida em diversos distúrbios de pigmentação, como melasma, manchas escuras localizadas e piora de vitiligo em áreas sem proteção. A radiação UVB estimula melanócitos a produzir melanina; quando esse processo fica descontrolado, surgem manchas irregulares, com bordas difusas. Quem tem histórico de melasma, por exemplo, precisa de proteção diária rigorosa, muitas vezes associada a antioxidantes para potencializar o efeito do protetor.

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Alguns medicamentos tornam a pele muito mais sensível à luz solar, condição chamada de fotossensibilidade. Antibióticos como a doxiciclina, isotretinoína (usada para acne) e certos anti-inflamatórios (como o ibuprofeno) podem provocar reações muito intensas, parecidas com queimaduras severas, mesmo com pouca exposição. Nesses casos, é essencial usar protetor de amplo espectro, com FPS alto e PPD elevado (medida da proteção contra UVA), além de medidas físicas de proteção e evitar ao máximo os horários críticos de radiação.

A radiação UV ainda interfere no sistema imunológico da pele, fenômeno chamado fotoinmunossupressão. Em algumas doenças autoimunes, como psoríase e dermatite atópica, essa imunossupressão controlada pode até ser usada de forma terapêutica, sob supervisão médica. Mas, em outros contextos, essa redução da defesa local pode reativar infecções latentes, como o vírus do herpes simples, facilitando o aparecimento de aftas e feridas em lábios após exposição intensa. Para quem sofre com esse tipo de quadro, é fundamental proteger bem rosto e lábios, usando protetores específicos em bastão para essa área.

Em longo prazo, o excesso de sol sem proteção se traduz em pele com rugas profundas, perda acentuada de elasticidade, vasos aparentes, manchas, espessamento e, principalmente, maior incidência de câncer de pele. Há vários tipos de câncer cutâneo, com causas múltiplas (incluindo genética), mas a exposição inadequada aos UV é um dos fatores mais importantes e bem estabelecidos.

Como aplicar o protetor solar corretamente

Escolher um bom protetor é só metade do caminho; a outra metade é aplicar da forma certa e na quantidade adequada. Erros comuns, como usar produto demais “economizando”, esquecer áreas expostas ou não reaplicar, comprometem a efetividade da fotoproteção.

De maneira geral, recomenda-se aplicar o protetor como último passo da rotina de cuidados faciais, antes da maquiagem. Limpe a pele, aplique séruns e hidratantes, espere alguns instantes e, então, espalhe o protetor em todas as áreas expostas (rosto, pescoço, orelhas e, se possível, nuca e colo). No corpo, o ideal é aplicar alguns minutos antes de se expor ao sol, ainda em casa ou na sombra.

A quantidade é crucial: para o rosto e pescoço, uma boa referência é o equivalente a duas linhas generosas de produto estendidas nos dedos indicador e médio, ou cerca de uma colher de chá cheia. No corpo, a recomendação clássica de estudos é algo próximo de 30 ml (um copinho de shot) para um adulto cobrir todas as áreas expostas. Na prática, use mais do que acha que precisa; é muito comum aplicar menos da metade do necessário.

O protetor deve ser reaplicado a cada 2 horas em exposição direta ao sol, e sempre depois de entrar na água, suar muito ou se secar com toalha, mesmo se o produto for resistente à água. Em ambiente interno, sem incidência direta de sol, a reaplicação pode ser um pouco mais espaçada, mas quem fica próximo a janelas ou se expõe em deslocamentos curtos ao longo do dia também se beneficia da retomada do produto.

Áreas como orelhas, lábios, couro cabeludo exposto (entradas, falhas), mãos e dorso dos pés costumam ser esquecidas, mas são muito atingidas pela radiação. Use bastão ou protetor labial com FPS em lábios e reaplique com frequência, principalmente em praia e piscina. Em crianças, dê preferência a produtos aprovados para uso infantil e sempre associe chapéus de aba larga e roupas com proteção UV.

Quanto às apresentações em spray, é preciso cuidado para evitar inalação e garantir cobertura homogênea. O ideal é aplicar o jato próximo à pele, em quantidade generosa, e espalhar com as mãos. Em crianças, muitas vezes é mais seguro borrifar nas mãos do adulto e espalhar, em vez de pulverizar diretamente, principalmente no rosto.

Protetores solares possuem prazo de validade e podem perder eficácia com o tempo. A maioria é formulada para manter a força por pelo menos 3 anos, mas é importante checar a data na embalagem e ficar atento a mudanças de cor, cheiro ou textura. Se o produto estiver separado, aquoso demais, com grumos ou cheiro estranho, o melhor é descartar e comprar outro.

Para quem se preocupa com vitamina D, é importante lembrar que é possível obtê-la por meio da alimentação e de suplementos prescritos pelo médico, sem depender de exposição solar desprotegida. Como o câncer de pele é um problema sério e relativamente frequente, priorizar a proteção e discutir estratégias de reposição de vitamina D com o profissional de saúde é a abordagem mais segura.

Ao integrar um bom protetor solar à rotina – todos os dias, na quantidade correta e com reaplicação adequada – você está investindo em saúde, bem-estar e aparência da pele no longo prazo. Essa simples decisão diária diminui drasticamente o risco de queimaduras, manchas e câncer de pele, retarda o envelhecimento cutâneo e permite aproveitar o sol com muito mais segurança e tranquilidade.

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